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Chuvas regulares favorecem lavouras em parte do país, aponta Conab

Chuvas mais regulares entre os dias 1º e 21 de maio favoreceram o desenvolvimento das lavouras em parte das regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (21). A análise considera cultivos de verão e de inverno da safra 2025/26. No centro do país, porém, o tempo seco manteve limitações hídricas, sobretudo para o milho segunda safra semeado mais tarde.
De acordo com a Conab, os volumes mais expressivos de precipitação foram registrados no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. Esse comportamento contribuiu para a recuperação da umidade no solo e beneficiou o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e no Paraná. No Sealba, região formada por áreas de Sergipe, Alagoas e Bahia, as condições também permitiram o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra.
Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, as chuvas combinadas com temperaturas menos elevadas ajudaram a manter a umidade do solo em níveis favoráveis para a maior parte das lavouras. Segundo o boletim, dados espectrais indicam condições satisfatórias em grande parte das regiões produtoras monitoradas.
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O índice de vegetação evoluiu de forma próxima à observada na safra passada em várias áreas e, em algumas localidades, se aproximou ou superou os maiores valores do ciclo anterior. Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram recuperação desse indicador ao longo de maio, em linha com a maior regularidade das chuvas.
Para o trigo, a Conab informa que o Paraná registra boas condições de desenvolvimento, favorecidas pela redução das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o cenário meteorológico segue positivo para a cultura. Já em Goiás e Minas Gerais, o monitoramento mantém atenção para deficiência hídrica e temperaturas elevadas, fatores que podem limitar o avanço das lavouras.
O boletim da Conab mostra um quadro climático desigual entre as regiões produtoras neste início de maio, com melhora das condições em áreas que receberam precipitações mais regulares e manutenção do risco hídrico no centro do país. A continuidade desse cenário dependerá do comportamento das chuvas e das temperaturas nas próximas semanas, segundo os dados de monitoramento disponíveis.
Fonte: gov.br
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Quando o agro sai da própria bolha e mostra à sociedade do que é capaz

Na última semana, São Paulo recebeu a primeira edição do São Paulo Innovation Week (SPIW), festival que já nasce com a ambição de se consolidar como o maior encontro de inovação da América Latina.
Realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu e na FAAP, o evento reuniu, ao longo de quatro dias, mais de 1.500 palestrantes distribuídos em 33 palcos simultâneos, promovendo debates sobre tecnologia, ciência, negócios, cultura, comportamento e transformação social.
Entre as diversas trilhas do evento, o agronegócio ganhou espaço ao discutir agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação e inovação. E talvez seja justamente esse o ponto mais importante da presença do agro em um ambiente como esse: mostrar que inovação no campo vai muito além de máquinas modernas ou novos produtos.
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A inovação no agro também está nas novas formas de produzir, na capacidade de escalar práticas ligadas à agricultura regenerativa, no uso inteligente de dados, no desenvolvimento de soluções sustentáveis e na construção de modelos que conciliem produtividade e preservação ambiental. Mas existe um aspecto ainda mais estratégico nessa participação: falar do agro fora dos lugares comuns do agro.
Ampliando a compreensão da sociedade
Historicamente, o setor costuma dialogar em ambientes compostos majoritariamente por públicos já familiarizados e simpáticos ao tema, os chamados “convertidos”. Eventos técnicos, feiras setoriais que se repetem anualmente e fóruns especializados são fundamentais, mas não mais suficientes.
Se quisermos ampliar a compreensão da sociedade sobre a importância do agro, é preciso levar essa conversa para outros espaços, com diferentes públicos e enfoques e abordando novas linguagens.
Estar em um festival de inovação, ao lado de debates sobre tecnologia, cidades inteligentes, inteligência artificial, economia criativa e transformação social, ajuda a reposicionar o agro como um setor conectado aos grandes desafios contemporâneos e que traz consigo pautas positivas e propositivas.
Essa mudança de narrativa é ainda mais importante quando falamos da agenda de mudanças climáticas, que foi amplamente debatida durante o evento. O agro brasileiro tem desafios relevantes, mas também possui enorme potencial para ser parte da solução.
O desenvolvimento de tecnologias voltadas à sustentabilidade, a recuperação de áreas degradadas, o avanço da bioenergia e biocombustíveis, a agricultura de baixo carbono e as práticas regenerativas mostram que o campo pode contribuir diretamente para uma economia mais sustentável.
Por isso, ocupar espaços como o São Paulo Innovation Week não é apenas uma oportunidade de networking ou visibilidade. É uma oportunidade de mudar a comunicação com a sociedade e a sua percepção. De mostrar que o agro está profundamente ligado à inovação, à ciência, à tecnologia e ao futuro. O Brasil possui uma das agriculturas mais competitivas do mundo justamente porque investiu em pesquisa, desenvolvimento e adaptação tecnológica ao longo das últimas décadas.
E esse caminho precisa continuar sendo incentivado. Fortalecer a inovação no agro é fortalecer a capacidade do Brasil de produzir mais, de forma sustentável, e de responder aos desafios do futuro com protagonismo.
O agro brasileiro já mostrou sua capacidade de inovar na produção. Agora, tem a oportunidade de inovar também na forma de se comunicar com o restante da sociedade.

*Rebeca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT)
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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