Sustentabilidade
Planta de cobertura eleva produtividade da soja em até 8,1 sacas por hectare, aponta estudo – MAIS SOJA

A escolha da planta de cobertura pode influenciar diretamente o desempenho da cultura seguinte. É o que indica um estudo conduzido pelo GAPES ICT (Instituto de Ciência, Gestão, Tecnologia e Inovação), em Rio Verde (GO), que avaliou o impacto de diferentes plantas de cobertura no sistema de produção de soja na safra 2025/26.
Entre as coberturas avaliadas, a brachiaria híbrida Mavuno proporcionou produtividade de 83,7 sacas de soja por hectare, um incremento de 6,6 sacas/ha na comparação às 77,1 sc/ha do plantio referência, onde a soja foi cultivada após milho.
O maior ganho numérico do experimento foi registrado pelo Mix de Cobertura da Wolf Sementres que além de Mavuno leva em sua composição Crotalária, Nabo Forrageiro, Milheto BRS 1501 e Feijão Guandu. Foram colhidas 85,2 sacas por hectare, incremento de 8,1 sc/ha em relação à referência.
O estudo foi conduzido em delineamento em blocos casualizados (DBC), com quatro blocos e parcelas de 5 x 3 metros, em área com 40,42% de teor de argila. Foram avaliados seis tratamentos: milho P3601 PWU isolado, Mavuno, BRS Piatã, Ruziziensis, Mix de Cobertura e Mix de Pastejo. As avaliações incluíram produtividade acumulada do sistema soja-milho, compactação do solo, altura de planta, estande e análise de solo (Fe, K, Zn, P e Cu) antes e depois do cultivo das plantas de cobertura.
Os resultados da produtividade da soja foram: 77,1 sc/ha para a referência (milho isolado), 83,7 sc/ha para Mavuno, 81,1 sc/ha para BRS Piatã, 79,2 sc/ha para Ruziziensis, 85,2 sc/ha para o Mix de Cobertura e 79,4 sc/ha para o Mix de Pastejo.
“O estudo do GAPES, não mostrou apenas ganho de produtividade na soja. O Mavuno também produziu mais matéria seca, 9,6 toneladas por hectare, contra 7,9 do Piatã e 6,2 da ruziziensis. São dois parâmetros que caminham juntos e mostram a consistência do material dentro do sistema”, afirma Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Seeds.
O papel do fósforo no resultado
O trabalho também analisou a relação entre os atributos químicos do solo e a produtividade. Foi identificada correlação positiva moderada (r = 0,46) entre os teores de fósforo remanescentes no solo e a produtividade da soja. Entre os tratamentos, o Mix de Cobertura apresentou a menor redução no teor de fósforo após o cultivo das plantas de cobertura, de 14,55%, enquanto os demais tratamentos registraram quedas superiores a 25%.
O relatório aponta ainda que a maior produção de biomassa, isoladamente, não apresentou correlação significativa com a produtividade da soja. Ou seja, os tratamentos com maior volume de matéria seca (como o Mix de Pastejo, com 18,4 t/ha) não foram necessariamente os que mais impactaral no aumento de produtividade.
“Durante muito tempo, a gente trabalhava com estimativa. Agora temos a prova: um estudo conduzido por um instituto respeitado, ao longo de dois anos, mostrando o que o Mavuno entrega dentro do sistema de produção. O que sempre vimos e ouvimos dos agricultores agora comprovado pela ciência”, explica Alexander Wolf, CEO da Wolf Seeds.
De acordo com o executivo, o estudo do GAPES ICT também contribui para consolidar o posicionamento do Mavuno como uma tecnologia voltada ao produtor de grãos, e não apenas como opção de forrageira para pecuária.
“Quando você coloca na ponta do lápis o custo da semente e o retorno em sacas de soja, a conta fecha muito a favor do produtor. Fizemos a estimativa em uma propriedade de 10 mil hectares e, mesmo com um investimento inicial mais alto, o retorno do Mavuno ultrapassa com folga o de outras coberturas do mercado”, acrescenta.
Webinar aberto
Os resultados do estudo do GAPES ICT serão apresentados pela Wolf Seeds no webinar “Tecnologia de Cobertura: mais proteção, maior produção”, marcado para 27 de agosto (quinta-feira), às 18h, no horário de Brasília. O encontro será online e discutirá como a escolha da cobertura pode impactar o sistema de produção.
Participam do webinar Mirlane Pereira, analista de Pesquisa e Desenvolvimento da Wolf Seeds; Landry Loesch, especialista técnico de pastagens da Wolf Seeds; e João Pedro Vitro, pesquisador de Herbologia do Instituto GAPES ICT. A proposta é apresentar os dados técnicos dos estudos e discutir, de forma prática, o papel das plantas de cobertura no planejamento da próxima safra.
SERVIÇO
- Webinar Tecnologia de Cobertura: mais proteção, maior produção
- Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira)
- Horário: 18h (horário de Brasília)
- Trasmissão online e gratuita no site: webinar.wolfseeds.com.br
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Negócios da soja melhoram, mas distância entre compradores e vendedores limita negócios

O mercado brasileiro de soja manteve poucos negócios no físico nesta terça-feira (25), apesar das melhores indicações de preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os vendedores seguem segurando as ofertas, ampliando o spread em relação aos compradores.
Nos portos, as atenções já se voltam para a janela de setembro e outubro, com agosto praticamente sem espaço e a maior parte das ofertas apresentando pagamento alongado. “A estrutura segue de preços firmes, mas com forte disparidade entre os players”, avalia Silveira.
Na Bolsa de Chicago, a sessão foi volátil, mas com retomada do movimento comprador diante da piora nas condições das lavouras norte americanas e, principalmente, das expectativas de demanda aquecida. Os prêmios seguem em patamares firmes.
Segundo Silveira, a disponibilidade de soja permanece reduzida, enquanto os portos já alcançam 100 milhões de toneladas em compromissos totais de exportação.
No mercado físico, as cotações apresentaram avanços em importantes praças produtoras brasileiras:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,50 para R$ 147,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 135,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 154,50 para R$ 155,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta consistente na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. Após um início pressionado, o mercado respondeu a fatores fundamentais e se recuperou. A boa demanda chinesa e a piora nas condições das lavouras americanas sustentaram as cotações.
Em relação às compras chinesas, alguns participantes do setor levantaram preocupações de que as novas sanções dos Estados Unidos anunciadas contra os parceiros comerciais do Irã possam posteriormente afetar empresas chinesas e correr o risco de provocar uma retaliação.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 13.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
As condições das lavouras de soja nos Estados Unidos pioraram na última semana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 23 de agosto, 60% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 61% na semana anterior.
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Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,37 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,52 1/4 por bushel, com elevação de 14,00 centavos de dólar ou 1,13%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 329,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,78 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavos ou 0,69%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,1399 para venda e a R$ 5,1379 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1384 e a máxima de R$ 5,1656.
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Sustentabilidade
Trigo/BR: Avanço da Colheita e Alerta Sanitário nas Principais Regiões – MAIS SOJA

Trigo 6,7% colhido. No RS, no Planalto Superior, a maioria das lavouras segue em perfilhamento, enquanto, nas áreas semeadas no início da janela, já há lavouras em final de florescimento e início de enchimento de grãos. As condições meteorológicas recentes favorecem as manchas foliares e as doenças bacterianas, além de comprometer o desenvolvimento das plantas e o seu potencial produtivo.
No PR, as condições climáticas são consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura, embora a alta umidade, em algumas regiões, tenha provocado a ocorrência de doenças fúngicas. Em SC, de modo geral, o trigo apresenta boas condições. No Meio-Oeste, as lavouras seguem em bom estado, pois a maior radiação solar no início da semana favoreceu o desenvolvimento.
Na Serra e nos Planaltos, predomina o desenvolvimento vegetativo. No Oeste e Extremo Oeste, as lavouras estão mais adiantadas. Em SP, algumas áreas já iniciaram a colheita. Em MG, a colheita segue em boas condições, apesar de redução da produtividade em algumas áreas, devido à brusone que foi favorecida pelo pelo clima desta temporada.
Em GO, a colheita do trigo irrigado avança em ritmo lento. As produtividades apresentam variabilidade, em grande parte, devido à brusone, favorecida pelas chuvas atípicas de junho e julho.
Em MS, a colheita segue em ritmo acelerado, com perda de potencial produtivo em razão da incidência de brusone, principalmente, na região sul e na fronteira. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Milho 2ª Safra/BR: Com 90,4% Concluído, Lavouras Apresentam Resultados Heterogêneos – MAIS SOJA

Milho 2ª Safra: 90,4% colhido. Em MT, a colheita foi finalizada e, mesmo nas áreas de solos arenosos, as produtividades superaram as estimativas iniciais. No PR, a redução das precipitações propiciou uma redução mais rápida da umidade dos grãos e, consequentemente, um avanço na área colhida.
Em MS, a colheita avançou em quase todo o estado, com exceção da região Oeste, onde a colheita foi paralisada devido à falta de espaço para armazenagem. Em GO, a colheita se aproxima da finalização, com produtividades heterogêneas e abaixo das estimativas iniciais em função da irregularidade das precipitações em períodos críticos do desenvolvimento.
Em SP, a colheita avança no estado, principalmente no centro-sul, e já alcança 77% da área semeada. Em MG, o tempo seco e quente favoreceu a perda de umidade dos grãos, favorecendo o avanço da colheita.
No TO, MA e PI, a colheita foi finalizada e as produtividades ficaram abaixo das obtidas na última safra devido à redução das chuvas a partir de meados de abril. Isso impactou, principalmente, as lavouras semeadas fora da janela ideal de cultivo. No PA, o tempo seco favoreceu a secagem natural dos grãos e o avanço da colheita, que alcançou 85% da área cultivada. Ela ainda ocorre nos polos de Santarém e Paragominas, com boas produtividades sendo obtidas e ótima qualidade de grãos.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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