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12 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Soja mantém margem sobre custos em Mato Grosso, enquanto milho opera abaixo do COT

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O produtor de soja em Mato Grosso ainda consegue comercializar a safra 2026/27 acima do valor necessário para cobrir o custo operacional total (COT), mas o cenário de custos elevados exige atenção às margens. No milho, a situação é mais apertada: o preço médio negociado cobre o custo operacional efetivo (COE), porém permanece abaixo do custo operacional total.

Os dados são do projeto CPA-MT, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Senar Mato Grosso, e mostram comportamentos distintos entre as duas principais culturas do estado. Para a soja, o custeio estimado para o ciclo 2026/27 chegou a R$ 4.323,22 por hectare em julho, alta de 3,39% em relação à safra 2025/26.

No milho, o custeio foi estimado em R$ 3.778,76 por hectare em julho, avanço de 0,30% ante junho. Apesar da alta mensal mais moderada, a comparação anual evidencia uma pressão maior sobre os custos da cultura.

Enquanto a soja tem uma diferença positiva entre o preço projetado e o ponto de equilíbrio do COT, o milho apresenta uma distância de R$ 2,89 por saca entre o preço médio e o valor necessário para cobrir todos os custos operacionais. O resultado limita a recuperação das margens do cereal.

Fertilizantes pressionam custo da soja

Na soja, os fertilizantes representam o principal componente de pressão sobre o custeio. A estimativa para o ciclo 2026/27 chegou a R$ 1.993,21 por hectare, com destaque para os macronutrientes, calculados em R$ 1.614,56 por hectare.

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O valor dos macronutrientes avançou 0,30% em relação a junho e atingiu o maior patamar projetado para o ciclo. De acordo com o Imea, a valorização está relacionada às tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia.

Esse ambiente aumenta os riscos relacionados à oferta e à logística dos fertilizantes, com reflexos sobre os custos de produção no estado. A pressão ocorre em um momento em que o produtor precisa administrar despesas elevadas para manter o potencial produtivo das lavouras.

Mesmo com o aumento do custeio, a relação entre produtividade e preço ainda mantém a soja acima do ponto de equilíbrio. Para a safra 2026/27, a produtividade estimada pelo Imea é de 62,44 sacas por hectare.

Com esse rendimento, o ponto de equilíbrio calculado para cobrir o COT é de R$ 107,02 por saca. O valor considera um custo operacional total estimado em R$ 6.682,54 por hectare.

Em julho, o preço médio comercializado para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 111,17 por saca. Dessa forma, a cotação ficou R$ 4,15 acima do ponto de equilíbrio do COT.

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Milho tem margem mais apertada

No milho, o cenário exige maior atenção. O custeio estimado em julho ficou em R$ 3.778,76 por hectare. A principal pressão no mês veio de fertilizantes e corretivos, que subiram 1,14%, para R$ 1.550,19 por hectare. Ao mesmo tempo, houve pequenas reduções nos gastos com defensivos e sementes.

Os defensivos foram estimados em R$ 912,09 por hectare, queda de 0,10% ante junho. Já as sementes recuaram 0,51%, para R$ 844,46 por hectare.

O custo operacional efetivo avançou 0,20%, chegando a R$ 5.504,27 por hectare. O custo operacional total subiu 0,17%, para R$ 6.067,89 por hectare.

Como o Imea ainda não dispõe de uma estimativa de produtividade para a safra 2026/27, o cálculo do ponto de equilíbrio utilizou a média das três últimas safras, de 123,83 sacas por hectare.

A partir desse rendimento, o ponto de equilíbrio foi calculado em R$ 44,45 por saca para o COE e R$ 49 por saca para o COT. O preço médio negociado em julho, de R$ 46,12 por saca, ficou entre os dois parâmetros.

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Na prática, o valor é suficiente para cobrir o custo operacional efetivo, mas não alcança o custo operacional total. A diferença é de R$ 2,89 por saca.

Preços do milho avançam menos que os custos

O descompasso fica ainda mais evidente na comparação com a safra anterior. O preço do milho para a safra 2026/27 registra alta anual de 4,67%.

O avanço, entretanto, ocorre em ritmo inferior ao aumento de 13,83% observado no custeio. A diferença entre os dois movimentos reduz o espaço para recuperação das margens do produtor.

A combinação de custos maiores e preços que não acompanham a mesma velocidade mantém o milho em uma situação mais pressionada do que a soja. O preço atual permite cobrir parte dos custos, mas não todos os componentes considerados no COT.

Para a soja, embora o preço também esteja sujeito às oscilações de mercado e aos custos dos insumos, a diferença positiva em relação ao ponto de equilíbrio do COT oferece uma margem mais favorável no momento.

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Os números do CPA-MT reforçam, assim, a importância de acompanhar não apenas o preço de venda das commodities, mas também a evolução dos custos por hectare e a produtividade necessária para equilibrar a operação.

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Jovem de Goiás morre em acidente que matou vereador e mulher no MT

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Natural de Anápolis, no região central de Goiás, a jovem Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, morreu em um grave acidente registrado em Mato Grosso. O caso também deixou outras duas vítimas fatais, entre elas um vereador do estado e uma mulher.

Em contato com a reportagem, a analista Luana Gabrielle Santana Alves, de 25 anos, confirmou a identidade da irmã. De acordo com a familiar, a jovem atuava como autônoma e não tinha filhos. Nas redes sociais, Luana Gabrielle prestou uma homenagem à irmã, a quem definiu como parceira e confidente.

Na publicação, a jovem relatou que as duas estavam cheias de planos para o futuro e que haviam passado o último fim de semana juntas, sem imaginar que aquele encontro seria uma despedida.

A irmã lamentou a perda repentina e destacou o sofrimento com a ausência de Ana Vitória. “Como eu queria que tudo isso fosse um pesadelo, que você voltasse e que a gente ainda tivesse tanto tempo pela frente. Eu não consigo acreditar, irmã. Não consigo aceitar que você se foi. Está doendo tanto saber que vou ter que aprender a viver sem você aqui”, escreveu.

Acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender ao capotamento de um carro branco, sob a informação de que havia uma pessoa presa às ferragens. Ao chegarem ao local, os militares encontraram os três ocupantes do veículo já mortos. Uma das mulheres apresentava fraturas múltiplas, e a outra sofreu ferimentos graves na cabeça.

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As equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e uma ambulância do hospital foram acionadas para atender à ocorrência. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas. Segunda Luana, Ana Vitória será velada neste domingo (11) na funerária Serpos, início às 23h. O sepultamento será na segunda-feira (12), às 15h, com saída às 13h30.

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Agro Mato Grosso

Paraíso de águas cristalinas em MT foi descoberto por pai e filho durante caçada há 50 anos

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🏞️ Um paraíso de águas cristalinas escondido entre paredões de pedra na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) foi descoberto durante uma caçada há mais de 50 anos, segundo o agente de endemias Osmair Guimarães Farias, de 65 anos. Ele contou que tinha 9 anos quando chegou ao local pela primeira vez, enquanto acompanhava o pai em uma caçada pela região.

Segundo Osmair, os cães que acompanhavam pai e filho encontraram uma anta e começaram a perseguir o animal pela mata. Os dois seguiram os cachorros e, durante o percurso, chegaram ao lugar hoje conhecido como Santuário das Araras, que reúne uma piscina natural de águas cristalinas, cânions, cachoeira e araras-vermelhas.

“Subimos acompanhando os cachorros e chegamos nesse lugar que me deixou muito encantado com aquela beleza toda ali do santuário. No dia seguinte, a gente retornou lá, eu e minhas irmãs, porque eu cheguei e contei para elas a maravilha que a gente tinha encontrado”, detalhou.

O que tem no Santuário das Araras:

  • ⛰️Cânion das Araras: corredor de paredões de rocha arenítica que chegam a 100 metros de altura;
  • 🦜Show das Araras-Vermelhas: dezenas de araras-vermelhas voando livremente entre os paredões;
  • 🏞️Poço azul: piscina natural de águas cristalinas e tons azulados;
  • 🚵Trilha ecológica: caminho em meio à vegetação preservada do Cerrado;
  • 🤿Flutuação e mergulho: águas transparentes que permitem ver peixes e o fundo do poço.

 

Osmair contou que, inicialmente, o lugar ficou conhecido como Boqueirão das Araras, nome inspirado tanto pela presença das aves na região quanto pelas características da paisagem.

“A gente não chamava de Santuário das Araras, a gente chamava de Boqueirão das Araras. Não só pela quantidade de arara que existia, mas pela beleza também do lugar, que é encantador. Até hoje, quando eu chego lá, sinto aquela emoção de estar chegando num lugar que parece que foi Deus que guiou a gente até lá para encontrar”, disse.

Foi somente décadas depois daquela primeira descoberta que Osmair passou a enxergar o potencial turístico do lugar. Segundo ele, isso aconteceu em 2012, quando retornou ao ponto que havia conhecido ainda criança durante uma travessia pela Serra do Roncador. Anos depois, em 2019, uma visita da TV Globo à Serra do Roncador levou à mudança para o nome pelo qual o local é conhecido atualmente.

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“O [jornalista] Chico José chegou lá, se encantou também com toda aquela maravilha e disse: ‘Aqui é um verdadeiro santuário’. E, a partir daquele momento, a gente deixou de chamar de Boqueirão das Araras e começou a chamar de Santuário das Araras’, explicou.

A procura por visitas aumentou, posteriormente. Segundo ele, o local passou a receber turistas que chegavam à região especificamente interessados em conhecer o Santuário das Araras após terem contato com imagens do lugar. Atualmente, o atrativo recebe visitantes de diferentes partes do país.

🗓️☀️ Melhor período para visitar

 

Águas azuis e cristalinas formam piscina natural entre as rochas do Santuário das Araras, na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) — Foto: Lucas Machado de Souza

Águas azuis e cristalinas formam piscina natural entre as rochas do Santuário das Araras, na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) — Foto: Lucas Machado de Souza

Segundo Lucas Machado, proprietário de uma agência de turismo em Barra do Garças, o período de seca, entre o fim de abril e meados de outubro, é o mais indicado para quem busca encontrar a água da piscina natural com a coloração mais azulada e evitar chuvas.

Já para quem deseja ver os raios de sol incidindo diretamente na formação rochosa, a melhor época é durante o período chuvoso, entre meados de outubro e março. Apesar das diferenças entre os períodos, os passeios são realizados durante todo o ano.

O Santuário das Araras fica a cerca de 48 km do centro de Barra do Garças, com acesso pela BR-070 e trecho de estrada de terra. A visita deve ser feita com guia ou agência, e a trilha tem 12 km no total, com cerca de duas horas de caminhada na ida.

🛣️📍 Barra do Garças entre os destinos de ecoturismo

 

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A região de Barra do Garças tem se destacado no cenário nacional do ecoturismo. Um estudo dos principais destinos naturais do Brasil em 2026, desenvolvido pela plataforma PlanetaEXO, apontou o município como o 3º melhor destino de ecoturismo do Brasil e o 1º de Mato Grosso, impulsionado por atrativos como o Santuário das Araras.

Lucas Ribeiro, diretor do PlanetaEXO, afirmou que o município se diferencia pela concentração de diferentes experiências em uma mesma região.

“Em uma mesma viagem, é possível fazer trilhas pelo Cerrado, conhecer cachoeiras e cânions, chegar a mirantes, nadar em águas naturais e também aproveitar águas termais. Existe uma diversidade grande sem que o viajante precise percorrer enormes distâncias entre diferentes regiões do país”, destacou.

Além do Santuário das Araras, a região também oferece diversos atrativos turísticos, como cachoeiras, cânions e piscinas naturais, com trilhas de nível médio a difícil. A região também reúne outros atrativos naturais, como o Cânion do Cipó e a Cachoeira Sol Nascente, que fazem parte dos roteiros de visitação do município.

*Sob supervisão de Kessillen Lopes.

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Pedágio eletrônico começa a funcionar neste sábado (10) na MT-130

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A cobrança de pedágio eletrônico na MT-130, no trecho entre Primavera do Leste e Paranatinga, começou neste sábado (10), com a implantação do sistema de fluxo livre, conhecido como free flow. O modelo substitui as praças físicas de pedágio e permite que os veículos passem pelos pórticos sem precisar parar.

Para veículos de passeio, a tarifa básica passa de R$ 2,55 para R$ 2,64 no pórtico PFF-01 e de R$ 3,85 para R$ 3,98 nos pórticos PFF-02 a PFF-06, a partir de quarta-feira (14), devido ao reajuste anual previsto no contrato de concessão.

  • 🔍Pórtico PFF é uma estrutura metálica instalada sobre a rodovia para a cobrança de pedágio eletrônico. A sigla PFF significa Pórtico Free Flow, e os números identificam cada ponto de cobrança.

O reajuste foi aprovado por unanimidade pela Diretoria Executiva Colegiada da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), durante a 16ª Sessão Regulatória, realizada na sexta-feira (9).

Os valores para as demais categorias de veículos seguem os critérios de classificação veicular e as regras previstas no Contrato de Concessão nº 008/2021.

Como funciona o free flow

Free flow: CNH do Brasil passa a exibir passagens e como pagar o pedágio eletrônico

No sistema free flow, não há cancelas nem necessidade de parar em praças físicas de pedágio. Os pórticos são equipados com sensores que identificam a placa dos veículos ou a etiqueta eletrônica (TAG), usada para o pagamento automático da tarifa.

O pagamento pode ser feito pelo site da concessionária responsável pela rodovia, via Pix ou cartões de crédito e débito, por meio de TAG ou nos totens de autoatendimento disponíveis no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) da rodovia. O prazo para quitar a tarifa é de até 30 dias.

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