Sustentabilidade
Soja: por que o manejo de nematoides está ampliando seu foco no Brasil – MAIS SOJA

O Brasil cultiva mais de 49 milhões de hectares de soja e lidera a produção mundial da oleaginosa. Ao mesmo tempo, os nematoides seguem entre os principais desafios fitossanitários da cultura, causando prejuízos bilionários à produção todos os anos. Nesse cenário, cresce o interesse por soluções capazes de fortalecer a planta desde o início do ciclo, aumentando sua capacidade de responder aos estresses e preservar o potencial produtivo da lavoura.
Se, por décadas, boa parte das estratégias esteve concentrada no controle do patógeno, uma nova geração de tecnologias amplia esse conceito ao direcionar o olhar para outro protagonista da lavoura: a própria planta e sua capacidade de manter a performance diante dos desafios da safra.
Esse movimento ganha espaço no mercado com tecnologias como o Teikko™, primeiro nematicida bioquímico para tratamento de sementes de soja introduzido no Brasil pela PI AgSciences. Mais do que incorporar uma nova ferramenta ao manejo, a tecnologia reforça uma abordagem que complementa as estratégias tradicionais de controle dos nematoides ao priorizar o fortalecimento fisiológico da cultura. Ele atua de dentro para fora e ativa as defesas naturais da planta, promovendo melhor arranque e desenvolvimento em condições de pressão de nematoides.
No campo, essa estratégia é percebida por características valorizadas pelo produtor, como maior vigor, raízes mais saudáveis, melhor uniformidade da lavoura, redução do amarelecimento e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo. Esses benefícios também são percebidos pelos pesquisadores.
“A Fundação MS trabalha com o Teikko™, bioquímico que atua contra vários nematoides. Foram realizados trabalhos em São Gabriel do Oeste, em Ponta Porã e Maracaju e houve uma grande redução de 80 a 90 por cento em nematoides que afetam a cultura agrícola, dependendo da situação e área de produção. Com isso é possível concluir que esse bioquímico tem respondido muito bem na redução populacional, devido a ter um ativador de resistência”, explica Andressa Brida, pesquisadora da Fundação MS.
Além dos benefícios agronômicos, a tecnologia também oferece praticidade operacional. Por não utilizar organismos vivos em sua formulação, proporciona maior flexibilidade de armazenamento e manejo, facilitando sua adoção em diferentes sistemas de produção.
“Os nematoides podem causar perdas superiores a 10% na produtividade anualmente. É uma dor muito latente para o produtor, que sente esse impacto diretamente no bolso todos os anos. Na prática, isso significa que, a cada dez anos, o produtor pode perder o equivalente a uma safra inteira por conta desse problema”, conta Gabriel Dutra, especialista em desenvolvimento de mercado.
Para a PI AgSciences, essa evolução só acontece de forma consistente quando ciência, inovação e campo caminham juntos. Por isso, a empresa atua em parceria com pesquisadores, consultores, distribuidores, cooperativas, revendas e produtores rurais para acelerar a adoção de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais eficiente, resiliente e sustentável. Recentemente, vários encontros foram realizados em diversas regiões do país com consultores de elite, exatamente para ampliar o debate sobre a evolução do manejo de nematoides.
“O produtor brasileiro convive com desafios cada vez mais complexos e precisa de tecnologias que entreguem valor de forma consistente no sistema produtivo. A PI AgScienceslidera a ciência de uma linha de produtos que é a mais nova fronteira tecnológica na proteção de cultivos. Teikko™ nasce justamente dessa busca por novas respostas a um problema relevante para a soja brasileira. Mais do que disponibilizar uma nova solução, ele é a escolha inteligente para o manejo de nematoides no país, combinando inovação, conhecimento científico e resultados no campo”, destaca Jonas Cuzzi, Head Brasil da PI AgSciences.
Sobre a PI AgSciences
A PI AgSciences é a unidade de soluções para agricultura da PI Industries, grupo global de ciências da vida com mais de 80 anos de atuação e presença em mais de 40 países. A companhia desenvolve tecnologias agrícolas com base em ciência, pesquisa e inovação, com foco em oferecer soluções para os principais desafios da agricultura moderna. PI AgSciences – Reimagining a Healthier Planet.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Milho fecha em alta em Chicago com preocupações sobre oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelas preocupações em torno da oferta global do produto. As tensões na região do Mar Negro geraram dúvidas sobre a capacidade da Ucrânia de manter suas exportações com o aumento dos conflitos com a Ucrânia. Na Europa, o serviço de monitoramento de safras MARS reduziu pelo segundo mês consecutivo sua previsão para a produtividade do milho da União Europeia, após o calor e a seca continuarem prejudicando as lavouras. No Brasil, o temor esteve no quadro climático complicado previsto para a produção de grãos em razão do fenômeno El Niño.
Para a safra norte-americana houve indicativo de que a produtividade do cereal fique abaixo da prevista pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Na semana passada a Pro Farmer projetou um rendimento médio do milho dos Estados Unidos em 173,2 bushels por acre, abaixo dos 180,7 bushels por acre previstos pelo USDA.
O recuo do petróleo em Nova York, a valorização do dólar em relação a outras moedas e o desempenho mais fraco na demanda para o cereal estadunidense limitaram os ganhos de serem mais expressivos no pregão.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.296.271 toneladas na semana encerrada no dia 20 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.944.870 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.338.532 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro de 2025, as inspeções somam 82.281.525 toneladas, contra 65.559.108 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,15 1/2, alta de 7,00 centavos, ou 1,37% relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 5,30 1/4, avanço de 6,75 centavos, ou 1,28% por bushel em relação ao fechamento anterior.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
IMEA: Colheita de algodão em MT atinge 69,5% com ritmo recorde no campo e pressão no mercado – MAIS SOJA

Na comparação semanal, o preço do caroço subiu 0,42%, alcançando R$ 799,09/t, enquanto o óleo de algodão avançou 1,60%, para R$ 5.259,09/t. Apesar das altas pontuais, ambos acumulam queda na comparação mensal, de 6,70% para o caroço e 1,66% para o óleo, refletindo o avanço da colheita e do beneficiamento da nova safra.
Na comparação com o mesmo período da safra passada, os preços permanecem inferiores, com recuo de 11,73% para o caroço e de 5,61% para o óleo. Esse aumento da oferta ocorre em um momento de demanda enfraquecida por coprodutos, limitando a velocidade de absorção dos novos volumes e mantendo o mercado pressionado no curto prazo. Para o óleo, embora a demanda dos setores alimentício e de biodiesel contribua para dar suporte às cotações, esse fator ainda não foi suficiente para reverter a queda acumulada. Para as próximas semanas, com a continuidade da colheita, a disponibilidade tende a seguir elevada, mantendo a pressão sobre os preços.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,22% na última semana, pressionado pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- AUMENTO: refletindo a valorização na cotação do petróleo, o preço do poliéster exibiu alta de 2,50% ante a semana passada, ficando na média de ¢ US$ 40,35/lb.
- ELEVAÇÃO: o contrato dez/26 na bolsa de NY apresentou valorização de 3,56% no comparativo semanal, fechando na média de ¢ US$ 87,19/lb.
Até o dia 21/08, a colheita de algodão alcançou 69,52% da área projetada para a safra 25/26.
O avanço semanal de 14,77 p.p. foi o maior registrado na atual safra, refletindo a melhora das condições para a realização das atividades no campo. O ritmo supera em 14,00 p.p. o observado na safra passada, influenciado pela menor área estimada para esta safra e pelas chuvas registradas no mesmo período do ano passado, que impactaram o avanço da colheita.
Dentre as regiões que mais avançaram na semana, Oeste e Centro-Sul lideraram os incrementos, com 20,36 p.p. e 19,14 p.p., respectivamente, favorecidos pelas condições climáticas predominantes marcadas por tempo mais quente e seco no estado. Já a região Noroste apresenta 55,20% da área colhida, com o menor percentual observado devido a ocorrência de chuvas, que atrasaram o início dos trabalhos. Para as próximas semanas, a previsão indica um cenário predominantemente seco e quente em MT, favorecendo o avanço das operações.
Fonte: IMEA
Agro Mato Grosso
Syngenta nomeia Silvia Martinuzzo para operações de licenciamento

Executiva assume liderança de Licensing Operations da área de sementes no Brasil após atuar em planejamento estratégico
A Syngenta nomeou Silvia Andrade Martinuzzo para liderar as operações de licenciamento da área de sementes no Brasil. A executiva assumiu a função após dois anos e sete meses na área de planejamento estratégico da companhia.
Silvia ingressou na Syngenta em maio de 2023. No primeiro cargo, como coordenadora de estratégia para sementes na América Latina, conduziu o planejamento de longo prazo para a região. O trabalho incluiu um horizonte de 15 anos e suporte a processos de fusões, aquisições e colaborações.
Em janeiro de 2024, passou ao planejamento estratégico de sementes no Brasil. Nessa posição, coordenou o plano de cinco anos da operação, a revisão anual de prioridades e a gestão dos objetivos e resultados-chave, os OKRs, usados pela equipe executiva como indicadores de desempenho.
A profissional também acompanhou comitês voltados a ferramentas digitais e sustentabilidade. Atuou como PMO em projetos estratégicos e estudos de novos modelos de negócio.
Antes da Syngenta, Martinuzzo trabalhou no QuintoAndar e na Votorantim Cimentos, com atividades ligadas a inteligência de mercado, estratégia, marketing B2B e planejamento.
Graduada em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo, possui especialização em gestão de projetos pela mesma instituição. Também cursou programas executivos em fusões e aquisições e estratégia de marketing no Insper.
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