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25 de agosto de 2026

Business

Colheita do milho de inverno 2025/26 chega a 90,4% no Brasil

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A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Brasil alcançou 90,4% da área semeada até a última sexta-feira (21), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 5,7 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com igual momento da safra 2024/25, quando 94,8% da área havia sido colhida, os trabalhos seguem em ritmo mais lento.

O percentual também ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, de 91,1%, de acordo com o boletim semanal de progresso de safra da Conab.

Entre os estados produtores de milho de inverno, Piauí, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso já concluíram a colheita. Entre os demais, Goiás lidera os trabalhos, com 95% da área colhida, seguido por Mato Grosso do Sul, com 80%, São Paulo, com 77%, e Minas Gerais e Paraná, ambos com 73%.

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No algodão 2025/26, a colheita atingiu 70,5% da área no país, avanço de 10,9 pontos porcentuais na semana. Em relação ao mesmo período da safra passada, quando o índice era de 60,3%, houve adiantamento de 10,2 pontos porcentuais. Frente à média dos últimos cinco anos, de 74,7%, o ritmo segue abaixo.

Entre os estados produtores da fibra, Maranhão aparece com 96% da área colhida, seguido por Mato Grosso do Sul, com 93%, Piauí, com 87%, e Goiás, com 84%. Mato Grosso, principal produtor, havia colhido 72,3% da área até a sexta-feira.

Já a colheita de trigo 2026 chegou a 6,7% da área plantada, com avanço semanal de 2 pontos porcentuais. O índice está abaixo do registrado no mesmo momento da safra 2025, quando a colheita somava 7,7%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 8%.

Entre os principais produtores de trigo, Goiás registra o ritmo mais avançado, com 76% da área ceifada, seguido por Mato Grosso do Sul, com 57%, Minas Gerais, com 53%, e São Paulo, com 5%.

Os dados da Conab mostram, portanto, avanço da colheita de milho, algodão e trigo no país, com diferenças de ritmo entre culturas e estados na comparação semanal, anual e com a média das últimas cinco safras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA projeta 186 milhões de t de soja para o Brasil na safra 26/27; custos e preços serão decisivos

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Foto: Pixabay

O Brasil deve produzir 186,0 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, conforme estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Scot Consultoria, a projeção mantém o país na liderança mundial e amplia a disputa com os Estados Unidos, cuja produção está estimada em 122,4 milhões de toneladas.

Na safra 2025/26, a produção brasileira foi estimada pela Conab em 180,5 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento foi resultado da expansão de 2,7% da área cultivada e do aumento de 2,5% na produtividade média. Centro-Oeste e Sul concentram 70,8% da produção nacional, com Mato Grosso respondendo por 28,6% do total.

O avanço da soja também ocorre no Norte e Nordeste, especialmente em Tocantins, Maranhão e Bahia, na região do Matopiba. A expansão aumenta a importância de investimentos em armazenagem, rodovias e portos do Arco Norte, já que a infraestrutura logística pode determinar a competitividade da produção brasileira.

Para 2025/26, a Conab estima exportações de 116,2 milhões de toneladas, alta de 7,4%, enquanto o consumo doméstico deve chegar a 65,9 milhões de toneladas. Mesmo com o aumento da produção, os estoques finais estão projetados em 9,2 milhões de toneladas. O mercado também será influenciado pela demanda chinesa, com o USDA estimando importações de 115 milhões de toneladas pela China em 2026/27.

A disputa entre Brasil e Estados Unidos, portanto, não será definida apenas pelo volume produzido. Embora o Brasil tenha vantagem em produção e disponibilidade para exportação, os Estados Unidos contam com menor distância entre áreas produtoras, indústrias e portos, reduzindo custos de transporte.

Para o Brasil, câmbio, demanda, juros, custos logísticos e capacidade de comercialização serão fatores decisivos para transformar a produção recorde em maior competitividade.

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Agro Mato Grosso

Agro emprega 27,8 milhões de pessoas no Brasil, aponta Cepea

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O agronegócio brasileiro empregou 27,79 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Cepea, em parceria com a CNA. O número representa uma redução de 1%, ou 267,3 mil trabalhadores, em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar da retração, os pesquisadores destacam que o resultado ocorre após uma sequência de recordes na ocupação do setor. No primeiro trimestre, os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% de toda a população ocupada do país, abaixo dos 26,33% registrados um ano antes.

A queda foi concentrada principalmente nos segmentos de agrosserviços, que perdeu 308 mil trabalhadores (-2,9%), e de agroindústrias, com redução de 148,5 mil (-3,1%). O setor de insumos também apresentou recuo, de 1,2%.

Na direção contrária, o segmento primário ampliou a ocupação em 2,5%, incorporando cerca de 190 mil trabalhadores. O crescimento ajudou a reduzir o impacto da queda registrada nos demais elos da cadeia.

Mais escolaridade

O levantamento também mostra uma transformação no perfil da mão de obra do agronegócio. Enquanto caiu o número de trabalhadores sem instrução, com ensino fundamental e com ensino médio, o contingente de pessoas com ensino superior cresceu 1,6%, equivalente a aproximadamente 72,9 mil trabalhadores.

Para o Cepea, o movimento dá continuidade ao processo de aumento da escolaridade média da força de trabalho do setor observado nos últimos anos.

Entre as categorias profissionais, houve redução de empregados com e sem carteira assinada, empregadores e trabalhadores familiares auxiliares. Já os trabalhadores por conta própria cresceram 1,8%, com acréscimo de aproximadamente 120,2 mil pessoas.

Mulheres ampliam participação

A ocupação também recuou entre homens e mulheres, mas em ritmos diferentes. O número de homens trabalhando no agronegócio caiu 1,2%, enquanto entre as mulheres a redução foi de 0,5%.

Com a queda menos intensa entre as trabalhadoras, a participação feminina na força de trabalho do agronegócio voltou a avançar, mantendo uma tendência observada nos últimos anos.

Os dados mostram, portanto, um mercado de trabalho do agronegócio que passa por uma fase de ajuste no volume de ocupação, mas também por mudanças estruturais: mais trabalhadores qualificados, maior participação feminina e crescimento do trabalho por conta própria.

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Agro Mato Grosso

Soja mantém margem sobre custos em Mato Grosso, enquanto milho opera abaixo do COT

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O produtor de soja em Mato Grosso ainda consegue comercializar a safra 2026/27 acima do valor necessário para cobrir o custo operacional total (COT), mas o cenário de custos elevados exige atenção às margens. No milho, a situação é mais apertada: o preço médio negociado cobre o custo operacional efetivo (COE), porém permanece abaixo do custo operacional total.

Os dados são do projeto CPA-MT, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Senar Mato Grosso, e mostram comportamentos distintos entre as duas principais culturas do estado. Para a soja, o custeio estimado para o ciclo 2026/27 chegou a R$ 4.323,22 por hectare em julho, alta de 3,39% em relação à safra 2025/26.

No milho, o custeio foi estimado em R$ 3.778,76 por hectare em julho, avanço de 0,30% ante junho. Apesar da alta mensal mais moderada, a comparação anual evidencia uma pressão maior sobre os custos da cultura.

Enquanto a soja tem uma diferença positiva entre o preço projetado e o ponto de equilíbrio do COT, o milho apresenta uma distância de R$ 2,89 por saca entre o preço médio e o valor necessário para cobrir todos os custos operacionais. O resultado limita a recuperação das margens do cereal.

Fertilizantes pressionam custo da soja

Na soja, os fertilizantes representam o principal componente de pressão sobre o custeio. A estimativa para o ciclo 2026/27 chegou a R$ 1.993,21 por hectare, com destaque para os macronutrientes, calculados em R$ 1.614,56 por hectare.

O valor dos macronutrientes avançou 0,30% em relação a junho e atingiu o maior patamar projetado para o ciclo. De acordo com o Imea, a valorização está relacionada às tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia.

Esse ambiente aumenta os riscos relacionados à oferta e à logística dos fertilizantes, com reflexos sobre os custos de produção no estado. A pressão ocorre em um momento em que o produtor precisa administrar despesas elevadas para manter o potencial produtivo das lavouras.

Mesmo com o aumento do custeio, a relação entre produtividade e preço ainda mantém a soja acima do ponto de equilíbrio. Para a safra 2026/27, a produtividade estimada pelo Imea é de 62,44 sacas por hectare.

Com esse rendimento, o ponto de equilíbrio calculado para cobrir o COT é de R$ 107,02 por saca. O valor considera um custo operacional total estimado em R$ 6.682,54 por hectare.

Em julho, o preço médio comercializado para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 111,17 por saca. Dessa forma, a cotação ficou R$ 4,15 acima do ponto de equilíbrio do COT.

Milho tem margem mais apertada

No milho, o cenário exige maior atenção. O custeio estimado em julho ficou em R$ 3.778,76 por hectare. A principal pressão no mês veio de fertilizantes e corretivos, que subiram 1,14%, para R$ 1.550,19 por hectare. Ao mesmo tempo, houve pequenas reduções nos gastos com defensivos e sementes.

Os defensivos foram estimados em R$ 912,09 por hectare, queda de 0,10% ante junho. Já as sementes recuaram 0,51%, para R$ 844,46 por hectare.

O custo operacional efetivo avançou 0,20%, chegando a R$ 5.504,27 por hectare. O custo operacional total subiu 0,17%, para R$ 6.067,89 por hectare.

Como o Imea ainda não dispõe de uma estimativa de produtividade para a safra 2026/27, o cálculo do ponto de equilíbrio utilizou a média das três últimas safras, de 123,83 sacas por hectare.

A partir desse rendimento, o ponto de equilíbrio foi calculado em R$ 44,45 por saca para o COE e R$ 49 por saca para o COT. O preço médio negociado em julho, de R$ 46,12 por saca, ficou entre os dois parâmetros.

Na prática, o valor é suficiente para cobrir o custo operacional efetivo, mas não alcança o custo operacional total. A diferença é de R$ 2,89 por saca.

Preços do milho avançam menos que os custos

O descompasso fica ainda mais evidente na comparação com a safra anterior. O preço do milho para a safra 2026/27 registra alta anual de 4,67%.

O avanço, entretanto, ocorre em ritmo inferior ao aumento de 13,83% observado no custeio. A diferença entre os dois movimentos reduz o espaço para recuperação das margens do produtor.

A combinação de custos maiores e preços que não acompanham a mesma velocidade mantém o milho em uma situação mais pressionada do que a soja. O preço atual permite cobrir parte dos custos, mas não todos os componentes considerados no COT.

Para a soja, embora o preço também esteja sujeito às oscilações de mercado e aos custos dos insumos, a diferença positiva em relação ao ponto de equilíbrio do COT oferece uma margem mais favorável no momento.

Os números do CPA-MT reforçam, assim, a importância de acompanhar não apenas o preço de venda das commodities, mas também a evolução dos custos por hectare e a produtividade necessária para equilibrar a operação.

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Agro MT