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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Negócios da soja melhoram, mas distância entre compradores e vendedores limita negócios

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja manteve poucos negócios no físico nesta terça-feira (25), apesar das melhores indicações de preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os vendedores seguem segurando as ofertas, ampliando o spread em relação aos compradores.

Nos portos, as atenções já se voltam para a janela de setembro e outubro, com agosto praticamente sem espaço e a maior parte das ofertas apresentando pagamento alongado. “A estrutura segue de preços firmes, mas com forte disparidade entre os players”, avalia Silveira.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi volátil, mas com retomada do movimento comprador diante da piora nas condições das lavouras norte americanas e, principalmente, das expectativas de demanda aquecida. Os prêmios seguem em patamares firmes.

Segundo Silveira, a disponibilidade de soja permanece reduzida, enquanto os portos já alcançam 100 milhões de toneladas em compromissos totais de exportação.

No mercado físico, as cotações apresentaram avanços em importantes praças produtoras brasileiras:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,50 para R$ 147,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 154,50 para R$ 155,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta consistente na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. Após um início pressionado, o mercado respondeu a fatores fundamentais e se recuperou. A boa demanda chinesa e a piora nas condições das lavouras americanas sustentaram as cotações.

Em relação às compras chinesas, alguns participantes do setor levantaram preocupações de que as novas sanções dos Estados Unidos anunciadas contra os parceiros comerciais do Irã possam posteriormente afetar empresas chinesas e correr o risco de provocar uma retaliação.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 13.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

As condições das lavouras de soja nos Estados Unidos pioraram na última semana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até 23 de agosto, 60% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 61% na semana anterior.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,37 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,52 1/4 por bushel, com elevação de 14,00 centavos de dólar ou 1,13%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 329,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,78 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavos ou 0,69%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,1399 para venda e a R$ 5,1379 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1384 e a máxima de R$ 5,1656.

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Avanço da Colheita e Alerta Sanitário nas Principais Regiões – MAIS SOJA

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Trigo 6,7% colhido. No RS, no Planalto Superior, a maioria das lavouras segue em perfilhamento, enquanto, nas áreas semeadas no início da janela, já há lavouras em final de florescimento e início de enchimento de grãos. As condições meteorológicas recentes favorecem as manchas foliares e as doenças bacterianas, além de comprometer o desenvolvimento das plantas e o seu potencial produtivo.

No PR, as condições climáticas são consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura, embora a alta umidade, em algumas regiões, tenha provocado a ocorrência de doenças fúngicas. Em SC, de modo geral, o trigo apresenta boas condições. No Meio-Oeste, as lavouras seguem em bom estado, pois a maior radiação solar no início da semana favoreceu o desenvolvimento.

Na Serra e nos Planaltos, predomina o desenvolvimento vegetativo. No Oeste e Extremo Oeste, as lavouras estão mais adiantadas. Em SP, algumas áreas já iniciaram a colheita. Em MG, a colheita segue em boas condições, apesar de redução da produtividade em algumas áreas, devido à brusone que foi favorecida pelo pelo clima desta temporada.

Em GO, a colheita do trigo irrigado avança em ritmo lento. As produtividades apresentam variabilidade, em grande parte, devido à brusone, favorecida pelas chuvas atípicas de junho e julho.

Em MS, a colheita segue em ritmo acelerado, com perda de potencial produtivo em razão da incidência de brusone, principalmente, na região sul e na fronteira. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

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Sustentabilidade

Milho 2ª Safra/BR: Com 90,4% Concluído, Lavouras Apresentam Resultados Heterogêneos – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra: 90,4% colhido. Em MT, a colheita foi finalizada e, mesmo nas áreas de solos arenosos, as produtividades superaram as estimativas iniciais. No PR, a redução das precipitações propiciou uma redução mais rápida da umidade dos grãos e, consequentemente, um avanço na área colhida.

Em MS, a colheita avançou em quase todo o estado, com exceção da região Oeste, onde a colheita foi paralisada devido à falta de espaço para armazenagem. Em GO, a colheita se aproxima da finalização, com produtividades heterogêneas e abaixo das estimativas iniciais em função da irregularidade das precipitações em períodos críticos do desenvolvimento.

Em SP, a colheita avança no estado, principalmente no centro-sul, e já alcança 77% da área semeada. Em MG, o tempo seco e quente favoreceu a perda de umidade dos grãos, favorecendo o avanço da colheita.

No TO, MA e PI, a colheita foi finalizada e as produtividades ficaram abaixo das obtidas na última safra devido à redução das chuvas a partir de meados de abril. Isso impactou, principalmente, as lavouras semeadas fora da janela ideal de cultivo. No PA, o tempo seco favoreceu a secagem natural dos grãos e o avanço da colheita, que alcançou 85% da área cultivada. Ela ainda ocorre nos polos de Santarém e Paragominas, com boas produtividades sendo obtidas e ótima qualidade de grãos.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Cerca de 83% do crédito rural para soja teve aderência ao cultivo financiado, aponta Serasa

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Foto: Magnific

A soja financiada estava, na maior parte dos casos, onde deveria estar. É o que mostra o “Mapa da Soja”, estudo inédito da Serasa Experian que cruzou dados de crédito rural com imagens de satélite para verificar a correspondência entre a finalidade do financiamento público e o cultivo efetivamente encontrado nas áreas informadas pelos produtores.

Na safra 2025/26, 82,6% das 42.691 operações analisadas apresentaram aderência entre o crédito contratado e a cultura identificada no campo. O resultado representa uma melhora de 6,6 pontos percentuais em relação à safra 2022/23, quando o índice era de 76%.

O levantamento considerou 1,97 milhão de hectares financiados e utilizou imagens de sensoriamento remoto e tecnologia proprietária da Serasa Experian. Do total de operações, 66,7% não apresentaram indícios de desvio de finalidade. Outros 15,9% registraram diferença de até 10% entre a área financiada e a área em que a soja foi identificada. Segundo a empresa, essa margem pode estar relacionada à escala do mapeamento ou a imprecisões nos limites das glebas e não representa necessariamente uma irregularidade.

O dado que chama atenção está no grupo restante. Em 17,4% das operações, a diferença entre a área financiada e a área identificada com soja superou 10%. Desse universo, 10,6% apresentaram divergências entre 10% e 50% da área contratada, 3,7% entre 50% e 90% e 3,1% entre 90% e 100%.

Em alguns casos, a diferença foi expressiva. Uma das operações analisadas financiou o custeio de soja em 76,54 hectares, mas nenhuma área com a cultura foi identificada pelas imagens de satélite. Em outro caso, dos 37 hectares contratados para o cultivo de soja, apenas 10,42 hectares apresentaram a cultura, uma divergência de 71,8%.

Esses casos, porém, não significam automaticamente fraude ou uso irregular do crédito. A própria Serasa Experian ressalta que os indicadores funcionam como sinais de atenção e podem orientar uma investigação mais detalhada pelas instituições financeiras.

“Quando transformamos imagens de satélite e dados territoriais em indicadores objetivos, o monitoramento deixa de depender de uma análise amostral”, afirma Marcelo Pimenta, head de Agro da Serasa Experian.

Segundo ele, a tecnologia permite direcionar os esforços para as operações que apresentam maior divergência e podem exigir verificações documentais, contratuais, cadastrais ou agronômicas.

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R$ 2,2 bilhões sob atenção

A análise também dimensionou o impacto financeiro das operações com maiores divergências. Os casos em que o possível desvio de finalidade superou 10% da área financiada correspondem a mais de R$ 2,2 bilhões em crédito concedido, cerca de 25% de todo o volume financeiro analisado.

O dado não significa que R$ 2,2 bilhões tenham sido utilizados irregularmente. Trata-se do volume de recursos associado às operações que apresentaram divergências superiores a 10% no cruzamento entre os dados do financiamento e o mapeamento territorial.

A tecnologia, nesse contexto, funciona como uma ferramenta de triagem. Em vez de submeter toda uma carteira de crédito a uma análise manual, bancos e instituições financeiras podem identificar previamente as operações que merecem uma checagem mais aprofundada.

O relógio do plantio

O estudo também olhou para outro aspecto do cultivo, quando a soja foi plantada. No recorte agroclimático, a Serasa Experian monitorou 1,53 milhão de talhões, que somam 46,9 milhões de hectares de soja. O levantamento mostrou que 97,8% da área analisada foi plantada dentro das janelas recomendadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o ZARC.

A maior parte, 84,9%, estava enquadrada na faixa de risco agroclimático de 20%. Outros 10,7% estavam na faixa de 30% e 2,2% na de 40%. Os 2,2% restantes apresentaram divergência estimada entre a data de plantio identificada e a janela parametrizada para a região.

O dado acrescenta uma segunda camada à análise do crédito rural. Não basta saber se a cultura financiada está presente. O momento em que ela foi plantada também ajuda a compreender a exposição da lavoura ao risco climático.

“O ZARC traz uma dimensão complementar importante para a análise porque permite entender não apenas se a soja foi plantada, mas em que momento isso ocorreu e sob qual nível de exposição agroclimática”, diz Pimenta.

Satélite como ferramenta de fiscalização

O “Mapa da Soja” combina microdados públicos do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, o SICOR, com mapas proprietários de cultivo da Serasa Experian. A empresa utilizou séries temporais de imagens multiespectrais dos satélites Sentinel-2 e modelos automáticos para identificar a presença da soja nas áreas financiadas.

A proposta é transformar imagens e dados territoriais em indicadores que possam apoiar a gestão do crédito rural. O monitoramento ganha importância diante das exigências regulatórias relacionadas ao crédito agrícola e às regras do Manual de Crédito Rural e da Resolução CMN nº 5.267/2025.

Ainda assim, o estudo faz uma ressalva importante. O sensoriamento remoto, isoladamente, não comprova uma irregularidade. Os resultados servem para identificar sinais de atenção e priorizar operações que podem passar por validações documentais, cadastrais, contratuais e agronômicas.

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