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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/BR: Avanço da Colheita e Alerta Sanitário nas Principais Regiões – MAIS SOJA

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Trigo 6,7% colhido. No RS, no Planalto Superior, a maioria das lavouras segue em perfilhamento, enquanto, nas áreas semeadas no início da janela, já há lavouras em final de florescimento e início de enchimento de grãos. As condições meteorológicas recentes favorecem as manchas foliares e as doenças bacterianas, além de comprometer o desenvolvimento das plantas e o seu potencial produtivo.

No PR, as condições climáticas são consideradas favoráveis ao desenvolvimento da cultura, embora a alta umidade, em algumas regiões, tenha provocado a ocorrência de doenças fúngicas. Em SC, de modo geral, o trigo apresenta boas condições. No Meio-Oeste, as lavouras seguem em bom estado, pois a maior radiação solar no início da semana favoreceu o desenvolvimento.

Na Serra e nos Planaltos, predomina o desenvolvimento vegetativo. No Oeste e Extremo Oeste, as lavouras estão mais adiantadas. Em SP, algumas áreas já iniciaram a colheita. Em MG, a colheita segue em boas condições, apesar de redução da produtividade em algumas áreas, devido à brusone que foi favorecida pelo pelo clima desta temporada.

Em GO, a colheita do trigo irrigado avança em ritmo lento. As produtividades apresentam variabilidade, em grande parte, devido à brusone, favorecida pelas chuvas atípicas de junho e julho.

Em MS, a colheita segue em ritmo acelerado, com perda de potencial produtivo em razão da incidência de brusone, principalmente, na região sul e na fronteira. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab


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Sustentabilidade

Milho 2ª Safra/BR: Com 90,4% Concluído, Lavouras Apresentam Resultados Heterogêneos – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra: 90,4% colhido. Em MT, a colheita foi finalizada e, mesmo nas áreas de solos arenosos, as produtividades superaram as estimativas iniciais. No PR, a redução das precipitações propiciou uma redução mais rápida da umidade dos grãos e, consequentemente, um avanço na área colhida.

Em MS, a colheita avançou em quase todo o estado, com exceção da região Oeste, onde a colheita foi paralisada devido à falta de espaço para armazenagem. Em GO, a colheita se aproxima da finalização, com produtividades heterogêneas e abaixo das estimativas iniciais em função da irregularidade das precipitações em períodos críticos do desenvolvimento.

Em SP, a colheita avança no estado, principalmente no centro-sul, e já alcança 77% da área semeada. Em MG, o tempo seco e quente favoreceu a perda de umidade dos grãos, favorecendo o avanço da colheita.

No TO, MA e PI, a colheita foi finalizada e as produtividades ficaram abaixo das obtidas na última safra devido à redução das chuvas a partir de meados de abril. Isso impactou, principalmente, as lavouras semeadas fora da janela ideal de cultivo. No PA, o tempo seco favoreceu a secagem natural dos grãos e o avanço da colheita, que alcançou 85% da área cultivada. Ela ainda ocorre nos polos de Santarém e Paragominas, com boas produtividades sendo obtidas e ótima qualidade de grãos.

Fonte: Conab


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Sustentabilidade

Cerca de 83% do crédito rural para soja teve aderência ao cultivo financiado, aponta Serasa

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Foto: Magnific

A soja financiada estava, na maior parte dos casos, onde deveria estar. É o que mostra o “Mapa da Soja”, estudo inédito da Serasa Experian que cruzou dados de crédito rural com imagens de satélite para verificar a correspondência entre a finalidade do financiamento público e o cultivo efetivamente encontrado nas áreas informadas pelos produtores.

Na safra 2025/26, 82,6% das 42.691 operações analisadas apresentaram aderência entre o crédito contratado e a cultura identificada no campo. O resultado representa uma melhora de 6,6 pontos percentuais em relação à safra 2022/23, quando o índice era de 76%.

O levantamento considerou 1,97 milhão de hectares financiados e utilizou imagens de sensoriamento remoto e tecnologia proprietária da Serasa Experian. Do total de operações, 66,7% não apresentaram indícios de desvio de finalidade. Outros 15,9% registraram diferença de até 10% entre a área financiada e a área em que a soja foi identificada. Segundo a empresa, essa margem pode estar relacionada à escala do mapeamento ou a imprecisões nos limites das glebas e não representa necessariamente uma irregularidade.

O dado que chama atenção está no grupo restante. Em 17,4% das operações, a diferença entre a área financiada e a área identificada com soja superou 10%. Desse universo, 10,6% apresentaram divergências entre 10% e 50% da área contratada, 3,7% entre 50% e 90% e 3,1% entre 90% e 100%.

Em alguns casos, a diferença foi expressiva. Uma das operações analisadas financiou o custeio de soja em 76,54 hectares, mas nenhuma área com a cultura foi identificada pelas imagens de satélite. Em outro caso, dos 37 hectares contratados para o cultivo de soja, apenas 10,42 hectares apresentaram a cultura, uma divergência de 71,8%.

Esses casos, porém, não significam automaticamente fraude ou uso irregular do crédito. A própria Serasa Experian ressalta que os indicadores funcionam como sinais de atenção e podem orientar uma investigação mais detalhada pelas instituições financeiras.

“Quando transformamos imagens de satélite e dados territoriais em indicadores objetivos, o monitoramento deixa de depender de uma análise amostral”, afirma Marcelo Pimenta, head de Agro da Serasa Experian.

Segundo ele, a tecnologia permite direcionar os esforços para as operações que apresentam maior divergência e podem exigir verificações documentais, contratuais, cadastrais ou agronômicas.

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R$ 2,2 bilhões sob atenção

A análise também dimensionou o impacto financeiro das operações com maiores divergências. Os casos em que o possível desvio de finalidade superou 10% da área financiada correspondem a mais de R$ 2,2 bilhões em crédito concedido, cerca de 25% de todo o volume financeiro analisado.

O dado não significa que R$ 2,2 bilhões tenham sido utilizados irregularmente. Trata-se do volume de recursos associado às operações que apresentaram divergências superiores a 10% no cruzamento entre os dados do financiamento e o mapeamento territorial.

A tecnologia, nesse contexto, funciona como uma ferramenta de triagem. Em vez de submeter toda uma carteira de crédito a uma análise manual, bancos e instituições financeiras podem identificar previamente as operações que merecem uma checagem mais aprofundada.

O relógio do plantio

O estudo também olhou para outro aspecto do cultivo, quando a soja foi plantada. No recorte agroclimático, a Serasa Experian monitorou 1,53 milhão de talhões, que somam 46,9 milhões de hectares de soja. O levantamento mostrou que 97,8% da área analisada foi plantada dentro das janelas recomendadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o ZARC.

A maior parte, 84,9%, estava enquadrada na faixa de risco agroclimático de 20%. Outros 10,7% estavam na faixa de 30% e 2,2% na de 40%. Os 2,2% restantes apresentaram divergência estimada entre a data de plantio identificada e a janela parametrizada para a região.

O dado acrescenta uma segunda camada à análise do crédito rural. Não basta saber se a cultura financiada está presente. O momento em que ela foi plantada também ajuda a compreender a exposição da lavoura ao risco climático.

“O ZARC traz uma dimensão complementar importante para a análise porque permite entender não apenas se a soja foi plantada, mas em que momento isso ocorreu e sob qual nível de exposição agroclimática”, diz Pimenta.

Satélite como ferramenta de fiscalização

O “Mapa da Soja” combina microdados públicos do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, o SICOR, com mapas proprietários de cultivo da Serasa Experian. A empresa utilizou séries temporais de imagens multiespectrais dos satélites Sentinel-2 e modelos automáticos para identificar a presença da soja nas áreas financiadas.

A proposta é transformar imagens e dados territoriais em indicadores que possam apoiar a gestão do crédito rural. O monitoramento ganha importância diante das exigências regulatórias relacionadas ao crédito agrícola e às regras do Manual de Crédito Rural e da Resolução CMN nº 5.267/2025.

Ainda assim, o estudo faz uma ressalva importante. O sensoriamento remoto, isoladamente, não comprova uma irregularidade. Os resultados servem para identificar sinais de atenção e priorizar operações que podem passar por validações documentais, cadastrais, contratuais e agronômicas.

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Sustentabilidade

Dinâmica do ENOS e seus efeitos no potencial de produtividade da soja – MAIS SOJA

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O El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é resultado de um acoplamento de dois componentes: um oceânico (aquecimento ou esfriamento da temperatura da superfície do mar – TSM) e outro atmosférico (comportamento dos ventos alísios na região do Pacífico Equatorial). Diante dessas anomalias, cada fase é caracterizada da seguinte forma:

  1. El Niño (fase quente): Corresponde ao aumento na TSM superior a 0,5ºC por pelo menos 5 trimestres consecutivos móveis, acompanhado pela redução da velocidade dos ventos alísios.
  2. La Niña (fase fria): Corresponde à diminuição na TSM inferior a -0,5ºC por pelo menos 5 trimestres consecutivos móveis, acompanhada pelo aumento da velocidade dos ventos alísios.
  3. Neutralidade: As temperaturas da TSM permanecem entre -0,5 °C e +0,5 °C por pelo menos 5 trimestres consecutivos.

O fenômeno ENOS atua de forma distinta dependendo da região do planeta. Por exemplo, anos de El Niño causam seca na Ásia, na Oceania e no norte da América do Sul, enquanto em outras regiões, como no sul da América do Sul e no centro-sul da África, o fenômeno resulta em chuvas acima da média. Em contrapartida, anos de La Niña apresentam o comportamento inverso, com chuvas acima da média na Ásia, na Oceania e no norte da América do Sul, e seca no sul da América do Sul e no centro-sul da África (Figura 1).

Figura 1. Configuração espacial de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico durante a fase quente (El Niño – painel superior) e fase fria (La Niña – painel inferior) do fenômeno ENOS. Cores azuis indicam anomalia negativa e vermelha positiva em relação à média histórica. Fonte: Adaptado de: Cyclonextreme (2025).

Diante desse cenário, torna-se fundamental compreender o ENOS visando obter altas produtividades na cultura da soja no Brasil, visto que o comportamento das precipitações varia conforme a fase do fenômeno. Dada essa importância, a Equipe FieldCrops buscou compreender o impacto do ENOS no potencial de produtividade de sequeiro das Regiões Edafoclimáticas (RECs) do Brasil, propostas por Kaster e Farias (2012), considerando a principal janela de semeadura (Figura 2).

A partir dessa análise, verificou-se que a região sul do Brasil e o sul do Mato Grosso do Sul (REC’s 101, 102, 103, 104, 201 e 202) são as mais afetadas pelo fenômeno ENOS. Durante a fase La Niña, observa-se uma redução significativa no potencial de produtividade de sequeiro, especialmente para semeaduras realizadas no mês de setembro e outubro (Figura 2). As demais Regiões Edafoclimáticas apresentam menor variação no potencial de produtividade de sequeiro conforme a fase do ENOS, sendo que os maiores potenciais são evidenciados no mês de outubro.

Figura 2. Potencial de produtividade de sequeiro (PS) para soja em função da época de semeadura, para 16 Regiões Edafoclimáticas do Brasil, considerando a influência das fases do fenômeno ENOS. Os resultados são baseados em simulações com dados meteorológicos de 40 anos (1984–2024). Fonte: Equipe Field Crops.

Referências:

CYCLONEXTREME. Meteorologie El Niño. Disponível em: < https://www.cyclonextreme.com/meteorologieelnino.htm >, acesso: 02/08/2026

KASTER, M; FARIAS, J. R. B. Regionalização dos testes de Valor de Cultivo e Uso e da indicação de cultivares de soja – terceira Aproximação. Londrina: Embrapa Soja: Documentos 330, p. 69, 2012. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/917252 >, acesso: 01/08/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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