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10 de julho de 2026

Business

Canaplan projeta moagem de até 639,1 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul em 2026/27

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A consultoria Canaplan projetou moagem entre 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no Centro-Sul na safra 2026/27. As estimativas foram apresentadas nesta quinta-feira (21), durante a abertura da safra promovida pela Canaoeste, em Sertãozinho (SP). O cenário considera produtividade média próxima de 77 toneladas por hectare e produção de açúcar ao redor de 40 milhões de toneladas.

Segundo a Canaplan, a nova temporada será influenciada por uma combinação de fatores produtivos e econômicos. Entre eles estão a pressão climática sobre os canaviais, os custos elevados de produção e a volatilidade nos mercados globais de energia e alimentos. A consultoria também apontou juros elevados, instabilidade geopolítica e oscilações no mercado internacional como elementos de risco para o setor.

Em nota, o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou que os preços de fertilizantes, a logística internacional e os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre o petróleo e a inflação global estão entre os pontos de atenção. Esses fatores interferem no custo operacional das usinas e na formação de preços ao longo da safra.

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No campo, a consultoria alertou para os efeitos do clima irregular no Centro-Sul. De acordo com Carvalho, há preocupação com fenômenos como florescimento, isoporização e atraso no desenvolvimento da cultura, condições que podem comprometer a produtividade e a qualidade da matéria-prima. A Canaplan não detalhou, no material divulgado, volumes de chuva, recorte regional por estado ou comparação com a safra anterior.

As projeções também indicam maior dependência do mix alcooleiro. Nesse contexto, o comportamento do petróleo tende a ganhar peso na precificação do açúcar e do etanol, com reflexos sobre a estratégia industrial das usinas entre a produção de combustível e de adoçante.

Na avaliação da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Sertãozinho (Canaoeste), o início da safra ocorre em ambiente de margem mais estreita. O diretor executivo da entidade, Almir Torcato, afirmou que o setor opera com custos elevados e preços pressionados, o que exige maior atenção à gestão operacional.

As projeções para 2026/27 mostram uma safra ainda volumosa no Centro-Sul, mas condicionada à evolução do clima e dos custos ao longo do ciclo. Sem detalhamento adicional sobre chuvas, produtividade por região e ritmo de colheita, a consolidação desse cenário dependerá do comportamento agronômico dos canaviais e da dinâmica dos mercados de açúcar, etanol e energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Bayer capta 3 bilhões de euros com aporte da Apollo

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Gestora terá participação minoritária no negócio de contraceptivos de longa duração

A Bayer firmou acordo com a gestora global Apollo para receber 3 bilhões de euros em capital próprio. A operação busca fortalecer a estrutura de capital do grupo e ampliar sua flexibilidade financeira.

Fundos e afiliadas administrados pela Apollo adquirirão uma participação minoritária, sem poder de controle, em uma nova empresa. A entidade reunirá o negócio de contraceptivos reversíveis de longa duração da Bayer, conhecido pela sigla LARC.

A Bayer manterá a participação majoritária e o controle operacional integral. O investimento não provocará mudanças na estratégia nem nas atividades do negócio. A operação continuará vinculada à divisão farmacêutica e permanecerá consolidada nas demonstrações financeiras do grupo.

Segundo a diretora financeira da Bayer, Judith Hartmann, a transação oferece uma solução de financiamento capaz de preservar o controle sobre uma área central da divisão farmacêutica. Os recursos também apoiarão a gestão de maiores necessidades de liquidez em 2026, relacionadas ao vencimento de títulos e a processos judiciais.

A conclusão da operação deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. O fechamento depende da aprovação de autoridades antitruste e do cumprimento de condições usuais.

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Business

Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

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O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 28.361 vagões na semana encerrada em 27 de junho, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou 1% acima da semana anterior, 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 33% superior à média dos últimos três anos.

Os dados do USDA mostram avanço no fluxo ferroviário de grãos, em um quadro de movimentação também acompanhada por outros modais de transporte.

No transporte por barcaças, o volume totalizou 554.300 toneladas na semana encerrada em 4 de julho. O resultado representa queda de 5% em relação à semana anterior e recuo de 29% na comparação com igual período do ano passado.

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Ainda nesse modal, 375 barcaças desceram o rio no período, número 21 unidades inferior ao da semana anterior. Ao mesmo tempo, 616 embarcações com grãos foram descarregadas na região de Nova Orleans, com alta de 7% frente à semana anterior.

Nos terminais do Golfo dos Estados Unidos, 32 navios graneleiros foram carregados na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou 23% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado.

Para os dez dias seguintes, a partir de 3 de julho, a expectativa era de carregamento de 39 navios. O número representa aumento de 5% na comparação anual.

O relatório reúne movimentos distintos no escoamento de grãos nos Estados Unidos, com leve alta no transporte ferroviário, retração no volume por barcaças e aumento nos embarques marítimos pelo Golfo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Business

Safra 2024/25 de algodão em pluma soma mais de 1,9 milhão de toneladas exportadas

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Foto: Divulgação/Basf

As exportações de algodão em pluma na temporada 2024/25 em Mato Grosso somaram 1,97 milhão de toneladas no acumulado de agosto/2025 a junho/2026, alta de 13,57% em relação ao ciclo anterior no período analisado. A China segue como principal destino, sendo responsável por 19,75% dos embarques do estado.

No mês de junho foram enviadas para o mercado externo 154,18 mil toneladas. Apesar da retração de 20,70% no comparativo com maio, o volume apresentou uma alta de 66,38% em relação a junho de 2025, sendo considerado o maior para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Somente para a China foram enviadas 389,2 mil toneladas de algodão em pluma. A potência asiática, de acordo com os dados da Secex, ampliou em 53,97% as aquisições da fibra mato-grossense em relação à safra 2023/24, sendo responsável por 19,75% do total exportado.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que “o avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável”. O Instituto frisa ainda que diante disso, Mato Grosso “respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas à China”.

Atrás da China entre os quatro principais compradores de algodão em pluma está Bangladesh com 359,5 mil toneladas, seguido da Turquia com 302,06 mil toneladas e do Vietnã com 237,03 mil toneladas.


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