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Canaplan projeta moagem de até 639,1 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul em 2026/27

A consultoria Canaplan projetou moagem entre 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no Centro-Sul na safra 2026/27. As estimativas foram apresentadas nesta quinta-feira (21), durante a abertura da safra promovida pela Canaoeste, em Sertãozinho (SP). O cenário considera produtividade média próxima de 77 toneladas por hectare e produção de açúcar ao redor de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Canaplan, a nova temporada será influenciada por uma combinação de fatores produtivos e econômicos. Entre eles estão a pressão climática sobre os canaviais, os custos elevados de produção e a volatilidade nos mercados globais de energia e alimentos. A consultoria também apontou juros elevados, instabilidade geopolítica e oscilações no mercado internacional como elementos de risco para o setor.
Em nota, o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirmou que os preços de fertilizantes, a logística internacional e os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre o petróleo e a inflação global estão entre os pontos de atenção. Esses fatores interferem no custo operacional das usinas e na formação de preços ao longo da safra.
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No campo, a consultoria alertou para os efeitos do clima irregular no Centro-Sul. De acordo com Carvalho, há preocupação com fenômenos como florescimento, isoporização e atraso no desenvolvimento da cultura, condições que podem comprometer a produtividade e a qualidade da matéria-prima. A Canaplan não detalhou, no material divulgado, volumes de chuva, recorte regional por estado ou comparação com a safra anterior.
As projeções também indicam maior dependência do mix alcooleiro. Nesse contexto, o comportamento do petróleo tende a ganhar peso na precificação do açúcar e do etanol, com reflexos sobre a estratégia industrial das usinas entre a produção de combustível e de adoçante.
Na avaliação da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Sertãozinho (Canaoeste), o início da safra ocorre em ambiente de margem mais estreita. O diretor executivo da entidade, Almir Torcato, afirmou que o setor opera com custos elevados e preços pressionados, o que exige maior atenção à gestão operacional.
As projeções para 2026/27 mostram uma safra ainda volumosa no Centro-Sul, mas condicionada à evolução do clima e dos custos ao longo do ciclo. Sem detalhamento adicional sobre chuvas, produtividade por região e ritmo de colheita, a consolidação desse cenário dependerá do comportamento agronômico dos canaviais e da dinâmica dos mercados de açúcar, etanol e energia.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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