Agro Mato Grosso
Besouro parasita de formigas revela cérebro incomum

Microtomografia mostra expansão de áreas ligadas ao olfato e à coordenação em Paussus favieri
O besouro Paussus favieri apresenta um cérebro com áreas olfativas e de coordenação motora em proporções incomuns entre insetos já estudados. O achado resulta da primeira descrição tridimensional do cérebro dessa espécie, feita por pesquisadores com microtomografia por raios X. O inseto vive dentro de ninhos da formiga Pheidole pallidula e depende de adaptações químicas, estruturais e comportamentais para permanecer na colônia hospedeira (DOI 10.3390/insects17070701). A espécie não existe no Brasil.
Pesquisa de cientistas italianos analisou três exemplares de Paussus favieri. Dois eram machos e um era fêmea. Os insetos foram coletados na Espanha, perto de Tarifa, em ninhos de Pheidole pallidula. Dois exemplares passaram por microtomografia. Um macho também passou por análise histológica clássica com coloração por hematoxilina e eosina.
Lobos antenais
O estudo mostrou grande desenvolvimento dos lobos antenais. Essas regiões processam informações químicas. Na fêmea, os lobos antenais somaram cerca de trinta e seis por cento do volume relativo dos principais neurópilos. No macho analisado por microtomografia, somaram cerca de trinta e dois por cento. A média superou a registrada nas espécies usadas na comparação, entre elas Tribolium castaneum, Aethina tumida, Drosophila melanogaster, Apis mellifera e Schistocerca gregaria.
Os pesquisadores relacionam esse resultado à importância da percepção química para a espécie. Paussus favieri explora pistas químicas da formiga hospedeira. O besouro usa trilhas associadas à glândula de veneno de rainhas de Pheidole pallidula para localizar colônias. Também pode adquirir a assinatura química das rainhas por contato direto.
Corpo central
O corpo central também apresentou proporção elevada. Essa região integra o complexo central do cérebro e participa de funções ligadas à coordenação de movimentos, navegação e comportamentos complexos em insetos. Em Paussus favieri, o corpo central respondeu por mais de doze por cento do volume relativo dos neurópilos principais em ambos os sexos avaliados.
A expansão dessa área pode ter relação com o repertório do besouro dentro do ninho. A espécie usa secreções defensivas direcionadas pelos élitros (efeito Coandă) e sinais acústicos. Estudos citados no artigo indicam capacidade de imitar sons de operárias e rainhas da formiga hospedeira. Essa estratégia permite ao parasita solicitar trofalaxia e explorar canais de comunicação vibracional da colônia.
Os lobos ópticos tiveram participação relativa menor em comparação com as espécies de referência. A redução visual combina com um modo de vida associado ao solo e ao interior de ninhos. Os lobos ópticos representaram trinta e cinco vírgula quatro por cento do volume dos principais neurópilos na fêmea e mais de quarenta e um por cento no macho, antes da comparação média com as demais regiões.
Corpos pedunculados
Os corpos pedunculados, ligados a integração sensorial e aprendizagem em insetos, tiveram volume relativo menor do que em Tribolium castaneum. A fêmea apresentou cerca de quatorze por cento. O macho apresentou cerca de doze por cento. Os pesquisadores associam essa redução à ecologia especializada e à dieta restrita de Paussus favieri, composta por larvas, pupas e indivíduos tenros de Pheidole pallidula.
A microtomografia também revelou assimetrias ainda não descritas para a espécie. Uma delas envolveu os lobos ópticos. A outra ocorreu nos corpos pedunculados. Nos machos, o lobo medial esquerdo apresentou extensão maior e avançou sobre o corpo central. Na fêmea, essa característica não apareceu da mesma forma. O estudo também registrou assimetria nos lobos antenais do macho, com o lobo direito maior do que o esquerdo.
Os cientistas destacam a necessidade de novas análises com mais exemplares. A espécie tem baixa disponibilidade em campo e fenologia restrita. Mesmo assim, os dados indicam relação entre especialização ecológica extrema e organização cerebral. O trabalho abre uma base para pesquisas sobre neuroanatomia de besouros mirmecófilos e sobre a evolução de parasitas de insetos sociais.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).
Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.
“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.
Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.
Rei do Rio
Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.
Lei do Transporte Zero
Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.
- Cachara
- Caparari
- Dourado
- Jaú
- Matrinchã
- Pintado/Surubin
- Piraíba
- Piraputanga
- Pirara
- Pirarucu
- Trairão
- Tucunaré
🎣 Quem pode pescar?
- Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
- Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Agro Mato Grosso
Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.
A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.
A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.
Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.
É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.
Agro Mato Grosso
Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

Segundo estimativa calculada pelo professor Maicon Marinho Vieira Araújo, da UFMT, a projeção para a safra 2025/26 de soja em Mato Grosso geraria uma fila de caminhões com cerca de 31 mil km.
A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso, a maior produção de soja da história, seria de capaz encher 1 milhão de cargas de caminhão e dar cerca de sete voltas no país, conforme cálculo feito pelo professor de Engenharia Agrícola Maicon Marinho Vieira Araújo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). (entenda os números abaixo).
O estado produziu cerca de 51,6 milhões de toneladas e manteve a liderança nacional de produção da oleaginosa, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Maicon apresentou como os números da produção de soja em Mato Grosso podem ser convertidos em uma dimensão logística de forma hipotética.
“Se considerarmos as 51,6 milhões de toneladas de soja produzidas em Mato Grosso distribuídas em caminhões com cargas de até 50 toneladas, seriam necessárias pouco mais de 1 milhão de viagens para o transporte desse volume”, calculou.
Segundo ele, a conversão pode ser representada em uma divisão simples.
- 51,6 toneladas ÷ 50 toneladas = 1.032.000 km
🚚 A volta ao Brasil
O professor destacou que caminhões com carga de até 30 metros de comprimento, se enfileirados, gerariam uma fila única com cerca de 31 mil quilômetros de extensão. Ele também considerou para a esquematização a distância de norte a sul do Brasil, de 4.394 km.
Na prática, usamos a fórmula para representar a extensão de uma fila única de cargas de caminhão capaz de gerar uma distância suficiente para atravessar o país de norte a sul em sete vezes”, detalhou.
- 1.032.000 × 30 m = 30.960.000 m
- 30.960 ÷ 4.394 = 7, 05 voltas

Produção da safra de soja em MT foi estimada em mais de 51,6 milhões de toneladas
🌾 Destaque de produção
A safra 2025/26 de 51,56 milhões de toneladas representou papel de destaque para Mato Grosso na produção brasileira de soja. Segundo a coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, esse número é responsável por 28,57% da produção nacional.
“O volume reforça a importância de Mato Grosso para o cenário brasileiro, que atualmente, é o maior produtor mundial de soja”, ressaltou.
Ela ressaltou que, no mercado externo, a relevância do estado é ainda maior. Mato Grosso é responsável por 34% das exportações brasileiras de soja, com cerca de 28 milhões de toneladas embarcadas e reafirma a posição do país como um gigante exportador.
Entre janeiro e julho de 2026, o estado respondeu por 34% das exportações do Brasil. A China foi o principal destino, com 17 milhões de toneladas. Ou seja, além de liderar a produção nacional, Mato Grosso também exerceu papel estratégico no abastecimento do mercado de soja global.
🌀 Super El Niño apresenta riscos à safra
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou, em junho, a previsão de permanência do fenômeno El Niño até o início de 2027. Com possibilidade de chuvas irregulares, temperaturas elevadas e menor umidade do solo, os custos maiores e as condições climáticas adversas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.
De acordo com dados do Imea para a projeção da safra de soja 2026/27, a produção de soja do estado deve recuar 5,43% em relação à safra anterior, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão de riscos por parte dos produtores.
Veja a tabela de projeção da produção de soja em Mato Grosso para as safras 2025/26 e 2026/27.
Tabela de comparação da safra de soja em MT
| Safra | Estimativa de Produção | Estado/Âmbito |
| Safra 25/26 | 51,6 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
| Safra 26/27 | 48,8 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
*Sob supervisão de Kessillen Lopes
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