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8 de julho de 2026

Sustentabilidade

CESB registra maior produtividade de sua história: 156,13 sacas por hectare – MAIS SOJA

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O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, atingiu o recorde produtivo de 156,13 sacas por hectare e se tornou Campeão da Região Sul na Categoria Sequeiro e Campeão Nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).

O número, o maior da história do Desafio, foi registrado no município de Major Vieira, em Santa Catarina, e reforça a importância da sanidade da soja, do manejo nutricional adequado e da perfeita sintonia entre produtividade, sustentabilidade e rentabilidade.

O resultado também evidencia que os maiores patamares de produtividade são consequência da integração entre genética, ambiente de produção e manejo, princípio observado de forma recorrente nas áreas auditadas pelo CESB ao longo das últimas edições do Desafio.

Os novos campeões do Desafio foram anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP). Em seu novo formato, o evento, organizado pelo CESB, integrou a apresentação e premiação dos campeões regionais e nacionais a uma programação técnica estruturada em palestras, painéis e mesas-redondas sobre os principais fatores determinantes da alta produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores discutiram temas estratégicos como implantação da lavoura, com foco em genética, qualidade de sementes e plantabilidade; construção de altos tetos produtivos por meio do manejo do perfil do solo e da nutrição; fisiologia da soja e mitigação de estresses; sanidade em sistemas de alto rendimento, além da apresentação de casos campeões e da síntese técnica das principais lições aprendidas pelo CESB nas últimas safras do Desafio.

A programação foi construída a partir dos principais aprendizados obtidos nas áreas auditadas pelo CESB, priorizando os fatores de manejo mais frequentemente associados aos sistemas de maior desempenho observados em diferentes regiões produtoras do Brasil.

Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que cada tema do Fórum foi conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.

Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, explica que a escolha dos temas refletiu os principais fatores observados nas áreas de maior produtividade auditadas pelo Comitê. “Pesquisadores, especialistas e membros do CESB apresentaram os pilares que se repetem nos sistemas de alto rendimento, como a implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de elevado vigor e qualidade, construção do perfil do solo, manejo nutricional equilibrado, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, uso estratégico de produtos biológicos e uma assistência técnica qualificada. O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente.”

A programação técnica contou ainda com o suporte do Comitê Técnico do CESB, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O Comitê atua como órgão consultivo permanente, contribuindo com recomendações técnicas sobre temas estratégicos para o Fórum e para o Desafio. O grupo é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, tendo como coordenadores técnicos João Vitor Ganem e Lorena Moura, fortalecendo a integração entre pesquisa, assistência técnica e a experiência prática obtida nas áreas auditadas pelo CESB.

De acordo com Sergio Abud, vice-presidente do CESB, esse novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja representou uma evolução importante do papel do CESB como plataforma de geração e transferência de conhecimento. “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo. Ao conectar dados, pesquisa, manejo, ambiente, genética e tomada de decisão, o CESB fortalece sua missão de contribuir para sistemas de produção cada vez mais eficientes, resilientes e rentáveis. Nosso objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas saiam do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos capazes de gerar resultados em diferentes realidades da sojicultura brasileira.”

Produtores Campeões – O produtor rural Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, foi o campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional da 18ª Edição do Desafio CESB com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o produtor Luis Fernando Benaglia de Oliveira, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.

Já o produtor João Antonio Gorgen alcançou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se, mais uma vez, o campeão da região Nordeste da categoria Sequeiro e o produtor Pedro Foresto Crispim, da Fazenda Isabela, de Goiatins (TO), sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare.

O campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi o produtor Edinaldo Pereira Dias, da Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Rodolfo Schlatter que alcançou 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).

Consultores Campeões – Entre os consultores, destaque para Daicon Godeski Moreira, campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio CESB, com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o consultor Dheividy Fernandes, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.

Já o consultor Ednei Antonio Fugalli registrou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se o campeão Nordeste da categoria Sequeiro e o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare, na Fazenda Isabela, de Goiatins (TO).

O consultor campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi Túlio Madureira da Costa Xavier, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Fabiano Müller, 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).

Números Expressivos do Desafio – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.

Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.

“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.

Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.

Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.

Sólida Evolução – Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.

Ao longo das dezoito edições do Desafio, os resultados auditados permitiram ao CESB construir uma das mais abrangentes bases de informações sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. Esse conhecimento tem contribuído para identificar padrões técnicos recorrentes entre as áreas recordistas e orientar a difusão de práticas que promovem produtividade com maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade.

De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.

“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.

O Desafio Nacional de Máxima Produtividade do CESB consolidou-se como uma das mais importantes iniciativas de geração e difusão de conhecimento da sojicultura brasileira. Mais do que reconhecer recordes de produtividade, o Desafio permite identificar os fatores técnicos presentes nos sistemas de maior desempenho, transformando resultados obtidos em campo em informações que contribuem para a evolução da produtividade, da eficiência, da rentabilidade e da sustentabilidade da cultura da soja no Brasil. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com absoluto sigilo e confidencialidade, sem divulgação de dados específicos das propriedades participantes e em conformidade com a legislação vigente de proteção de dados.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Conheça os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26!

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Divulgação Cesb

O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) anunciou os vencedores da 18ª edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP). O encontro reuniu produtores, consultores, pesquisadores e lideranças do agronegócio para apresentar os maiores índices de produtividade da safra e discutir tecnologias e estratégias voltadas ao aumento da eficiência nas lavouras.

Na categoria Sequeiro, o grande campeão nacional e da região Sul foi o grupo Agrícola do produtor Lourival Ruthes, que alcançou produtividade de 156,13 sacas por hectare, estabelecendo um novo recorde do Cesb. Na categoria Irrigado, o título nacional ficou com o produtor Luis Fernando Benaglia, que registrou produtividade de 138,97 sacas por hectare.

Entre os campeões regionais da categoria Sequeiro, o destaque da região Nordeste foi o grupo Gorgen, com produtividade de 143,77 sacas por hectare. Na região Sudeste, o vencedor foi a Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare. Já na região Centro-Oeste, o campeão foi Rodolfo Schlatter, que atingiu 118,68 sacas por hectare. Na região Norte, o vencedor foi Pedro Foresto Crispim, com produtividade de 136,64 sacas por hectare.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Além da cerimônia de premiação, o fórum integrou uma programação técnica voltada à disseminação de conhecimento e de práticas capazes de elevar a produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores participaram de palestras e painéis sobre temas como implantação da lavoura, genética, qualidade de sementes, plantabilidade, manejo do perfil do solo, nutrição, fisiologia da soja, mitigação de estresses, sanidade em sistemas de alto rendimento e as principais lições obtidas nas áreas auditadas pelo Cesb ao longo das últimas safras.

Segundo o presidente do comitê, Daniel Glat, a programação foi estruturada para oferecer conteúdo com aplicação prática aos produtores. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, afirmou.

A programação contou ainda com o apoio do Comitê Técnico do Cesb, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O grupo atua como órgão consultivo permanente e é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, com coordenação técnica de João Vitor Ganem e Lorena Moura.

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Mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de lentidão nos negócios – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.

Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.

Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.

“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
  • O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
  • A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
  • As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
  • O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
Quarta-feira (08/07)

14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.

22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

Quinta-feira (09/07)

08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de  Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Sexta-feira (10/07)

03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.

13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Fonte: Agência Safras



 

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Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

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Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.

Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Foto: Claudia Godoy

Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.

Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).

De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).

Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).1Adicionado Aureo 0,25% v/v; 2Adicionado Adgreen 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Strides 0,25% v/v; 5Programa: Excalia Max eTróia + Adgreen 0,25% v/v/ Mitrion e Manfil/ Evolution + Strides 0,25% v/v/ Tridium 2,0 l/ha + Strides 0,25%. *Adicionado para manutenção Manfil (mancozebe) 1,5 kgp.c./ha.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).

Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05 1Adicionado Ochima 250 mL/ha; 2Adicionado Áureo 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Mees 0,25% v/v.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.

Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!



Referências:

BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

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