Sustentabilidade
China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que o Brasil tem condições de absorver, ao longo dos próximos anos, a redução prevista nas importações de soja pela China. Segundo ele, o plano chinês prevê uma diminuição de cerca de 25% nas compras entre 2026 e 2035, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de toneladas.
Para Rosa, a expectativa não representa uma mudança brusca no mercado e poderá ser compensada por fatores como a ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento da demanda interna.
“Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos, seja pela diversificação das exportações, especialmente para os países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, seja pelo avanço do programa de biocombustíveis, principalmente o biodiesel, que tem aumentado a demanda interna por soja.”
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
O diretor também destacou que, no momento, a demanda chinesa permanece estável e que a redução prevista será gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.
Além disso, Rosa defendeu a adoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da industrialização da soja e ao incentivo ao consumo de proteínas de origem animal no Brasil.
“É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização. A tendência é de crescimento do consumo de ovos, leite e carnes, e o farelo de soja é hoje a principal fonte de proteína vegetal para a produção dessas proteínas animais.”
Na avaliação do diretor executivo da Aprosoja Brasil, o país ocupa uma posição estratégica nesse mercado, já que o farelo de soja segue sendo a alternativa mais competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala mundial.
O post China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.
Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.
Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).
De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).
Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).

Fonte: Belufi et al. (2026)
Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).
Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).

Fonte: Belufi et al. (2026)
Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.
Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!

Referências:
BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

Sustentabilidade
Exportações do agronegócio gaúcho em junho crescem em valor, apesar de queda no volume – MAIS SOJA

Em junho de 2026, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,24 bilhão, o que representa um crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. O setor foi responsável por 68,9% de tudo que o Estado exportou no período.
O dado peculiar do mês é o contraste entre o valor faturado e o volume embarcado. Enquanto o montante financeiro subiu, o volume físico recuou 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas. Segundo a Assessoria Econômica da Farsul, isso sinaliza uma melhoria na composição dos produtos exportados e um preço médio mais atrativo.
O que impulsionou o resultado
O desempenho positivo foi sustentado, principalmente, pelos seguintes setores:
- Complexo Soja: Cresceu 15,2% em valor, com destaque para a soja em grãos (alta de 18,8% em valor) e o farelo de soja.
- Carnes: A carne de frango in natura teve um salto expressivo de 65,6% em valor, reflexo de uma recomposição de fluxos após as restrições sanitárias enfrentadas no ano passado. A carne bovina também avançou 15,3%.
- Arroz: O segmento registrou alta de 17,4% em valor, puxado por uma diversificação de destinos que inclui países da América Central, Caribe e África.
- Bovinos Vivos: Destaque absoluto no mês, com um crescimento de 1.567,9% em valor, impulsionado pela retomada de embarques para a Turquia.
Pontos de atenção
Nem todos os setores acompanharam o ritmo de crescimento. O resultado do mês foi limitado pela retração de produtos como o fumo não manufaturado, a celulose, o óleo de soja em bruto e a carne suína in natura. Especialmente no caso da celulose e da madeira, a queda reflete a não repetição de grandes embarques realizados no mesmo período do ano anterior.
Mercados internacionais
A China manteve sua posição como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, respondendo por 30,2% do valor total embarcado em junho. Na sequência, destacaram-se Estados Unidos (6,1%), Turquia (5,6%), Bélgica (3,5%), Coreia do Sul (3,5%) e Índia (3,4%).
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o agronegócio gaúcho soma US$ 6,84 bilhões exportados, uma alta de 8,3% em relação a 2025. “O acumulado de 2026 mostra uma pauta mais diversificada geograficamente, sustentada por soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais”, aponta o relatório da Farsul.
Confira relatório na íntegra.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações são recordes; preços reagem – MAIS SOJA

As exportações brasileiras de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex, fortalecendo a demanda pelo cereal e ampliando a competitividade do mercado externo em relação ao doméstico.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sustentou uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, em um contexto de restrição na oferta diante das perspectivas de novas valorizações.
No mercado internacional, os indicadores também apontaram recuperação nas cotações do cereal, enquanto os dados mais recentes da indústria brasileira ainda refletem um período anterior ao fortalecimento observado nas últimas semanas, de acordo com o Cepea.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade23 horas agoEmbrapa lança primeiro trigo tropical para a indústria de biscoitos – MAIS SOJA
Business6 horas agoEsalq lançará portal com 30 mil documentos históricos digitalizados
Sustentabilidade6 horas agoALGODÃO/CEPEA: Início de julho é marcado por negociações pontuais – MAIS SOJA
Sustentabilidade5 horas agoEsmagamento de soja em MT bate recorde; exportações de carne atingem nível histórico
Agro Mato Grosso7 horas agoFungos endofíticos mostram ação contra percevejo-marrom na soja
Sustentabilidade7 horas agoMato Grosso exporta 24,06 mi de t de soja no primeiro semestre – Imea – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso7 horas agoDDG ganha espaço no mercado e amplia oportunidades para a cadeia do milho em MT
Business7 horas agoMato Grosso abate 3,6 milhões de bovinos no primeiro semestre e registra maior recorde da história
















