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8 de julho de 2026

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Soja avança no Brasil com demanda firme e negócios concentrados nos portos

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quarta-feira (8), concentrada principalmente nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve registro de preços firmes em várias regiões do país, com destaque para Goiás e Minas Gerais.

De acordo com Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, enquanto a Bolsa de Chicago e o dólar contribuíram para sustentar as cotações. Além disso, a demanda interna permaneceu aquecida, favorecendo a realização de negócios.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,50 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 120,50 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 122,00 para R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Após as altas registradas nas últimas sessões, o mercado passou por um movimento de realização de lucros. A melhora das previsões climáticas para os Estados Unidos, com temperaturas menos elevadas nos próximos dias, levou fundos e especuladores a ajustarem suas posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para sexta-feira.

Ao longo de boa parte da sessão, no entanto, as cotações chegaram a operar em alta, acompanhando a valorização do petróleo e refletindo o aumento da demanda chinesa pela soja norte-americana.

A China adquiriu pelo menos mais cinco cargas de soja dos Estados Unidos entre terça e quarta-feira. A estatal COFCO comprou os volumes para embarque entre setembro e outubro, pagando prêmio entre US$ 2,70 e US$ 2,80 por bushel sobre os contratos futuros de novembro negociados em Chicago.

Além disso, exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao USDA a venda de 472 mil toneladas de soja para a China. Do total, 136 mil toneladas serão embarcadas na safra 2025/26 e 336 mil toneladas na temporada 2026/27.

O mercado também aguarda o relatório mensal do USDA, que será divulgado na sexta-feira. A expectativa é de aumento nas estimativas para a safra e os estoques finais norte-americanos da temporada 2026/27.

Analistas consultados por agências internacionais projetam que a produção dos Estados Unidos alcance 4,457 bilhões de bushels, acima dos 4,435 bilhões estimados em junho. Os estoques finais da safra 2026/27 devem subir de 310 milhões para 324 milhões de bushels.

No cenário global, a expectativa é de que o USDA eleve os estoques mundiais finais de soja de 124,9 milhões para 125,2 milhões de toneladas em 2026/27. Para a safra 2025/26, a projeção é de aumento de 125,5 milhões para 125,7 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o mercado espera que o USDA aumente sua estimativa de produção de soja de 180 milhões para 180,3 milhões de toneladas na safra 2025/26. Já para a Argentina, a previsão é de elevação de 50 milhões para 50,1 milhões de toneladas.

Controles futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para agosto encerrou o dia cotado a US$ 11,93¼ por bushel, com queda de 0,04%. O vencimento novembro fechou a US$ 11,92¼ por bushel, baixa de 0,45%.

Entre os derivados, o farelo de soja para agosto recuou 1,23%, para US$ 312,30 por tonelada, enquanto o óleo de soja avançou 3,29%, encerrando a 70,85 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1468 para venda e R$ 5,1448 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1363 e R$ 5,1838.

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Fachin defende soberania do Brasil após EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas

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Presidente do STF afirmou que o país exercerá sua soberania “com firmeza e serenidade” e disse que novas varas contra o crime organizado já estavam planejadas antes das medidas adotadas pelos Estados Unidos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, comentou nesta quarta-feira (8) as preocupações do governo brasileiro com a possibilidade de ações militares dos Estados Unidos após o reconhecimento das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Na avaliação de Fachin, a soberania do Brasil deve prevalecer.

“O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. Nós temos a certeza de que isso há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações”, afirmou.

Na manhã de hoje, Fachin participou da inauguração de três varas de combate ao crime organização em São Paulo. Segundo o ministro, a instalação das varas especializadas não tem relação com as medidas tomadas pelo governo do presidente Donald Trump.

“Esse conjunto de atitudes estava sendo pensado há muito tempo. Não se instalam três varas de combate ao crime organizado em um período de tempo curto. Isso requer um planejamento”, completou.

Em maio deste ano, o governo Trump classificou as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Na semana passada, dois brasileiros e três empresas foram sancionados pelos Estados Unidos pelo vínculo financeiro com o PCC.

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PF faz buscas na casa de Bolsonaro, mas não encontra armas registradas em nome do ex-presidente

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Agentes cumpriram mandado autorizado por Alexandre de Moraes após divergências sobre a localização do armamento; operação terminou sem apreensões

A Polícia Federal (PF) não encontrou armas de fogo durante a busca e apreensão realizada nesta quarta-feira (8) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

De acordo com o relatório da operação, os agentes permaneceram na residência entre 7h e 8h30 e não fizeram nenhuma apreensão.

 

A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o surgimento de divergências sobre a localização das armas que estão registradas legalmente em nome do ex-presidente.

 

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão do arsenal, que, segundo a defesa do ex-presidente, estava guardado nas instalações do Exército.

 

Após a determinação, a corporação afirmou que duas das seis armas pertencentes ao ex-presidente não foram entregues à PF, como determinou o ministro, porque não foram localizadas.

 

Em seguida, os advogados esclareceram ao STF que a espingarda que não foi localizada é um presente recebido pelo ex-presidente e está em uma empresa importadora de produtos bélicos no Rio Grande do Sul.

 

Sobre a segunda arma, a defesa disse que a pistola Glock é a mesma que foi apreendida com o segurança do ex-presidente e está acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Diante da divergência de versões, Moraes determinou as buscas na manhã desta quarta-feira.

 

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, Moraes entende que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. Ele se recupera de uma pneumonia bacteriana.

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Cel Fernanda consegue assinaturas para acelerar decreto legislativo que susta aumento de reserva

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Deputada federal disse que decreto do presidente Lula, assinado em março, atingiu propriedade rural de produtores em Cáceres e Poconé

A deputada federal coronel Fernanda (PL) conseguiu a aprovação do requerimento de urgência na tramitação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que susta o decreto do presidente Lula de ampliação da estação ecológica de Taiamã em Mato Grosso. 

Ela conseguiu assinaturas suficientes dos colegas durante a sessão parlamentar dessa terça-feira (7) da Câmara Federal que foi presidida por ela. O pedido de urgência acelera o trâmite de projetos pela Câmara, com autorização de pular algumas etapas. O pedido da coronel Fernanda ainda precisa ser aprovado em plenário.  

Lula assinou o decreto em março deste ano. O decreto aumenta em 500% o tamanho da estação ecológica de Taiamã, que fica em Cáceres e Poconé. Foram acrescentadas à área original 56.918 hectares, atingindo 68 mil hectares de extensão. 

Segundo a deputada coronel Fernanda, o aumento da reserva atingiu a propriedade de produtores rurais em torno da reserva, e o decreto legislativo pretende restabelecer a segurança jurídica. 

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