Agro Mato Grosso
Como Campo Verde se tornou o maior polo têxtil de Mato Grosso

Da força do agro à indústria, Campo Verde transformou o algodão em desenvolvimento, empregos e inovação e hoje vive um dos maiores ciclos de crescimento de Mato Grosso.
Como uma cidade com apenas 38 anos de emancipação conseguiu se tornar referência na indústria têxtil de Mato Grosso? A resposta está na decisão de ir além da produção agrícola. Em Campo Verde, o algodão deixou de ser apenas uma commodity para dar origem a uma cadeia produtiva completa, que vai da fibra ao fio, impulsiona a industrialização, gera empregos e movimenta a economia local.
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Campo Verde transformou o algodão em desenvolvimento, empregos e inovação e hoje vive um dos maiores ciclos de crescimento de Mato Grosso — Foto: Assessoria/Prefeitura de Campo Verde
Desde 2022 o município tomou a decisão de protagonizar e expor ao mercado nacional e internacional sua capacidade produtiva e potencial de industrialização como Polo têxtil do MT. Hoje, o município concentra uma das cadeias têxteis mais estruturadas do estado. Campo Verde possui 16 usinas de beneficiamento de algodão e duas grandes fiações em operação, responsáveis pela produção de aproximadamente 3,5 mil toneladas de fios de algodão por mês. Os números serão apresentados no 4° Tour da Fibra ao Fio, realizado no município entre os dias 05 e 07/08 com a participação da indústria têxtil e do Governo de Mato Grosso, evidenciando o avanço da industrialização local.
O crescimento ganha ainda mais relevância quando observado no contexto estadual. Mato Grosso responde por cerca de 70% da produção nacional de algodão, mas apenas aproximadamente 5% da pluma produzida no estado é industrializada em território mato-grossense. Nesse cenário, Campo Verde se destaca por investir na verticalização da cadeia produtiva, agregando valor à matéria-prima e fortalecendo a indústria regional.
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A produção do município se destaca pela qualidade da fibra, resistência e comprimento — Foto: Assessoria/Prefeitura de Campo Verde
Os indicadores econômicos refletem essa transformação. Em poucos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) do município saltou de pouco mais de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5 bilhões.
Esse avanço é sustentado por investimentos em infraestrutura logística, que facilitam o escoamento da produção e atraem novos empreendimentos. Ao mesmo tempo, políticas públicas voltadas para educação regular e formação profissional, segurança, habitação e sustentabilidade ajudam a criar um ambiente favorável para empresas e moradores.
Na educação, Campo Verde recebeu o Selo Ouro de Alfabetização, reconhecimento que destaca os resultados obtidos na aprendizagem dos estudantes. Na área da segurança, a cidade investiu em monitoramento urbano e se tornou uma das mais vigiadas de Mato Grosso, iniciativa que contribui para ampliar a sensação de segurança da população.
Já na habitação, o município ampliou o acesso a programas habitacionais, consolidando o lançamento de unidades de apartamentos ampliando a oferta tanto para quem mora na cidade quanto para quem está chegando.
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Vista aérea da cidade de Campo Verde, localizada na região Sul de Mato Grosso — Foto: Assessoria/Prefeitura de Campo Verde
O compromisso com o desenvolvimento sustentável também integra esse processo. Campo Verde possui o único aterro sanitário municipal do estado considerado referência, demonstrando que crescimento econômico e responsabilidade ambiental podem caminhar juntos.
Campo Verde Fashion Week
O nome Campo Verde faz referência às extensas plantações que marcam a paisagem durante o período de safra e simboliza uma vocação que continua impulsionando o município. Agora, essa força também se traduz em indústria, inovação e oportunidades.
O movimento ganha destaque nos dias 7 e 8 de agosto, quando o município realiza a 2ª edição do Campo Verde Fashion Week.
O evento reforça o programa “Da Fibra ao Fio”, conectando produtores rurais, indústria, fiações, confecções e o setor da moda em torno de uma mesma cadeia produtiva. A proposta é evidenciar como o município vem ampliando a industrialização do algodão e consolidando um modelo de desenvolvimento baseado na agregação de valor à produção agrícola.
Sob a gestão do prefeito Alexandre de Oliveira, a administração reforça o compromisso de manter o ritmo de desenvolvimento, apoiando iniciativas que ampliem a industrialização, fortaleçam a economia e elevem a qualidade de vida da população.
A estratégia é resumida pelo posicionamento adotado pelo município: Campo Verde, Cidade em Transformação.
Instagram: @prefcampoverde
Site: www.campoverde.mt.gov.br
Agro Mato Grosso
Caminhoneira youtuber relata furto de três módulos de caminhões estacionados em MT

Aline Füchter Ouriques contou que outro veículo, de cor vermelha, teve o equipamento furtado; Polícia Civil recuperou dois módulos avaliados em R$ 27 mil.
A caminhoneira Aline Füchter Ouriques relatou, em um vídeo publicado no canal dela no YouTube, que tem 1,85 milhão de inscritos, o furto do módulo eletrônico do motor de um de seus caminhões enquanto aguardava para descarregar em um armazém da Vale, a 86 km de Rondonópolis(MT). O relato foi publicado nesta sexta-feira (16), após cerca de sete caminhões passarem a noite estacionados na área externa do local.
Segundo Aline, o caminhão em que ela estava não foi violado porque ficou estacionado rente à cerca. Já o outro veículo, de cor vermelha, teve o módulo do motor furtado. A motorista afirmou que havia investido recentemente R$ 50 mil na manutenção do motor. (Video abaixo)
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Além de retirar o equipamento, os suspeitos cortaram o chicote elétrico, conjunto de fios responsável pela conexão entre os componentes eletrônicos do caminhão. Segundo a motorista, o dano torna o conserto mais complexo e aumenta os custos do reparo.
Aline também relatou que uma equipe da concessionária responsável pela rodovia prestou apoio aos caminhoneiros e os orientou a registrar boletins de ocorrência. Ela reclamou da falta de policiamento no local e lamentou a insegurança enfrentada pelos profissionais que precisam passar a noite na região.
Polícia recupera módulos avaliados em R$ 27 mil
Dois módulos eletrônicos de caminhões, avaliados em cerca de R$ 27 mil, foram recuperados pela Polícia Civil em Alto Garças, a 357 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (15). Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de participar dos furtos registrados na cidade.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o furto de equipamentos de dois caminhões. Um deles estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis e o outro, em frente à casa do proprietário, no bairro Novo Horizonte.
Os suspeitos usaram um carro preto durante a ação. Ao perceber a movimentação, o proprietário de um dos caminhões saiu para verificar o que estava acontecendo, e os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no carro.
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Polícia Civil recuperou dois módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil e prendeu um suspeito em Alto Garças. — Foto: PJC
Na sequência, o veículo se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta, mas fugiram do hospital antes da chegada da polícia.
Durante as buscas, os investigadores localizaram um suspeito nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.
Os dois módulos foram encontrados escondidos perto do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil.
Em interrogatório, o jovem afirmou que acompanhava os outros envolvidos e ficava em pontos estratégicos para vigiar a movimentação enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.
Ele foi autuado por furto qualificado pelo concurso de pessoas e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar os demais suspeitos e apurar se o grupo tem ligação com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões na região.
Agro Mato Grosso
Após calor de quase 42°C, temperaturas devem cair em Mato Grosso; entenda

Apesar disso, previsão para o trimestre de outubro a dezembro indica calor acima da média no norte do estado e chuvas abaixo do esperado.
Após registrar temperaturas de quase 42 °C, Mato Grosso deve ter queda nos termômetros ao longo do fim de semana, com máximas entre 25 °C e 29 °C e mínimas entre 19 °C e 22 °C no fim do período. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também indica chuva de até 50 milímetros no sul do estado e alerta para tempestades neste sábado (17).
A queda nas temperaturas ocorre após dias de calor intenso. Entre 8 e 12 de outubro, as máximas no Centro-Oeste variaram de 32 °C a 42 °C. Em Mato Grosso, as maiores temperaturas foram registradas em Cocalinho, com 41,8 °C, e Nova Xavantina, com 40,9 °C.
O aviso de perigo potencial é válido até as 23h59 deste sábado e prevê chuva de 20 a 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
Segundo o Inmet, há baixo risco de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos a plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O que esperar ate o fim do ano
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Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá
Segundo o Inmet, para o trimestre de outubro a dezembro, a previsão climática indica chuvas abaixo da média histórica no centro-norte de Mato Grosso. No extremo norte do estado, a redução pode chegar a 100 milímetros em relação ao esperado para o período.
As temperaturas também devem ficar acima da média nos próximos meses, principalmente no norte do estado, onde podem registrar até 2 °C a mais que o habitual. A combinação de calor e pouca chuva pode aumentar a perda de água para a atmosfera e agravar a falta de umidade no solo durante outubro.
Agro Mato Grosso
Justiça proíbe exploração de recursos naturais e manda desocupar terra indígena em MT

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável à proteção do território do povo Piripkura, que vive em isolamento voluntário na Terra Indígena Piripkura, em Colniza e Rondolândia (MT). A decisão é fruto de uma ação civil pública proposta pelo MPF e da atuação do órgão no processo ao longo dos últimos anos.
A Justiça Federal determinou a desocupação de áreas irregularmente ocupadas, a retirada de rebanhos e a proibição de novos desmatamentos e da exploração de recursos naturais. Desde 2008, a área está submetida a portarias de interdição da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que restringem seu uso para proteger os indígenas isolados.
A decisão distingue dois grupos de ocupantes. O primeiro reúne os que passaram a ocupar a área depois da primeira portaria de interdição, além de terceiros não identificados no início da ação, desde que constatada sua ocupação irregular dentro da área protegida. Eles têm 120 dias para deixar as áreas, retirando empregados, animais, máquinas e outros bens, e não poderão voltar sem autorização expressa da Funai.
O segundo reúne os que já estavam na região antes da primeira portaria de interdição e cuja permanência havia sido permitida. Em 120 dias, os réus devem retirar os rebanhos e, desde já, cumprir integralmente as restrições da portaria e os embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sem novos desmatamentos nem exploração de recursos naturais. O pedido do MPF visa proteger o território indígena e impedir novas ocupações e atividades.
As obrigações e os prazos têm cumprimento imediato, por força de tutela de urgência concedida na própria sentença, com multa diária de R$ 500 por réu em caso de descumprimento. A Funai deverá planejar e acompanhar o cumprimento das determinações, com a participação do Ibama e, quando necessário, de órgãos de segurança pública, para evitar qualquer contato direto ou indireto com os Piripkura.
Histórico do caso
O MPF ajuizou a ação em maio de 2021, diante do avanço de invasões, desmatamentos e atividades pecuárias na Terra Indígena Piripkura. Em julho de 2024, conseguiu decisão que determinava a reintegração de posse contra ocupantes irregulares.
A medida, porém, foi modificada em fevereiro de 2025, quando o juízo, com fundamento no artigo 9º da Lei 14.701/2023, suspendeu as reintegrações e autorizou a permanência de ocupantes, condicionada ao cumprimento de restrições ambientais. A norma fixa que, antes de concluído o procedimento demarcatório e de indenizadas as benfeitorias de boa-fé, não haverá limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área objeto de demarcação.
O MPF contestou essa interpretação em março do mesmo ano, apresentando fundamentos que se tornariam centrais na sentença. Sustentou que o artigo 9º não poderia ser aplicado automaticamente à Terra Indígena Piripkura, pois o território possui regime jurídico especial, estabelecido pelas portarias de restrição de uso da Funai e reforçado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 991.
O órgão argumentou que invasões posteriores à primeira portaria, de 2008, não poderiam gerar direitos possessórios legítimos e que a permanência de ocupantes anteriores estava sujeita a restrições. O MPF também destacou a extrema vulnerabilidade dos indígenas isolados e a necessidade de fazer prevalecer a proteção à vida sobre interesses patrimoniais, com fundamento no princípio da precaução.
Na mesma manifestação, o MPF propôs, de forma alternativa, a distinção entre ocupantes anteriores e posteriores à portaria de 2008, critério que viria a ser adotado na sentença, embora com consequências parcialmente distintas das requeridas.
Após o juízo manter o entendimento anterior, em outubro de 2025, o MPF interpôs, em janeiro de 2026, agravo de instrumento (recurso) perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), aprofundando os argumentos apresentados em março.
Elaborado conjuntamente pelo Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e pelo Ofício Socioambiental de Povos Isolados e de Recente Contato da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (6CCR) do MPF, o recurso defendeu que o regime de proteção dos povos isolados não pode ser equiparado às regras gerais aplicáveis a disputas possessórias em terras indígenas em demarcação.
Paralelamente à discussão jurídica, o MPF continuou reunindo provas de novas irregularidades e crimes. Ainda em janeiro deste ano, apresentou relatórios da Funai que registravam novas derrubadas de árvores, utilização de motosserras e contratação de terceiros para impedir a regeneração da floresta, requerendo medidas para fazer cumprir a decisão judicial.
Em abril, reiterou a urgência dessas providências e reafirmou que a proteção dos direitos territoriais indígenas independe da conclusão da demarcação.
Em junho, o MPF voltou a provocar o juízo após receber fiscalização do Ibama que constatou a destruição de aproximadamente 37 hectares de vegetação nativa, com utilização de tratores e correntão. Requereu a aplicação de multa e a retirada de equipamentos utilizados em atividades ilícitas.
Posteriormente, também levou ao processo informações sobre pistas clandestinas de pouso e suspeitas de utilização da região para o tráfico de drogas, além de reforçar que a proteção dos indígenas isolados não pode ser condicionada à realização de contatos forçados para comprovar sua existência.
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