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Soja fecha em queda pela quinta sessão seguida em Chicago e mercado brasileiro tem poucos negócios

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios e recuo nas cotações nesta sexta-feira (16), em um cenário de ofertas escassas e indicações predominantemente nominais. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores chegaram a reduzir um pouco a distância entre suas pedidas e as ofertas dos compradores, mas sem ceder o suficiente para movimentar a comercialização.
As pedidas dos vendedores permaneceram acima dos valores oferecidos pelos compradores, sem registro de grandes negócios tanto no mercado disponível quanto na safra nova. O produtor também seguiu concentrado nos trabalhos de plantio.
“O produtor até ajustou um pouco o spread, mas não cedeu muito. As pedidas ainda estão acima da conta do comprador”, observa Silveira.
Na Bolsa de Chicago, as cotações apresentaram pequenas perdas, assim como o dólar, enquanto os prêmios permaneceram sem alterações relevantes. Com isso, o mercado encerrou uma semana de pouca movimentação.
No mercado físico, os preços da soja recuaram em diversas praças brasileiras. Confira as cotações da saca de 60 quilos.
Preços de soja
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 147,50 para R$ 146,50
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 148,50 para R$ 147,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 145,00 para R$ 144,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 140,50
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 139,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 156,00 para R$ 155,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 156,50 para R$ 155,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Foi a quinta sessão seguida de perdas, colocando os contratos no menor nível em sete semanas. No acumulado semanal, a posição novembro recuou 2,5%.
O avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de que os americanos colham a maior safra da história mantiveram a pressão sobre as cotações. Nem mesmo a boa demanda chinesa conseguiu impedir uma nova sessão de perdas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 558 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Houve ainda outra venda, para destinos não revelados, envolvendo 236 mil toneladas.
As exportações líquidas norte-americanas de soja referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 574,9 mil toneladas na semana encerrada em 8 de outubro. A China liderou as compras, com 126,3 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas.
No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 atingiu 29,5% da área esperada até 16 de outubro, conforme levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, em 9 de outubro, o índice estava em 20,4%. Em igual período do ano passado, o plantio alcançava 21,5% da área. A média histórica para o período é de 27%.
Os trabalhos evoluem bem. Com clima regular, a expectativa é de uma nova safra cheia no Brasil, superando 180 milhões de toneladas e atingindo um novo recorde.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 12,60 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,75 3/4 por bushel, com retração de 2,00 centavos de dólar, ou 0,15%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,10, ou 0,86%, a US$ 357,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,10 centavos de dólar, com perda de 0,05 centavo, ou 0,07%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,0727 para venda e a R$ 5,0707 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0677 e a máxima de R$ 5,0957. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,7%.
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Endividamento segue crescendo pelo segundo mês consecutivo em Cuiabá

Após uma sequência de quedas, o índice de endividamento das famílias em Cuiabá subiu de 83,5% em agosto para 83,9% em setembro, registrando a segunda alta consecutiva. O levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou, ainda, que mais de 210 mil famílias estão endividadas na capital.
Os dados apurados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também mostram que 46,2% dos entrevistados se consideram pouco endividados, enquanto apenas 8% se declaram muito endividados.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o elevado percentual de famílias endividadas demonstra a importância do crédito na gestão do orçamento doméstico. “A evolução do indicador mostra que o crédito continua desempenhando papel relevante na organização financeira das famílias cuiabanas, seja para antecipar o consumo ou para administrar despesas ao longo do tempo”.
*Inadimplência recua, mas famílias ainda enfrentam dificuldades para pagar dívidas*
Apesar do aumento do endividamento, o percentual de famílias inadimplentes caiu de 16,3% em agosto para 15,5% em setembro. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida, citada por 87,5% dos entrevistados. Em números absolutos, cerca de 39 mil famílias disseram ter contas em atraso.
Sobre o resultado, Tião da Zaeli avalia que “a redução das famílias com dívidas atrasadas representa um sinal favorável para a capacidade de pagamento, embora a parcela que não espera conseguir quitar seus débitos ainda revele a existência de restrições financeiras relevantes”.
Entre as famílias cuiabanas, 6,4% afirmaram que não conseguirão quitar as contas em atraso, percentual ligeiramente inferior aos 6,5% registrados em agosto.
Ao analisar esse indicador, o presidente da Fecomércio-MT destacou a dificuldade de parte das famílias em regularizar as dívidas e equilibrar o orçamento doméstico.
“O percentual de famílias que não terão condições de quitar integralmente os débitos em atraso evidencia que o principal desafio não está apenas no acesso ao crédito, mas na capacidade de transformar renda corrente em pagamento das obrigações acumuladas.”
*Dívidas de longo prazo podem influenciar decisões de consumo*
Em relação ao tempo de permanência no endividamento, 39,1% dos entrevistados informaram estar nessa situação há mais de um ano. Outros 34,1% disseram ter dívidas há um período de três a seis meses, enquanto 16,8% relataram estar endividados há até três meses. Já 9,3% afirmaram estar nessa condição há um período de seis meses a um ano.
Conforme análise do IPF-MT, a permanência prolongada no endividamento indica que, para uma parcela das famílias, o comprometimento financeiro vai além de uma dificuldade pontual e pode influenciar as decisões de consumo por períodos mais longos.
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Polícia Civil recupera no Pará conjunto de carretas furtado de pátio de apreensão em MT

A Polícia Civil recuperou, nesta quinta-feira (15.10), na cidade de Xinguara (PA), um conjunto de carretas furtado de um pátio de apreensão de veículos em Confresa. Os municípios ficam a 552 km de distância.
Os veículos foram furtados entre os dias 12 e 14 de setembro, ainda carregados com milho. Não havia sinais de arrombamento no portão do pátio, e os rastros deixados no local indicavam que o caminhão usado no crime foi levado por uma estrada alternativa, para evitar a rodovia principal.
O conjunto, formado por um reboque tipo dolly e semirreboques, estava depositado no pátio, às margens da BR-158, desde o dia 8 de setembro, em razão de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
Após o registro da ocorrência, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa iniciou as diligências e inseriu os veículos nos sistemas de restrição de roubos e furtos. As investigações realizadas pela equipe levaram à localização do conjunto em território paraense.
No local, a equipe encontrou a carreta sem as rodas e sem as tampas laterais, que haviam sido retiradas. Os veículos foram apreendidos e serão submetidos aos procedimentos legais.
“Essa recuperação é fruto do trabalho investigativo da equipe da Derf, e as apurações continuam para chegarmos aos responsáveis pelo furto”, afirmou a delegada Karen Amaral Makrakis, responsável pelo caso.
A investigação prossegue para identificar os autores do furto e esclarecer as circunstâncias do crime.
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Dificuldade para preservar qualidade dos alimentos pressiona preço da cesta básica

Além do desafio de manter o abastecimento regular de produtos da cesta básica nos mercados, produtores têm enfrentado dificuldades para preservar a qualidade dos alimentos ao longo de toda a cadeia de comercialização. Essas condições podem contribuir para o aumento dos preços. Na segunda semana de outubro, o valor médio da cesta básica em Cuiabá subiu 3,60%, alcançando R$ 934,85.
Após permanecer estável na semana anterior, o custo da cesta voltou a subir, ampliando a diferença em relação ao mesmo período de 2025. O valor atual está 15,85% acima dos R$ 806,98 registrados naquele período, conforme levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Ao comentar o resultado, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, destacou o impacto da alta dos alimentos no orçamento das famílias. “A aceleração da cesta básica na segunda semana de outubro evidencia uma intensificação das pressões sobre o custo da alimentação, impulsionada pela alta simultânea de produtos importantes para o consumo cotidiano.”
Dificuldades na produção e na logística encarecem alimentos
Entre os produtos que contribuíram para a alta semanal, a batata registrou o maior aumento de preço. A elevação de 20,14% levou o preço médio a R$ 8,50/kg, valor 113,80% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo a análise do IPF-MT, apesar da oferta elevada do tubérculo, o calor intenso tem reduzido sua qualidade e dificultado a logística. Esse cenário pode elevar os custos dos produtos de melhor qualidade, capazes de resistir ao transporte sem sofrer danos.
Situação semelhante foi observada no tomate, que registrou alta de 19,35% e chegou ao preço médio de R$ 14,56/kg. A oferta do fruto está restrita, pois as chuvas nas principais regiões produtoras têm prejudicado a qualidade e dificultado a colheita, fatores que podem ter contribuído para a elevação dos preços.
A banana também registrou alta semanal de 10,00%, alcançando o preço médio de R$ 9,18/kg. O calor intenso e a alta umidade têm acelerado o processo de maturação do fruto, dificultando a logística. Essa condição exige o escoamento mais rápido da produção para evitar perdas.
Ao abordar os efeitos das perdas ao longo da cadeia de comercialização, Tião da Zaeli ressaltou que os problemas de conservação podem encarecer os alimentos mesmo quando não há uma redução generalizada da produção. “A alta dos alimentos perecíveis evidencia que perdas durante a colheita, o transporte e a comercialização podem elevar o custo do produto disponível para consumo, mesmo sem uma redução generalizada da produção.”
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