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16 de outubro de 2026

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Yara une nutrição e tecnologia para preparar a soja contra extremos climáticos em safra marcada pelo El Niño

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Em um ano em que o El Niño coloca a safra de soja 2026/27 à prova, preparar a lavoura para enfrentar condições climáticas adversas será decisivo para preservar o potencial produtivo. Diante desse cenário, a Yara, líder global em nutrição de plantas, reforça seu compromisso com soluções que combinam conhecimento agronômico, nutrição equilibrada e tecnologia voltada à fisiologia vegetal.

O fenômeno pode elevar as temperaturas durante fases críticas, como o florescimento e o enchimento de grãos, provocar chuvas excessivas no Sul e aumentar a irregularidade das precipitações no Centro-Oeste e no Norte, com períodos de veranico e, em outras regiões, encharcamento do solo.

Esse cenário pode ampliar o estresse térmico e hídrico, provocar desequilíbrios fisiológicos, limitar o desenvolvimento das raízes e aumentar a pressão de doenças, com impactos sobre o número de vagens, o abortamento floral, a formação e o peso dos grãos e o acúmulo de matéria seca. Em regiões como Mato Grosso, Goiás, Tocantins e áreas do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares também aumenta o risco de estresse hídrico, falhas na germinação, redução do estande e necessidade de replantio em áreas semeadas precocemente.

Segundo o mais recente boletim do Painel El Niño, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e por outros órgãos federais, há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

Para Diego Pelizari, especialista em desenvolvimento agronômico da Yara, o cenário não deve ser encarado apenas como uma ameaça, mas como um sinal para antecipar decisões e utilizar ferramentas capazes de auxiliar a cultura nos períodos de maior pressão.

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“O El Niño não traz novos desafios para o produtor brasileiro. Ele pode intensificar condições que já fazem parte da realidade do campo, como altas temperaturas, períodos de veranico e irregularidade das chuvas. Por isso, a preparação da lavoura se torna ainda mais importante”, explica o especialista.

Solo e raízes entram na estratégia contra o estresse

Em uma safra com maior risco climático, a estratégia começa antes de a estiagem ou o calor excessivo aparecerem com maior intensidade. Para a Yara, isso envolve considerar as condições do solo, o equilíbrio nutricional e a formação de um sistema radicular eficiente.

A correção do solo e o manejo nutricional adequado estão entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma planta com maior capacidade de explorar os recursos disponíveis no perfil do solo.

Uma raiz bem desenvolvida permite que a soja tenha acesso a água e nutrientes em diferentes profundidades. Em períodos de menor disponibilidade hídrica, essa capacidade de exploração pode contribuir para a manutenção do desenvolvimento da cultura.

No Centro-Oeste, principal região produtora de soja do país, esse cuidado ganha ainda mais relevância diante da possibilidade de temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo.

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Mas a capacidade da planta de enfrentar condições adversas não depende apenas do sistema radicular. A fisiologia da soja também pode ser afetada quando a cultura é submetida a calor intenso e déficit hídrico.

YaraAmplix BIOTRAC atua na resposta da planta ao estresse

Em condições de altas temperaturas e deficiência hídrica, a soja pode sofrer alterações fisiológicas e metabólicas capazes de comprometer processos importantes para a formação da produtividade. Entre eles estão mecanismos relacionados à retenção de flores e vagens, etapas fundamentais para o potencial produtivo da cultura.

É nesse contexto que a Yara destaca o YaraAmplix BIOTRAC, solução desenvolvida para atuar na ativação de processos fisiológicos associados à tolerância ao estresse.

O YaraAmplix BIOTRAC combina macro e micronutrientes essenciais para diferentes fases do desenvolvimento das culturas. Sua formulação foi desenvolvida para fornecer nutrientes relacionados ao crescimento vegetal, ao pegamento de flores e ao enchimento de grãos.

“O YaraAmplix BIOTRAC prepara a planta para enfrentar condições adversas. Ele contribui para que a cultura mantenha seu metabolismo mais equilibrado diante de desafios como calor excessivo e deficiência hídrica, reduzindo perdas de potencial produtivo”, explica Pelizari.

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A proposta é atuar de forma preventiva, oferecendo à cultura suporte antes que as condições de estresse atinjam maior intensidade. Dessa maneira, a tecnologia integra uma estratégia voltada à manutenção do potencial produtivo da soja em ambientes de maior pressão climática.

A experiência de produtores que utilizam a solução também aparece como referência. Em Palotina (PR), o produtor Enio Moesch relata resultados positivos com o YaraAmplix BIOTRAC.

“Gostei do resultado, pois é um produto fácil de manusear e sem problemas de mistura. Conseguimos um acréscimo de 6 sacas por alqueire. Mesmo em um ano que choveu bem, o produto entregou. Já usamos em anos mais secos e o produto também evitou perdas de produção”, afirma.

O relato reforça, na avaliação da Yara, a importância de considerar tecnologias voltadas à fisiologia vegetal dentro de um planejamento que leve em conta diferentes condições climáticas ao longo da safra.

Em um cenário de margens pressionadas e necessidade de maior eficiência no campo, a escolha das ferramentas utilizadas na lavoura envolve não apenas o produto, mas também a recomendação técnica, o suporte ao produtor e a adequação da tecnologia às condições de cada área.

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Tecnologia entra no planejamento de uma safra mais desafiadora

Com a perspectiva de uma temporada marcada por calor e maior irregularidade das chuvas, a empresa recomenda que o produtor avalie antecipadamente as condições do solo, o desenvolvimento das raízes e o programa nutricional da lavoura.

O objetivo é criar condições para que a planta atravesse os momentos de maior pressão com o suporte necessário para manter seu desenvolvimento e preservar o potencial produtivo.

Nesse contexto, a combinação entre nutrição equilibrada, conhecimento agronômico e tecnologias voltadas à fisiologia vegetal pode ampliar as ferramentas disponíveis ao produtor para lidar com situações de estresse.

Em momentos de maior risco climático, a escolha dos parceiros e das tecnologias utilizadas na lavoura também ganha importância. Com décadas de experiência em nutrição de plantas e presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Yara reforça a proposta de combinar inovação, pesquisa e recomendação técnica para apoiar o produtor diante dos desafios da safra.

El Niño coloca potencial da soja à prova

Com a possibilidade de um El Niño forte durante a safra 2026/27, a Yara defende que as decisões sejam tomadas antes de a cultura enfrentar os períodos mais críticos.

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A avaliação das condições do solo, o desenvolvimento do sistema radicular, o equilíbrio nutricional e o uso de tecnologias voltadas à fisiologia da planta fazem parte de uma estratégia para enfrentar uma temporada de maior pressão climática.

Em um ano no qual calor e irregularidade das chuvas podem colocar a produtividade da soja à prova, antecipar o manejo pode ser decisivo. Para a Yara, unir conhecimento agronômico, nutrição e tecnologia é uma forma de oferecer ao produtor mais ferramentas para enfrentar o estresse climático e proteger o potencial produtivo da lavoura.

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Luís Rua assume diretoria internacional da ABPA

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Luís Rua assumiu, nesta sexta-feira (16), a diretoria internacional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O executivo retorna à entidade após ter ocupado o cargo de secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre outubro de 2024 e julho de 2026.

Na nova função, Rua será responsável por conduzir tratativas em mercados estratégicos para a proteína animal brasileira, com foco na União Europeia, na Ásia e na África.

A mudança ocorre em um momento em que o setor exportador de aves, ovos e suínos depende da manutenção de mercados compradores e da abertura de novos destinos para ampliar as vendas externas.

Trajetória no setor público e privado

Antes de assumir a secretaria do Mapa, Rua foi diretor de Mercados da ABPA entre 2019 e setembro de 2024. Nesse período, participou da articulação com governos estrangeiros e autoridades sanitárias, além da construção de estratégias para os setores de aves, ovos e suínos.

No Ministério da Agricultura, coordenou iniciativas de abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e fortalecimento da rede de adidos agrícolas. Segundo a ABPA, durante sua gestão, foram abertas 408 oportunidades de mercado, o maior número registrado por um secretário da área na história da pasta, conforme a entidade.

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Rua também participou da articulação governamental para superar os embargos comerciais relacionados ao caso de influenza aviária registrado em uma unidade de produção comercial no Brasil, em maio de 2025.

Formado em Economia e Relações Internacionais pelas Faculdades de Campinas, ele tem mestrado em Economia Internacional pela Universidade do Porto e especialização em Agronegócios pela Esalq/USP. Também atuou como gerente de Relações Corporativas Internacionais para a América Latina da MBRF, com passagens pelo Brasil e pela Argentina.

Foco nas negociações internacionais

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a experiência de Rua nos setores público e privado será importante para lidar com questões que afetam a indústria exportadora brasileira.

“Rua tem profundo conhecimento dos diversos lados que envolvem negociações críticas do comércio internacional. Foi uma liderança fundamental, no âmbito do setor público, para os avanços obtidos pelo Agro nos últimos 2 anos”, afirmou Santin.

Rua disse que pretende contribuir para ampliar a presença internacional do setor. “O grande desafio será apoiar ainda mais o processo de internacionalização do setor em um mundo cada vez mais complexo e incerto, que exige diálogo constante, capacidade de adaptação e construção de confiança”, declarou.

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Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul, aponta Federarroz

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As compras de arroz para exportação foram retomadas no Rio Grande do Sul, com negociações a um preço médio de R$ 90 por saca. A movimentação ocorre após um período de desaceleração dos negócios, influenciado pelas oscilações do dólar. No campo, produtores enfrentam atrasos no plantio em parte das regiões arrozeiras, além de dificuldades para acessar o crédito para a próxima safra.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, três tradings voltaram a comprar o cereal para exportação, o que pode ajudar a sustentar os preços.

“O mercado deu uma parada, até porque, com a mudança do dólar, os players deram uma segurada nas negociações. Mas, a partir de ontem, entraram três tradings comprando arroz para exportação, em média a R$ 90, e isso deve segurar o mercado”, afirma Nunes.

Chuvas atrasam plantio em regiões produtoras

Apesar de o avanço geral do plantio no Rio Grande do Sul superar o registrado no mesmo período da safra anterior, a situação varia entre as regiões produtoras. De acordo com a Federarroz, o resultado estadual é influenciado pelo desempenho da Fronteira Oeste, região com participação expressiva na área cultivada.

O presidente da entidade relata atrasos no Litoral Norte, na Planície Costeira Interna e na Zona Sul, especialmente nos municípios de Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande.

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“O plantio está avançado em relação à safra anterior no RS e em algumas regiões está muito atrasado”, explica Nunes.

Na Fronteira Oeste e em Santa Vitória do Palmar, as baixas temperaturas também prejudicam a emergência das plantas, inclusive em áreas semeadas mais cedo. O excesso de chuva e as temperaturas reduzidas dificultam o andamento das operações no campo.

Crédito para a safra preocupa produtores

Além das condições climáticas, a demora na liberação de crédito para o próximo ciclo preocupa os arrozeiros. Segundo a Federarroz, as negociações com as instituições financeiras avançam lentamente, dificultando o acesso aos recursos necessários para financiar a produção.

A orientação da entidade aos produtores que precisam de apoio é procurar suas representações para buscar encaminhamentos. O atraso na definição das condições financeiras mantém o crédito entre os principais pontos de atenção do setor para a próxima safra.

*Com informações da assessoria de imprensa

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China impulsiona exportações de DDG de Mato Grosso, que já superam resultado de 2025

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A China já responde por quase dois terços das exportações de DDG de Mato Grosso em 2026, consolidando-se como o principal mercado para o coproduto do milho. O avanço ocorre mesmo com a redução da participação chinesa nas compras de milho em grão do estado, em um movimento que evidencia a mudança na relação comercial entre os dois mercados.

O país asiático abriu espaço para o DDG mato-grossense em fevereiro deste ano e, em poucos meses, passou a liderar os destinos do produto. De janeiro a setembro, as exportações estaduais somaram 754,88 mil toneladas, volume 35,01% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

A força dessa demanda ficou evidente em setembro. Das 130,65 mil toneladas embarcadas por Mato Grosso no mês, 114,41 mil foram destinadas à China, que concentrou 87,64% do total. Foi o maior volume mensal importado pelo país desde a abertura do mercado.

O resultado também colocou setembro como o segundo melhor mês da série histórica das exportações estaduais de DDG. O volume foi mais que o dobro do registrado em agosto, sinalizando o avanço das compras chinesas.

Para Juan Porto, analista de agroindústria do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a mudança está relacionada ao cenário de oferta de milho na China. “Nos últimos anos, a China tem tido safras de milho excelentes, o que reduziu essa necessidade de importação deles”, explica.

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Demanda chinesa muda o cenário comercial

A redução da necessidade de importar milho em grão não impediu o crescimento da presença chinesa no mercado de DDG. O país vem ampliando as compras do coproduto, utilizado principalmente na alimentação animal, e assumiu papel central nas exportações mato-grossenses.

“Então, hoje, apesar de não ocuparem uma posição de destaque no consumo do milho em grão de Mato Grosso, eles vêm ganhando bastante relevância nas importações de DDG”, afirma Porto.

A abertura do mercado em fevereiro ajudou a estabelecer essa nova frente comercial. Desde então, a China ampliou sua participação nos embarques, até alcançar, em setembro, o maior volume mensal importado desde o início das compras.

A concentração das vendas nesse destino ajuda a dimensionar o peso do mercado asiático para o desempenho do setor. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, os compradores chineses responderam por 63,54% das exportações estaduais de DDG.

Embarques já superam todo o ano passado

O crescimento das vendas externas também aparece na comparação com o resultado anual de 2025. Até setembro, Mato Grosso havia exportado 754,88 mil toneladas, acima das 704,66 mil toneladas embarcadas durante os 12 meses do ano passado.

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O desempenho mensal mais recente contribuiu para ampliar essa diferença. Em setembro, o estado enviou pouco mais de 130 mil toneladas ao exterior, segundo Porto, que destaca a dimensão do resultado em relação ao mês anterior.

“No mês de setembro, Mato Grosso exportou pouco mais de 130 mil toneladas de DDG, sendo o segundo maior volume mensal de toda a série histórica e também mais que o dobro do que a gente viu no mês de agosto”, pontua o analista.

O DDG é obtido no processamento do milho e tem a alimentação animal como principal aplicação. O avanço das exportações amplia as possibilidades de comercialização desse coproduto pela agroindústria estadual, enquanto a China ganha espaço como mercado comprador.


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