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16 de outubro de 2026

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Justiça bloqueia R$ 1,6 milhão de investigados por fraudes e calote de ICMS em MT

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Ações do Cira-MT miraram empresa de Nova Mutum e produtor rural de Primavera do Leste envolvido em fraudes com venda de milho

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) obteve duas decisões judiciais favoráveis para adoção de medidas patrimoniais em investigações de crimes contra a ordem tributária.

As determinações incluem bloqueio de bens e valores, indisponibilidade de veículos e sequestro de imóveis, com o objetivo de assegurar a recuperação de mais de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos estaduais.

As decisões foram proferidas pelos Núcleos de Justiça 4.0 dos Juízos das Garantias dos polos de Tangará da Serra e Rondonópolis, em procedimentos que apuram o não recolhimento de tributos estaduais e possíveis fraudes na comercialização de produtos agrícolas. Em ambos os casos, as investigações foram conduzidas e os pedidos realizados pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) com manifestação favorável do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

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Nova Mutum

A primeira investigação envolve uma empresa de Nova Mutum que atua nos segmentos de comércio de materiais de construção e serviços mecânicos. As apurações conduzidas pela Defaz identificaram indícios de crime contra a ordem tributária relacionados ao não recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) declarado pela própria empresa.

Os débitos, referentes aos anos de 2022 e 2023, foram inscritos em dívida ativa e somam mais de R$ 1,1 milhão. A investigação resultou no indiciamento de um suspeito pela suposta prática de crime contra a ordem tributária.

Diante dos elementos reunidos, a Defaz requereu o bloqueio de valores em contas bancárias, a indisponibilidade de veículos e, de forma subsidiária, o sequestro de imóveis até o limite do débito apurado. O pedido foi acolhido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Tangará da Serra, com atuação da 14ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Núcleo de Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária.

Primavera do Leste

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A segunda investigação apura suposta fraude tributária em operações de comercialização de milho realizadas por um produtor rural de Primavera do Leste. Conforme as apurações, as transações teriam sido simuladas para obtenção indevida de benefício fiscal, resultando no não recolhimento de ICMS devido ao Estado.

Durante a investigação, também foram identificadas ligações entre a empresa apontada como destinatária das mercadorias e um esquema de fraude tributária investigado na Operação Crédito Podre. Com base nos indícios levantados, dois investigados foram indiciados pela suposta prática de crime contra a ordem tributária.

Para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, a Defaz requereu o bloqueio de bens e valores e a indisponibilidade de veículos até o montante de R$ 461.8 mil. O pedido foi deferido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Rondonópolis, com atuação da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Primavera do Leste.

Integração

As decisões reforçam a importância da atuação integrada dos órgãos que compõem o Cira-MT, tanto na apuração de crimes contra a ordem tributária quanto na adoção de medidas destinadas à recuperação de recursos devidos ao Estado.

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A força-tarefa é formada pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária; pela Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz); pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz); pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE); e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Juiz manda penhorar fazenda de R$ 17 milhões do “maior desmatador do Pantanal” para pagar dívida

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Pecuarista Claudecy Oliveira Lemes deve pagar mais de R$ 15 milhões ao Banco do Brasil com área de 5 mil hectares em Santo Antônio do Leverger

O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, mandou penhorar uma fazenda com valor estimado em R$ 17,6 milhões, do pecuarista Claudecy Oliveira Lemes. A penhora é para pagar uma dívida de R$ 15,2 milhões do pecuarista com o Banco do Brasil. 

Na decisão publicada nessa quinta-feira (15), o juiz diz que atendeu parcialmente a um pedido do próprio banco para cobrir uma dívida. A instituição queria que vários imóveis fossem penhorados para garantir o lastro financeiro. 

Porém, o juiz aceitou o argumento da defesa de Claudecy Oliveira Lemes de que um imóvel específico já estava previsto em contrato e seria suficiente para cobrir eventual dívida. 

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“A análise quanto à eventual insuficiência do bem ou necessidade de reforço da penhora sobre os demais bens indicados fica postergada para a juntada do laudo de avaliação”, disse o juiz. 

A fazenda penhorada, com nome de Bom Sucesso, tem área de 5.887 hectares em Santo Antônio do Leverger (34 km de Cuiabá). O valor dela está estimada hoje em R$ 17.632.342.  

O pecuarista Claudecy Oliveira Lemes ficou conhecido nacionalmente em abril de 2024 como “o maior desmatador do Pantanal”. Ele é acusado de usar substância altamente tóxica para desmatar centenas de hectare para abrir pasto de gados em Barão do Melgaço (110 km de Cuiabá). 

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Agro Mato Grosso

Jovem de 19 anos é preso após furto de módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil I MT

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Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de participar do furto de módulos eletrônicos de dois caminhões, avaliados em aproximadamente R$ 27 mil, na madrugada de quinta-feira (15), em Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá). Os equipamentos foram recuperados pela Polícia Civil durante as diligências.

Conforme a investigação, os furtos ocorreram em dois pontos distintos: um caminhão estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis e o outro, em frente à residência do proprietário, no bairro Novo Horizonte.

Os suspeitos teriam utilizado um Ford Fiesta preto para cometer os crimes. Ao perceber a movimentação, o dono de um dos veículos pesados saiu para verificar o que estava acontecendo, mas os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no carro.

Na sequência, o automóvel se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os dois ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta.

Durante as buscas, policiais civis localizaram um dos suspeitos nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.

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Os investigadores também encontraram os dois módulos eletrônicos escondidos nas proximidades do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

Em interrogatório, o jovem admitiu que acompanhava os demais envolvidos e atuava na vigilância durante os furtos, permanecendo em pontos estratégicos enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por furto qualificado pelo concurso de pessoas, conforme o artigo 155, § 4º, inciso IV, do Código Penal. O suspeito permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.

As investigações continuam para identificar os demais envolvidos e apurar se o grupo tem ligação com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões registrados na região.

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Atacadistas de MT começam a preparar escalas para o fim da jornada 6×1

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Empresas avaliam antecipar a adoção de duas folgas semanais antes mesmo da entrada em vigor das novas regras

Empresas do setor atacadista de Mato Grosso já começaram a discutir mudanças nas escalas de trabalho após a aprovação do fim da jornada 6×1 pelo Congresso Nacional.

O LIVRE conversou com uma fonte do setor, que pediu para não ser identificada. Segundo ela, circula internamente a informação de que a escala do próximo mês já poderá garantir dois dias de folga por semana aos funcionários.

A eventual mudança representaria uma antecipação das novas regras. A proposta aprovada estabelece a escala 5×2 como modelo geral, com redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem diminuição salarial.

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Embora ainda não exista confirmação oficial por parte das empresas, o movimento indica que atacadistas e mercados já avaliam como reorganizar turnos e equipes para cumprir a nova legislação.

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Agro MT