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15 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

FOTOS: onça, capivara e ariranha são flagradas com garrafas plásticas no Pantanal de MT

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Três registros feitos no Pantanal mato-grossense mostram animais silvestres em contato direto com resíduos plásticos. O mais recente é o de uma onça-pintada com uma garrafa plástica na boca, fotografada no último domingo (11) pelo médico-veterinário Paul Raad, na região de Porto Jofre, em Poconé.

Em setembro deste ano, a fotógrafa e guia de turismo de vida selvagem Cibele Manfredini registrou uma capivara ao lado de uma garrafa plástica, em Porto Jofre. No ano passado, ela também fotografou uma ariranha com uma embalagem na boca durante uma atividade de observação da fauna na região.

No último domingo (11), Paul flagrou a onça-pintada pelo nome de ‘Pantaneiro’ brincando com uma garrafa plástica no rio, em Porto Jofre. Segundo ele, o animal segurou a embalagem por alguns instantes e depois a soltou. Não há informação de que a onça tenha ingerido plástico ou sofrido algum ferimento.

“Se nós que trabalhamos na região de conflito, e isso é mais comum nessas regiões, onde as onças são mais vulneráveis, encontrar plástico, lixo, e chegou até aqui, que seria o paraíso das onças, olhem quanto falta ainda por melhorar”, disse.

O veterinário afirmou que não sabe como a garrafa chegou ao local. Uma das possibilidades para ele, é que o material tenha sido transportado pela água.

Onça-pintada encontra garrafa plástica durante passeio por rio no Pantanal de MT. — Foto: Paul Raad

Onça-pintada encontra garrafa plástica durante passeio por rio no Pantanal de MT. — Foto: Paul Raad

🦫🦦Outros registros

Ao g1, Cibele também relatou que os registros feitos por ela também já haviam chamado atenção e levantado preocupação com a necessidade de ampliar a participação da sociedade na conservação ambiental.

Capivara é fotografada ao lado de uma garrafa PET em Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso. — Foto: Cibele Manfredini

Capivara é fotografada ao lado de uma garrafa PET em Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso. — Foto: Cibele Manfredini

Em setembro, Cibele fez o avistamento de uma capivara ao lado de uma garrafa plástica em Porto Jofre. Fotógrafa e guia de turismo de observação da vida selvagem, ela disse que usa o trabalho para conscientizar sobre a conservação da natureza.

“Proteger a natureza é o meu propósito, mas, infelizmente, não consigo fazer isso sozinha. Acredito que cada um de nós tem um papel fundamental na preservação do planeta”, afirmou.

 

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Ariranha foi vista  brincando com uma garrafa plástica durante passeio de observação da fauna em Porto Jofre (MT) — Foto: Cibele Manfredini

Ariranha foi vista brincando com uma garrafa plástica durante passeio de observação da fauna em Porto Jofre (MT) — Foto: Cibele Manfredini

Em outra fotografia, feita durante uma atividade de observação da fauna, Cibele registrou uma ariranha com uma garrafa plástica na boca. Segundo ela, o animal apareceu com a embalagem enquanto ela acompanhava um grupo da espécie e começou a interagir com o objeto.

🐾🚯 Lixo ainda é desafio no Pantanal

Ao g1, o naturalista e gestor ambiental Ailton Lara afirmou que, apesar da redução do lixo na região nos últimos anos, ainda são necessárias ações conjuntas para evitar que os resíduos cheguem ao Pantanal. Ele citou que já foram realizadas limpezas nos rios e na Transpantaneira, mas também destacou que o trabalho precisa envolver outras localidades, de onde o lixo pode ser direcionado até à região.

“É uma ação coletiva da sociedade para a gente melhorar ainda mais”, afirmou.

Em Porto Jofre, trabalhadores do ecoturismo também recolhem resíduos encontrados nos rios e os encaminham para a destinação adequada. Para Ailton, a imagem da onça com a garrafa plástica reforça a urgência de mudanças.

“É muito triste ver uma onça com uma garrafa de plástico na boca. Como sociedade, precisamos melhorar nossa pegada ecológica e cuidar melhor do meio ambiente”, declarou.

 

🚮♻️Como evitar que o lixo chegue à natureza

 

O lixo descartado de forma inadequada pode ser levado pela chuva e pelos rios até áreas naturais, colocando em risco os animais silvestres. Para Paul, reduzir esse impacto exige mudanças de hábito de consumo e medidas mais eficazes do poder público.

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“Precisamos avançar com políticas públicas mais eficazes, educação ambiental, consumo responsável e hábitos mais sustentáveis. Sempre que possível, devemos evitar plásticos descartáveis e optar por garrafas reutilizáveis e sistemas de refil”, concluiu.

Algumas atitudes ajudam a reduzir a quantidade de resíduos que chega aos ambientes naturais:

  • ♻️ Reduza o uso de plásticos descartáveis: prefira alternativas reutilizáveis sempre que possível.
  • 🚰 Use garrafas reutilizáveis e refis: diminua o consumo de embalagens plásticas no dia a dia.
  • 🗑️ Descarte o lixo corretamente: nunca abandone resíduos em rios, ruas, trilhas ou áreas naturais.
  • 🌎 Pratique o consumo consciente: escolha produtos que gerem menos resíduos.
  • 📚 Promova a educação ambiental: conscientize outras pessoas sobre os riscos do plástico para a fauna silvestre.
  • 🏛️ Apoie políticas públicas eficazes: incentive iniciativas de redução do lixo e de melhoria da gestão de resíduos.
  • 💧 Proteja rios e áreas naturais: lembre-se de que a chuva e os cursos d’água podem transportar resíduos até os habitats dos animais.

 

*Sob supervisão de Kessillen Lopes.

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Dia Internacional da Mulher Rural: Mulheres do campo transformam legado para novas gerações

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Aprosoja MT destaca trajetória de mulheres que ajudaram a abrir espaço para novas gerações na agricultura

Mulheres vão e vêm todos os dias nas lavouras do Brasil, pilotando maquinários, analisando o plantio e a colheita, fazendo pagamentos e todos os trabalhos administrativos de uma propriedade. Muitas delas se inspiraram nas mães ou até tiveram que ser as primeiras mulheres da família a comandar toda a empresa, mas tudo foi possível por causa das mulheres corajosas que iniciaram os trabalhos. Neste dia 15 de outubro, se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural, e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça o compromisso com todas as que já foram, que estão trabalhando e as que ainda se tornarão profissionais do campo.

Para ter hoje muitas mulheres inseridas na agricultura, foi preciso que muitas outras tivessem a coragem de iniciar, como contou a delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Cervo Stefanello. Ela explicou que, no início, ficou preocupada em cursar Engenharia Agronômica por ser, na época, uma área predominantemente masculina.

“Quando eu decidi fazer a agronomia, eu sempre tive a vontade de ajudar o pai na lavoura. E sempre tive muito medo de como seria uma mulher em um meio tão masculino como a agricultura. E daí eu descobri que a agricultura, ela não tem preferência por masculino ou feminino, ela tem preferência por apaixonados. E quando eu me vi apaixonada pela lavoura, eu consegui entender que a gente, quando gosta de algo, a gente consegue fazer cem por cento”, afirmou.

A história escrita por ela na agricultura não começou há 30 anos, quando se formou, começou antes mesmo de ela nascer. Andreia contou que a família saiu da Itália nos anos de 1800 e, ao chegar ao Brasil, continuaram as atividades na lavoura, assim como já faziam. Foram longos anos vivendo da terra e aprimorando as técnicas, para chegar aos tempos de hoje.

Apaixonada pelo processo do plantio e dos cuidados com a lavoura, Stefanello afirma que fica muito feliz ao ver os resultados de cada decisão que ela toma no escritório se refletindo no campo. Esse esforço também mostra como o papel da mulher está nos mínimos detalhes e no resultado da safra.

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“Você olha um plantio agora, você entende que aquela semente é uma sementinha que você está plantando para colher um fruto que vai representar todo o teu esforço dentro de um período. E quando eu penso nisso, eu penso também em tantas outras mulheres, mulheres que têm suas próprias histórias, próprias famílias, seus próprios desafios. Mulheres que todos os dias elas estão ali, fazendo parte das decisões, dos planejamentos, cuidando, produzindo, ajudando o campo a seguir em frente. Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, disse.

O Dia Internacional da Mulher Rural é uma data para relembrar as pioneiras de cada família que foram corajosas em continuar as atividades no campo, para homenagear as que estão atualmente trabalhando no campo e para incentivar que outras meninas e mulheres sigam seus sonhos. Nenhum presente se constrói sem a presença das mulheres do passado.

“Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, finalizou Andreia.

Entre gerações, a coragem de ocupar espaços e seguir trabalhando no campo mantém viva uma história construída por muitas mulheres. São trajetórias que ajudam a transformar a agricultura e mostram que, no campo, o futuro também é construído pelas mãos femininas.

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Mercado de defensivos para algodão em MT cresce 14% safra 25/26

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Levantamento da Kynetec aponta movimentação recorde de R$ 8,217 bilhões

A movimentação de defensivos agrícolas para algodão registrou recorde na safra 2025/26, atingindo R$ 8,217 bilhões, ante R$ 7,190 bilhões da temporada anterior (+14%). Na moeda americana, em virtude do câmbio, houve alta de 10% no período, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (14/10) no estudo FarmTrak Algodão, da Kynetec.

De acordo com o especialista em pesquisas da empresa, Felipe Lopes Abelha, dois fatores principais tracionaram os agroquímicos no algodão: o número de tratamentos e o custo dos tratamentos. O primeiro passou da média de 95, em 2024/25, para 107, com variação positiva de 13%. Já o preço médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.

Conforme Abelha, o indicador PAT ou área potencial tratada, correspondente à soma de todos os tratamentos realizados pelos produtores na safra, alcançou a marca de 209,07 milhões de hectares em 2025/26, contra 196,31 milhões de hectares do ciclo passado, uma elevação de 6%.

Inseticidas seguem na liderança

Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26
Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26

Entre as categorias de produtos, destaca o executivo, os inseticidas seguiram na dianteira do mercado. Ocuparam 50% do total ou R$ 4,119 bilhões, salto de 14% na comparação a 2024/25 (R$ 3,606 bilhões). Ganharam ainda 2% em representatividade em área tratada, para 87.657 milhões de hectares.

Segundo Abelha, os inseticidas aplicados visaram, sobretudo, o controle do bicudo do algodoeiro e de lagartas. O bicudo demandou a média de 18 tratamentos por propriedade, ao custo da ordem de R$ 2 bilhões. As lagartas equivaleram a R$ 928 milhões, 15% acima da safra 2024/25 (R$ 795 milhões). “O segmento de lagartas, conhecidas por ‘pragas de sistema’, que provocam impactos desfavoráveis crescentes à produção, está em franca expansão”, salienta Abelha.

Segunda categoria no ranking de agroquímicos do algodão, a dos fungicidas registrou o maior crescimento proporcional, de 19%, para R$ 1,98 bilhão ou 24% do total do mercado, face a R$ 1,617 bilhão de 2024/25. Esse segmento, acrescenta Abelha, recebeu impulso representativo dos chamados produtos ‘premium’.

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Herbicidas, na terceira posição, apresentaram elevação de 6,3%, perfazendo R$ 1,143 bilhão ou 14% do montante total do mercado, ante R$ 1,075 bilhão de 2024/25.

Somados, nematicidas, produtos para tratamento de sementes e outros obtiveram 12% de participação ou R$ 986 milhões.

Estudo representa 97% da área culutivada no país

Segundo a Kynetec, o levantamento FarmTrak Algodão 2025/26 percorreu quase 270 propriedades e teve origem em entrevistas presenciais com produtores em toda a fronteira agrícola da cultura. A cobertura da pesquisa representa 97% da área cultivada no país, de 1,952 milhão de hectares. Das regiões abrangidas, Felipe Abelha destaca a constatação de uma queda de 8% no plantio de algodão no estado de Mato Grosso, de 1,502 milhão de hectares para 1,376 milhão de hectares.

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Etanol de milho: MT projeta crescimento de 18,67% na produção

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Projeção indica crescimento de 18,67% na produção estadual; em Lucas do Rio Verde, representantes da indústria e do setor agropecuário conheceram as operações da FS

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