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14 de outubro de 2026

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Plantio de soja é foco do produtor brasileiro; mercado apresenta reação? Confira os preços de hoje

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O mercado brasileiro de soja apresentou poucas movimentações nesta quarta-feira (14), com baixa liquidez e pequenos ajustes positivos nas cotações de algumas praças. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores seguem praticamente fora das negociações, concentrados no plantio da nova safra.

Na Bolsa de Chicago, o mercado apresentou volatilidade, mas registrou leves perdas, sem quedas expressivas. Os prêmios tiveram pequenos ajustes, enquanto o mercado físico permaneceu com liquidez apertada.

“O foco está totalmente no plantio da safra nova, com o produtor praticamente fora do mercado”, observa Silveira. Segundo o analista, também não houve registro de negócios envolvendo a nova safra.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 147,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 148,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 144,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 142,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 140,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 140,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 155,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a valorização do dólar, que reduz a competitividade do produto norte-americano, pressionaram as cotações após um início positivo, impulsionado pela boa demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 11 de outubro, os trabalhos de colheita alcançavam 46% da área, ante 25% na semana anterior e abaixo da média de 50% dos últimos cinco anos. As condições das lavouras permaneceram estáveis. Até 11 de outubro, 57% das plantações estavam em condições boas ou excelentes, 29% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 470 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Compradores estatais chineses adquiriram de oito a dez cargas de soja dos Estados Unidos, do tipo Panamax, nesta semana. Segundo três comerciantes ouvidos nesta quarta-feira, foram os primeiros negócios desse tipo desde a cúpula de setembro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington.

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De acordo com a agência Reuters, as cargas estão programadas para embarque a partir de dezembro, acrescentaram as fontes. O mercado aguardava sinais de retomada das compras chinesas após uma pausa de várias semanas, atribuída em parte à demanda fraca durante o feriado de uma semana do Dia Nacional da China, no início deste mês.

As importações chinesas de soja em grão recuaram 7,7% em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 11,88 milhões de toneladas. Em relação a agosto, quando foram adquiridas 12,14 milhões de toneladas, houve queda de 2,1%. Os dados foram divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China.

No acumulado do ano, as compras chinesas totalizam 86,08 milhões de toneladas. A China é o maior importador mundial de soja.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 12,77 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,92 por bushel, com retração de 8,00 centavos de dólar, ou 0,61%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,30, ou 0,35%, a US$ 364,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,06 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,96 centavo, ou 1,41%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, negociado a R$ 5,0301 para venda e a R$ 5,0281 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0186 e a máxima de R$ 5,0551.

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Derf prende motorista de quadrilha que invadiu farmácias para furtar remédios de emagrecimento em Cuiabá

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Suspeito confessou ter dado apoio logístico em invasões à rede Drogasil no Jardim Imperial e Florais; medicamentos e computadores foram levados

Um homem apontado como motorista que deu apoio a dois crimes de furtos ocorridos em unidades distintas de uma rede de farmácias da capital foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (14.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. Os crimes ocorreram na madrugada de terça-feira (13), e tinham como alvo medicamentos utilizados para emagrecimento.

O suspeito, de 30 anos, foi localizado durante diligências realizadas pelas equipes policiais, após a identificação do veículo utilizado nos crimes. Durante a abordagem, ele confessou ter participado das ações como motorista de apoio, transportando os envolvidos e os materiais furtados dos estabelecimentos.

Furtos nas farmácias

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O primeiro furto ocorreu na madrugada de terça-feira (13), em uma unidade da Drogasil localizada no bairro Jardim Imperial. Na ocasião, dois homens chegaram ao estabelecimento em um veículo, arrombaram a porta de entrada e invadiram a farmácia, de onde subtraíram diversas unidades de medicamentos injetáveis utilizados em tratamentos para emagrecimento.

A segunda ocorrência foi registrada na mesma madrugada, em outra unidade da rede, no bairro Parque Amperco, região dos Florais. Conforme as informações levantadas, dois suspeitos forçaram as portas de aço e de vidro para entrar na farmácia.

Com os rostos cobertos, os indivíduos foram diretamente à geladeira onde eram armazenados medicamentos análogos ao GLP-1, retirando os produtos. Em seguida, subtraíram quatro computadores da loja antes de deixar o local.

Prisão do suspeito

As investigações iniciaram logo após o registro dos furtos, quando os policiais da Derf realizaram os primeiros levantamentos, coletando imagens dos sistemas de monitoramento dos locais e das regiões próximas. A partir da análise das gravações, os policiais identificaram um veículo VW Gol, utilizado na ação criminosa.

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Com as informações levantadas, as equipes operacionais iniciaram diligências ininterruptas para localizar o automóvel, que foi encontrado transitando em via pública na manhã desta quarta-feira (14). Os policiais realizaram a abordagem do suspeito, que questionado, confessou a participação no crime.

Diante dos fatos, o veículo foi apreendido, e o suspeito conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante por furto qualificado pelo arrombamento e pelo concurso de pessoas. Após as providências cabíveis na delegacia, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para identificar os outros participantes dos crimes, esclarecer a dinâmica das duas ocorrências e localizar os medicamentos e demais materiais subtraídos.

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Polícia Civil prende dupla em Cuiabá por golpe da falsa reforma de estofados

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Operação Tapeçaria do Crime 2 mira estelionatários que recolhiam móveis, cobravam via Pix e abandonavam peças em galpões; vítimas eram bloqueadas

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (14.10), a Operação Tapeçaria do Crime 2. A ação cumpriu quatro ordens judiciais de prisão contra dois homens investigados por operarem um esquema de fraudes contra consumidores que contratavam serviços de reforma de móveis e estofados na capital.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve como alvos dois suspeitos, de 45 e 27 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva de ambos.

O mandado contra um dos suspeitos foi cumprido na própria unidade penitenciária onde ele já se encontra detido. O suspeito havia sido preso previamente na primeira fase da operação, realizada em abril deste ano, por suspeita de praticar fraudes idênticas.

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As investigações, conduzidas no âmbito de dois inquéritos policiais, apontam o registro de ao menos 21 vítimas diretas, além de dezenas de ocorrências relatando o mesmo padrão de atuação.

Os suspeitos utilizavam uma estratégia bem estruturada de captação de clientes. Primeiro, a dupla veiculava propagandas nas redes sociais oferecendo restauração de sofás, poltronas e cadeiras com preços abaixo do mercado e prazos de entrega muito curtos.

Após o contato inicial, os suspeitos, se passando por prestadores de serviços, iam até as residências dos clientes, recolhiam os móveis e exigiam pagamento antecipado por meio de PIX ou cartão de crédito. Os serviços não eram executados e, em grande parte dos casos, os estofados não eram devolvidos. Ao serem cobrados pelas vítimas, os investigados apresentavam diversas justificativas alegando problemas operacionais ou falta de insumos, até interromperem o contato e bloquearem as vítimas.

Prejuízo financeiro

A investigação revelou um alto prejuízo financeiro e transtorno pessoal por parte das vítimas. Algumas encontraram seus móveis abandonados, desmontados e deteriorados em galpões utilizados pelos suspeitos.

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Em alguns casos, as vítimas precisaram comprar novos estofados para a residência enquanto ainda quitavam as parcelas das reformas que nunca foram entregues. As investigações apontaram que o esquema afetou principalmente idosos e famílias de baixa renda, que comprometeram parcelas significativas do orçamento com a falsa reforma.

Para dificultar a fiscalização e a localização pela polícia, os suspeitos mudavam constantemente de razões sociais, endereço e divulgavam localizações falsas nas redes sociais.

Decisão judicial

Em razão da reincidência do crime e do volume de lesados, a Justiça acolheu os pedidos da Decon. Além de decretar as prisões preventivas, o Poder Judiciário de Mato Grosso proibiu expressamente os dois investigados de exercerem qualquer atividade econômica relacionada à tapeçaria, incluindo confecção, reforma, restauração e comercialização de estofados, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato qualificado, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil segue investigando o caso, com objetivo de dimensionar o prejuízo total e identificar eventuais novas vítimas.

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Operação Tapeçaria do Crime

Quando da deflagração da primeira fase da Operação, em abril de 2026, dois suspeitos foram presos. À época, também chamou a atenção da equipe de investigação da Decon o descaso apresentado pelos criminosos com as vítimas.

Canais de denúncias

A Polícia Civil orienta que vítimas de crimes contra as relações de consumo podem procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Rua General Otávio Neves, no 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, ou encaminhar denúncias pelo e-mail decon@pjc.mt.gov.br.

As vítimas também podem registrar boletins de ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil, ou pela Delegacia Digital (https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/). Denúncias também podem ser encaminhadas pelo telefone 197.

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Exclusivo: “Ele pensou, ele premeditou”: advogado revela detalhes que podem mudar caso de feminicídio de Gleice Kelly

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Em entrevista ao O LIVRE, assistente de acusação contesta tese de incapacidade mental e aponta comportamento registrado por câmeras

As imagens das câmeras de segurança da residência onde Gleice Kelly Oliboni foi assassinada podem se tornar uma das principais peças na disputa judicial sobre a responsabilidade criminal de Daniel Frasson, conhecido como “Alemão”. Em entrevista ao O LIVRE, o advogado Rodrigo Pozo Miranda, que atua como assistente de acusação da família, afirmou que as gravações mostram comportamentos que, em sua avaliação, indicam que o acusado sabia o que estava fazendo.

O advogado contesta a tese de incapacidade mental apresentada pela defesa e sustenta que Daniel teria planejado o ataque. Segundo ele, a análise das gravações também revelou discussões sobre dinheiro nos dias anteriores ao crime, além de um alerta feito por uma familiar para que Gleice escondesse as facas da casa.

“Ele pensou, ele premeditou”, afirmou Rodrigo.

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O caso envolve o assassinato de Gleice e a tentativa de homicídio contra a filha mais nova do casal, que sobreviveu ao ataque. Enquanto a discussão sobre a condição psiquiátrica do acusado avança na Justiça, a família também prepara medidas relacionadas ao patrimônio e à reparação financeira das filhas.

Câmeras mostram acusado escondendo faca, diz advogado

Rodrigo Pozo Miranda afirma que teve acesso à gravação integral das câmeras da residência por meio de Carol, irmã de Gleice. Segundo ele, o material foi analisado durante aproximadamente dois meses, com atenção especial aos cinco dias anteriores ao assassinato.

O advogado relata que, na madrugada do crime, Daniel acordou por volta das 3h e passou a circular pela casa. Em determinado momento, teria ido até a cozinha, separado facas e escondido uma delas junto ao corpo.

O comportamento seguinte, segundo Rodrigo, chamou sua atenção.

“Quando ele vira, o primeiro foco que ele dá, o olho é para a câmera. Ele olha para a câmera e vem tentando esconder a faca da filmagem”, contou.

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Ainda conforme o advogado, Daniel teria permanecido por algum tempo com a arma escondida, inclusive enquanto interagia com o cachorro da família. Em outros momentos, teria entrado e saído do quarto antes do ataque.

Para Rodrigo, a preocupação em ocultar a faca e evitar que ela aparecesse nas gravações indica que o acusado compreendia a gravidade do que pretendia fazer.

“O cara, quando ele está inimputável, que ele não tem a capacidade de entendimento, não se preocupa com a câmera. Ele não se preocupa em esconder a faca”, argumentou.

A interpretação apresentada pelo advogado é contestável no âmbito processual e não substitui a avaliação pericial sobre a condição mental de Daniel no momento do crime.

Dr Rodrigo Pozo Miranda – (Foto: Brian Henrique Dantas/ O Livre)

Discussões sobre dinheiro e um alerta antes do assassinato

Outro ponto levantado por Rodrigo Pozo Miranda envolve a situação financeira do acusado.

Segundo o advogado, as gravações dos dias anteriores mostram Daniel preocupado com perdas financeiras e conversando repetidamente sobre dinheiro. Em uma das situações, Gleice teria mencionado gastos superiores a R$ 1 milhão.

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“Ele só fala de dinheiro. Ele só fala que perdeu o dinheiro”, relatou.

Rodrigo afirma que, apesar das discussões, Gleice tentava tranquilizar o marido e demonstrava disposição para ajudá-lo a enfrentar os problemas.

O advogado também descreveu um episódio ocorrido dois dias antes do crime, quando a irmã de Daniel esteve na residência.

Durante a visita, o acusado teria mencionado pensamentos relacionados à morte e feito referências ao diabo. Após deixar o imóvel, a irmã teria enviado uma mensagem a Gleice.

“Ela manda uma mensagem para a Gleice falando: ‘Ó, Gleice, cunhã, guarda as facas da casa’”, afirmou Rodrigo.

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Na avaliação do assistente de acusação, o episódio merece atenção porque antecedeu o momento em que Daniel teria separado e escondido facas dentro da residência.

(Foto: reprodução/ Redes sociais)

Família acredita que dinheiro motivou o crime

A hipótese de motivação financeira também é defendida por José Martinez França Neto, familiar de Gleice.

Em entrevista ao O LIVRE, ele afirmou acreditar que Daniel tenha cometido o crime por interesse patrimonial, e não em decorrência de um transtorno psiquiátrico.

“Eu acho que ele matou por ganância extremamente financeira”, declarou.

Questionado se acreditava que o acusado tivesse problemas psiquiátricos, José respondeu: “Nenhum problema psiquiátrico”.

As afirmações representam a opinião do familiar. A motivação do crime e a capacidade de entendimento do acusado permanecem questões a serem examinadas pela Justiça.

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Familiar da vítima ouvido pelo Livre (Foto: Brian Henrique Dantas/ O Livre)

Filha sobrevivente ainda enfrenta sequelas

Além da morte de Gleice, o ataque deixou consequências para a filha mais nova do casal, que também foi esfaqueada.

José Martinez França Neto afirmou que a criança continua em acompanhamento médico e psicológico e apresenta dificuldades para caminhar em razão de uma sequela motora.

“Ela manca porque teve um probleminha de nervo, se eu não me engano, mas ela tem essa sequela”, relatou.

Segundo o familiar, a menina frequenta a escola normalmente, realiza sessões de terapia e participa de atividades de reabilitação, incluindo natação.

José também afirmou que ela ainda demonstra medos e traumas relacionados ao episódio. A criança está sob os cuidados da irmã mais velha, Carol, conforme os relatos dos entrevistados.

Daniel Frasson junto da filha que também foi atacada por ele (Foto: reprodução)

Advogado quer impedir acesso à herança e pedir indenização milionária

Rodrigo Pozo Miranda também revelou que a família pretende discutir judicialmente os direitos patrimoniais de Daniel.

Segundo ele, o acusado já se manifestou no inventário, mas a assistência jurídica buscará o reconhecimento da indignidade sucessória, mecanismo previsto na legislação que pode impedir o recebimento de herança em determinadas circunstâncias.

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“Ele matou a esposa. E tentou contra a filha ainda. Então qualquer coisa em relação ao casal ali, ele é indigno”, sustentou o advogado.

Rodrigo também afirmou que pretende buscar indenizações para as duas filhas de Gleice.

Embora ainda não exista valor definido, ele mencionou a possibilidade de pedidos entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões para cada uma.

“Não mensura o valor”, disse, ao comentar os danos causados pela morte da mãe e pela violência sofrida pela criança sobrevivente.

O advogado também informou que pretende discutir o pagamento de pensão às filhas.

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Advogado da família – (Foto: Brian Henrique Dantas/ O Livre)

Defesa apresentou incidente de insanidade mental

A discussão sobre a responsabilidade penal de Daniel está relacionada a um incidente de insanidade mental apresentado pela defesa.

De acordo com Rodrigo, foram juntados documentos médicos relacionados a tratamentos e medicamentos utilizados pelo acusado.

O assistente de acusação, entretanto, sustenta que as gravações são relevantes para avaliar o comportamento de Daniel antes e durante o ataque.

“Todo o tempo ele está lúcido, todo o tempo ele sabe o que está fazendo”, afirmou.

A capacidade de entendimento do acusado no momento do crime deverá ser examinada com base nos elementos médicos, periciais e processuais. A avaliação pessoal do advogado não equivale a uma conclusão judicial.

(Foto: Brian Henrique Dantas/ O Livre)

Expectativa é de julgamento em 2027

Segundo Rodrigo Pozo Miranda, o processo voltou a tramitar e já possui audiência de instrução marcada.

O advogado afirmou que a defesa solicitou que Daniel fosse dispensado de comparecer à audiência, mas pretende se manifestar contrariamente ao pedido.

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Sobre a possibilidade de julgamento pelo Tribunal do Júri, Rodrigo disse acreditar que isso possa ocorrer em 2027, caso o andamento processual permita.

“Ano que vem. Se tudo der certo, vamos acelerar”, declarou.

Ainda não existe data oficial para o julgamento.

Enquanto a Justiça analisa a responsabilidade do acusado, a família de Gleice continua buscando respostas sobre o que aconteceu dentro da residência. Para Rodrigo, as gravações poderão desempenhar papel decisivo nessa discussão. Já para José Martinez França Neto, as consequências do crime permanecem presentes na vida da filha que sobreviveu.

(Foto: Divulgação/TJMT)
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