Sustentabilidade
Ceema/Soja: Chicago atinge menor cotação desde agosto com relatório do USDA e avanço da colheita nos EUA – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 09/10/2026 e 15/10/2026
A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, trabalhou em baixa nesta semana. O fechamento da quinta-feira (15) ficou em US$ 12,63/bushel, contra US$ 12,87 uma semana antes. O fechamento deste dia 15/10 foi o mais baixo desde o dia 27/08.
Um dos principais motivos deste movimento veio do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 09/10, já que o mesmo foi baixista para a soja. Ele confirmou uma safra cheia nos EUA, com 124,2 milhões de toneladas, ganhando quase um milhão de toneladas sobre setembro. Os estoques finais estadunidenses igualmente subiram, ficando agora em 8,57 milhões de toneladas para 2026/27.
Já a produção mundial somaria 442,7 milhões de toneladas, e os estoques finais globais atingiriam a 124,3 milhões. Em ambos os casos, um leve aumento sobre setembro. Esse quadro se refletiu nas cotações da oleaginosa em Chicago, nesta semana. Por sua vez, a colheita da soja ganhou forte ritmo nos Estados Unidos na última semana. Assim, até o dia 11/10 a mesma alcançou a 46% da área estadunidense semeada, contra 25% uma semana antes e 50% na média dos últimos cinco anos.
Embora ainda atrasada, em relação a média, a mesma recuperou bastante o atraso da semana anterior. Isso também ajudou a pressionar Chicago, além da possibilidade de acerto entre EUA e Irã em relação a guerra travada entre ambos. Dito isso, das lavouras a colher, a maturação da soja também avançou, chegando a 92% das lavouras, ante 85% na semana anterior, mas ainda abaixo dos 94% da média dos últimos cinco anos. Os dados por estado mostram que Iowa, segundo maior produtor da oleaginosa, aparece como um dos principais destaques, com apenas 31% da área colhida, enquanto a média de cinco anos para o período é de 59%. Em Nebraska, os trabalhos alcançaram 26%, contra 55% na média histórica, enquanto Dakota do Sul tinha 47% colhidos, ante 59% normalmente registrados nesta época.
Michigan também apresenta atraso importante, com 27%, contra média de 38%, e Ohio chegou a 30%, frente aos 40% históricos. Por outro lado, alguns estados estão à frente da média. Illinois, maior estado produtor de soja dos EUA, alcançou 48% da área colhida, contra 46% na média dos últimos cinco anos; Indiana chegou a 44%, ante 43%; e Wisconsin aparece com 54%, contra média de 47%. Enfim, as condições das lavouras de soja ainda a serem colhidas permaneceram estáveis. O USDA classificou 57% da safra entre boa e excelente, mesmo índice registrado na semana anterior.
Outros 29% estavam em condições regulares, enquanto 14% eram classificadas entre ruins e muito ruins.
Os embarques semanais de soja dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas do mercado, na semana encerrada em 8 de outubro. Foram embarcadas 1,1 milhão de toneladas, contra 1,2 milhão na semana anterior. Em todo ano comercial, os embarques de soja chegam a 5,1 milhões de toneladas, volume 27% maior do que no mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, empresas estatais chinesas compraram de 8 a 10 navios Panamax de soja dos EUA nesta semana. As cargas serão enviadas a partir de dezembro. As empresas pagaram prêmios de US$ 3,10 a US$ 3,20 por bushel acima do contrato de soja de janeiro da Bolsa de Chicago. Cada navio Panamax transporta cerca de 65.000 toneladas de soja. Antes dos últimos acordos com os EUA, a China já havia comprado cerca de 13,7 milhões de toneladas de soja estadunidense, o que representa mais da metade da sua meta de compra de 25 milhões de toneladas para o ano comercial de 2026/27. Em setembro, a China importou 11,9 milhões de toneladas de soja, uma queda de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas da China.
Já na Argentina, a produção de soja 2026/27 está projetada em 52,5 milhões de toneladas, ou seja, 4% acima do ano anterior. O esmagamento esperado chegaria a 44,8 milhões de toneladas. A oleaginosa poderá receber parte da área atualmente destinada ao milho, especialmente em regiões onde o risco de cigarrinha pesa sobre as decisões de plantio. Essa possível migração é um dos fatores que favorecem o cenário da soja. O ambiente positivo, entretanto, ainda depende da evolução do clima. Em girassol, a projeção de produção chega a 7,4 milhões de toneladas, sendo que 6 milhões serão destinadas ao esmagamento (cf. Terra Investimentos).
Aqui no Brasil, com um câmbio a R$ 5,04 por dólar e prêmios estáveis, a pressão das baixas em Chicago se fez sentir e as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 136,00/saco. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 133,00 e R$ 139,00/saco.
Enquanto isso, o plantio da nova safra atingiu a 15,6% da área esperada no dia 09/10, segundo a Conab. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 11,1%, enquanto a média das últimas cinco safras era de 15,2%. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio chegou a 33,3% da área no dia 09/10, ficando na mesma dimensão do ano passado nesta data (cf. Imea).
Por fim, as exportações brasileiras de soja, até a segunda semana de outubro, atingiram a 2,39 milhões de toneladas no mês. Assim, em sete dias úteis as exportações nacionais registram um aumento de 11,7% na média diária exportada. O preço médio da tonelada exportada em outubro está em US$ 482,31, contra US$ 427,84 em outubro de 2025, ou seja, uma alta de 12,7% na comparação anual (cf. Secex).
Apesar desta performance, a Anec aponta que o total a ser exportado em outubro chegaria a 6,18 milhões de toneladas, ou seja, 3,4% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. Para o acumulado de janeiro a outubro, porém, a entidade projeta exportações de 107,6 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Ceema: Milho despenca em chicago e atinge menor cotação desde agosto com aumento da safra nos EUA – MAIS SOJA

A cotação do milho, em Chicago, fechou em US$ 4,78/bushel o dia 15/10 (quinta-feira), contra US$ 5,00 uma semana antes. O atual fechamento do milho foi o mais baixo desde o dia 20/08.
O relatório do USDA apontou uma safra maior do que o esperado para os EUA, com a mesma sendo, agora, estimada em 407,3 milhões de toneladas (cerca de 6 milhões a mais do que o anunciado em setembro), enquanto os estoques finais estadunidenses subiram para 47 milhões de toneladas, ganhando um pouco mais de 6 milhões sobre setembro. Já a produção mundial foi aumentada em 3 milhões de toneladas, alcançando 1,294 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais chegaram a 280,4 milhões de toneladas, ganhando 8,3 milhões sobre setembro.
Por outro lado, a colheita do milho estadunidense avançou, alcançando 33% da área no dia 11/10, contra 23% na semana anterior. Apesar do avanço, os trabalhos também permanecem abaixo dos 39% registrados na média dos últimos cinco anos. Também no milho, Iowa chama atenção pelo atraso: o estado tem apenas 14% da área colhida, contra 34% na média histórica. Nebraska registra 27%, frente a uma média de 35%; Minnesota, 25% contra 33%; e Dakota do Sul aparece com 15%, ante 31% na média. Illinois, por outro lado, está mais adiantado, com 51% da área de milho colhida contra 44% na média, enquanto o Missouri registra 64%, ante 61%.
A maturação do milho a colher chegou a 91%, contra 83% na semana anterior, ficando exatamente em linha com a média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras apresentaram melhora, e assim 56% foram classificadas entre boas e excelentes, ante 54% na semana anterior. Outros 27% estão em condições regulares, 12% ruins e 5% muito ruins.
Já os embarques do cereal estadunidense, na semana encerrada em 08/10, atingiram a 1,3 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques chegam a 8,45 milhões de toneladas, 5% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
E no Brasil, os preços do cereal se mantêm firmes. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 62,00/saco, com a média gaúcha ficando em R$ 62,95/saco. Nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 50,00 e R$63,00/saco. Dito isso, o plantio da nova safra de verão, do cereal, ano 2026/27, chegou a 44% da área prevista para o Centro-Sul do país, no dia 08/10, contra 45% um ano atrás (cf. AgRural). Por sua vez, a maior oferta de milho no mercado mundial está retirando a competitividade do milho brasileiro, fato que desacelera as exportações. No Mato Grosso, segundo o Imea, os embarques estão mais reduzidos na comparação com anos anteriores. Em setembro do corrente ano, o Estado embarcou 2,85 milhões de toneladas, volume 32,1% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025 e 19% abaixo da média dos últimos cinco anos.
No acumulado de julho a setembro, os embarques somaram 7,61 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 21,4% na comparação com o mesmo período da temporada anterior. Nos Estados Unidos, a boa oferta e os estoques elevados têm pressionado as cotações e favorecido a competitividade do cereal local. Já na Argentina, a safra recorde, somada à redução do imposto de exportação (as retenciones), aumentou a disponibilidade para exportação e estimulou as negociações externas. Isso já aparece nos principais destinos do milho mato-grossense: o Egito adquiriu 1,97 milhão de toneladas, queda de 3,85%; o Irã, 739.000 toneladas (-29,30%); e a Espanha, 710.000 toneladas (-29,94%). “Caso os embarques nos próximos meses repitam os volumes observados no ciclo anterior, Mato Grosso poderia chegar a aproximadamente 21 milhões de toneladas exportadas até janeiro.
Nesse cenário, ainda seriam necessárias cerca de 3 milhões de toneladas para serem escoadas entre fevereiro e junho de 2027, para que assim Mato Grosso alcance a projeção de 24,1 milhões de toneladas exportadas na temporada. O volume seria elevado para o período, que historicamente registra embarques de até aproximadamente 2 milhões de toneladas. Sem um aumento de outros componentes da demanda, o milho que não for exportado tende a permanecer no estado, elevando os estoques finais e aumentando a pressão sobre a armazenagem”.
De forma geral, as exportações brasileiras de milho começaram outubro sem entusiasmar. Nos sete primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 1,73 milhão de toneladas do cereal, segundo dados divulgados pela Secex. A média diária ficou 16,3% abaixo do registrado em outubro de 2025. Com isso, permanece o desafio para o programa brasileiro de exportações nos próximos meses. O país precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para alcançar 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo (cf. Agrinvest)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
TEMPUS NORTOX: Eficiência e precisão no controle de lagartas – MAIS SOJA

Ao longo do ciclo de desenvolvimento das culturas agrícolas, diversos fatores podem influenciar o crescimento, o desenvolvimento, a produtividade e a qualidade da produção, contribuindo tanto para o aumento quanto para a redução dessas variáveis. Além da influência de fatores abióticos, fatores bióticos, como a ocorrência de pragas e doenças, podem impactar diretamente o rendimento das plantas e a qualidade dos grãos, tornando necessário um manejo mais criterioso e consistente para preservar o potencial produtivo da lavoura.
Dependendo da espécie da praga, do período de convivência com a cultura e do estádio de desenvolvimento das plantas, perdas expressivas de produtividade podem ser observadas. Lagartas como a Spodoptera frugiperda, assim como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens), estão cada vez mais presentes em áreas de cultivo de soja, especialmente em sistemas de produção que contemplam a sucessão soja-milho e milho-soja.
O período de maior sensibilidade da soja ao ataque dessas lagartas pode variar de acordo com a espécie da praga, podendo se estender do estabelecimento da lavoura até o final do período reprodutivo, com maior intensidade dos danos quando os ataques ocorrem durante o enchimento de grãos (Durli et al., 2020). Embora a soja apresente elevada capacidade de compensação aos danos, característica relacionada à sua plasticidade, a resposta à desfolha pode variar de acordo com a cultivar e o estádio de desenvolvimento das plantas.
De modo geral, a soja apresenta maior tolerância à desfolha durante a fase vegetativa (Figura 1). No entanto, conforme observado por Lacerda et al. (2024), cultivares mais sensíveis podem apresentar redução da produtividade em resposta à desfolha, mesmo quando o dano ocorre durante a fase vegetativa da cultura. É, contudo, durante a fase reprodutiva que os danos à área foliar tendem a resultar nas maiores perdas de produtividade, especialmente quando a desfolha ocorre em períodos críticos para a formação e o enchimento dos grãos.
Quantificando os impactos da desfolha sobre a produtividade da soja, Durli et al. (2020) observaram que níveis de desfolha superiores a 16,6% durante o período reprodutivo já podem resultar em perdas substanciais de produtividade. Os resultados evidenciam a importância da manutenção da área foliar durante essa fase, especialmente por sua contribuição para a interceptação da radiação solar e a produção de fotoassimilados necessários à formação e ao enchimento dos grãos.
Na cultura do milho, além dos danos decorrentes da redução da área foliar, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), pode causar danos diretos às estruturas reprodutivas e aos grãos em formação, comprometendo o rendimento e a qualidade da produção. Dependendo da intensidade da infestação e do período de ocorrência da praga, as perdas de produtividade podem chegar a 60% (Rossato et al., 2020).
A ocorrência da lagarta tende a ser ainda mais relevante em sistemas de produção nos quais o milho sucede a soja, especialmente quando há falhas no controle da praga ao final do ciclo da cultura antecessora. Em função do hábito alimentar, as lagartas alojam-se preferencialmente no cartucho das plantas, o que pode dificultar o controle à medida que a cultura avança para os estádios mais desenvolvidos. Dessa forma, o monitoramento da lavoura e a adoção de medidas de controle no momento adequado são fundamentais para evitar a evolução das infestações e a intensificação dos danos.
Para o manejo da lagarta-do-cartucho na cultura do milho, recomenda-se a aplicação de inseticidas quando 10% das plantas apresentarem folhas do cartucho com pequenas lesões circulares e algumas pequenas lesões alongadas, em formato de retângulo, de até 1,3 cm de comprimento (Oliveira et al., 2024). Na cultura da soja, por sua vez, os níveis de controle variam de acordo com a espécie da lagarta e com a fase de desenvolvimento da cultura.
Para a lagarta-falsa-medideira, a lagarta-da-soja e as lagarta-do-cartucho do milho, recomenda-se a adoção de medidas de controle quando a desfolha atingir 30% durante a fase vegetativa e 15% durante a fase reprodutiva da cultura (Roggia et al., 2020). Contudo, conforme mencionado anteriormente, a resposta à desfolha pode variar entre cultivares, reforçando a importância do monitoramento criterioso da lavoura e da consideração das características específicas de cada situação.
Sobretudo no manejo de pragas de difícil controle, como as lagartas, o sucesso do manejo fitossanitário não depende exclusivamente do momento de aplicação dos inseticidas. A escolha e o posicionamento adequado dos produtos são igualmente importantes para garantir maior eficiência de controle. Esse cuidado é particularmente relevante em sistemas agrícolas intensivos, nos quais diferentes culturas hospedeiras podem ser cultivadas em sucessão, favorecendo a permanência e a multiplicação das populações de pragas.
Nesse contexto, o uso de inseticidas de amplo espectro e elevada eficácia pode contribuir para o manejo de diferentes espécies de lagartas presentes nas culturas agrícolas. Pensando nisso, a NORTOX desenvolveu o TEMPUS NORTOX, um inseticida de amplo espectro e alta performance, que combina dois ingredientes ativos em sua formulação, proporcionando ação rápida sobre as lagartas que acometem as culturas da soja, milho, milheto e sorgo, além da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), uma das principais pragas da cultura da cana-de-açúcar.
Além da eficácia no controle das lagartas, o amplo espectro de ação do TEMPUS NORTOX, associado à rapidez de efeito do inseticida, contribui para reduzir os danos ocasionados pelas pragas, interrompendo rapidamente a alimentação delas. Essas características tornam o TEMPUS NORTOX uma ferramenta versátil e precisa para integrar programas de manejo fitossanitário em diferentes culturas, ampliando suas possibilidades de utilização nos sistemas de produção agrícola, especialmente em ambientes intensivos, nos quais mais de uma safra de verão é cultivada na mesma área.
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Referências:
DURLI, M. M., et al. NÍVEIS DE DESFOLHA NAS FASES VEGETATIVA E REPRODUTIVA DE CULTIVARES DE SOJA COM DIFERENTES GRUPOS DE MATURAÇÃO RELATIVA. Rev. Caatinga, Mossoró, v. 33, n. 2, pág. 402-411, abr.- junho de 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/caatinga/article/view/8999/10209 >, acesso em: 05/10/2026.
LACERDA, K. L. et al. PRODUTIVIDADE DA SOJA COM DESFOLHA ARTIFICIAL EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS. PEER REVIEW, 2024. Disponível em: < https://peerw.org/index.php/journals/article/view/1753/1024 >, acesso em: 05/10/2026.
OLIVEIRA, I. R. et al. MONITORAMENTO E MANEJO DE PRAGAS NA FASE AGRÍCOLA DO SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PACUÁRIA. Embrapa, Quinze anos de integração lavoura-pecuária e dez anos de integração lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Milho e Sorgo. Cap. 8., 2024. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1167572 >, acesso em: 05/10/2026.
ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 9, 2020. Disponível em:< https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 05/10/2026.
Redação: Equipe Mais Soja.
Sustentabilidade
Brasil terá mais transtornos? Após chuvarada em SP, previsão do tempo indica volumes acima de 200 mm e frio intenso; saiba onde

A previsão do tempo indica novos episódios de instabilidade no Brasil na segunda quinzena de outubro, com risco de alagamentos, ventos fortes, granizo e chuva volumosa. Após os episódios de precipitação intensa na capital paulista, a formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, a partir desta sexta-feira (16), deve ampliar as áreas de instabilidade.
No Rio Grande do Sul, os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros entre 26 e 30 de outubro. Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas e provocar geadas, com possibilidade de marcas abaixo de zero em algumas localidades.
Além disso, no Sul, Paraná e Santa Catarina estão entre as áreas de atenção para temporais, rajadas intensas de vento e queda de granizo. As condições podem causar danos às lavouras, estruturas rurais e redes de energia. Na próxima semana, a chuva também deve ganhar força no norte do Paraná, em São Paulo e no sul de Mato Grosso do Sul.
A instabilidade deve persistir ainda em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, incluindo Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Os volumes de chuva podem provocar transtornos, principalmente em locais que registrarem precipitações persistentes ou concentradas em curtos períodos.
RS pode receber mais de 200 mm
O alerta aumenta entre 26 e 30 de outubro no Rio Grande do Sul. A previsão indica volumes de chuva superiores a 200 milímetros em áreas do estado, cenário que pode elevar o risco de alagamentos, erosão, encharcamento do solo e dificuldades para o trabalho no campo.
O excesso de umidade pode prejudicar o planejamento das operações agrícolas e dificultar o acesso às lavouras de soja. Por isso, os produtores devem acompanhar a evolução das condições meteorológicas, especialmente nas áreas mais suscetíveis a acumulados elevados.
Em outras áreas do país, a chuva também pode contribuir para a recuperação da umidade do solo. Acre e Rondônia estão entre os estados com perspectiva de retorno de bons volumes de precipitação na próxima semana.
Chuva avança no Nordeste, mas calorão segue
No Nordeste, a chuva deve avançar pelo interior da Bahia e alcançar áreas do Piauí e do Maranhão nos próximos cinco dias, com acumulados entre 30 e 50 milímetros. As precipitações podem vir acompanhadas de temporais, granizo e rajadas intensas de vento.
Entre 21 e 25 de outubro, os volumes tendem a diminuir, com cerca de 15 milímetros acumulados em cinco dias. Já entre 26 e 30 de outubro, a chuva deve avançar pelo norte do Maranhão, Piauí, interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, com acumulados de até 30 milímetros.
Apesar da previsão de chuva, o calor permanece intenso em áreas do Nordeste. No centro-norte do Piauí, as temperaturas podem se aproximar dos 40 °C. O calorão também deve persistir em áreas do Amazonas e do Pará.
Frio avança e pode provocar geada
Enquanto algumas regiões enfrentam temporais, uma massa de ar frio deve atuar durante o fim de semana e avançar até meados da próxima semana.
Em Santa Catarina, áreas de baixada podem registrar temperaturas abaixo de 5 °C, com possibilidade de geada e marcas próximas ou inferiores a zero em pontos mais frios. O frio também deve alcançar São Paulo, Mato Grosso do Sul e o sul de Minas Gerais, com temperaturas abaixo de 15 °C e máximas que podem não passar dos 20 °C em algumas localidades.
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