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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Semeadura do milho chega a 76% no RS em meio ao excesso de chuvas e pouca luminosidade – MAIS SOJA

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A semeadura de milho avançou apenas em algumas regiões e alcançou 76% da área projetada. As chuvas frequentes, a elevada umidade do solo, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas têm restringido o acesso das máquinas e retardado o desenvolvimento inicial das lavouras na maior parte do Estado. A baixa disponibilidade de radiação solar limitou o crescimento das plantas, e os elevados volumes de precipitação podem favorecer a lixiviação de nutrientes.

Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram danos em lavouras estabelecidas, comprometendo o estande no Noroeste do Estado. Contudo, parte dos cultivos apresenta recuperação satisfatória após os danos iniciais.

Os tratos culturais se concentram na adubação nitrogenada de cobertura e no manejo de plantas daninhas e insetos. Embora as capturas de cigarrinhas estejam baixas em alguns pontos de monitoramento, a presença do vetor tem sido acompanhada em função da suscetibilidade da cultura às doenças transmitidas por esses insetos.

A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a baixa disponibilidade de radiação solar limitou o desenvolvimento dos cultivos. Os tratos culturais das áreas mais adiantadas estão, em geral, em dia, mas a manutenção da umidade do solo pode atrasar o controle de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio em cobertura nas lavouras emergidas na segunda quinzena de setembro.

Na de Caxias do Sul, a elevada umidade do solo dificultou o avanço da semeadura. As temperaturas baixas têm prolongado a germinação, podendo provocar emergência desuniforme e falhas no estande.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 90% da área prevista foi semeada, e as lavouras estão integralmente em desenvolvimento vegetativo. O crescimento está abaixo do esperado devido à baixa luminosidade e à lixiviação de nutrientes, especialmente nitrogênio, reduzindo a eficiência da adubação de base e de cobertura. O manejo de plantas daninhas foi prejudicado em algumas áreas pelas dificuldades de acesso aos cultivos.

Na de Ijuí, a semeadura continua em 92% da área. Apesar da baixa luminosidade e do predomínio de tempo encoberto, as lavouras apresentam bom desenvolvimento. As plantas atingidas por granizo se recuperaram, com emissão de folhas novas bem expandidas e coloração verde intensa. A umidade tem favorecido a aplicação de nitrogênio em cobertura antes das chuvas. Também foram registrados ataques de lesmas em lavouras com maior quantidade de palhada, exigindo controle em alguns talhões. As capturas de cigarrinhas estão baixas.

Na de Pelotas, o plantio alcança 7% da intenção. O avanço dos trabalhos deverá ocorrer de forma escalonada, uma vez que a semeadura do arroz irrigado e da soja constitui prioridade operacional na região.

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Na de Santa Rosa, as lavouras, que apresentavam bom desenvolvimento antes dos temporais com granizo e vendaval em 29/09, sofreram falhas significativas de estande e, em algumas áreas, poderá ser necessária a ressemeadura ou a substituição por outras culturas.

As plantas em estádios iniciais apresentam maior capacidade de rebrota, mas os impactos finais sobre a produtividade ainda não foram quantificados. A umidade elevada e os solos encharcados restringiram as operações de manejo, mantendo parte dos produtores concentrada na avaliação da recuperação das lavouras atingidas. Na de Soledade, a área semeada alcança 62% do previsto, e os plantios mais precoces já foram encerrados. Os cultivos se encontram integralmente em germinação, emergência ou desenvolvimento vegetativo inicial. O excesso de umidade e as temperaturas amenas, especialmente durante as noites e manhãs, têm desacelerado o crescimento, embora os impactos sejam considerados leves até o momento. Não há relatos de lavouras danificadas por granizo na região.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,37%, passando de R$ 62,67 para R$ 62,44. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcance um terço da área no RS sob impacto das chuvas – MAIS SOJA

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A semeadura de arroz irrigado prossegue em ritmo diferenciado entre as regiões produtoras, sendo mais expressiva na Fronteira Oeste e no Sul. Já especialmente na Região
Central e Litoral, as chuvas volumosas das últimas semanas restringiram o preparo do solo e a implantação das lavouras. No Estado, aproximadamente um terço da área foi semeada.

O excesso hídrico dificultou as operações e provocou alagamentos, danos em taipas e problemas no estabelecimento inicial nos talhões já semeados. Em áreas de várzea próximas a cursos d’água, as inundações elevam a preocupação com a continuidade do plantio e com a manutenção da área cultivada prevista para a safra.

A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o avanço da semeadura perdeu intensidade, mas se aproxima de 50%. Na Fronteira Oeste, os percentuais semeados são mais expressivos: em Itaqui, 73%; em Uruguaiana e Maçambará, 70%; Quaraí, 69%; Barra do Quaraí, 67%; e Alegrete, 61%. Em algumas áreas, os alagamentos podem comprometer o estabelecimento e o desenvolvimento inicial das plantas. Em São Gabriel, a semeadura tem
sido bastante limitada pelo excesso de umidade, e as chuvas intensas provocaram danos em taipas, exigindo reparos, além de problemas de estande nas poucas lavouras já implantadas.

Na Região da Campanha, o plantio avançou de forma mais restrita: em Dom Pedrito, alcança 12% da área prevista; em Aceguá, em torno de 5%. Na de Pelotas, a semeadura atinge 39% da área estimada. As lavouras implantadas estão em desenvolvimento vegetativo. As condições meteorológicas permitiram a continuidade dos trabalhos.

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Na de Santa Maria, a área plantada continua estável, próxima a 10% da inicialmente estimada. Em Dona Francisca, 60 hectares semeados no sistema pré-germinado seguem alagados pela elevação e pelo transbordamento do Rio Jacuí, cujo nível ainda se mantém elevado. A inundação de áreas de várzea e a previsão de novas chuvas aumentam a apreensão dos produtores e podem resultar em redução da área cultivada na região.

Na de Soledade, continuaram as dificuldades no preparo do solo e na semeadura. As operações avançam lentamente tanto nas áreas destinadas ao sistema pré-germinado quanto nas conduzidas com semeadura em solo seco. A área semeada alcança 8% do total previsto.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,25%, passando de R$ 80,89 para R$ 80,6.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Ceema/Soja: Chicago atinge menor cotação desde agosto com relatório do USDA e avanço da colheita nos EUA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 09/10/2026 e 15/10/2026

A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, trabalhou em baixa nesta semana. O fechamento da quinta-feira (15) ficou em US$ 12,63/bushel, contra US$ 12,87 uma semana antes. O fechamento deste dia 15/10 foi o mais baixo desde o dia 27/08.

Um dos principais motivos deste movimento veio do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 09/10, já que o mesmo foi baixista para a soja. Ele confirmou uma safra cheia nos EUA, com 124,2 milhões de toneladas, ganhando quase um milhão de toneladas sobre setembro. Os estoques finais estadunidenses igualmente subiram, ficando agora em 8,57 milhões de toneladas para 2026/27.

Já a produção mundial somaria 442,7 milhões de toneladas, e os estoques finais globais atingiriam a 124,3 milhões. Em ambos os casos, um leve aumento sobre setembro. Esse quadro se refletiu nas cotações da oleaginosa em Chicago, nesta semana. Por sua vez, a colheita da soja ganhou forte ritmo nos Estados Unidos na última semana. Assim, até o dia 11/10 a mesma alcançou a 46% da área estadunidense semeada, contra 25% uma semana antes e 50% na média dos últimos cinco anos.

Embora ainda atrasada, em relação a média, a mesma recuperou bastante o atraso da semana anterior. Isso também ajudou a pressionar Chicago, além da possibilidade de acerto entre EUA e Irã em relação a guerra travada entre ambos. Dito isso, das lavouras a colher, a maturação da soja também avançou, chegando a 92% das lavouras, ante 85% na semana anterior, mas ainda abaixo dos 94% da média dos últimos cinco anos. Os dados por estado mostram que Iowa, segundo maior produtor da oleaginosa, aparece como um dos principais destaques, com apenas 31% da área colhida, enquanto a média de cinco anos para o período é de 59%. Em Nebraska, os trabalhos alcançaram 26%, contra 55% na média histórica, enquanto Dakota do Sul tinha 47% colhidos, ante 59% normalmente registrados nesta época.

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Michigan também apresenta atraso importante, com 27%, contra média de 38%, e Ohio chegou a 30%, frente aos 40% históricos. Por outro lado, alguns estados estão à frente da média. Illinois, maior estado produtor de soja dos EUA, alcançou 48% da área colhida, contra 46% na média dos últimos cinco anos; Indiana chegou a 44%, ante 43%; e Wisconsin aparece com 54%, contra média de 47%. Enfim, as condições das lavouras de soja ainda a serem colhidas permaneceram estáveis. O USDA classificou 57% da safra entre boa e excelente, mesmo índice registrado na semana anterior.

Outros 29% estavam em condições regulares, enquanto 14% eram classificadas entre ruins e muito ruins.

Os embarques semanais de soja dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas do mercado, na semana encerrada em 8 de outubro. Foram embarcadas 1,1 milhão de toneladas, contra 1,2 milhão na semana anterior. Em todo ano comercial, os embarques de soja chegam a 5,1 milhões de toneladas, volume 27% maior do que no mesmo período do ano anterior.

Ao mesmo tempo, empresas estatais chinesas compraram de 8 a 10 navios Panamax de soja dos EUA nesta semana. As cargas serão enviadas a partir de dezembro. As empresas pagaram prêmios de US$ 3,10 a US$ 3,20 por bushel acima do contrato de soja de janeiro da Bolsa de Chicago. Cada navio Panamax transporta cerca de 65.000 toneladas de soja. Antes dos últimos acordos com os EUA, a China já havia comprado cerca de 13,7 milhões de toneladas de soja estadunidense, o que representa mais da metade da sua meta de compra de 25 milhões de toneladas para o ano comercial de 2026/27. Em setembro, a China importou 11,9 milhões de toneladas de soja, uma queda de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas da China.

Já na Argentina, a produção de soja 2026/27 está projetada em 52,5 milhões de toneladas, ou seja, 4% acima do ano anterior. O esmagamento esperado chegaria a 44,8 milhões de toneladas. A oleaginosa poderá receber parte da área atualmente destinada ao milho, especialmente em regiões onde o risco de cigarrinha pesa sobre as decisões de plantio. Essa possível migração é um dos fatores que favorecem o cenário da soja. O ambiente positivo, entretanto, ainda depende da evolução do clima. Em girassol, a projeção de produção chega a 7,4 milhões de toneladas, sendo que 6 milhões serão destinadas ao esmagamento (cf. Terra Investimentos).

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Aqui no Brasil, com um câmbio a R$ 5,04 por dólar e prêmios estáveis, a pressão das baixas em Chicago se fez sentir e as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 136,00/saco. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 133,00 e R$ 139,00/saco.

Enquanto isso, o plantio da nova safra atingiu a 15,6% da área esperada no dia 09/10, segundo a Conab. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 11,1%, enquanto a média das últimas cinco safras era de 15,2%. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio chegou a 33,3% da área no dia 09/10, ficando na mesma dimensão do ano passado nesta data (cf. Imea).

Por fim, as exportações brasileiras de soja, até a segunda semana de outubro, atingiram a 2,39 milhões de toneladas no mês. Assim, em sete dias úteis as exportações nacionais registram um aumento de 11,7% na média diária exportada. O preço médio da tonelada exportada em outubro está em US$ 482,31, contra US$ 427,84 em outubro de 2025, ou seja, uma alta de 12,7% na comparação anual (cf. Secex).

Apesar desta performance, a Anec aponta que o total a ser exportado em outubro chegaria a 6,18 milhões de toneladas, ou seja, 3,4% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. Para o acumulado de janeiro a outubro, porém, a entidade projeta exportações de 107,6 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Ceema: Milho despenca em chicago e atinge menor cotação desde agosto com aumento da safra nos EUA – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, fechou em US$ 4,78/bushel o dia 15/10 (quinta-feira), contra US$ 5,00 uma semana antes. O atual fechamento do milho foi o mais baixo desde o dia 20/08.

O relatório do USDA apontou uma safra maior do que o esperado para os EUA, com a mesma sendo, agora, estimada em 407,3 milhões de toneladas (cerca de 6 milhões a mais do que o anunciado em setembro), enquanto os estoques finais estadunidenses subiram para 47 milhões de toneladas, ganhando um pouco mais de 6 milhões sobre setembro. Já a produção mundial foi aumentada em 3 milhões de toneladas, alcançando 1,294 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais chegaram a 280,4 milhões de toneladas, ganhando 8,3 milhões sobre setembro.

Por outro lado, a colheita do milho estadunidense avançou, alcançando 33% da área no dia 11/10, contra 23% na semana anterior. Apesar do avanço, os trabalhos também permanecem abaixo dos 39% registrados na média dos últimos cinco anos. Também no milho, Iowa chama atenção pelo atraso: o estado tem apenas 14% da área colhida, contra 34% na média histórica. Nebraska registra 27%, frente a uma média de 35%; Minnesota, 25% contra 33%; e Dakota do Sul aparece com 15%, ante 31% na média. Illinois, por outro lado, está mais adiantado, com 51% da área de milho colhida contra 44% na média, enquanto o Missouri registra 64%, ante 61%.

A maturação do milho a colher chegou a 91%, contra 83% na semana anterior, ficando exatamente em linha com a média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras apresentaram melhora, e assim 56% foram classificadas entre boas e excelentes, ante 54% na semana anterior. Outros 27% estão em condições regulares, 12% ruins e 5% muito ruins.

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Já os embarques do cereal estadunidense, na semana encerrada em 08/10, atingiram a 1,3 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques chegam a 8,45 milhões de toneladas, 5% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

E no Brasil, os preços do cereal se mantêm firmes. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 62,00/saco, com a média gaúcha ficando em R$ 62,95/saco. Nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 50,00 e R$63,00/saco. Dito isso, o plantio da nova safra de verão, do cereal, ano 2026/27, chegou a 44% da área prevista para o Centro-Sul do país, no dia 08/10, contra 45% um ano atrás (cf. AgRural). Por sua vez, a maior oferta de milho no mercado mundial está retirando a competitividade do milho brasileiro, fato que desacelera as exportações. No Mato Grosso, segundo o Imea, os embarques estão mais reduzidos na comparação com anos anteriores. Em setembro do corrente ano, o Estado embarcou 2,85 milhões de toneladas, volume 32,1% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025 e 19% abaixo da média dos últimos cinco anos.

No acumulado de julho a setembro, os embarques somaram 7,61 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 21,4% na comparação com o mesmo período da temporada anterior. Nos Estados Unidos, a boa oferta e os estoques elevados têm pressionado as cotações e favorecido a competitividade do cereal local. Já na Argentina, a safra recorde, somada à redução do imposto de exportação (as retenciones), aumentou a disponibilidade para exportação e estimulou as negociações externas. Isso já aparece nos principais destinos do milho mato-grossense: o Egito adquiriu 1,97 milhão de toneladas, queda de 3,85%; o Irã, 739.000 toneladas (-29,30%); e a Espanha, 710.000 toneladas (-29,94%). “Caso os embarques nos próximos meses repitam os volumes observados no ciclo anterior, Mato Grosso poderia chegar a aproximadamente 21 milhões de toneladas exportadas até janeiro.

Nesse cenário, ainda seriam necessárias cerca de 3 milhões de toneladas para serem escoadas entre fevereiro e junho de 2027, para que assim Mato Grosso alcance a projeção de 24,1 milhões de toneladas exportadas na temporada. O volume seria elevado para o período, que historicamente registra embarques de até  aproximadamente 2 milhões de toneladas. Sem um aumento de outros componentes da demanda, o milho que não for exportado tende a permanecer no estado, elevando os estoques finais e aumentando a pressão sobre a armazenagem”.

De forma geral, as exportações brasileiras de milho começaram outubro sem entusiasmar. Nos sete primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 1,73 milhão de toneladas do cereal, segundo dados divulgados pela Secex. A média diária ficou 16,3% abaixo do registrado em outubro de 2025. Com isso, permanece o desafio para o programa brasileiro de exportações nos próximos meses. O país precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para alcançar 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo (cf. Agrinvest)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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