Connect with us
16 de outubro de 2026

Business

Empresas do agro buscam mais diretores financeiros com visão estratégica

Published

on

As empresas do agronegócio estão em busca de executivos capazes de tomar decisões financeiras e planejar os negócios em um cenário de juros elevados, variação do dólar, oscilação dos preços das commodities e riscos climáticos. Segundo levantamento da consultoria EXEC, 25% dos projetos de contratação de executivos de alto escalão para o setor foram destinados a diretores financeiros, conhecidos como CFOs.

A mudança reflete a necessidade de profissionais que, além de conhecer a atividade agropecuária, saibam administrar recursos, negociar dívidas e avaliar riscos para orientar os próximos passos das empresas.

Segundo Carlos Ornellas, sócio da EXEC, o perfil das lideranças no agronegócio, especialmente no Centro-Oeste, está mudando. O conhecimento da operação precisa vir acompanhado de capacidade para planejar os investimentos e organizar as contas do negócio.

“O C-Level que hoje ocupa a cadeira precisa não somente conhecer a lavoura, mas também saber estruturar capital, negociar dívida, operar hedge cambial, se relacionar com investidores e traduzir o ciclo sazonal do agro em disciplina de caixa”, afirma.

Na prática, isso significa entender como as variações do dólar, os prazos de recebimento e as despesas ao longo da safra afetam o caixa da empresa. Também exige planejamento para diferentes cenários econômicos.

Advertisement

Gestão financeira exige planejamento

A experiência no setor é outro ponto valorizado pelas empresas. O executivo precisa conhecer as diferentes etapas do agronegócio, desde a venda de sementes, fertilizantes e defensivos até a produção, o transporte, o processamento e a comercialização.

Para Ornellas, também é importante que o diretor financeiro consiga antecipar riscos e avaliar alternativas antes de tomar decisões.

“O CFO precisa construir alternativas para diferentes comportamentos da economia e tomar decisões com rapidez, sem abrir mão de análise, governança e controle de riscos”, destaca.

A capacidade de explicar decisões a funcionários, produtores rurais, acionistas e investidores também está entre as habilidades exigidas. O executivo precisa ter equilíbrio para lidar com situações que nem sempre podem ser controladas pela empresa, como mudanças no clima e nos preços agrícolas.

Sustentabilidade também entra na conta

O conhecimento sobre sustentabilidade passou a fazer parte das exigências para cargos de liderança no agronegócio. Segundo Ornellas, critérios ambientais e sociais podem influenciar o acesso a crédito, a negociação com investidores e a manutenção de contratos comerciais.

Advertisement

As empresas procuram profissionais capazes de transformar essas exigências em medidas práticas, como acompanhar a origem das matérias-primas, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e melhorar o uso de água, solo, energia e insumos.

Também são valorizados conhecimentos sobre o cumprimento das regras ambientais e sociais e a inclusão dessas questões no planejamento e nos investimentos da empresa.

Tecnologia e gestão de pessoas também estão entre as prioridades

A procura por executivos não se limita à área financeira. De acordo com a EXEC, empresas do agronegócio também buscam profissionais para liderar as áreas comercial, de tecnologia, de inovação e de recursos humanos.

Na área comercial, a demanda inclui executivos responsáveis pelas vendas e pelo relacionamento com clientes. Já na tecnologia, as empresas procuram lideranças capazes de usar dados e inteligência artificial para melhorar processos e aumentar a produtividade.

Na gestão de pessoas, o desafio é atrair profissionais, preparar novas lideranças e organizar planos de carreira e sucessão. Também há procura por executivos voltados à pesquisa, ao desenvolvimento de novas tecnologias e à transição energética.

Advertisement

Cidades menores dificultam a contratação

Encontrar profissionais com esse perfil é apenas parte do desafio. Reter executivos também pode ser difícil, principalmente em empresas instaladas em cidades menores, com menos opções de serviços e infraestrutura.

Segundo Ornellas, a decisão de aceitar uma proposta de trabalho envolve outros fatores além do salário, como as oportunidades de carreira para o cônjuge, escolas para os filhos, acesso à saúde, conectividade e qualidade de vida.

Profissionais mais jovens também costumam avaliar a autonomia para tomar decisões, o ambiente de trabalho e as possibilidades de crescimento na empresa.

Para o sócio da EXEC, as empresas precisam oferecer condições que vão além da remuneração. Perspectivas de carreira, espaço para participar das decisões e estrutura adequada para o profissional e sua família também pesam na hora de aceitar uma proposta e permanecer no cargo.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Yara une nutrição e tecnologia para preparar a soja contra extremos climáticos em safra marcada pelo El Niño

Published

on

Em um ano em que o El Niño coloca a safra de soja 2026/27 à prova, preparar a lavoura para enfrentar condições climáticas adversas será decisivo para preservar o potencial produtivo. Diante desse cenário, a Yara, líder global em nutrição de plantas, reforça seu compromisso com soluções que combinam conhecimento agronômico, nutrição equilibrada e tecnologia voltada à fisiologia vegetal.

O fenômeno pode elevar as temperaturas durante fases críticas, como o florescimento e o enchimento de grãos, provocar chuvas excessivas no Sul e aumentar a irregularidade das precipitações no Centro-Oeste e no Norte, com períodos de veranico e, em outras regiões, encharcamento do solo.

Esse cenário pode ampliar o estresse térmico e hídrico, provocar desequilíbrios fisiológicos, limitar o desenvolvimento das raízes e aumentar a pressão de doenças, com impactos sobre o número de vagens, o abortamento floral, a formação e o peso dos grãos e o acúmulo de matéria seca. Em regiões como Mato Grosso, Goiás, Tocantins e áreas do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares também aumenta o risco de estresse hídrico, falhas na germinação, redução do estande e necessidade de replantio em áreas semeadas precocemente.

Segundo o mais recente boletim do Painel El Niño, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e por outros órgãos federais, há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

Para Diego Pelizari, especialista em desenvolvimento agronômico da Yara, o cenário não deve ser encarado apenas como uma ameaça, mas como um sinal para antecipar decisões e utilizar ferramentas capazes de auxiliar a cultura nos períodos de maior pressão.

Advertisement

“O El Niño não traz novos desafios para o produtor brasileiro. Ele pode intensificar condições que já fazem parte da realidade do campo, como altas temperaturas, períodos de veranico e irregularidade das chuvas. Por isso, a preparação da lavoura se torna ainda mais importante”, explica o especialista.

Solo e raízes entram na estratégia contra o estresse

Em uma safra com maior risco climático, a estratégia começa antes de a estiagem ou o calor excessivo aparecerem com maior intensidade. Para a Yara, isso envolve considerar as condições do solo, o equilíbrio nutricional e a formação de um sistema radicular eficiente.

A correção do solo e o manejo nutricional adequado estão entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma planta com maior capacidade de explorar os recursos disponíveis no perfil do solo.

Uma raiz bem desenvolvida permite que a soja tenha acesso a água e nutrientes em diferentes profundidades. Em períodos de menor disponibilidade hídrica, essa capacidade de exploração pode contribuir para a manutenção do desenvolvimento da cultura.

No Centro-Oeste, principal região produtora de soja do país, esse cuidado ganha ainda mais relevância diante da possibilidade de temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo.

Advertisement

Mas a capacidade da planta de enfrentar condições adversas não depende apenas do sistema radicular. A fisiologia da soja também pode ser afetada quando a cultura é submetida a calor intenso e déficit hídrico.

YaraAmplix BIOTRAC atua na resposta da planta ao estresse

Em condições de altas temperaturas e deficiência hídrica, a soja pode sofrer alterações fisiológicas e metabólicas capazes de comprometer processos importantes para a formação da produtividade. Entre eles estão mecanismos relacionados à retenção de flores e vagens, etapas fundamentais para o potencial produtivo da cultura.

É nesse contexto que a Yara destaca o YaraAmplix BIOTRAC, solução desenvolvida para atuar na ativação de processos fisiológicos associados à tolerância ao estresse.

O YaraAmplix BIOTRAC combina macro e micronutrientes essenciais para diferentes fases do desenvolvimento das culturas. Sua formulação foi desenvolvida para fornecer nutrientes relacionados ao crescimento vegetal, ao pegamento de flores e ao enchimento de grãos.

“O YaraAmplix BIOTRAC prepara a planta para enfrentar condições adversas. Ele contribui para que a cultura mantenha seu metabolismo mais equilibrado diante de desafios como calor excessivo e deficiência hídrica, reduzindo perdas de potencial produtivo”, explica Pelizari.

Advertisement

A proposta é atuar de forma preventiva, oferecendo à cultura suporte antes que as condições de estresse atinjam maior intensidade. Dessa maneira, a tecnologia integra uma estratégia voltada à manutenção do potencial produtivo da soja em ambientes de maior pressão climática.

A experiência de produtores que utilizam a solução também aparece como referência. Em Palotina (PR), o produtor Enio Moesch relata resultados positivos com o YaraAmplix BIOTRAC.

“Gostei do resultado, pois é um produto fácil de manusear e sem problemas de mistura. Conseguimos um acréscimo de 6 sacas por alqueire. Mesmo em um ano que choveu bem, o produto entregou. Já usamos em anos mais secos e o produto também evitou perdas de produção”, afirma.

O relato reforça, na avaliação da Yara, a importância de considerar tecnologias voltadas à fisiologia vegetal dentro de um planejamento que leve em conta diferentes condições climáticas ao longo da safra.

Em um cenário de margens pressionadas e necessidade de maior eficiência no campo, a escolha das ferramentas utilizadas na lavoura envolve não apenas o produto, mas também a recomendação técnica, o suporte ao produtor e a adequação da tecnologia às condições de cada área.

Advertisement

Tecnologia entra no planejamento de uma safra mais desafiadora

Com a perspectiva de uma temporada marcada por calor e maior irregularidade das chuvas, a empresa recomenda que o produtor avalie antecipadamente as condições do solo, o desenvolvimento das raízes e o programa nutricional da lavoura.

O objetivo é criar condições para que a planta atravesse os momentos de maior pressão com o suporte necessário para manter seu desenvolvimento e preservar o potencial produtivo.

Nesse contexto, a combinação entre nutrição equilibrada, conhecimento agronômico e tecnologias voltadas à fisiologia vegetal pode ampliar as ferramentas disponíveis ao produtor para lidar com situações de estresse.

Em momentos de maior risco climático, a escolha dos parceiros e das tecnologias utilizadas na lavoura também ganha importância. Com décadas de experiência em nutrição de plantas e presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Yara reforça a proposta de combinar inovação, pesquisa e recomendação técnica para apoiar o produtor diante dos desafios da safra.

El Niño coloca potencial da soja à prova

Com a possibilidade de um El Niño forte durante a safra 2026/27, a Yara defende que as decisões sejam tomadas antes de a cultura enfrentar os períodos mais críticos.

Advertisement

A avaliação das condições do solo, o desenvolvimento do sistema radicular, o equilíbrio nutricional e o uso de tecnologias voltadas à fisiologia da planta fazem parte de uma estratégia para enfrentar uma temporada de maior pressão climática.

Em um ano no qual calor e irregularidade das chuvas podem colocar a produtividade da soja à prova, antecipar o manejo pode ser decisivo. Para a Yara, unir conhecimento agronômico, nutrição e tecnologia é uma forma de oferecer ao produtor mais ferramentas para enfrentar o estresse climático e proteger o potencial produtivo da lavoura.

Continue Reading

Business

Luís Rua assume diretoria internacional da ABPA

Published

on

Luís Rua assumiu, nesta sexta-feira (16), a diretoria internacional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O executivo retorna à entidade após ter ocupado o cargo de secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre outubro de 2024 e julho de 2026.

Na nova função, Rua será responsável por conduzir tratativas em mercados estratégicos para a proteína animal brasileira, com foco na União Europeia, na Ásia e na África.

A mudança ocorre em um momento em que o setor exportador de aves, ovos e suínos depende da manutenção de mercados compradores e da abertura de novos destinos para ampliar as vendas externas.

Trajetória no setor público e privado

Antes de assumir a secretaria do Mapa, Rua foi diretor de Mercados da ABPA entre 2019 e setembro de 2024. Nesse período, participou da articulação com governos estrangeiros e autoridades sanitárias, além da construção de estratégias para os setores de aves, ovos e suínos.

No Ministério da Agricultura, coordenou iniciativas de abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e fortalecimento da rede de adidos agrícolas. Segundo a ABPA, durante sua gestão, foram abertas 408 oportunidades de mercado, o maior número registrado por um secretário da área na história da pasta, conforme a entidade.

Advertisement

Rua também participou da articulação governamental para superar os embargos comerciais relacionados ao caso de influenza aviária registrado em uma unidade de produção comercial no Brasil, em maio de 2025.

Formado em Economia e Relações Internacionais pelas Faculdades de Campinas, ele tem mestrado em Economia Internacional pela Universidade do Porto e especialização em Agronegócios pela Esalq/USP. Também atuou como gerente de Relações Corporativas Internacionais para a América Latina da MBRF, com passagens pelo Brasil e pela Argentina.

Foco nas negociações internacionais

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a experiência de Rua nos setores público e privado será importante para lidar com questões que afetam a indústria exportadora brasileira.

“Rua tem profundo conhecimento dos diversos lados que envolvem negociações críticas do comércio internacional. Foi uma liderança fundamental, no âmbito do setor público, para os avanços obtidos pelo Agro nos últimos 2 anos”, afirmou Santin.

Rua disse que pretende contribuir para ampliar a presença internacional do setor. “O grande desafio será apoiar ainda mais o processo de internacionalização do setor em um mundo cada vez mais complexo e incerto, que exige diálogo constante, capacidade de adaptação e construção de confiança”, declarou.

Advertisement
Continue Reading

Business

Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul, aponta Federarroz

Published

on

As compras de arroz para exportação foram retomadas no Rio Grande do Sul, com negociações a um preço médio de R$ 90 por saca. A movimentação ocorre após um período de desaceleração dos negócios, influenciado pelas oscilações do dólar. No campo, produtores enfrentam atrasos no plantio em parte das regiões arrozeiras, além de dificuldades para acessar o crédito para a próxima safra.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, três tradings voltaram a comprar o cereal para exportação, o que pode ajudar a sustentar os preços.

“O mercado deu uma parada, até porque, com a mudança do dólar, os players deram uma segurada nas negociações. Mas, a partir de ontem, entraram três tradings comprando arroz para exportação, em média a R$ 90, e isso deve segurar o mercado”, afirma Nunes.

Chuvas atrasam plantio em regiões produtoras

Apesar de o avanço geral do plantio no Rio Grande do Sul superar o registrado no mesmo período da safra anterior, a situação varia entre as regiões produtoras. De acordo com a Federarroz, o resultado estadual é influenciado pelo desempenho da Fronteira Oeste, região com participação expressiva na área cultivada.

O presidente da entidade relata atrasos no Litoral Norte, na Planície Costeira Interna e na Zona Sul, especialmente nos municípios de Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande.

Advertisement

“O plantio está avançado em relação à safra anterior no RS e em algumas regiões está muito atrasado”, explica Nunes.

Na Fronteira Oeste e em Santa Vitória do Palmar, as baixas temperaturas também prejudicam a emergência das plantas, inclusive em áreas semeadas mais cedo. O excesso de chuva e as temperaturas reduzidas dificultam o andamento das operações no campo.

Crédito para a safra preocupa produtores

Além das condições climáticas, a demora na liberação de crédito para o próximo ciclo preocupa os arrozeiros. Segundo a Federarroz, as negociações com as instituições financeiras avançam lentamente, dificultando o acesso aos recursos necessários para financiar a produção.

A orientação da entidade aos produtores que precisam de apoio é procurar suas representações para buscar encaminhamentos. O atraso na definição das condições financeiras mantém o crédito entre os principais pontos de atenção do setor para a próxima safra.

*Com informações da assessoria de imprensa

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT