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16 de outubro de 2026

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Resultado da eleição para PL pode enfraquecer Ananias Filho no comando do diretório

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Membros do partido, maioria ligada a campanhas vitoriosas, dizem que vão pensar sobre a organização o grupo após o 2º turno para presidente

O resultado das eleições para o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso pode afetar o posto de Ananias Filho, presidente do diretório. Membros do partido, apoiadores dos candidatos vencedores na sigla, dizem que talvez seja a hora de repensar a direção, mas sem admitir a saída de Ananias. 

O produtor rural, Odílio Balbinotti, suplente de senador de José Medeiros, diz que eles devem começar a pensar sobre o formato do diretório após a campanha de segundo turno. 

Ele tem sido cauteloso ao dizer que a conversa sobre reformulação do grupo é normal após o resultado abaixo da expectativa, mas descartando articulação em andamento para retirar Ananias da presidência. 

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“Eu não entendo muito de partido. O que eu entendo é que, naturalmente, depois das eleições, deve-se ter uma acomodação dentro de todos os partidos”, disse. 

A resistência da ala de bolsonaristas raízes à aliança do PL com MDB (Movimento Democrático Brasileiro) respingou em Ananias. Como presidente do diretório, ele passou a ser visto como o responsável por dar a chancela ao acordo, que não vingou na prática. 

Recentemente, ele mesmo admitiu que a aliança foi erro de estratégia e que a direção do partido a oficializou sem a aprovação da base. No histórico do partido, ele tem proximidade com o senador Wellington Fagundes, candidato ao governo derrotado, que influenciou sua chegada ao comando do diretório. 

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A conta que Lula não explica

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Às vésperas do segundo turno, o governo transforma o fim da escala 6×1 em bandeira política, como se bastasse anunciar mais descanso para produzir automaticamente uma vida melhor. É uma velha fórmula eleitoral: promete-se o benefício, omite-se o custo e deixa-se para depois a tarefa de explicar quem pagará a conta.

O trabalhador merece descanso, melhores condições de vida e salários dignos. Mas merece também respeito à inteligência. Não existe almoço grátis na economia, e nenhuma canetada em Brasília faz desaparecer o custo de produzir.

Reduzir a jornada sem reduzir diretamente os salários significa elevar o custo da hora trabalhada para as empresas, caso a produtividade não compense a diferença. Quem mantém um restaurante, uma padaria, um supermercado ou um pequeno comércio sabe que não é possível fechar as portas quando a lei muda. Será necessário reorganizar turnos, contratar mais gente, investir em tecnologia ou reduzir o funcionamento.

E quem não conseguir absorver essa despesa fará o quê? Aumentará os preços, cortará investimentos, deixará de contratar ou reduzirá sua operação. Em alguns casos, poderá até fechar as portas. Não é terrorismo econômico. É uma realidade que qualquer empresário conhece.

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A consequência pode ser perversa: uma medida anunciada como proteção ao trabalhador pode dificultar a entrada de jovens no mercado, reduzir oportunidades de emprego e pressionar a renda no médio prazo. A redução salarial direta não está prevista na proposta, mas isso não elimina os riscos indiretos sobre salários, contratações e preços.

O pequeno empresário não tem uma máquina de fabricar dinheiro. Tem contas a pagar, impostos, aluguel, fornecedores e funcionários que dependem do negócio para viver. Quando o governo aumenta seus custos sem considerar a realidade de cada setor, não está oferecendo um benefício gratuito: está transferindo uma despesa para alguém que terá de encontrar uma maneira de pagá-la.

É justamente isso que me revolta na política econômica de Lula: a insistência em vender medidas populares sem enfrentar com a mesma disposição suas consequências. O governo anuncia, celebra e faz propaganda. Depois, a conta aparece no caixa das empresas, no preço das mercadorias e na dificuldade de conseguir uma vaga.

E o momento escolhido torna tudo ainda mais questionável. Uma mudança profunda nas relações de trabalho ganha impulso às vésperas de uma eleição presidencial. O trabalhador recebe a promessa; o governo colhe o dividendo político; e os efeitos econômicos ficam para depois. Se isso não exige um debate sério sobre oportunismo eleitoral, não sei o que exigiria.

Não sou contra reduzir a jornada quando isso é economicamente viável. Sou contra tratar uma questão complexa como peça de propaganda. Uma mudança responsável exige estudos de impacto, negociação, atenção às diferenças entre setores e medidas que permitam elevar a produtividade. O que não se pode fazer é confundir uma intenção desejável com um resultado garantido.

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Mato Grosso conhece o valor de quem trabalha e produz. Nossa economia cresceu graças a produtores, empresários e trabalhadores que assumiram riscos e investiram. Nenhuma prosperidade duradoura nasce da hostilidade contra quem emprega. Sem empresas saudáveis, não há empregos sustentáveis; sem produtividade, não há aumento consistente de salários.

É por isso que defendo uma mudança de rumo e apoio Flávio Bolsonaro. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, liberdade para empreender, menos burocracia e um governo que compreenda que a riqueza não nasce de anúncios oficiais, mas do trabalho, do investimento e da capacidade de produzir.

O trabalhador brasileiro não precisa de promessas que escondam os custos. Precisa de emprego, renda, segurança e oportunidades reais para melhorar de vida. E merece que os governantes tratem seu futuro com seriedade, em vez de usá-lo como argumento de campanha.

A escala 6×1 pode mudar por lei. A conta, porém, não desaparece: será paga por empresas, consumidores e trabalhadores, de uma forma ou de outra. O que o governo precisa explicar é por que anuncia o benefício com tanta facilidade e deixa para os brasileiros a responsabilidade de arcar com as consequências.

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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.*

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Agro Mato Grosso

Onças-pintadas surpreendem jacarés durante ‘banho de sol’ no Pantanal

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Um vídeo mostra duas onças-pintadas próximas a uma lagoa na zona rural de Poconé, no Pantanal mato-grossense. Conhecidos como Glorioso e Arruda, os dois machos aparecem próximos a um grupo de jacarés que foge para a água ao perceber a presença dos felinos (assista abaixo).

O registro foi feito no dia 26 de setembro por Mateus Arruda, proprietário de uma pousada na região, durante um safári pelo Pantanal. Segundo ele, os dois felinos foram avistados pela primeira vez neste ano por moradores locais e têm aparecido com frequência na área.

Onças-pintadas são flagradas próximas a jacarés em lagoa na zona rural de Poconé (MT). — Foto: Mateus Arruda

De acordo com Mateus, a lagoa onde o vídeo foi gravado costuma reunir muitos jacarés e também é frequentada pelas onças-pintadas, que circulam pela região em busca de água e alimento.

“Ela não tá espantando jacarés, na verdade. Ela estava querendo beber água. Esses dois machos estão direto por aqui. Aqui é uma lagoa que fica com muito jacaré. Aí elas vêm, se alimentam de jacaré, voltam e se escondem”, contou.

VIDEO:

Onças-pintadas incluem jacarés na alimentação

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A onça-pintada é um dos principais predadores do Pantanal e tem uma dieta variada, que inclui mamíferos e répteis, como os jacarés. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas em que vive.

Embora os jacarés façam parte da alimentação das onças-pintadas, a presença das duas espécies no mesmo ambiente não significa necessariamente uma tentativa de caça. No vídeo gravado em Poconé, de acordo com Mateus, os dois felinos se aproximaram da lagoa para beber água, sem tentativa aparente de atacar os répteis naquele momento.

As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda

As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda

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Gallo admite PDV para enxugar máquina pública em MT

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Ex-secretário afirmou que a hipótese não seria para curto prazo, mas está no radar do governo, se for uma medida eficiente para o gasto público

Ex-secretário de Fazenda foi escolhido por Otaviano Pivetta para avaliar a estrutura do governo a partir de 2027; programa de demissão voluntária é uma das alternativas em análise para reduzir despesas com pessoal.

O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o governo de Mato Grosso poderá voltar a adotar o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como estratégia para reduzir os gastos com a folha de pagamento e enxugar a máquina pública. Segundo ele, a medida está entre as alternativas em avaliação, mas não deve ser implementada no curto prazo.

“Nada está descartado, isso está na mesa, estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria, hoje, que não está na mesa para curto prazo”, afirmou.

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Gallo foi escolhido pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para avaliar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027, quando começa o novo mandato. Um dos objetivos do planejamento é reduzir a estrutura da máquina pública e buscar maior eficiência nos gastos governamentais.

De acordo com Gallo, a análise está concentrada nas medidas administrativas que possam apresentar melhores resultados. O PDV é uma das possibilidades consideradas por já ter sido adotado anteriormente durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), sobretudo em empresas estatais.

O programa prevê incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. A adesão é estimulada por meio de pagamentos compensatórios, como forma de reduzir o quadro de pessoal e, consequentemente, as despesas do poder público.

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