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16 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Após calor de quase 42°C, temperaturas devem cair em Mato Grosso; entenda

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Após registrar temperaturas de quase 42 °C, Mato Grosso deve ter queda nos termômetros ao longo do fim de semana, com máximas entre 25 °C e 29 °C e mínimas entre 19 °C e 22 °C no fim do período. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também indica chuva de até 50 milímetros no sul do estado e alerta para tempestades neste sábado (17).

A queda nas temperaturas ocorre após dias de calor intenso. Entre 8 e 12 de outubro, as máximas no Centro-Oeste variaram de 32 °C a 42 °C. Em Mato Grosso, as maiores temperaturas foram registradas em Cocalinho, com 41,8 °C, e Nova Xavantina, com 40,9 °C.

O aviso de perigo potencial é válido até as 23h59 deste sábado e prevê chuva de 20 a 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

Segundo o Inmet, há baixo risco de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos a plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O que esperar ate o fim do ano

 

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Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

Segundo o Inmet, para o trimestre de outubro a dezembro, a previsão climática indica chuvas abaixo da média histórica no centro-norte de Mato Grosso. No extremo norte do estado, a redução pode chegar a 100 milímetros em relação ao esperado para o período.

As temperaturas também devem ficar acima da média nos próximos meses, principalmente no norte do estado, onde podem registrar até 2 °C a mais que o habitual. A combinação de calor e pouca chuva pode aumentar a perda de água para a atmosfera e agravar a falta de umidade no solo durante outubro.

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Justiça proíbe exploração de recursos naturais e manda desocupar terra indígena em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável à proteção do território do povo Piripkura, que vive em isolamento voluntário na Terra Indígena Piripkura, em Colniza e Rondolândia (MT). A decisão é fruto de uma ação civil pública proposta pelo MPF e da atuação do órgão no processo ao longo dos últimos anos.

A Justiça Federal determinou a desocupação de áreas irregularmente ocupadas, a retirada de rebanhos e a proibição de novos desmatamentos e da exploração de recursos naturais. Desde 2008, a área está submetida a portarias de interdição da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que restringem seu uso para proteger os indígenas isolados.

A decisão distingue dois grupos de ocupantes. O primeiro reúne os que passaram a ocupar a área depois da primeira portaria de interdição, além de terceiros não identificados no início da ação, desde que constatada sua ocupação irregular dentro da área protegida. Eles têm 120 dias para deixar as áreas, retirando empregados, animais, máquinas e outros bens, e não poderão voltar sem autorização expressa da Funai.

O segundo reúne os que já estavam na região antes da primeira portaria de interdição e cuja permanência havia sido permitida. Em 120 dias, os réus devem retirar os rebanhos e, desde já, cumprir integralmente as restrições da portaria e os embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sem novos desmatamentos nem exploração de recursos naturais. O pedido do MPF visa proteger o território indígena e impedir novas ocupações e atividades.

As obrigações e os prazos têm cumprimento imediato, por força de tutela de urgência concedida na própria sentença, com multa diária de R$ 500 por réu em caso de descumprimento. A Funai deverá planejar e acompanhar o cumprimento das determinações, com a participação do Ibama e, quando necessário, de órgãos de segurança pública, para evitar qualquer contato direto ou indireto com os Piripkura.

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Histórico do caso

O MPF ajuizou a ação em maio de 2021, diante do avanço de invasões, desmatamentos e atividades pecuárias na Terra Indígena Piripkura. Em julho de 2024, conseguiu decisão que determinava a reintegração de posse contra ocupantes irregulares.

A medida, porém, foi modificada em fevereiro de 2025, quando o juízo, com fundamento no artigo 9º da Lei 14.701/2023, suspendeu as reintegrações e autorizou a permanência de ocupantes, condicionada ao cumprimento de restrições ambientais. A norma fixa que, antes de concluído o procedimento demarcatório e de indenizadas as benfeitorias de boa-fé, não haverá limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área objeto de demarcação.

O MPF contestou essa interpretação em março do mesmo ano, apresentando fundamentos que se tornariam centrais na sentença. Sustentou que o artigo 9º não poderia ser aplicado automaticamente à Terra Indígena Piripkura, pois o território possui regime jurídico especial, estabelecido pelas portarias de restrição de uso da Funai e reforçado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 991.

O órgão argumentou que invasões posteriores à primeira portaria, de 2008, não poderiam gerar direitos possessórios legítimos e que a permanência de ocupantes anteriores estava sujeita a restrições. O MPF também destacou a extrema vulnerabilidade dos indígenas isolados e a necessidade de fazer prevalecer a proteção à vida sobre interesses patrimoniais, com fundamento no princípio da precaução.

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Na mesma manifestação, o MPF propôs, de forma alternativa, a distinção entre ocupantes anteriores e posteriores à portaria de 2008, critério que viria a ser adotado na sentença, embora com consequências parcialmente distintas das requeridas.

Após o juízo manter o entendimento anterior, em outubro de 2025, o MPF interpôs, em janeiro de 2026, agravo de instrumento (recurso) perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), aprofundando os argumentos apresentados em março.

Elaborado conjuntamente pelo Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e pelo Ofício Socioambiental de Povos Isolados e de Recente Contato da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (6CCR) do MPF, o recurso defendeu que o regime de proteção dos povos isolados não pode ser equiparado às regras gerais aplicáveis a disputas possessórias em terras indígenas em demarcação.

Paralelamente à discussão jurídica, o MPF continuou reunindo provas de novas irregularidades e crimes. Ainda em janeiro deste ano, apresentou relatórios da Funai que registravam novas derrubadas de árvores, utilização de motosserras e contratação de terceiros para impedir a regeneração da floresta, requerendo medidas para fazer cumprir a decisão judicial.

Em abril, reiterou a urgência dessas providências e reafirmou que a proteção dos direitos territoriais indígenas independe da conclusão da demarcação.

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Em junho, o MPF voltou a provocar o juízo após receber fiscalização do Ibama que constatou a destruição de aproximadamente 37 hectares de vegetação nativa, com utilização de tratores e correntão. Requereu a aplicação de multa e a retirada de equipamentos utilizados em atividades ilícitas.

Posteriormente, também levou ao processo informações sobre pistas clandestinas de pouso e suspeitas de utilização da região para o tráfico de drogas, além de reforçar que a proteção dos indígenas isolados não pode ser condicionada à realização de contatos forçados para comprovar sua existência.

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Jovem de 19 anos é preso após furto de módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil I MT

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Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de participar do furto de módulos eletrônicos de dois caminhões, avaliados em aproximadamente R$ 27 mil, na madrugada de quinta-feira (15), em Alto Garças (357 km ao sul de Cuiabá). Os equipamentos foram recuperados pela Polícia Civil durante as diligências.

Conforme a investigação, os furtos ocorreram em dois pontos distintos: um caminhão estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis e o outro, em frente à residência do proprietário, no bairro Novo Horizonte.

Os suspeitos teriam utilizado um Ford Fiesta preto para cometer os crimes. Ao perceber a movimentação, o dono de um dos veículos pesados saiu para verificar o que estava acontecendo, mas os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no carro.

Na sequência, o automóvel se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os dois ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta.

Durante as buscas, policiais civis localizaram um dos suspeitos nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.

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Os investigadores também encontraram os dois módulos eletrônicos escondidos nas proximidades do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

Em interrogatório, o jovem admitiu que acompanhava os demais envolvidos e atuava na vigilância durante os furtos, permanecendo em pontos estratégicos enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por furto qualificado pelo concurso de pessoas, conforme o artigo 155, § 4º, inciso IV, do Código Penal. O suspeito permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.

As investigações continuam para identificar os demais envolvidos e apurar se o grupo tem ligação com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões registrados na região.

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Onças-pintadas surpreendem jacarés durante ‘banho de sol’ no Pantanal

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Um vídeo mostra duas onças-pintadas próximas a uma lagoa na zona rural de Poconé, no Pantanal mato-grossense. Conhecidos como Glorioso e Arruda, os dois machos aparecem próximos a um grupo de jacarés que foge para a água ao perceber a presença dos felinos (assista abaixo).

O registro foi feito no dia 26 de setembro por Mateus Arruda, proprietário de uma pousada na região, durante um safári pelo Pantanal. Segundo ele, os dois felinos foram avistados pela primeira vez neste ano por moradores locais e têm aparecido com frequência na área.

Onças-pintadas são flagradas próximas a jacarés em lagoa na zona rural de Poconé (MT). — Foto: Mateus Arruda

De acordo com Mateus, a lagoa onde o vídeo foi gravado costuma reunir muitos jacarés e também é frequentada pelas onças-pintadas, que circulam pela região em busca de água e alimento.

“Ela não tá espantando jacarés, na verdade. Ela estava querendo beber água. Esses dois machos estão direto por aqui. Aqui é uma lagoa que fica com muito jacaré. Aí elas vêm, se alimentam de jacaré, voltam e se escondem”, contou.

VIDEO:

Onças-pintadas incluem jacarés na alimentação

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A onça-pintada é um dos principais predadores do Pantanal e tem uma dieta variada, que inclui mamíferos e répteis, como os jacarés. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas em que vive.

Embora os jacarés façam parte da alimentação das onças-pintadas, a presença das duas espécies no mesmo ambiente não significa necessariamente uma tentativa de caça. No vídeo gravado em Poconé, de acordo com Mateus, os dois felinos se aproximaram da lagoa para beber água, sem tentativa aparente de atacar os répteis naquele momento.

As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda

As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda

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