Connect with us
24 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Setor produtivo leva ao Vice-presidente da República proposta de medida para o crédito rural

Published

on

Entidades defendem fundo garantidor capaz de destravar o Plano Safra, reduzir a pressão sobre as garantias dos produtores e criar proteção permanente para períodos de adversidade

Representantes do setor produtivo apresentaram, nesta quarta-feira (8), ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma proposta técnica para a estruturação de um Fundo Garantidor de Risco de Crédito do Agro. A medida busca assegurar que os recursos anunciados para o Plano Safra 2026/27 se convertam, efetivamente, em financiamento disponível para o produtor rural.

 

A iniciativa resulta de uma articulação técnica e institucional que reúne entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso e de âmbito nacional: os produtores de soja e milho, por meio da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil; os produtores de algodão, representados pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); o sistema sindical rural, representado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato); e representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Participaram das agendas Fabrício Rosa, Diretor Executivo da Aprosoja Brasil, também representando a Aprosoja MT; Vilmondes Tomain, Presidente da Famato; Dr. Rodrigo Bressane, Assessor Jurídico da Famato; Decio Tocantins, Diretor Executivo da Ampa; Carlos Ernesto Augustin, Conselheiro da Ampa; Marcio Portocarrero, Diretor Executivo da Abrapa; Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, além de outros representantes de entidades e autoridades que ajudaram a reforçar o pleito.

 

Além da reunião com o vice-presidente, a proposta foi tratada em agendas com o Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula e com a Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.

O setor agropecuário enfrenta uma combinação de compressão de margens, juros elevados, perdas de renda, eventos climáticos, conflitos geopolíticos, maior seletividade bancária e crescente comprometimento das garantias patrimoniais. Mesmo produtores economicamente viáveis e em plena atividade encontram dificuldades para acessar novos recursos. Em muitos casos, o patrimônio já está vinculado a operações anteriores, enquanto as instituições financeiras passaram a exigir garantias adicionais e critérios mais rigorosos de fluxo de caixa e classificação de risco.

 

As entidades destacam que a renegociação e o alongamento das dívidas constituem uma agenda distinta, atualmente em discussão pelo Poder Executivo e pelo Congresso Nacional, por meio da proposta de Medida Provisória e do Projeto de Lei nº 5.122/2023. A proposta apresentada nesta quarta-feira possui um objetivo distinto: assegurar crédito novo para o custeio da próxima safra e, ao mesmo tempo, pavimentar o caminho para a construção de um instrumento permanente e verdadeiramente transformador.

 

“Embora a autorização para a participação do Tesouro em fundos garantidores esteja prevista tanto no PL 5.122 quanto na proposta de Medida Provisória discutida pelo Governo, entendemos que, sem articulação política e institucional, aporte público inicial e regulamentação célere e objetiva, um instrumento altamente promissor como esse pode simplesmente não sair do papel. É justamente para evitar que isso aconteça que as entidades do setor produtivo estão unindo esforços”, destacou Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT.

 

Plano Safra pode ser frustrado pela exaustão das garantias

 

Embora o Governo Federal tenha anunciado recursos para custeio e investimento, a disponibilidade nominal de funding não assegura, por si só, que o financiamento chegará ao produtor. A exaustão das garantias pode provocar uma frustração sem precedentes na execução do Plano Safra. Sem acesso ao crédito, produtores poderão reduzir a área plantada, adiar investimentos ou diminuir a utilização de fertilizantes, defensivos, sementes e tecnologias.

 

Esse cenário compromete a produtividade, agrava a crise econômica no campo e pode produzir reflexos sobre a oferta e o preço dos alimentos no mercado. “Não basta anunciar recursos se o crédito não consegue chegar ao produtor. Hoje, parte relevante do problema está na percepção de risco e na exaustão das garantias. O fundo garantidor atua exatamente nesse ponto, sem eliminar a análise bancária e sem transferir integralmente o risco ao Poder Público”, destacou Lucas Costa Beber.

 

Proposta em duas etapas

 

A proposta prevê implementação em duas etapas. Como medida imediata, as entidades defendem a criação de uma carteira ou patrimônio segregado no âmbito do FGI-PEAC, administrado pelo BNDES, com aporte inicial de R$ 8 bilhões pelo Tesouro Nacional.

 

A expectativa é que esse patrimônio permita alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de custeio rural. O produtor contribuirá com 1% do valor de cada operação garantida. O crédito terá como referência o custo médio de custeio por hectare da cultura efetivamente explorada, limitado a R$ 25 milhões por tomador. As operações garantidas pelo fundo terão prazo de até oito anos, com dois anos de carência.

 

O fundo poderá cobrir parcialmente o risco das operações, preservando a análise de crédito, a capacidade de pagamento e a retenção de parcela relevante do risco pelas instituições financeiras. A cobertura deverá produzir redução proporcional das garantias adicionais exigidas do produtor. O mecanismo será destinado exclusivamente a crédito novo para implantação, condução e colheita da safra. Não será utilizado para garantir dívidas antigas, operações inadimplentes ou renegociações já deterioradas.

 

A segunda etapa prevê, a partir de 2027, a criação de um fundo garantidor permanente, com participação da União, dos estados e dos municípios.

 

Solução estruturante

 

Especialistas consultados pelas entidades avaliam que os fundos garantidores representam uma evolução necessária para a política agrícola brasileira. Em vez de concentrar esforços apenas na oferta de recursos e na equalização de juros, o Plano Safra poderá avançar progressivamente para uma política mais robusta de gestão e compartilhamento de riscos.

 

Fundos garantidores são instrumentos já testados. Quando adequadamente estruturados, combinam cobertura parcial por operação, limite de perdas por carteira, contribuição dos beneficiários, remuneração do patrimônio e recuperação dos créditos honrados.

 

Esse desenho assegura maior longevidade e eficiência ao mecanismo. Ao longo do tempo, o fundo funciona como um colchão financeiro capaz de absorver períodos de adversidade sem exigir, a cada crise, novas e severas pressões sobre o orçamento público.

 

A participação de estados e municípios no fundo permanente também permitirá construir uma política federativa, inspirada na lógica de responsabilidade compartilhada do Garantia-Safra, com maior capacidade de atendimento às realidades produtivas regionais. O fundo garantidor apresenta ainda um importante efeito multiplicador: o aporte público não substitui o crédito concedido pelo sistema financeiro, mas serve de base para mobilizar volume muito superior de financiamento.

 

Para as entidades, esse é o momento de construir soluções que não apenas respondam à crise atual, mas reduzam, ano após ano, a necessidade de medidas emergenciais, renegociações extraordinárias e novos desembolsos públicos.

 

A estruturação de uma política permanente de garantias poderá representar um legado para o financiamento agropecuário, ao preservar o acesso ao crédito, fortalecer a gestão de riscos e assegurar condições para que produtores economicamente viáveis continuem plantando, produzindo e abastecendo o país.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

Published

on

Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).

Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.

“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.

Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.

Rei do Rio

Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.

O dourado é valorizado na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura, e se alimenta principalmente de outros peixes. Pode ultrapassar 1 metro de comprimento e pesar até 25kg. A espécie é bastante valorizada na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura.

Lei do Transporte Zero

Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.

  • Cachara
  • Caparari
  • Dourado
  • Jaú
  • Matrinchã
  • Pintado/Surubin
  • Piraíba
  • Piraputanga
  • Pirara
  • Pirarucu
  • Trairão
  • Tucunaré

 

🎣 Quem pode pescar?

  • Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
  • Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VIDEO:

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

Published

on

Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.

A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.

A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.

Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.

É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

Published

on

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT