Agro Mato Grosso
Apro360 recebe deputada federal Gisela para debater desafios do agro em MT
A entrevista completa está disponível nos canais oficiais da Aprosoja Mato Grosso
O podcast Apro360, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), iniciou o segundo semestre com a participação, excepcionalmente nesta terça-feira (07.07), da deputada federal Gisela Simona. Durante o bate-papo, foram discutidos temas estratégicos para o agronegócio, o desenvolvimento de Mato Grosso e as principais pautas em tramitação no Congresso Nacional que impactam diretamente o setor produtivo.
Ao longo da entrevista, a parlamentar destacou a importância do agronegócio para a economia mato-grossense e afirmou que compreender as demandas do setor é essencial para construir políticas públicas mais eficientes e alinhadas à realidade do campo.
“Os desafios da Embrapa foi algo que me chamou muita atenção. A gente vê esse órgão com potencial gigante de pesquisa para o nosso estado, mas com baixíssimo investimento público. A gente sabe que ela sobrevive com ajuda privada. A gente vê que a tecnologia mais avançada é um desafio do agro e é algo que nós precisamos estar atentos para o que podemos fazer de melhor”, salientou.
Entre os assuntos debatidos, Gisela Simona destacou que o endividamento dos produtores rurais, o fortalecimento do seguro agrícola e a segurança jurídica no campo estão entre as pautas prioritárias que precisam avançar no Congresso Nacional para garantir mais estabilidade ao setor.
“Das pautas mais atuais, a questão do endividamento é algo muito preocupante. Esse processo de renegociação das dívidas do setor é algo preocupante. Nós precisamos desse projeto aprovado o quanto antes. Eu briguei muito na Câmara dos Deputados no sentido de termos a “falência da pessoa física”, porque com a taxa de juros alta, infelizmente, cada vez é mais comum ter pessoas devendo mais do que tem, por isso ter parâmetros melhores para renegociação é algo importante. Então esse refinanciamento é algo positivo e que o nosso parlamento precisa entregar essa pauta para o Brasil. Outra pauta, que precisamos avançar é sobre o seguro agrícola para dar uma proteção maior quanto aos riscos e intempéries que junto ao banco. Nós temos também a questão da segurança jurídica das propriedades em Mato Grosso, inclusive com o Programa Tolerância Zero para as invasões de terras, o que eu considero extremamente relevante”, citou.
Outro tema abordado durante o episódio foi a permanência dos jovens no campo. Para a deputada, investir em escolas públicas de tempo integral na zona rural pode contribuir para a formação de novas gerações de produtores e ampliar as oportunidades de desenvolvimento nas comunidades rurais.
“Nós precisamos fazer com que os nossos jovens e adolescentes fiquem no campo. Nós sabemos que é um grande desafio da modernidade. Incentivarmos os nossos jovens a estarem à frente da agricultura. E a escola em tempo integral daria essa oportunidade de ter o ensino regular, mas ao mesmo tempo, ter esse incentivo ora com capacitação, ora com pequenas atividades, como por exemplo a produção de uma horta que fomenta a questão no campo. Vejo que é um desafio, mas relevante visto que vir buscar uma vida melhor na cidade já não é a melhor opção. Então acredito que nós precisamos construir isso”, disse.
A infraestrutura logística também esteve entre os assuntos discutidos. Segundo Gisela Simona, a burocracia envolvendo licenciamentos ambientais e questões fundiárias ainda representa um dos principais entraves para a realização de obras estruturantes em Mato Grosso.
“Esse período de três anos dentro da Câmara dos Deputados para tentar destravar as obras de Mato Grosso por conta da questão ambiental e indigena. É um desafio gigante que nós temos. É algo que tem travado bastante o desenvolvimento do nosso estado. Eu sou uma pessoa que sou adaptada a defesa ambiental, mas acredito que exista um limite para não travarmos o desenvolvimento do nosso estado. É respeitar as culturas, mas também respeitar a necessidade de avançar de forma sustentável e sadia. Seja ferrovia, seja novas vias terrestres que precisamos implementar, mas que muitas vezes estão travadas. O nosso grande gargalo é a burocracia que enfrentamos com os travamentos, ora de licenciamento ambiental e de autorização para que a gente avance”, destacou Gisela Simona.
Durante a conversa, a deputada também ressaltou o crescimento da participação feminina no agronegócio e a importância de fortalecer iniciativas que ampliem o protagonismo das mulheres em diferentes segmentos da produção rural.
“É fundamental dar destaque a quantidade de mulheres que participam do agro hoje. É uma pauta que eu vejo que é fundamental, desde a agricultura familiar e em vários municípios de Mato Grosso, o evento da mulher rural desde a simples produção até grandes empresárias. É de extrema relevância, pois gera emprego, riqueza e faz circular o dinheiro de alguma forma. Vejo que o agronegócio, na medida que avança, tem essa preocupação com projetos sociais e a participação das mulheres”, pontua.
O episódio reforça o compromisso do Apro360 em promover debates sobre temas estratégicos para o agronegócio, aproximando produtores rurais, especialistas e representantes do poder público das discussões que influenciam diretamente o desenvolvimento do setor. A entrevista completa com a deputada federal Gisela Simona está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e no Spotify.
Agro Mato Grosso
Caminhoneira youtuber relata furto de três módulos de caminhões estacionados em MT

Aline Füchter Ouriques contou que outro veículo, de cor vermelha, teve o equipamento furtado; Polícia Civil recuperou dois módulos avaliados em R$ 27 mil.
A caminhoneira Aline Füchter Ouriques relatou, em um vídeo publicado no canal dela no YouTube, que tem 1,85 milhão de inscritos, o furto do módulo eletrônico do motor de um de seus caminhões enquanto aguardava para descarregar em um armazém da Vale, a 86 km de Rondonópolis(MT). O relato foi publicado nesta sexta-feira (16), após cerca de sete caminhões passarem a noite estacionados na área externa do local.
Segundo Aline, o caminhão em que ela estava não foi violado porque ficou estacionado rente à cerca. Já o outro veículo, de cor vermelha, teve o módulo do motor furtado. A motorista afirmou que havia investido recentemente R$ 50 mil na manutenção do motor. (Video abaixo)
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Além de retirar o equipamento, os suspeitos cortaram o chicote elétrico, conjunto de fios responsável pela conexão entre os componentes eletrônicos do caminhão. Segundo a motorista, o dano torna o conserto mais complexo e aumenta os custos do reparo.
Aline também relatou que uma equipe da concessionária responsável pela rodovia prestou apoio aos caminhoneiros e os orientou a registrar boletins de ocorrência. Ela reclamou da falta de policiamento no local e lamentou a insegurança enfrentada pelos profissionais que precisam passar a noite na região.
Polícia recupera módulos avaliados em R$ 27 mil
Dois módulos eletrônicos de caminhões, avaliados em cerca de R$ 27 mil, foram recuperados pela Polícia Civil em Alto Garças, a 357 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (15). Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de participar dos furtos registrados na cidade.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o furto de equipamentos de dois caminhões. Um deles estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis e o outro, em frente à casa do proprietário, no bairro Novo Horizonte.
Os suspeitos usaram um carro preto durante a ação. Ao perceber a movimentação, o proprietário de um dos caminhões saiu para verificar o que estava acontecendo, e os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no carro.
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Polícia Civil recuperou dois módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil e prendeu um suspeito em Alto Garças. — Foto: PJC
Na sequência, o veículo se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta, mas fugiram do hospital antes da chegada da polícia.
Durante as buscas, os investigadores localizaram um suspeito nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.
Os dois módulos foram encontrados escondidos perto do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil.
Em interrogatório, o jovem afirmou que acompanhava os outros envolvidos e ficava em pontos estratégicos para vigiar a movimentação enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.
Ele foi autuado por furto qualificado pelo concurso de pessoas e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar os demais suspeitos e apurar se o grupo tem ligação com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões na região.
Agro Mato Grosso
Após calor de quase 42°C, temperaturas devem cair em Mato Grosso; entenda

Apesar disso, previsão para o trimestre de outubro a dezembro indica calor acima da média no norte do estado e chuvas abaixo do esperado.
Após registrar temperaturas de quase 42 °C, Mato Grosso deve ter queda nos termômetros ao longo do fim de semana, com máximas entre 25 °C e 29 °C e mínimas entre 19 °C e 22 °C no fim do período. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também indica chuva de até 50 milímetros no sul do estado e alerta para tempestades neste sábado (17).
A queda nas temperaturas ocorre após dias de calor intenso. Entre 8 e 12 de outubro, as máximas no Centro-Oeste variaram de 32 °C a 42 °C. Em Mato Grosso, as maiores temperaturas foram registradas em Cocalinho, com 41,8 °C, e Nova Xavantina, com 40,9 °C.
O aviso de perigo potencial é válido até as 23h59 deste sábado e prevê chuva de 20 a 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
Segundo o Inmet, há baixo risco de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos a plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O que esperar ate o fim do ano
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Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá
Segundo o Inmet, para o trimestre de outubro a dezembro, a previsão climática indica chuvas abaixo da média histórica no centro-norte de Mato Grosso. No extremo norte do estado, a redução pode chegar a 100 milímetros em relação ao esperado para o período.
As temperaturas também devem ficar acima da média nos próximos meses, principalmente no norte do estado, onde podem registrar até 2 °C a mais que o habitual. A combinação de calor e pouca chuva pode aumentar a perda de água para a atmosfera e agravar a falta de umidade no solo durante outubro.
Agro Mato Grosso
Justiça proíbe exploração de recursos naturais e manda desocupar terra indígena em MT

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável à proteção do território do povo Piripkura, que vive em isolamento voluntário na Terra Indígena Piripkura, em Colniza e Rondolândia (MT). A decisão é fruto de uma ação civil pública proposta pelo MPF e da atuação do órgão no processo ao longo dos últimos anos.
A Justiça Federal determinou a desocupação de áreas irregularmente ocupadas, a retirada de rebanhos e a proibição de novos desmatamentos e da exploração de recursos naturais. Desde 2008, a área está submetida a portarias de interdição da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que restringem seu uso para proteger os indígenas isolados.
A decisão distingue dois grupos de ocupantes. O primeiro reúne os que passaram a ocupar a área depois da primeira portaria de interdição, além de terceiros não identificados no início da ação, desde que constatada sua ocupação irregular dentro da área protegida. Eles têm 120 dias para deixar as áreas, retirando empregados, animais, máquinas e outros bens, e não poderão voltar sem autorização expressa da Funai.
O segundo reúne os que já estavam na região antes da primeira portaria de interdição e cuja permanência havia sido permitida. Em 120 dias, os réus devem retirar os rebanhos e, desde já, cumprir integralmente as restrições da portaria e os embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sem novos desmatamentos nem exploração de recursos naturais. O pedido do MPF visa proteger o território indígena e impedir novas ocupações e atividades.
As obrigações e os prazos têm cumprimento imediato, por força de tutela de urgência concedida na própria sentença, com multa diária de R$ 500 por réu em caso de descumprimento. A Funai deverá planejar e acompanhar o cumprimento das determinações, com a participação do Ibama e, quando necessário, de órgãos de segurança pública, para evitar qualquer contato direto ou indireto com os Piripkura.
Histórico do caso
O MPF ajuizou a ação em maio de 2021, diante do avanço de invasões, desmatamentos e atividades pecuárias na Terra Indígena Piripkura. Em julho de 2024, conseguiu decisão que determinava a reintegração de posse contra ocupantes irregulares.
A medida, porém, foi modificada em fevereiro de 2025, quando o juízo, com fundamento no artigo 9º da Lei 14.701/2023, suspendeu as reintegrações e autorizou a permanência de ocupantes, condicionada ao cumprimento de restrições ambientais. A norma fixa que, antes de concluído o procedimento demarcatório e de indenizadas as benfeitorias de boa-fé, não haverá limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área objeto de demarcação.
O MPF contestou essa interpretação em março do mesmo ano, apresentando fundamentos que se tornariam centrais na sentença. Sustentou que o artigo 9º não poderia ser aplicado automaticamente à Terra Indígena Piripkura, pois o território possui regime jurídico especial, estabelecido pelas portarias de restrição de uso da Funai e reforçado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 991.
O órgão argumentou que invasões posteriores à primeira portaria, de 2008, não poderiam gerar direitos possessórios legítimos e que a permanência de ocupantes anteriores estava sujeita a restrições. O MPF também destacou a extrema vulnerabilidade dos indígenas isolados e a necessidade de fazer prevalecer a proteção à vida sobre interesses patrimoniais, com fundamento no princípio da precaução.
Na mesma manifestação, o MPF propôs, de forma alternativa, a distinção entre ocupantes anteriores e posteriores à portaria de 2008, critério que viria a ser adotado na sentença, embora com consequências parcialmente distintas das requeridas.
Após o juízo manter o entendimento anterior, em outubro de 2025, o MPF interpôs, em janeiro de 2026, agravo de instrumento (recurso) perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), aprofundando os argumentos apresentados em março.
Elaborado conjuntamente pelo Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e pelo Ofício Socioambiental de Povos Isolados e de Recente Contato da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (6CCR) do MPF, o recurso defendeu que o regime de proteção dos povos isolados não pode ser equiparado às regras gerais aplicáveis a disputas possessórias em terras indígenas em demarcação.
Paralelamente à discussão jurídica, o MPF continuou reunindo provas de novas irregularidades e crimes. Ainda em janeiro deste ano, apresentou relatórios da Funai que registravam novas derrubadas de árvores, utilização de motosserras e contratação de terceiros para impedir a regeneração da floresta, requerendo medidas para fazer cumprir a decisão judicial.
Em abril, reiterou a urgência dessas providências e reafirmou que a proteção dos direitos territoriais indígenas independe da conclusão da demarcação.
Em junho, o MPF voltou a provocar o juízo após receber fiscalização do Ibama que constatou a destruição de aproximadamente 37 hectares de vegetação nativa, com utilização de tratores e correntão. Requereu a aplicação de multa e a retirada de equipamentos utilizados em atividades ilícitas.
Posteriormente, também levou ao processo informações sobre pistas clandestinas de pouso e suspeitas de utilização da região para o tráfico de drogas, além de reforçar que a proteção dos indígenas isolados não pode ser condicionada à realização de contatos forçados para comprovar sua existência.
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