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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

‘Mais do que evitar multas, precisamos evitar a ferrugem nas lavouras’, diz presidente da Aprosoja GO

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Foto: Divulgação/Aiba

O vazio sanitário da soja está oficialmente em vigor em Goiás e segue até 24 de setembro. Durante esse período, é proibida a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades rurais. A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura.

Além de reduzir a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, o vazio sanitário contribui para retardar o aparecimento da doença nas lavouras da próxima temporada. Com isso, os produtores tendem a realizar menos aplicações de fungicidas, reduzindo os custos de produção e diminuindo o risco de o patógeno desenvolver resistência aos produtos utilizados no controle.

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Segundo o presidente da Aprosoja Goiás, Clodoaldo Calegari, a importância da medida vai muito além da fiscalização do cumprimento das normas. “O vazio sanitário é fundamental porque atrasa a entrada do fungo nas lavouras, reduz a pressão para o surgimento de resistência aos fungicidas e diminui o número de aplicações necessárias. O resultado é uma lavoura mais saudável e maior produtividade”, explica.

Calegari também faz um alerta para a safra 2025/2026. De acordo com ele, as chuvas registradas de forma atípica durante o mês de junho, em praticamente todo o estado de Goiás, criaram condições favoráveis para a sobrevivência do fungo, reforçando a necessidade de cumprimento rigoroso do vazio sanitário por todos os produtores.

“O que isso pode provocar? Essas áreas podem apresentar um novo fluxo de plantas voluntárias de soja, que servem de hospedeiras para o fungo. Por isso, é preciso redobrar a atenção. Mais do que evitar multas, precisamos evitar que a patologia cause prejuízos expressivos na próxima safra. Essa é uma ferramenta essencial para o manejo da ferrugem asiática e deve ser respeitado e aplicado por todos”, conclui.

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Sustentabilidade

TEMPUS NORTOX: Eficiência e precisão no controle de lagartas – MAIS SOJA

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Ao longo do ciclo de desenvolvimento das culturas agrícolas, diversos fatores podem influenciar o crescimento, o desenvolvimento, a produtividade e a qualidade da produção, contribuindo tanto para o aumento quanto para a redução dessas variáveis. Além da influência de fatores abióticos, fatores bióticos, como a ocorrência de pragas e doenças, podem impactar diretamente o rendimento das plantas e a qualidade dos grãos, tornando necessário um manejo mais criterioso e consistente para preservar o potencial produtivo da lavoura.

Dependendo da espécie da praga, do período de convivência com a cultura e do estádio de desenvolvimento das plantas, perdas expressivas de produtividade podem ser observadas. Lagartas como a Spodoptera frugiperda, assim como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens), estão cada vez mais presentes em áreas de cultivo de soja, especialmente em sistemas de produção que contemplam a sucessão soja-milho e milho-soja.

O período de maior sensibilidade da soja ao ataque dessas lagartas pode variar de acordo com a espécie da praga, podendo se estender do estabelecimento da lavoura até o final do período reprodutivo, com maior intensidade dos danos quando os ataques ocorrem durante o enchimento de grãos (Durli et al., 2020). Embora a soja apresente elevada capacidade de compensação aos danos, característica relacionada à sua plasticidade, a resposta à desfolha pode variar de acordo com a cultivar e o estádio de desenvolvimento das plantas.

De modo geral, a soja apresenta maior tolerância à desfolha durante a fase vegetativa (Figura 1). No entanto, conforme observado por Lacerda et al. (2024), cultivares mais sensíveis podem apresentar redução da produtividade em resposta à desfolha, mesmo quando o dano ocorre durante a fase vegetativa da cultura. É, contudo, durante a fase reprodutiva que os danos à área foliar tendem a resultar nas maiores perdas de produtividade, especialmente quando a desfolha ocorre em períodos críticos para a formação e o enchimento dos grãos.

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Figura 1. Dano causado por lagartas em soja, durante a fase vegetativa da cultura. Fonte: NORTOX.

Quantificando os impactos da desfolha sobre a produtividade da soja, Durli et al. (2020) observaram que níveis de desfolha superiores a 16,6% durante o período reprodutivo já podem resultar em perdas substanciais de produtividade. Os resultados evidenciam a importância da manutenção da área foliar durante essa fase, especialmente por sua contribuição para a interceptação da radiação solar e a produção de fotoassimilados necessários à formação e ao enchimento dos grãos.

Figura 2. A – Rendimento de grãos por planta de cultivares de soja sob diferentes níveis de desfolha em R3. Cultivares avaliadas: BMX Veloz (GMR 5.0, hábito de crescimento indeterminado), NA 5909 (GMR 5.9, hábito de crescimento indeterminado) e TMG 7262 (GMR 6.2, hábito de crescimento semideterminado). B – Controle; 16,6% de desfolha; 33,3% de desfolha; 50% de desfolha e 66,6% de desfolha. As barras verticais indicam a média ± erro padrão do tratamento Adaptado: Durli et al. (2020). Imagem com qualidade otimizado com o uso de IA.

Na cultura do milho, além dos danos decorrentes da redução da área foliar, a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), pode causar danos diretos às estruturas reprodutivas e aos grãos em formação, comprometendo o rendimento e a qualidade da produção. Dependendo da intensidade da infestação e do período de ocorrência da praga, as perdas de produtividade podem chegar a 60% (Rossato et al., 2020).

Figura 3. Lagarta Spodoptera frugiperda atacando espiga de milho. Fonte: NORTOX.

A ocorrência da lagarta tende a ser ainda mais relevante em sistemas de produção nos quais o milho sucede a soja, especialmente quando há falhas no controle da praga ao final do ciclo da cultura antecessora. Em função do hábito alimentar, as lagartas alojam-se preferencialmente no cartucho das plantas, o que pode dificultar o controle à medida que a cultura avança para os estádios mais desenvolvidos. Dessa forma, o monitoramento da lavoura e a adoção de medidas de controle no momento adequado são fundamentais para evitar a evolução das infestações e a intensificação dos danos.

Para o manejo da lagarta-do-cartucho na cultura do milho, recomenda-se a aplicação de inseticidas quando 10% das plantas apresentarem folhas do cartucho com pequenas lesões circulares e algumas pequenas lesões alongadas, em formato de retângulo, de até 1,3 cm de comprimento (Oliveira et al., 2024). Na cultura da soja, por sua vez, os níveis de controle variam de acordo com a espécie da lagarta e com a fase de desenvolvimento da cultura.

Para a lagarta-falsa-medideira, a lagarta-da-soja e as lagarta-do-cartucho do milho, recomenda-se a adoção de medidas de controle quando a desfolha atingir 30% durante a fase vegetativa e 15% durante a fase reprodutiva da cultura (Roggia et al., 2020). Contudo, conforme mencionado anteriormente, a resposta à desfolha pode variar entre cultivares, reforçando a importância do monitoramento criterioso da lavoura e da consideração das características específicas de cada situação.

Sobretudo no manejo de pragas de difícil controle, como as lagartas, o sucesso do manejo fitossanitário não depende exclusivamente do momento de aplicação dos inseticidas. A escolha e o posicionamento adequado dos produtos são igualmente importantes para garantir maior eficiência de controle. Esse cuidado é particularmente relevante em sistemas agrícolas intensivos, nos quais diferentes culturas hospedeiras podem ser cultivadas em sucessão, favorecendo a permanência e a multiplicação das populações de pragas.

Nesse contexto, o uso de inseticidas de amplo espectro e elevada eficácia pode contribuir para o manejo de diferentes espécies de lagartas presentes nas culturas agrícolas. Pensando nisso, a NORTOX desenvolveu o TEMPUS NORTOX, um inseticida de amplo espectro e alta performance, que combina dois ingredientes ativos em sua formulação, proporcionando ação rápida sobre as lagartas que acometem as culturas da soja, milho, milheto e sorgo, além da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), uma das principais pragas da cultura da cana-de-açúcar.

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Além da eficácia no controle das lagartas, o amplo espectro de ação do TEMPUS NORTOX, associado à rapidez de efeito do inseticida, contribui para reduzir os danos ocasionados pelas pragas, interrompendo rapidamente a alimentação delas. Essas características tornam o TEMPUS NORTOX uma ferramenta versátil e precisa para integrar programas de manejo fitossanitário em diferentes culturas, ampliando suas possibilidades de utilização nos sistemas de produção agrícola, especialmente em ambientes intensivos, nos quais mais de uma safra de verão é cultivada na mesma área.

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Referências:

DURLI, M. M., et al. NÍVEIS DE DESFOLHA NAS FASES VEGETATIVA E REPRODUTIVA DE CULTIVARES DE SOJA COM DIFERENTES GRUPOS DE MATURAÇÃO RELATIVA. Rev. Caatinga, Mossoró, v. 33, n. 2, pág. 402-411, abr.- junho de 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/caatinga/article/view/8999/10209 >, acesso em: 05/10/2026.

LACERDA, K. L. et al. PRODUTIVIDADE DA SOJA COM DESFOLHA ARTIFICIAL EM DIFERENTES ESTÁDIOS FENOLÓGICOS. PEER REVIEW, 2024. Disponível em: < https://peerw.org/index.php/journals/article/view/1753/1024 >, acesso em: 05/10/2026.

OLIVEIRA, I. R. et al. MONITORAMENTO E MANEJO DE PRAGAS NA FASE AGRÍCOLA DO SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PACUÁRIA. Embrapa, Quinze anos de integração lavoura-pecuária e dez anos de integração lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Milho e Sorgo. Cap. 8., 2024. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1167572 >, acesso em: 05/10/2026.

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ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 9, 2020. Disponível em:< https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 05/10/2026.

Redação: Equipe Mais Soja.

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Sustentabilidade

Brasil terá mais transtornos? Após chuvarada em SP, previsão do tempo indica volumes acima de 200 mm e frio intenso; saiba onde

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A previsão do tempo indica novos episódios de instabilidade no Brasil na segunda quinzena de outubro, com risco de alagamentos, ventos fortes, granizo e chuva volumosa. Após os episódios de precipitação intensa na capital paulista, a formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, a partir desta sexta-feira (16), deve ampliar as áreas de instabilidade.

No Rio Grande do Sul, os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros entre 26 e 30 de outubro. Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas e provocar geadas, com possibilidade de marcas abaixo de zero em algumas localidades.

Além disso, no Sul, Paraná e Santa Catarina estão entre as áreas de atenção para temporais, rajadas intensas de vento e queda de granizo. As condições podem causar danos às lavouras, estruturas rurais e redes de energia. Na próxima semana, a chuva também deve ganhar força no norte do Paraná, em São Paulo e no sul de Mato Grosso do Sul.

A instabilidade deve persistir ainda em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, incluindo Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Os volumes de chuva podem provocar transtornos, principalmente em locais que registrarem precipitações persistentes ou concentradas em curtos períodos.

RS pode receber mais de 200 mm

O alerta aumenta entre 26 e 30 de outubro no Rio Grande do Sul. A previsão indica volumes de chuva superiores a 200 milímetros em áreas do estado, cenário que pode elevar o risco de alagamentos, erosão, encharcamento do solo e dificuldades para o trabalho no campo.

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O excesso de umidade pode prejudicar o planejamento das operações agrícolas e dificultar o acesso às lavouras de soja. Por isso, os produtores devem acompanhar a evolução das condições meteorológicas, especialmente nas áreas mais suscetíveis a acumulados elevados.

Em outras áreas do país, a chuva também pode contribuir para a recuperação da umidade do solo. Acre e Rondônia estão entre os estados com perspectiva de retorno de bons volumes de precipitação na próxima semana.

Chuva avança no Nordeste, mas calorão segue

No Nordeste, a chuva deve avançar pelo interior da Bahia e alcançar áreas do Piauí e do Maranhão nos próximos cinco dias, com acumulados entre 30 e 50 milímetros. As precipitações podem vir acompanhadas de temporais, granizo e rajadas intensas de vento.

Entre 21 e 25 de outubro, os volumes tendem a diminuir, com cerca de 15 milímetros acumulados em cinco dias. Já entre 26 e 30 de outubro, a chuva deve avançar pelo norte do Maranhão, Piauí, interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, com acumulados de até 30 milímetros.

Apesar da previsão de chuva, o calor permanece intenso em áreas do Nordeste. No centro-norte do Piauí, as temperaturas podem se aproximar dos 40 °C. O calorão também deve persistir em áreas do Amazonas e do Pará.

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Frio avança e pode provocar geada

Enquanto algumas regiões enfrentam temporais, uma massa de ar frio deve atuar durante o fim de semana e avançar até meados da próxima semana.

Em Santa Catarina, áreas de baixada podem registrar temperaturas abaixo de 5 °C, com possibilidade de geada e marcas próximas ou inferiores a zero em pontos mais frios. O frio também deve alcançar São Paulo, Mato Grosso do Sul e o sul de Minas Gerais, com temperaturas abaixo de 15 °C e máximas que podem não passar dos 20 °C em algumas localidades.

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Sustentabilidade

Ceema: Trigo recua em Chicago após relatório do USDA e chuvas prejudicam qualidade das lavouras no Brasil – MAIS SOJA

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As cotações do trigo em Chicago, para o primeiro mês, chegaram a recuar para US$ 6,69/bushel no dia 13/10, fechando dois dias depois (quinta-feira, 15/10) em US$ 6,70, contra US$ 6,83 uma semana antes. Esse comportamento foi resultado dos números que vieram do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado na sexta-feira, dia 09/10. O mesmo apontou uma safra estadunidense de 41,7 milhões de toneladas para 2026/27, e estoques finais no país em 20,1 milhões, quando o mercado esperava um recuo nestes números em relação a setembro.

Ao mesmo tempo, a produção mundial de trigo não se alterou, ficando estimada em 822,4 milhões de toneladas e os estoques finais globais em 276 milhões. Enquanto isso, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, chegou a 51% da área até o dia 11/10, avançando significativamente frente aos 36% registrados na semana anterior, mas ainda abaixo dos 58% da média dos últimos cinco anos. A germinação alcançou 27%, contra 16% na semana passada e 32% na média histórica.

O USDA destacou ainda que não há comparação com o mesmo período de 2025, devido à interrupção do financiamento federal em outubro e novembro do ano passado. Com isso, os relatório do avanço da colheita, referentes às semanas entre 5 de outubro e 9 de novembro de 2025 foram cancelados. Desta forma, para o cálculo da média de cinco anos, o USDA utiliza os dados publicados de 2021 a 2024 e estimativas para 2025.

Já as exportações estadunidenses de trigo, na semana encerrada em 08/10, atingiram a 305.000 toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No acumulado do atual ano comercial o total chega a 6,98 milhões de toneladas embarcadas, estando abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

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Aqui no Brasil, enquanto a média gaúcha fechou a semana em R$ 74,15/saco, no Paraná os preços se estabilizaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00/saco. A colheita no Paraná atingia a 75% da área até o dia 12/10. O clima chuvoso tem provocado perdas importantes, especialmente de qualidade. No Rio Grande do Sul, a qualidade igualmente está comprometida, com a colheita atingindo a 28% da área, enquanto no total do país a mesma chegava a 40,3% no início da presente semana.

Em termos de preços FOB, o trigo da safra anterior, no Rio Grande do Sul tem ofertas ao redor de R$ 1.600,00/tonelada, enquanto compradores oferecem R$ 1.550,00. Já a safra nova apresenta negócios pontuais em apenas R$ 1.400,00/tonelada. Enquanto isso, o triguilho fica a R$ 1.100,00/tonelada no porto. O trigo argentino tem limitado a valorização do produto gaúcho de boa qualidade, que é raro. As indicações para o trigo argentino estão em US$ 305,00/tonelada em Rio Grande e US$ 310,00/tonelada em Canoas (cf. TF Agroeconômica).

Já em Santa Catarina, a preocupação com a qualidade do cereal se soma à expectativa de redução da área cultivada e da produção na safra 2026/27. A área plantada com trigo nesse Estado deve ter diminuído cerca de 35%. A produção está estimada em 243.000 toneladas, volume aproximadamente 37% inferior ao do ano comercial anterior. “Os efeitos já aparecem nos custos de processamento. Moinhos catarinenses relatam reajuste de 11,5% nas tabelas de preços da farinha, em um ambiente de dificuldades para encontrar matéria-prima com as características necessárias”(cf. Epagri).

Enfim, a qualidade do trigo que está sendo colhido será decisiva para o mercado brasileiro do cereal em 2026/27. O cenário é bastante difícil para a comercialização nacional diante da oferta limitada de trigo tipo 1, dos problemas de qualidade identificados em diferentes regiões e da concorrência argentina.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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