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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Ceema: Trigo recua em Chicago após relatório do USDA e chuvas prejudicam qualidade das lavouras no Brasil – MAIS SOJA

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As cotações do trigo em Chicago, para o primeiro mês, chegaram a recuar para US$ 6,69/bushel no dia 13/10, fechando dois dias depois (quinta-feira, 15/10) em US$ 6,70, contra US$ 6,83 uma semana antes. Esse comportamento foi resultado dos números que vieram do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado na sexta-feira, dia 09/10. O mesmo apontou uma safra estadunidense de 41,7 milhões de toneladas para 2026/27, e estoques finais no país em 20,1 milhões, quando o mercado esperava um recuo nestes números em relação a setembro.

Ao mesmo tempo, a produção mundial de trigo não se alterou, ficando estimada em 822,4 milhões de toneladas e os estoques finais globais em 276 milhões. Enquanto isso, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, chegou a 51% da área até o dia 11/10, avançando significativamente frente aos 36% registrados na semana anterior, mas ainda abaixo dos 58% da média dos últimos cinco anos. A germinação alcançou 27%, contra 16% na semana passada e 32% na média histórica.

O USDA destacou ainda que não há comparação com o mesmo período de 2025, devido à interrupção do financiamento federal em outubro e novembro do ano passado. Com isso, os relatório do avanço da colheita, referentes às semanas entre 5 de outubro e 9 de novembro de 2025 foram cancelados. Desta forma, para o cálculo da média de cinco anos, o USDA utiliza os dados publicados de 2021 a 2024 e estimativas para 2025.

Já as exportações estadunidenses de trigo, na semana encerrada em 08/10, atingiram a 305.000 toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No acumulado do atual ano comercial o total chega a 6,98 milhões de toneladas embarcadas, estando abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

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Aqui no Brasil, enquanto a média gaúcha fechou a semana em R$ 74,15/saco, no Paraná os preços se estabilizaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00/saco. A colheita no Paraná atingia a 75% da área até o dia 12/10. O clima chuvoso tem provocado perdas importantes, especialmente de qualidade. No Rio Grande do Sul, a qualidade igualmente está comprometida, com a colheita atingindo a 28% da área, enquanto no total do país a mesma chegava a 40,3% no início da presente semana.

Em termos de preços FOB, o trigo da safra anterior, no Rio Grande do Sul tem ofertas ao redor de R$ 1.600,00/tonelada, enquanto compradores oferecem R$ 1.550,00. Já a safra nova apresenta negócios pontuais em apenas R$ 1.400,00/tonelada. Enquanto isso, o triguilho fica a R$ 1.100,00/tonelada no porto. O trigo argentino tem limitado a valorização do produto gaúcho de boa qualidade, que é raro. As indicações para o trigo argentino estão em US$ 305,00/tonelada em Rio Grande e US$ 310,00/tonelada em Canoas (cf. TF Agroeconômica).

Já em Santa Catarina, a preocupação com a qualidade do cereal se soma à expectativa de redução da área cultivada e da produção na safra 2026/27. A área plantada com trigo nesse Estado deve ter diminuído cerca de 35%. A produção está estimada em 243.000 toneladas, volume aproximadamente 37% inferior ao do ano comercial anterior. “Os efeitos já aparecem nos custos de processamento. Moinhos catarinenses relatam reajuste de 11,5% nas tabelas de preços da farinha, em um ambiente de dificuldades para encontrar matéria-prima com as características necessárias”(cf. Epagri).

Enfim, a qualidade do trigo que está sendo colhido será decisiva para o mercado brasileiro do cereal em 2026/27. O cenário é bastante difícil para a comercialização nacional diante da oferta limitada de trigo tipo 1, dos problemas de qualidade identificados em diferentes regiões e da concorrência argentina.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Brasil terá mais transtornos? Após chuvarada em SP, previsão do tempo indica volumes acima de 200 mm e frio intenso; saiba onde

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A previsão do tempo indica novos episódios de instabilidade no Brasil na segunda quinzena de outubro, com risco de alagamentos, ventos fortes, granizo e chuva volumosa. Após os episódios de precipitação intensa na capital paulista, a formação de um ciclone extratropical entre o Sul e o Sudeste, a partir desta sexta-feira (16), deve ampliar as áreas de instabilidade.

No Rio Grande do Sul, os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros entre 26 e 30 de outubro. Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas e provocar geadas, com possibilidade de marcas abaixo de zero em algumas localidades.

Além disso, no Sul, Paraná e Santa Catarina estão entre as áreas de atenção para temporais, rajadas intensas de vento e queda de granizo. As condições podem causar danos às lavouras, estruturas rurais e redes de energia. Na próxima semana, a chuva também deve ganhar força no norte do Paraná, em São Paulo e no sul de Mato Grosso do Sul.

A instabilidade deve persistir ainda em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, incluindo Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Os volumes de chuva podem provocar transtornos, principalmente em locais que registrarem precipitações persistentes ou concentradas em curtos períodos.

RS pode receber mais de 200 mm

O alerta aumenta entre 26 e 30 de outubro no Rio Grande do Sul. A previsão indica volumes de chuva superiores a 200 milímetros em áreas do estado, cenário que pode elevar o risco de alagamentos, erosão, encharcamento do solo e dificuldades para o trabalho no campo.

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O excesso de umidade pode prejudicar o planejamento das operações agrícolas e dificultar o acesso às lavouras de soja. Por isso, os produtores devem acompanhar a evolução das condições meteorológicas, especialmente nas áreas mais suscetíveis a acumulados elevados.

Em outras áreas do país, a chuva também pode contribuir para a recuperação da umidade do solo. Acre e Rondônia estão entre os estados com perspectiva de retorno de bons volumes de precipitação na próxima semana.

Chuva avança no Nordeste, mas calorão segue

No Nordeste, a chuva deve avançar pelo interior da Bahia e alcançar áreas do Piauí e do Maranhão nos próximos cinco dias, com acumulados entre 30 e 50 milímetros. As precipitações podem vir acompanhadas de temporais, granizo e rajadas intensas de vento.

Entre 21 e 25 de outubro, os volumes tendem a diminuir, com cerca de 15 milímetros acumulados em cinco dias. Já entre 26 e 30 de outubro, a chuva deve avançar pelo norte do Maranhão, Piauí, interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, com acumulados de até 30 milímetros.

Apesar da previsão de chuva, o calor permanece intenso em áreas do Nordeste. No centro-norte do Piauí, as temperaturas podem se aproximar dos 40 °C. O calorão também deve persistir em áreas do Amazonas e do Pará.

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Frio avança e pode provocar geada

Enquanto algumas regiões enfrentam temporais, uma massa de ar frio deve atuar durante o fim de semana e avançar até meados da próxima semana.

Em Santa Catarina, áreas de baixada podem registrar temperaturas abaixo de 5 °C, com possibilidade de geada e marcas próximas ou inferiores a zero em pontos mais frios. O frio também deve alcançar São Paulo, Mato Grosso do Sul e o sul de Minas Gerais, com temperaturas abaixo de 15 °C e máximas que podem não passar dos 20 °C em algumas localidades.

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Sustentabilidade

Preços agrícolas disparam com alta de soja, milho e arroz, aponta Cepea

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Os preços recebidos pelos produtores agropecuários brasileiros registraram alta de 3,62% em setembro, na comparação com agosto, impulsionados principalmente pela valorização dos grãos. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea), divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (15).

O principal destaque do mês foi o grupo dos grãos, que apresentou valorização de 6,58%. Também houve aumento nos preços dos produtos da pecuária, de 2,08%, e do grupo formado por cana-de-açúcar e café, de 0,15%. Em contrapartida, os hortifrutícolas registraram queda de 3,98%.

Entre os produtos que contribuíram para a alta do índice estão algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar. Por outro lado, ovos, banana, laranja, uva e café apresentaram recuos, pressionando os resultados de seus respectivos grupos.

Segundo o Cepea, o desempenho dos preços agropecuários em setembro superou o registrado pelos preços industriais. No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado – Oferta Global – Disponibilidade Interna (IPA-OG-DI) avançou 1,57%, abaixo da valorização de 3,62% observada no IPPA/CEPEA.

No mercado internacional, os preços dos alimentos em dólares subiram 1,48% em setembro. Entretanto, a valorização de 0,16% do real frente à moeda norte-americana reduziu o impacto desse movimento no mercado brasileiro. Com isso, os preços internacionais dos alimentos convertidos em reais registraram aumento de 1,31%.

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Preços agropecuários acumulam queda em 2026

Apesar da recuperação registrada em setembro, os preços recebidos pelos produtores ainda apresentam retração na comparação anual.

Entre janeiro e setembro de 2026, o IPPA/CEPEA acumulou queda de 6,56% em relação ao mesmo período de 2025. Todos os grupos analisados apresentaram variações negativas, com destaque para cana-de-açúcar e café, que registraram a maior retração, de 20,90%.

Os hortifrutícolas acumularam queda de 8,58%, enquanto os grãos apresentaram recuo de 3,49%. Na pecuária, a redução foi de 2,54% na mesma base de comparação.

O desempenho contrasta com o comportamento dos preços industriais, que registraram alta de 1,24% no período, segundo o IPA-OG-DI.

No cenário internacional, os preços dos alimentos acumularam queda de 8,39% quando convertidos em reais, apesar da leve valorização de 0,75% em dólares.

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Essa diferença está relacionada ao comportamento do câmbio. Na comparação entre janeiro e setembro de 2026 e o mesmo intervalo do ano anterior, o real apresentou valorização de 8,96% frente ao dólar, contribuindo para reduzir os preços internacionais dos alimentos quando expressos na moeda brasileira.

Assim, embora setembro tenha sido marcado pela recuperação das cotações agropecuárias, especialmente dos grãos, o balanço dos nove primeiros meses do ano ainda aponta preços inferiores aos registrados em 2025.

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Sustentabilidade

Colheita da canola avança no RS marcada por perdas de qualidade e custos de secagem – MAIS SOJA

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As lavouras de canola estão predominantemente em maturação e colheita. O encerramento do ciclo em um período de excesso de precipitações e de elevada umidade impactou negativamente as operações de colheita, aumentando os riscos de germinação dos grãos ainda nas síliquas e os custos de secagem.

Há diferenças expressivas entre lavouras e municípios, relacionadas às condições ambientais, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Em algumas áreas severamente
atingidas, a produtividade projetada pode não compensar os custos de colheita, enquanto outras mantêm rendimentos próximos das expectativas iniciais.

A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média projetada em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o início de um período sem chuvas permitiu a realização dos trabalhos de colheita em pequenas áreas em Itaqui, Maçambará, Manoel Viana, Itacurubi e São Gabriel. Em São Borja, 5% dos 13.500 hectares cultivados já foram colhidos, com produtividades apresentando variação significativa.

Essas diferenças estão relacionadas às condições meteorológicas ao longo do ciclo, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Como 75% das lavouras do município estão em fase de maturação, há grande apreensão devido à previsão de precipitações volumosas para os próximos dias, o que eleva os riscos de perdas por debulha natural e redução da qualidade dos grãos. Em Manoel Viana, pequenas áreas colhidas apresentaram rendimento dentro das expectativas iniciais.

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Na de Erechim, 65% dos cultivos se encontram em fase de formação de síliquas e em enchimento de grãos, e 35% já foram colhidos. Na de Frederico Westphalen, estão 10% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 50% colhidos. Na de Ijuí, a colheita alcança 16% da área e está sendo realizada com teor de umidade muito acima do adequado a fim de evitar o aumento de perdas por debulha e por germinação de sementes nas síliquas.

Em Tenente Portela, onde há uma pequena área plantada como primeira experiência dos produtores com a cultura, a colheita foi concluída. O rendimento das lavouras ficou abaixo do esperado, variando entre 1.140 a 1.620 kg/ha. Porém, apesar das condições climáticas adversas, os produtores avaliaram positivamente a cultura em comparação ao trigo. Nos demais municípios com área mais expressiva, a colheita está apenas se iniciando.

Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem em formação de síliquas e enchimento de grãos (10%), maturação de colheita (40%) e colhidas (50%). Na de Santa Rosa, os cultivos se distribuem nas fases de enchimento de grãos (11%), maduros(54%) e colhidos(35%). Nas regiões mais atingidas pela ocorrência de granizo, além da deiscência das síliquas maduras, observaram-se danos severos nos caules e nos ramos das plantas, comprometendo as síliquas mais verdes que não haviam sido atingidas diretamente. Os produtores avaliam que parte das áreas não possui viabilidade econômica para a realização da colheita, uma vez que a produtividade não cobrirá os custos da operação. Em lavouras com síliquas intactas, a colheita será realizada para mitigar prejuízos e fracionar a palha da cultura, favorecendo a operação de semeadura do próximo cultivo.

Na de Soledade, 10% das lavouras se encontram em enchimento de grãos, 30% em maturação fisiológica, 40% em maturação de colheita e 20% colhidas. A rápida evolução dos estádios finais de desenvolvimento se deve ao uso da dessecação para acelerar e uniformizar a maturação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Na região de Ijuí, o preço médio praticado é de R$ 141,00, com variação entre R$ 135,00 e R$ 150,00. Em Santa Rosa, a cotação média praticada foi R$ 144,53. O preço praticado em Bagé e Dom Pedrito é de R$ 143,00.

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Fonte: Emater/RS



 

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