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10 de julho de 2026

Business

Plantio de trigo começa no Rio Grande do Sul com área ainda indefinida

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A semeadura do trigo começou de forma incipiente no Rio Grande do Sul, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para os principais materiais usados no estado. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a definição da área da safra 2026 ainda está em levantamento, em um cenário marcado por cautela dos produtores.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a decisão de plantio é influenciada por custos de produção elevados, maior restrição ao crédito rural, limitações na cobertura securitária e pela perspectiva de maior risco climático, diante da possível atuação do El Niño durante o inverno e a primavera. A combinação desses fatores tem levado produtores a revisar o tamanho da área e também o nível tecnológico empregado nas lavouras.

Há tendência de redução da área cultivada com trigo no estado, associada à menor expectativa de rentabilidade e à substituição por alternativas de inverno, como canola, plantas de cobertura e sistemas com milho do cedo seguido de soja safrinha. A assistência técnica também observa aumento no uso de sementes próprias e menor demanda por sementes fiscalizadas.

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Na safra 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção de 3.458.083 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números de 2026 ainda não foram consolidados.

Entre as demais culturas de inverno, a aveia-branca avança com expectativa de manutenção de área. Em 2025, foram 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 quilos por hectare. A canola apresenta tendência de expansão e somou 174.394 hectares no último ciclo, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare. Já a cevada tem perspectiva de retração, mesmo com contratos da indústria cervejeira, porque chuvas mais frequentes podem comprometer calibre, sanidade e qualidade industrial do grão.

O início do plantio dentro da janela do Zarc organiza o calendário da safra de inverno, mas a definição efetiva de área no trigo dependerá do avanço das condições de crédito, seguro e do comportamento climático nas próximas semanas. Até a conclusão dos levantamentos da Emater/RS-Ascar, não há base fechada para projetar o tamanho final da safra gaúcha de 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT acompanha vistoria técnica às obras de duplicação da BR-163

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Comitiva percorreu as principais frentes de trabalho da duplicação da BR-163, acompanhando o andamento das obras e os investimentos na principal rota de escoamento da produção mato-grossense

A Associação dos Produtores de Soja e Milho Mato Grosso (Aprosoja MT) participou, nos dias 8 e 9 de julho, de uma vistoria técnica às obras de duplicação da BR-163, promovida pela concessionária Nova Rota do Oeste. A agenda contou com a presença do presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, que acompanhou de perto o andamento das intervenções e a estrutura utilizada para a execução das obras, além da equipe técnica da Comissão de Logística da entidade.

A programação teve início em Cuiabá, onde a comitiva conheceu o Laboratório de Pavimentos da Nova Rota do Oeste, responsável pelo controle tecnológico dos materiais empregados na rodovia. Na sequência, os participantes visitaram a Torre de Controle de Obras, onde foram apresentados os sistemas de monitoramento, planejamento e gestão das frentes de trabalho ao longo da BR-163.

Após as visitas técnicas na capital, a caravana seguiu para Nova Mutum. No município, o grupo conheceu as usinas gravimétricas responsáveis pela produção dos insumos utilizados na pavimentação e também visitou a praça de pedágio, onde foram apresentados os processos operacionais e de atendimento aos usuários da rodovia. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que a participação da Aprosoja Mato Grosso na vistoria técnica reforça o compromisso da entidade em acompanhar de perto uma obra considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do estado.  Segundo ele, além de integrar o Conselho de Administração da concessionária, a associação busca contribuir para que as intervenções atendam às necessidades do setor produtivo e da sociedade mato-grossense.

“A BR-163 é o principal corredor de escoamento de grãos de Mato Grosso e um dos mais importantes do país. Como integrantes do Conselho de Administração, temos a responsabilidade de acompanhar de perto o andamento das obras e levar as demandas dos produtores rurais. Queremos garantir que esse investimento resulte em uma rodovia de qualidade, com mais segurança, fluidez no tráfego e melhores condições logísticas, beneficiando não apenas o agro, mas toda a população mato-grossense”, ressalta ele.

Lucas Costa Beber também salientou que, além dos ganhos logísticos, a duplicação da BR-163 representa um avanço importante para a segurança viária. De acordo com o presidente da Aprosoja MT, a redução de acidentes é um dos principais benefícios da obra, que deve proporcionar mais proteção aos produtores, motoristas e demais usuários da rodovia.

“A segurança é uma das nossas maiores preocupações. Ao longo dos anos, perdemos amigos, produtores, motoristas e muitos outros cidadãos em acidentes na BR-163. Felizmente, esse cenário vem mudando, e uma rodovia de qualidade é fundamental para preservar vidas. É importante ver que as obras estão sendo executadas com essa preocupação, priorizando a segurança de quem utiliza essa estrada todos os dias”, completou.

No segundo e último dia da vistoria técnica, a comitiva acompanhou outras frentes de trabalho ao longo da BR-163. A programação incluiu uma visita às obras da ponte sobre o Rio Teles Pires, seguida pela vistoria da execução das camadas de sub-base e base da rodovia, etapas fundamentais para a estrutura do pavimento. Nesse trecho, os participantes conheceram um segmento que registra o melhor Índice Internacional de Irregularidade (IRI) do Brasil, indicador utilizado para medir a qualidade do pavimento e o nível de conforto e regularidade da rodovia.

A agenda também passou pelo canteiro de obras localizado no km 767 da BR-163, onde foi apresentado o andamento das atividades e a logística empregada na execução dos serviços. A vistoria foi encerrada com uma visita ao viaduto do km 831, em Sinop, uma das estruturas que integram o projeto de duplicação da rodovia. O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchôa, ressaltou que a vistoria técnica teve como objetivo apresentar, de forma transparente, todas as etapas envolvidas na execução das obras de duplicação da BR-163, desde a produção dos materiais até a construção das estruturas de maior complexidade.

Segundo ele, a iniciativa permite que representantes da sociedade acompanhem de perto os processos construtivos e os rigorosos controles de qualidade adotados pela concessionária. “Durante esses dois dias de vistoria, mostramos todo o processo de produção e controle de qualidade das camadas de pavimento e, neste segundo dia, apresentamos a maior obra de arte do Trecho Norte, que é a ponte sobre o Rio Teles Pires. Nossa intenção é dar transparência às obras, detalhando cada etapa da execução e os controles de qualidade realizados, para que representantes da sociedade e autoridades possam acompanhar de perto o trabalho que está sendo desenvolvido na duplicação da BR-163”, explica Luciano.

A duplicação da BR-163 representa um dos principais investimentos em infraestrutura de Mato Grosso, contribuindo para aumentar a segurança viária, melhorar o escoamento da produção e garantir mais eficiência à principal rodovia logística do estado.

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Agro Mato Grosso

Bayer capta 3 bilhões de euros com aporte da Apollo

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Gestora terá participação minoritária no negócio de contraceptivos de longa duração

A Bayer firmou acordo com a gestora global Apollo para receber 3 bilhões de euros em capital próprio. A operação busca fortalecer a estrutura de capital do grupo e ampliar sua flexibilidade financeira.

Fundos e afiliadas administrados pela Apollo adquirirão uma participação minoritária, sem poder de controle, em uma nova empresa. A entidade reunirá o negócio de contraceptivos reversíveis de longa duração da Bayer, conhecido pela sigla LARC.

A Bayer manterá a participação majoritária e o controle operacional integral. O investimento não provocará mudanças na estratégia nem nas atividades do negócio. A operação continuará vinculada à divisão farmacêutica e permanecerá consolidada nas demonstrações financeiras do grupo.

Segundo a diretora financeira da Bayer, Judith Hartmann, a transação oferece uma solução de financiamento capaz de preservar o controle sobre uma área central da divisão farmacêutica. Os recursos também apoiarão a gestão de maiores necessidades de liquidez em 2026, relacionadas ao vencimento de títulos e a processos judiciais.

A conclusão da operação deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. O fechamento depende da aprovação de autoridades antitruste e do cumprimento de condições usuais.

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Business

Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

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O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 28.361 vagões na semana encerrada em 27 de junho, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou 1% acima da semana anterior, 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 33% superior à média dos últimos três anos.

Os dados do USDA mostram avanço no fluxo ferroviário de grãos, em um quadro de movimentação também acompanhada por outros modais de transporte.

No transporte por barcaças, o volume totalizou 554.300 toneladas na semana encerrada em 4 de julho. O resultado representa queda de 5% em relação à semana anterior e recuo de 29% na comparação com igual período do ano passado.

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Ainda nesse modal, 375 barcaças desceram o rio no período, número 21 unidades inferior ao da semana anterior. Ao mesmo tempo, 616 embarcações com grãos foram descarregadas na região de Nova Orleans, com alta de 7% frente à semana anterior.

Nos terminais do Golfo dos Estados Unidos, 32 navios graneleiros foram carregados na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou 23% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado.

Para os dez dias seguintes, a partir de 3 de julho, a expectativa era de carregamento de 39 navios. O número representa aumento de 5% na comparação anual.

O relatório reúne movimentos distintos no escoamento de grãos nos Estados Unidos, com leve alta no transporte ferroviário, retração no volume por barcaças e aumento nos embarques marítimos pelo Golfo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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