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22 de maio de 2026

Business

Plantio de trigo começa no Rio Grande do Sul com área ainda indefinida

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A semeadura do trigo começou de forma incipiente no Rio Grande do Sul, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para os principais materiais usados no estado. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a definição da área da safra 2026 ainda está em levantamento, em um cenário marcado por cautela dos produtores.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a decisão de plantio é influenciada por custos de produção elevados, maior restrição ao crédito rural, limitações na cobertura securitária e pela perspectiva de maior risco climático, diante da possível atuação do El Niño durante o inverno e a primavera. A combinação desses fatores tem levado produtores a revisar o tamanho da área e também o nível tecnológico empregado nas lavouras.

Há tendência de redução da área cultivada com trigo no estado, associada à menor expectativa de rentabilidade e à substituição por alternativas de inverno, como canola, plantas de cobertura e sistemas com milho do cedo seguido de soja safrinha. A assistência técnica também observa aumento no uso de sementes próprias e menor demanda por sementes fiscalizadas.

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Na safra 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 quilos por hectare e produção de 3.458.083 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números de 2026 ainda não foram consolidados.

Entre as demais culturas de inverno, a aveia-branca avança com expectativa de manutenção de área. Em 2025, foram 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 quilos por hectare. A canola apresenta tendência de expansão e somou 174.394 hectares no último ciclo, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare. Já a cevada tem perspectiva de retração, mesmo com contratos da indústria cervejeira, porque chuvas mais frequentes podem comprometer calibre, sanidade e qualidade industrial do grão.

O início do plantio dentro da janela do Zarc organiza o calendário da safra de inverno, mas a definição efetiva de área no trigo dependerá do avanço das condições de crédito, seguro e do comportamento climático nas próximas semanas. Até a conclusão dos levantamentos da Emater/RS-Ascar, não há base fechada para projetar o tamanho final da safra gaúcha de 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

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Foto: Freepik

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.

As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.

Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.

Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.

O tempo em agosto

Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.

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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

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Foto: Pixabay

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.

Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.

Queda nas cotações

O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.

No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.

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Oferta maior pressiona mercado

Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.

A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.

“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.

Clima segue no radar

O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.

“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.

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Agro Mato Grosso

STF valida lei e dá sinal verde para a Ferrogrão arrancar de Sinop rumo a Miritituba no Pará

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Plenário do Supremo Tribunal Federal decide por 9 a 1 destravar os estudos e a implantação da ferrovia EF-170 no Arco Norte

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Agro MT