Agro Mato Grosso
Aprosoja MT acompanha vistoria técnica às obras de duplicação da BR-163

Comitiva percorreu as principais frentes de trabalho da duplicação da BR-163, acompanhando o andamento das obras e os investimentos na principal rota de escoamento da produção mato-grossense
A Associação dos Produtores de Soja e Milho Mato Grosso (Aprosoja MT) participou, nos dias 8 e 9 de julho, de uma vistoria técnica às obras de duplicação da BR-163, promovida pela concessionária Nova Rota do Oeste. A agenda contou com a presença do presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, que acompanhou de perto o andamento das intervenções e a estrutura utilizada para a execução das obras, além da equipe técnica da Comissão de Logística da entidade.
A programação teve início em Cuiabá, onde a comitiva conheceu o Laboratório de Pavimentos da Nova Rota do Oeste, responsável pelo controle tecnológico dos materiais empregados na rodovia. Na sequência, os participantes visitaram a Torre de Controle de Obras, onde foram apresentados os sistemas de monitoramento, planejamento e gestão das frentes de trabalho ao longo da BR-163.
Após as visitas técnicas na capital, a caravana seguiu para Nova Mutum. No município, o grupo conheceu as usinas gravimétricas responsáveis pela produção dos insumos utilizados na pavimentação e também visitou a praça de pedágio, onde foram apresentados os processos operacionais e de atendimento aos usuários da rodovia. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou que a participação da Aprosoja Mato Grosso na vistoria técnica reforça o compromisso da entidade em acompanhar de perto uma obra considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do estado. Segundo ele, além de integrar o Conselho de Administração da concessionária, a associação busca contribuir para que as intervenções atendam às necessidades do setor produtivo e da sociedade mato-grossense.
“A BR-163 é o principal corredor de escoamento de grãos de Mato Grosso e um dos mais importantes do país. Como integrantes do Conselho de Administração, temos a responsabilidade de acompanhar de perto o andamento das obras e levar as demandas dos produtores rurais. Queremos garantir que esse investimento resulte em uma rodovia de qualidade, com mais segurança, fluidez no tráfego e melhores condições logísticas, beneficiando não apenas o agro, mas toda a população mato-grossense”, ressalta ele.
Lucas Costa Beber também salientou que, além dos ganhos logísticos, a duplicação da BR-163 representa um avanço importante para a segurança viária. De acordo com o presidente da Aprosoja MT, a redução de acidentes é um dos principais benefícios da obra, que deve proporcionar mais proteção aos produtores, motoristas e demais usuários da rodovia.
“A segurança é uma das nossas maiores preocupações. Ao longo dos anos, perdemos amigos, produtores, motoristas e muitos outros cidadãos em acidentes na BR-163. Felizmente, esse cenário vem mudando, e uma rodovia de qualidade é fundamental para preservar vidas. É importante ver que as obras estão sendo executadas com essa preocupação, priorizando a segurança de quem utiliza essa estrada todos os dias”, completou.
No segundo e último dia da vistoria técnica, a comitiva acompanhou outras frentes de trabalho ao longo da BR-163. A programação incluiu uma visita às obras da ponte sobre o Rio Teles Pires, seguida pela vistoria da execução das camadas de sub-base e base da rodovia, etapas fundamentais para a estrutura do pavimento. Nesse trecho, os participantes conheceram um segmento que registra o melhor Índice Internacional de Irregularidade (IRI) do Brasil, indicador utilizado para medir a qualidade do pavimento e o nível de conforto e regularidade da rodovia.
A agenda também passou pelo canteiro de obras localizado no km 767 da BR-163, onde foi apresentado o andamento das atividades e a logística empregada na execução dos serviços. A vistoria foi encerrada com uma visita ao viaduto do km 831, em Sinop, uma das estruturas que integram o projeto de duplicação da rodovia. O diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchôa, ressaltou que a vistoria técnica teve como objetivo apresentar, de forma transparente, todas as etapas envolvidas na execução das obras de duplicação da BR-163, desde a produção dos materiais até a construção das estruturas de maior complexidade.
Segundo ele, a iniciativa permite que representantes da sociedade acompanhem de perto os processos construtivos e os rigorosos controles de qualidade adotados pela concessionária. “Durante esses dois dias de vistoria, mostramos todo o processo de produção e controle de qualidade das camadas de pavimento e, neste segundo dia, apresentamos a maior obra de arte do Trecho Norte, que é a ponte sobre o Rio Teles Pires. Nossa intenção é dar transparência às obras, detalhando cada etapa da execução e os controles de qualidade realizados, para que representantes da sociedade e autoridades possam acompanhar de perto o trabalho que está sendo desenvolvido na duplicação da BR-163”, explica Luciano.
A duplicação da BR-163 representa um dos principais investimentos em infraestrutura de Mato Grosso, contribuindo para aumentar a segurança viária, melhorar o escoamento da produção e garantir mais eficiência à principal rodovia logística do estado.
Agro Mato Grosso
Dia Internacional da Mulher Rural: Mulheres do campo transformam legado para novas gerações

Aprosoja MT destaca trajetória de mulheres que ajudaram a abrir espaço para novas gerações na agricultura
Mulheres vão e vêm todos os dias nas lavouras do Brasil, pilotando maquinários, analisando o plantio e a colheita, fazendo pagamentos e todos os trabalhos administrativos de uma propriedade. Muitas delas se inspiraram nas mães ou até tiveram que ser as primeiras mulheres da família a comandar toda a empresa, mas tudo foi possível por causa das mulheres corajosas que iniciaram os trabalhos. Neste dia 15 de outubro, se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural, e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça o compromisso com todas as que já foram, que estão trabalhando e as que ainda se tornarão profissionais do campo.
Para ter hoje muitas mulheres inseridas na agricultura, foi preciso que muitas outras tivessem a coragem de iniciar, como contou a delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Cervo Stefanello. Ela explicou que, no início, ficou preocupada em cursar Engenharia Agronômica por ser, na época, uma área predominantemente masculina.
“Quando eu decidi fazer a agronomia, eu sempre tive a vontade de ajudar o pai na lavoura. E sempre tive muito medo de como seria uma mulher em um meio tão masculino como a agricultura. E daí eu descobri que a agricultura, ela não tem preferência por masculino ou feminino, ela tem preferência por apaixonados. E quando eu me vi apaixonada pela lavoura, eu consegui entender que a gente, quando gosta de algo, a gente consegue fazer cem por cento”, afirmou.
A história escrita por ela na agricultura não começou há 30 anos, quando se formou, começou antes mesmo de ela nascer. Andreia contou que a família saiu da Itália nos anos de 1800 e, ao chegar ao Brasil, continuaram as atividades na lavoura, assim como já faziam. Foram longos anos vivendo da terra e aprimorando as técnicas, para chegar aos tempos de hoje.
Apaixonada pelo processo do plantio e dos cuidados com a lavoura, Stefanello afirma que fica muito feliz ao ver os resultados de cada decisão que ela toma no escritório se refletindo no campo. Esse esforço também mostra como o papel da mulher está nos mínimos detalhes e no resultado da safra.
“Você olha um plantio agora, você entende que aquela semente é uma sementinha que você está plantando para colher um fruto que vai representar todo o teu esforço dentro de um período. E quando eu penso nisso, eu penso também em tantas outras mulheres, mulheres que têm suas próprias histórias, próprias famílias, seus próprios desafios. Mulheres que todos os dias elas estão ali, fazendo parte das decisões, dos planejamentos, cuidando, produzindo, ajudando o campo a seguir em frente. Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, disse.
O Dia Internacional da Mulher Rural é uma data para relembrar as pioneiras de cada família que foram corajosas em continuar as atividades no campo, para homenagear as que estão atualmente trabalhando no campo e para incentivar que outras meninas e mulheres sigam seus sonhos. Nenhum presente se constrói sem a presença das mulheres do passado.
“Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, finalizou Andreia.
Entre gerações, a coragem de ocupar espaços e seguir trabalhando no campo mantém viva uma história construída por muitas mulheres. São trajetórias que ajudam a transformar a agricultura e mostram que, no campo, o futuro também é construído pelas mãos femininas.
Agro Mato Grosso
Mercado de defensivos para algodão em MT cresce 14% safra 25/26

Levantamento da Kynetec aponta movimentação recorde de R$ 8,217 bilhões
A movimentação de defensivos agrícolas para algodão registrou recorde na safra 2025/26, atingindo R$ 8,217 bilhões, ante R$ 7,190 bilhões da temporada anterior (+14%). Na moeda americana, em virtude do câmbio, houve alta de 10% no período, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (14/10) no estudo FarmTrak Algodão, da Kynetec.
De acordo com o especialista em pesquisas da empresa, Felipe Lopes Abelha, dois fatores principais tracionaram os agroquímicos no algodão: o número de tratamentos e o custo dos tratamentos. O primeiro passou da média de 95, em 2024/25, para 107, com variação positiva de 13%. Já o preço médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.
Conforme Abelha, o indicador PAT ou área potencial tratada, correspondente à soma de todos os tratamentos realizados pelos produtores na safra, alcançou a marca de 209,07 milhões de hectares em 2025/26, contra 196,31 milhões de hectares do ciclo passado, uma elevação de 6%.
Inseticidas seguem na liderança

Entre as categorias de produtos, destaca o executivo, os inseticidas seguiram na dianteira do mercado. Ocuparam 50% do total ou R$ 4,119 bilhões, salto de 14% na comparação a 2024/25 (R$ 3,606 bilhões). Ganharam ainda 2% em representatividade em área tratada, para 87.657 milhões de hectares.
Segundo Abelha, os inseticidas aplicados visaram, sobretudo, o controle do bicudo do algodoeiro e de lagartas. O bicudo demandou a média de 18 tratamentos por propriedade, ao custo da ordem de R$ 2 bilhões. As lagartas equivaleram a R$ 928 milhões, 15% acima da safra 2024/25 (R$ 795 milhões). “O segmento de lagartas, conhecidas por ‘pragas de sistema’, que provocam impactos desfavoráveis crescentes à produção, está em franca expansão”, salienta Abelha.
Segunda categoria no ranking de agroquímicos do algodão, a dos fungicidas registrou o maior crescimento proporcional, de 19%, para R$ 1,98 bilhão ou 24% do total do mercado, face a R$ 1,617 bilhão de 2024/25. Esse segmento, acrescenta Abelha, recebeu impulso representativo dos chamados produtos ‘premium’.
Herbicidas, na terceira posição, apresentaram elevação de 6,3%, perfazendo R$ 1,143 bilhão ou 14% do montante total do mercado, ante R$ 1,075 bilhão de 2024/25.
Somados, nematicidas, produtos para tratamento de sementes e outros obtiveram 12% de participação ou R$ 986 milhões.
Estudo representa 97% da área culutivada no país
Segundo a Kynetec, o levantamento FarmTrak Algodão 2025/26 percorreu quase 270 propriedades e teve origem em entrevistas presenciais com produtores em toda a fronteira agrícola da cultura. A cobertura da pesquisa representa 97% da área cultivada no país, de 1,952 milhão de hectares. Das regiões abrangidas, Felipe Abelha destaca a constatação de uma queda de 8% no plantio de algodão no estado de Mato Grosso, de 1,502 milhão de hectares para 1,376 milhão de hectares.
Agro Mato Grosso
Etanol de milho: MT projeta crescimento de 18,67% na produção

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