Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa de reunião para mitigação dos impactos do fenômeno El Niño

Reuniões como essa reforçam a importância da atuação conjunta para ampliar a capacidade de prevenção e resposta diante dos desafios climáticos extremos
Na última quarta-feira (08.07), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participou da reunião de alinhamento da Cooperação Interinstitucional para Mitigação dos Impactos do Fenômeno El Niño, realizada no Palácio da Justiça, em Cuiabá. O encontro reuniu instituições públicas e entidades parceiras para discutir estratégias de atuação integrada diante dos possíveis impactos climáticos previstos para os próximos meses.
Durante a reunião, foram debatidas as projeções climáticas para o segundo semestre de 2026 e início de 2027, os possíveis reflexos do fenômeno El Niño para a população, os recursos hídricos, a ocorrência de incêndios florestais, a infraestrutura e outros setores estratégicos do estado, além da definição de ações preventivas e do fortalecimento da cooperação entre os órgãos envolvidos.
O coronel do Corpo de Bombeiros e secretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso, Marcelo Augusto Reveles Carvalho, destacou que a mobilização entre instituições e autoridades é fundamental para antecipar ações de prevenção e fortalecer a capacidade de resposta do Estado diante dos possíveis impactos do fenômeno. Segundo ele, a iniciativa do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), José Zuquim Nogueira, reforça o compromisso do Poder Judiciário com a construção de estratégias integradas voltadas à proteção da população.
“A importância deste evento está justamente em alertar as instituições, a população e o poder público sobre a necessidade de adotar medidas preventivas e mitigatórias desde já, reduzindo os impactos que o El Niño pode causar nas comunidades. Entre essas ações estão a preservação dos cursos d’água, o planejamento para evitar crises hídricas e a avaliação da capacidade de atendimento das unidades de saúde, caso haja aumento de ocorrências relacionadas a problemas respiratórios ou às ondas de calor. Por isso, essa iniciativa do TJMT de trazer esse debate para dentro da instituição é extremamente relevante e contribui para que todos estejam mais preparados para enfrentar os desafios que podem surgir”, salientou o Cel BM Marcelo Carvalho.
Estiveram presentes representantes do Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso, além de órgãos estaduais, instituições de pesquisa, juízes diretores dos foros e os juízes das varas ambientais, entidades do setor produtivo e demais organizações.
De acordo com o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja MT, Nathan Belusso, a participação da entidade reforçou a importância de integrar o setor produtivo às discussões sobre prevenção e gestão de riscos climáticos, contribuindo com informações e experiências do campo para a construção de medidas que minimizem os impactos sobre a agricultura e a população mato-grossense.
“A criação de um grupo de cooperação interinstitucional é extremamente importante para avaliar e antecipar os possíveis impactos desse fenômeno. Mato Grosso tem mais de 50% da sua economia ligada, direta ou indiretamente, ao agronegócio, especialmente à agricultura e à pecuária. Assim, um evento climático dessa magnitude pode comprometer a produção e, consequentemente, gerar reflexos em toda a economia do estado. A participação da Aprosoja Mato Grosso nesse grupo de trabalho é fundamental justamente para levar às instituições, especialmente aos órgãos públicos, a realidade vivida pelo produtor rural. A entidade, por estar em contato direto com os produtores rurais, conhece essa realidade e pode contribuir de forma efetiva com informações técnicas e experiências de campo, auxiliando na construção de medidas que minimizem os impactos negativos que esse fenômeno poderá causar”, reforçou.
Reuniões como essa reforçam a importância da atuação conjunta entre poder público, setor produtivo e instituições parceiras para ampliar a capacidade de prevenção, resposta diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos para reduzir os impactos econômicos, sociais e ambientais causados pelo fenômeno El Niño.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).
Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.
“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.
Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.
Rei do Rio
Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.
Lei do Transporte Zero
Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.
- Cachara
- Caparari
- Dourado
- Jaú
- Matrinchã
- Pintado/Surubin
- Piraíba
- Piraputanga
- Pirara
- Pirarucu
- Trairão
- Tucunaré
🎣 Quem pode pescar?
- Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
- Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
VIDEO:
Ver essa foto no Instagram
Agro Mato Grosso
Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.
A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.
A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.
Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.
É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.
Agro Mato Grosso
Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

Segundo estimativa calculada pelo professor Maicon Marinho Vieira Araújo, da UFMT, a projeção para a safra 2025/26 de soja em Mato Grosso geraria uma fila de caminhões com cerca de 31 mil km.
A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso, a maior produção de soja da história, seria de capaz encher 1 milhão de cargas de caminhão e dar cerca de sete voltas no país, conforme cálculo feito pelo professor de Engenharia Agrícola Maicon Marinho Vieira Araújo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). (entenda os números abaixo).
O estado produziu cerca de 51,6 milhões de toneladas e manteve a liderança nacional de produção da oleaginosa, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Maicon apresentou como os números da produção de soja em Mato Grosso podem ser convertidos em uma dimensão logística de forma hipotética.
“Se considerarmos as 51,6 milhões de toneladas de soja produzidas em Mato Grosso distribuídas em caminhões com cargas de até 50 toneladas, seriam necessárias pouco mais de 1 milhão de viagens para o transporte desse volume”, calculou.
Segundo ele, a conversão pode ser representada em uma divisão simples.
- 51,6 toneladas ÷ 50 toneladas = 1.032.000 km
🚚 A volta ao Brasil
O professor destacou que caminhões com carga de até 30 metros de comprimento, se enfileirados, gerariam uma fila única com cerca de 31 mil quilômetros de extensão. Ele também considerou para a esquematização a distância de norte a sul do Brasil, de 4.394 km.
Na prática, usamos a fórmula para representar a extensão de uma fila única de cargas de caminhão capaz de gerar uma distância suficiente para atravessar o país de norte a sul em sete vezes”, detalhou.
- 1.032.000 × 30 m = 30.960.000 m
- 30.960 ÷ 4.394 = 7, 05 voltas

Produção da safra de soja em MT foi estimada em mais de 51,6 milhões de toneladas
🌾 Destaque de produção
A safra 2025/26 de 51,56 milhões de toneladas representou papel de destaque para Mato Grosso na produção brasileira de soja. Segundo a coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, esse número é responsável por 28,57% da produção nacional.
“O volume reforça a importância de Mato Grosso para o cenário brasileiro, que atualmente, é o maior produtor mundial de soja”, ressaltou.
Ela ressaltou que, no mercado externo, a relevância do estado é ainda maior. Mato Grosso é responsável por 34% das exportações brasileiras de soja, com cerca de 28 milhões de toneladas embarcadas e reafirma a posição do país como um gigante exportador.
Entre janeiro e julho de 2026, o estado respondeu por 34% das exportações do Brasil. A China foi o principal destino, com 17 milhões de toneladas. Ou seja, além de liderar a produção nacional, Mato Grosso também exerceu papel estratégico no abastecimento do mercado de soja global.
🌀 Super El Niño apresenta riscos à safra
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou, em junho, a previsão de permanência do fenômeno El Niño até o início de 2027. Com possibilidade de chuvas irregulares, temperaturas elevadas e menor umidade do solo, os custos maiores e as condições climáticas adversas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.
De acordo com dados do Imea para a projeção da safra de soja 2026/27, a produção de soja do estado deve recuar 5,43% em relação à safra anterior, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão de riscos por parte dos produtores.
Veja a tabela de projeção da produção de soja em Mato Grosso para as safras 2025/26 e 2026/27.
Tabela de comparação da safra de soja em MT
| Safra | Estimativa de Produção | Estado/Âmbito |
| Safra 25/26 | 51,6 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
| Safra 26/27 | 48,8 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
*Sob supervisão de Kessillen Lopes
Featured24 horas agoSem Lula, Flávio e Zema, debate da Band perde três candidatos antes mesmo de começar
Business9 horas agoPro Farmer estima safra menor de milho e maior de soja nos EUA ante o USDA
Sustentabilidade8 horas agoChicago perde força e deve manter comercialização de soja contida – MAIS SOJA
Sustentabilidade9 horas agoMILHO/CEPEA: Retração vendedora e cenário externo sustentam preços – MAIS SOJA
Business11 horas agoSoja: demanda firme leva preços aos maiores patamares desde abril de 2023
Business6 horas agoAvanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea
Featured11 horas agoWilson Santos percorre Avenida das Torres e é reconhecido por obra que transformou Cuiabá
Sustentabilidade5 horas agoInspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

















