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BNDES recebe inscrições para projetos de bioinsumos até 31 de agosto

As inscrições para o segundo ciclo do BNDES Bioinsumos seguem abertas até 31 de agosto. A chamada de projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar a produção de bioinsumos por cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa é voltada à ampliação do acesso a tecnologias sustentáveis no campo.
O programa tem como objetivo fomentar a produção de insumos de origem biológica para uso próprio pela agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis. Lançada em 2025, a iniciativa também foi estruturada para ampliar a autonomia dos agricultores no acesso a esses produtos, contribuir para a redução de custos de produção e incentivar práticas mais sustentáveis.
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, os bioinsumos podem incluir microrganismos, predadores naturais de pragas e extratos vegetais que contribuam para o crescimento e a saúde dos sistemas agrícolas. De acordo com a executiva, o uso desses insumos está associado a práticas agrícolas mais sustentáveis e à segurança alimentar.
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Os projetos devem ser apresentados por organizações sem fins lucrativos, individualmente ou em parceria, por meio do Portal do Cliente. Os beneficiários finais são cooperativas e associações da agricultura familiar que atuam de forma coletiva na produção, agregação de valor e comercialização de alimentos. O valor mínimo total de cada projeto é de R$ 5 milhões.
Os recursos poderão ser destinados à implantação ou estruturação de unidades de produção industriais ou semi-industriais de bioinsumos para uso próprio, com uso de processos de biotecnologia. Entre as categorias apoiáveis estão inoculantes e bioestimulantes produzidos a partir de microrganismos, microrganismos para controle de pragas, insetos para controle biológico e diferentes tipos de biofertilizantes.
Nesta segunda-feira (24), Tereza Campello visitou a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ). A unidade abriga a maior coleção da empresa pública voltada ao desenvolvimento de bioinsumos. A visita ocorreu em meio às discussões para formalizar o apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) à iniciativa.
O orçamento total do BNDES Bioinsumos é de até R$ 60 milhões. Além dos R$ 40 milhões disponíveis na chamada atual, outros R$ 20 milhões foram destinados ao primeiro ciclo, encerrado em novembro de 2025. Na etapa anterior, quatro projetos foram selecionados e estão em avaliação pelo BNDES antes da aprovação e contratação.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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Dúvidas sobre a safra real de milho dos EUA e potencial da Argentina definirão os preços

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com uma alta expressiva de 5,23%. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência também subiu, fechando a R$ 71,30 por saca, incremento de 1,57% no período.
Já nn mercado físico, na região do Norte de Mato Grosso, as cotações encerraram os últimos dias com referência de R$ 44,91 por saca.
E agora, o que esperar do mercado?
O relatório de inteligência de mercado da Grão Direto, o Grainsights, traz perspectivas sobre o mercado do milho para o produtor ficar de olho. Confira:
- Safra real: o mercado passará os próximos dias tentando descobrir se a safra norte americana será gigante, como projeta o USDA, ou decepcionante, como aponta a Pro Farmer. “A diferença de quase 700 milhões de bushels (aproximadamente 17,8 milhões de toneladas) entre as estimativas amplia a incerteza e deve manter as cotações ‘nervosas’, enquanto os investidores buscam, nos primeiros resultados de campo e nos dados de produtividade, evidências concretas para definir qual cenário está mais próximo da realidade”, destaca.
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- Risco climático e velocidade de maturação: mesmo com a polinização já encerrada, o clima continua sendo decisivo para o potencial final da safra norte-americana. O Grainsights aponta que chuvas excessivas e tempestades no leste do Meio-Oeste podem derrubar plantas, comprometer o enchimento dos grãos e aumentar os riscos de doenças e problemas de qualidade antes da colheita. “Ao mesmo tempo, o mercado estará atento à velocidade de maturação: calor persistente pode acelerar a secagem e encurtar o período de enchimento, resultando em grãos mais leves e menor produtividade. A combinação desses fatores pode reforçar as preocupações com perdas e manter os preços sustentados.”
- Apetite dos importadores: as vendas semanais de exportação dos Estados Unidos serão um importante teste para a sustentação das altas em Chicago. O mercado precisa confirmar se grandes compradores, como o México, continuarão fechando volumes relevantes mesmo diante dos preços mais elevados. “Caso os importadores reduzam o ritmo das compras em resposta à valorização, a demanda pode perder força e limitar o avanço das cotações”, destaca o documento.
- Milho argentino: a disputa com o milho argentino deve ganhar força no mercado internacional. Com uma oferta confortável e estoques disponíveis, a Argentina tende a manter uma postura agressiva nas exportações, oferecendo grandes volumes a preços competitivos. Esse cenário aumenta a pressão sobre o milho brasileiro, especialmente nos portos, que podem precisar reduzir os prêmios para preservar a competitividade e evitar a perda de compradores internacionais.
- Geopolítica do Mar Negro: a guerra no Mar Negro continua sendo um dos principais riscos para o comércio global de grãos. Conforme o Grainsights, uma eventual intensificação dos ataques russos contra portos e estruturas de exportação da Ucrânia poderia comprometer o embarque de milho e trigo, reduzir a oferta disponível no mercado internacional e elevar os custos de frete e seguro. Nesse cenário, compradores tenderiam a buscar alternativas em origens como Brasil e Estados Unidos, aumentando a disputa pelos estoques disponíveis e podendo provocar repiques rápidos de alta nas bolsas.
- Macroeconomia e oportunidades: a perda de força no mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve, movimento que pode enfraquecer o dólar e favorecer as commodities negociadas na moeda norte-americana. Diante desse cenário, a estratégia para o produtor deve continuar sendo cautelosa: com o mercado dividido entre uma safra cheia e os riscos de clima irregular, momentos de forte alta em Chicago podem ser aproveitados para travar pequenas parcelas da produção futura, garantindo margem e fluxo de caixa sem comprometer a participação em eventuais novas altas”, finaliza o relatório.
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Citricultura encerra safra com alta de 4,2% nas contratações

A citricultura brasileira encerrou a safra 2025/2026 com 51.711 admissões, alta de 4,2% em relação às 49.624 contratações registradas na temporada anterior. Os dados consideram o período de julho de 2025 a junho de 2026 e foram compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo a CitrusBR, o resultado ocorreu durante um período de queda na demanda global por suco de laranja. Para o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, os números mostram a participação da cadeia na geração de renda e empregos no interior do país.
“O crescimento das admissões mostra a capacidade do setor de gerar oportunidades, renda e desenvolvimento no interior do país, mesmo em um momento desafiador no mercado internacional”, afirma em nota.
São Paulo concentra 72% das admissões
Principal produtor de laranja do país, São Paulo concentrou 37.308 admissões na safra 2025/2026. O número representa 72% das contratações registradas pela citricultura brasileira.
Na comparação com a safra anterior, quando foram contabilizadas 37.538 admissões no estado, houve queda de 0,6%.
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Minas Gerais amplia participação
Minas Gerais registrou 7.958 admissões na safra 2025/2026, alta de 13,2% em relação ao período anterior.
O estado respondeu por 15,39% dos empregos gerados pela citricultura no país e ocupou a segunda posição entre os estados com maior número de contratações no setor.
Paraná e Mato Grosso do Sul registram avanço
No Paraná, a citricultura registrou 2.217 admissões na safra. O resultado representa crescimento de 39,2% em relação à temporada anterior e corresponde a 4,29% das contratações do setor no país.
No Mato Grosso do Sul, foram registradas 1.614 admissões entre julho de 2025 e junho de 2026. O número representa alta de 276% em relação à safra 2024/2025.
O estado respondeu por 3,12% das contratações da citricultura brasileira no período. Segundo a CitrusBR, o avanço acompanha a expansão da área destinada à produção de laranja no Mato Grosso do Sul.
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Avanço da terceira safra não é suficiente para reduzir preços do feijão, diz Cepea

Mesmo com o avanço da colheita da terceira safra do feijão carioca, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do produto se mantiveram em alta nos últimos dias.
A sustentação dos preços está ligada principalmente à oferta disponível no mercado. Segundo o Cepea, produtores têm segurado parte da produção, já que muitos conseguiram fazer caixa com as vendas realizadas anteriormente. Com isso, a oferta imediata diminui e os agricultores ganham maior margem para negociar os valores com os compradores.
Além disso, a demanda pela mercadoria segue alta. Interessados continuam atrás de novos lotes, acompanhando as lavouras e tentando entender quanto feijão irá chegar ao mercado.
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A expectativa dos pesquisadores é de uma produção maior na terceira safra em comparação com a temporada anterior. No entanto, a previsão ainda não aponta para uma oferta abundante neste momento. Dessa forma, o volume disponível não tem sido suficiente para pressionar as cotações para baixo.
No atual contexto, a qualidade dos grãos, o ritmo de comercialização e a quantidade que produtores estão dispostos a vender, são fatores que fazem a diferença na decisão do comprador.
*Sob supervisão de Beatriz Gunther
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