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16 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Muito além dos números: o crescimento dos biofertilizantes revela uma nova fase da agricultura brasileira – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

Durante muitos anos, falar em biofertilizantes no Brasil significava abordar uma categoria pouco conhecida, com baixa regulamentação e frequentemente confundida com outros tipos de insumos agrícolas. Esse cenário, no entanto, começa a mudar de forma consistente: dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que, entre 2019 e junho de 2026, foram registrados 33 biofertilizantes, distribuídos em seis diferentes categorias tecnológicas e desenvolvidos por 17 empresas, evidenciando a consolidação desse segmento no país.

“À primeira vista, os dados podem parecer modestos diante da dimensão do agronegócio brasileiro. No entanto, quando analisados sob a perspectiva regulatória e tecnológica, representam um marco para um segmento que, até poucos anos atrás, praticamente não existia no país. Mais do que indicar o crescimento no número de registros, eles refletem a consolidação de uma nova categoria de insumos voltados à fisiologia vegetal e à eficiência nutricional das culturas”, afirma Anderson Nora Ribeiro, engenheiro agrônomo e sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, consultoria estratégica e de inteligência de mercado focada no agronegócio, que participou diretamente do processo de registro de parte desses produtos.

Instrução Normativa nº 61: um divisor de águas para o setor — Um dos principais marcos regulatórios para o mercado de biofertilizantes foi a publicação da Instrução Normativa nº 61, em 2020. Pela primeira vez, o Brasil passou a contar com critérios específicos para o registro desses produtos, conferindo identidade própria a uma categoria que, até então, frequentemente era enquadrada em outras classificações de insumos agrícolas.

“Naturalmente, a criação de uma regulamentação não produz efeitos imediatos. Era necessário que as empresas compreendessem as novas regras, organizassem a documentação técnica, realizassem estudos, estruturassem dossiês e submetessem seus produtos à avaliação do MAPA”, explica Anderson. Segundo ele, esse processo fez com que o crescimento inicial fosse gradual, resultando em apenas cinco registros entre 2019 e 2022.

A partir de 2023, porém, o setor passou a apresentar uma trajetória de crescimento mais consistente. Naquele ano, foram registrados nove biofertilizantes, seguidos por seis em 2024, cinco em 2025 e outros oito apenas no primeiro semestre de 2026, em um contexto onde as empresas passaram a cada vez mais investir na regularização de seus produtos e na geração das evidências necessárias para sustentar tecnicamente seus benefícios.

Muito mais que fertilizantes — Apesar do nome, biofertilizantes não devem ser entendidos como substitutos dos fertilizantes minerais tradicionais. Seu papel é diferente, mas extremamente estratégico: tratam-se de produtos biológicos, obtidos a partir de matérias-primas naturais, como aminoácidos, extratos de algas marinhas, substâncias húmicas e extratos vegetais, capazes de promover respostas fisiológicas positivas nas plantas.

Na literatura científica internacional, essas tecnologias são amplamente conhecidas como biostimulants (bioestimulantes), sendo a terminologia oficialmente adotada pela legislação de diversos países. No Brasil, entretanto, a legislação enquadra esses produtos como biofertilizantes, o que explica a diferença de nomenclatura entre o mercado nacional e o internacional.

Independentemente do nome utilizado, o princípio é o mesmo: aumentar a eficiência biológica das plantas. Na prática, essas tecnologias estimulam o crescimento radicular, favorecem a fotossíntese, melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo e dos fertilizantes aplicados, além de aumentar a tolerância das culturas aos chamados estresses abióticos, como seca, temperaturas elevadas, salinidade e outras condições ambientais desfavoráveis.

“Em outras palavras, esses insumos ajudam a planta a produzir mais utilizando melhor os recursos já disponíveis. Na agricultura moderna, o grande desafio não é apenas disponibilizar nutrientes, mas fazer com que a planta consiga utilizá-los de forma mais eficiente”, continua o engenheiro agrônomo.

Uma nova lógica para a adubação — Os últimos anos transformaram profundamente o mercado mundial de fertilizantes: primeiro, a pandemia de COVID-19 expôs a fragilidade das cadeias globais de suprimento; depois, a guerra entre Rússia e Ucrânia provocou forte alta nos preços dos fertilizantes minerais, enquanto outros conflitos geopolíticos continuaram pressionando os custos logísticos e a disponibilidade de matérias-primas.

Esse cenário reforçou uma discussão que já ganhava força no agronegócio: o aumento da produtividade dependerá menos da aplicação crescente de insumos e mais da capacidade das plantas de aproveitar melhor os recursos disponíveis.

É nesse contexto que os biofertilizantes ganham protagonismo — não para substituir a adubação mineral, mas para atuar de forma complementar, potencializando o aproveitamento dos nutrientes, aumentando a eficiência fisiológica das plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.

“Essa combinação representa uma oportunidade importante para o agricultor brasileiro, que busca elevar a produtividade sem ampliar, na mesma proporção, os custos de produção”, afirma o engenheiro agrônomo.

As tendências da nova geração de biofertilizantes — Os registros concedidos pelo MAPA também revelam para onde a inovação tem avançado nesse segmento. Hoje, o mercado é liderado pelos produtos à base de aminoácidos, que lideram o mercado regulado com 13 registros, o equivalente a 39% do total. Em seguida aparecem os formulados com extratos de algas, que somam 10 registros e representam cerca de 30%. Juntas, essas duas categorias concentram aproximadamente 70% dos biofertilizantes atualmente registrados no país.

Também cresce o número de formulações compostas, que combinam diferentes ingredientes biológicos, especialmente aminoácidos e substâncias húmicas, para ampliar os efeitos fisiológicos sobre as plantas. Essa categoria acompanha uma tendência internacional de desenvolvimento de tecnologias multifuncionais, capazes de atuar simultaneamente em diferentes processos fisiológicos e aumentar a eficiência das culturas.

Um mercado ainda em expansão — Embora os números indiquem um crescimento consistente, Anderson ressalta que eles representam apenas uma fração do potencial desse segmento.

“Hoje existem centenas de produtos comercializados no Brasil à base de aminoácidos, extratos de algas, substâncias húmicas e outros compostos naturais que ainda não possuem registro oficial como biofertilizantes. Muitos continuam enquadrados em categorias regulatórias que não refletem adequadamente sua função fisiológica. Com isso, as empresas deixam de comunicar ao mercado atributos e benefícios que poderiam ser oficialmente reconhecidos dentro da classificação mais adequada”, afirma.

Na avaliação do especialista, a ampliação desses registros tende a fortalecer todo o ecossistema do setor: as empresas passam a contar com maior segurança jurídica para posicionar suas tecnologias; distribuidores trabalham com categorias mais bem definidas; pesquisadores encontram um ambiente regulatório mais organizado; e os produtores rurais têm acesso a informações mais claras e confiáveis para embasar suas decisões.

O futuro já começou — O avanço dos registros observado desde 2023 vai além de um indicador regulatório, mas sinaliza uma mudança estrutural na forma como a agricultura brasileira passa a enxergar a nutrição vegetal e o papel das tecnologias biológicas na construção de sistemas produtivos mais eficientes.

Nas próximas décadas, em que o desafio será produzir mais alimentos com melhor aproveitamento dos recursos naturais, reduzindo desperdícios, elevando a eficiência do uso de fertilizantes e tornando a produção agrícola mais resiliente às mudanças climáticas, os biofertilizantes deixam, cada vez mais, de ocupar um papel apenas complementar para se consolidarem como ferramentas estratégicas para a agricultura.

Para Anderson, essa transformação reflete uma nova forma de pensar a produção agrícola, ao aliar o potencial da própria natureza ao conhecimento científico para desenvolver tecnologias biológicas capazes de aumentar a eficiência das plantas, impulsionar a produtividade e tornar os sistemas produtivos mais sustentáveis, competitivos e preparados para os desafios do futuro.

“Mais do que um crescimento no número de registros, o que estamos presenciando é o amadurecimento de um mercado com potencial para colocar o Brasil entre as principais referências mundiais em tecnologias biológicas voltadas à nutrição de plantas”, conclui.

A 5P2R Marketing de Precisão:

A 5P2R Marketing de Precisão é uma empresa brasileira de consultoria em Inteligência de Mercado e Marketing Estratégico focada exclusivamente no agronegócio. Com atuação em projetos para empresas nacionais e multinacionais, desenvolve análises setoriais, estudos de mercado, posicionamento estratégico e suporte ao lançamento de novas tecnologias agrícolas.

A empresa, fundada por Anderson Nora Ribeiro e Marco Antônio Raymundo, tem participado ativamente, nos últimos anos, de projetos relacionados ao mercado de bioinsumos, incluindo levantamentos estatísticos, análises regulatórias e processos de registro de biofertilizantes junto ao MAPA, contribuindo para o fortalecimento da inteligência de mercado e da comunicação técnica do setor.

Anderson Nora Ribeiro é engenheiro agrônomo pela UFPR, especialista em Gestão Empresarial pela FGV e em Marketing pela USP/ESALQ. Possui mais de 20 anos de experiência em marketing estratégico, gestão de portfólio, inteligência de mercado e desenvolvimento de negócios no agronegócio, com atuação em empresas como Yara International, Microquímica, Tradecorp e Adubos Trevo. Foi diretor e conselheiro da ABISOLO, liderando projetos de comunicação e inteligência de mercado que contribuíram para o desenvolvimento do setor de fertilizantes especiais no Brasil. Atualmente, como sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, atua em projetos de inteligência de mercado, posicionamento estratégico, desenvolvimento de novos mercados e processos regulatórios para bioinsumos e fertilizantes especiais.

Marco Antônio Raymundo é engenheiro agrônomo pela USP/ESALQ, com pós-graduação em Marketing e especialização em Publicidade pela ESPM. Acumula mais de 30 anos de experiência em marketing, planejamento estratégico e gestão comercial em empresas como Norsk Hydro, Yara International, BMS Micro-Nutrients, GTS Química, Galvani Fertilizantes e Itafos. Participou de projetos estratégicos que marcaram a expansão do mercado brasileiro de fertilizantes especiais, com forte atuação em posicionamento de marcas, gestão de portfólio e desenvolvimento de negócios. Na 5P2R Marketing de Precisão, o também sócio-fundador atua no assessoramento de empresas do agronegócio em inteligência de mercado, planejamento estratégico e fortalecimento de marcas e estratégias de crescimento.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Agro Mato Grosso

Corteva detalha acordos previstos na separação da Vylor

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Minutas à SEC tratam de propriedade intelectual, tratamento de sementes, compras mínimas e exclusividade

A Corteva apresentou ontem à Securities and Exchange Commission (SEC), dos Estados Unidos, duas minutas contratuais ligadas à cisão da Vylor. Os documentos detalham regras para propriedade intelectual e fornecimento de produtos para tratamento de sementes após a conclusão da operação.

Uma das minutas reúne Corteva, Vylor e outras partes signatárias em um acordo sobre propriedade intelectual. O instrumento organiza licenças cruzadas, propriedade conjunta, uso de estudos regulatórios e manutenção de patentes. A outra minuta disciplina a relação de fornecimento de tratamento de sementes entre Corteva Agriscience LLC e Pioneer Hi-Bred International, Inc., identificada como Vylor no documento.

Propriedade intelectual

O acordo de propriedade intelectual prevê licenças cruzadas de patentes, conhecimento técnico, direitos autorais e softwares. As licenças terão alcance mundial, natureza não exclusiva e ausência de royalties. O documento também as classifica como irrevogáveis e integralmente pagas.

A duração varia conforme o tipo de ativo. Para patentes e direitos autorais, a vigência acompanha a duração dos respectivos direitos. Para outros ativos licenciados, o instrumento prevê duração por prazo indeterminado. A estrutura preserva o uso da propriedade intelectual necessária a cada empresa dentro dos campos econômicos definidos na separação.

Vylor e Corteva

O campo atribuído à Vylor abrange genética vegetal, produção de biocombustíveis a partir de plantas e determinadas aplicações em nutrição animal. A genética vegetal inclui melhoramento, desenvolvimento de sementes, características transgênicas, não transgênicas e editadas, além de ferramentas digitais para plantio e manejo.

O campo mantido pela Corteva reúne proteção de cultivos, biológicos, tecnologias aplicadas diretamente às sementes, saúde animal e biociências industriais. A definição de proteção de cultivos engloba produtos destinados ao controle de insetos, nematoides, fungos e plantas daninhas. O campo de tecnologias aplicadas às sementes inclui materiais químicos, biológicos ou de outra natureza aplicados às sementes antes ou durante a semeadura.

Restrições durante cinco anos

As licenças poderão alcançar afiliadas e determinados terceiros dentro dos limites contratuais. O instrumento impõe restrições durante cinco anos após a data efetiva para sublicenças ou colaborações com terceiros específicos e sociedades vinculadas a esses grupos. Colaborações existentes antes de 1º de maio de 2026 ficam fora dessa restrição.

Corteva e Vylor também dividirão, em partes iguais e indivisas, a titularidade de determinada propriedade intelectual conjunta. Cada empresa poderá explorar sua participação conforme as condições previstas. Transferências a terceiros precisarão preservar direitos concedidos à outra parte.

Direito de preferência

O acordo cria ainda um direito de preferência para determinadas patentes licenciadas. Uma empresa interessada em interromper a tramitação ou a manutenção de uma patente deverá comunicar a outra parte com antecedência mínima de sessenta dias em relação ao próximo prazo aplicável. A outra empresa terá trinta dias para exercer o direito de adquirir a patente sem pagamento.

Os estudos regulatórios conjuntos recebem regras próprias. Corteva e Vylor terão participações iguais nos estudos classificados como conjuntos. A transferência desses direitos a terceiros dependerá, em regra, do consentimento da outra parte. O uso de estudo conjunto em submissão a uma autoridade governamental exigirá aviso prévio de pelo menos trinta dias.

Tecnologia Enlist

A tecnologia Enlist ocupa parte relevante dessas disposições. Para a Vylor, as atividades regulatórias incluem aprovações relacionadas a sementes Enlist com eventos isolados ou combinados. Para a Corteva, o escopo inclui registros e limites máximos de resíduos ou tolerâncias de importação relacionados a herbicidas Enlist.

Na soja, Glycine max, o documento cita o evento DAS-44406-6, associado aos produtos Enlist E3 e Conkesta Enlist E3. O evento confere tolerância a herbicidas à base de 2,4-D, glifosato e glufosinato. O acordo também inclui referências a milho e algodão dentro da definição de sementes Enlist.

Tratamento de sementes

A segunda minuta organiza o fornecimento global de produtos para tratamento de sementes. O texto estabelece categorias para produtos atuais do portfólio, produtos adquiridos diretamente de determinados fornecedores e produtos de curto prazo em desenvolvimento. Outros produtos também poderão entrar no escopo mediante instrumentos complementares.

Os suplementos contratuais terão papel central para produtos atuais do portfólio e produtos de curto prazo. Esses documentos poderão definir especificações, culturas, territórios, volumes, preços, destinos e condições de entrega. Produtos adquiridos diretamente de fornecedores seguem regras próprias. A necessidade de suplemento, nesse caso, depende das condições previstas na minuta.

O planejamento de fornecimento adota previsões móveis de dezoito meses. Os primeiros seis meses representam compromisso vinculante de compra, sujeito às regras específicas de cada suplemento. Os pedidos deverão chegar à Corteva com pelo menos trinta dias de antecedência em relação à data solicitada para embarque.

A minuta também prevê requisitos mínimos de compra para determinadas categorias. O cálculo considera o volume de sementes Vylor tratado no mercado e taxas de penetração definidas nos anexos contratuais. A versão pública mantém diversos parâmetros comerciais sob redação.

Descumprimento dos volumes

O descumprimento dos volumes mínimos inicia um processo de correção. A Vylor deverá apresentar medidas ao comitê gestor previsto no contrato. A solução poderá incluir pagamento à Corteva. A ausência de solução ou de melhora material poderá permitir o encerramento das obrigações ligadas ao produto afetado.

O preço de determinadas categorias parte do custo dos produtos vendidos pela Corteva e aplica fatores previstos no contrato. Percentuais e fatores comerciais permanecem redigidos na versão pública. O instrumento também prevê ajustes periódicos entre valores iniciais e custos atualizados.

Para produtos adquiridos pela Vylor junto a fornecedores diretos, a Corteva poderá receber remuneração por atividades de suporte. O documento relaciona esse suporte a atividades regulatórias, marca, desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e gestão responsável dos produtos. O percentual aplicável aparece redigido.

Produtos de curto prazo passam ao regime comercial após o cumprimento dos critérios de lançamento previstos. Esses critérios incluem registro, avaliação PASSER e parâmetros econômicos específicos. A Corteva deverá empregar esforços comercialmente razoáveis para obter e manter registros nos principais países dentro do escopo contratual.

Obrigações de exclusividade

A relação combina fornecimento não exclusivo com obrigações de exclusividade para categorias determinadas. Durante os prazos iniciais aplicáveis, a Vylor deverá adquirir da Corteva produtos atuais do portfólio e produtos de curto prazo abrangidos pelos suplementos, salvo exceções previstas.

Nesse período, a Vylor também enfrenta restrições para comprar, fabricar, contratar a fabricação ou aplicar em suas sementes outro tratamento com os mesmos ingredientes ativos dos produtos abrangidos, dentro das culturas e dos territórios previstos. A minuta também restringe vendas de produtos para tratamento de sementes a terceiros até 31 de março de 2031, com exceções relacionadas à operação com tratadores autorizados.

Falhas de abastecimento suspendem parte dessas obrigações na proporção do déficit. A Vylor poderá buscar fornecimento alternativo durante uma escassez, conforme os limites contratuais. A Corteva deverá repartir a disponibilidade entre Vylor e outros clientes segundo os critérios previstos. Uma escassez prolongada poderá levar ao encerramento das obrigações associadas ao produto afetado após o procedimento de correção.

A minuta prevê vigência até a data mais tardia entre 31 de março de 2031 e o encerramento de todos os suplementos ainda vigentes. Suplementos de produtos atuais terão prazo inicial até 31 de março de 2031, com possibilidade de renovação por períodos de dois anos. Produtos de curto prazo terão prazo inicial de cinco anos de comercialização, também sujeito a renovações.

Propriedade intelectual dos produtos

A propriedade intelectual dos produtos fornecidos permanecerá com a Corteva. A Vylor receberá licença não exclusiva e sem royalties para uso dos produtos no tratamento de suas sementes e para comercialização dessas sementes tratadas. A minuta restringe engenharia reversa e modificações dos produtos dentro do escopo da licença. O instrumento permite testes relacionados à segurança de sementes e culturas, compatibilidade e comparação com outras opções.

Os anexos integram a versão protocolada, mas diversos conteúdos aparecem redigidos. As omissões atingem, entre outros pontos, nomes de produtos, culturas, territórios, taxas de penetração, percentuais e fatores de preço. Por esse motivo, a documentação pública detalha a estrutura da relação entre Corteva e Vylor, mas não revela todos os parâmetros comerciais previstos para a operação.

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Sustentabilidade

Soja: com dados de USDA e Conab nas mãos, mercado aguarda Crop Tour para definir expectativas

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A semana foi marcada pela divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou seu número de safra, confirmando a produção acima de 180 milhões de toneladas.

Internamente, prêmios firmes, dólar subindo e repiques em Chicago garantiram a melhora dos preços e alguns negócios.

De acordo a consultoria Safras & Mercado, a demanda chinesa pela soja norte-americana e o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos deverão continuar no radar dos participantes, assim como o comportamento do petróleo e também os reflexos por tabela do conflito no Mar Negro, que colocam em evidência a oferta de trigo e milho daqueles países.

Potencial da soja dos EUA

Para a próxima semana, o destaque vai para a tradicional Crop Tour da Pro Farmer, que percorre os principais estados produtores dos Estados Unidos, avaliando o potencial produtivo da atual temporada.

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O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,519 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 123 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 53 para em 52,7 bushels por acre.

No documento anterior, a estimativa era de 4,475 bilhões de bushels, ou 121,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 4,469 bilhões de bushels, ou 121,6 milhões de toneladas.

Estoques finais e esmagamento

Os estoques finais estão projetados em 320 milhões de bushels ou 8,71 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 310 milhões de bu ou 8,44 milhões de t. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels ou 8,22 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,78 bilhões de bushels, acima dos 2,75 bi de julho, e exportações de 1,66 bilhão, sem alteração na comparação com o relatório anterior.

Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 325 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 324 milhões.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 442,25 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de produção de 441,7 milhões de toneladas.

Já os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,21 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 124,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2025/26 estão estimados em 125,12 milhões de toneladas, abaixo do esperado pelo mercado, de 125,6 milhões.

Para Brasil e Argentina, o USDA fez as seguintes indicações para a safra 2025/26:

  • Brasil: 180,5 milhões de toneladas, contra 180 milhões do relatório anterior
  • Argentina: 49,5 milhões de toneladas, contra 50 milhões indicadas em julho.

Para 2026/27, o órgão prevê que o Brasil deva colher 186 milhões de toneladas, enquanto os argentinos devem estabilizar em 50 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 115 milhões em 2026/27, sem alteração, e em 113 milhões de toneladas em 2025/26, também mantendo a estimativa do mês anterior.

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Sustentabilidade

Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

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Foto: Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.

Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.

De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.

  • Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
  • Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
  • Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
  • Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.

As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.

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