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Prefeitura de Cuiabá e IPEM realizam força-tarefa para regularização de taxímetros a partir desta segunda-feira (24)

Mutirão segue até o dia 28 de agosto na pista de ensaio da Avenida Contorno Leste. Ação ocorre após reajuste da tarifa de táxi e garante isenção de taxa metrológica para os permissionários
_DE 24 A 28 DE AGOSTO_
*Prefeitura de Cuiabá e IPEM realizam força-tarefa para regularização de taxímetros*
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM-MT), realiza uma força-tarefa para garantir a regularização dos taxímetros dos veículos que atuam no serviço de táxi da Capital, entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026.
A ação contará com a mobilização de toda a equipe do IPEM-MT para a realização da verificação metrológica dos equipamentos. O procedimento é necessário para a atualização e validação dos taxímetros após o reajuste dos valores do serviço de táxi autorizado pelo município.
O trabalho será realizado na pista de ensaio para verificação metrológica do IPEM-MT/INMETRO, localizada na Avenida Contorno Leste, sentido Rodovia Emanuel Pinheiro, em Cuiabá. O atendimento ocorrerá por ordem de chegada, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h.
A verificação de pista é uma etapa fundamental do processo, pois permite conferir o funcionamento e a aferição do taxímetro. Após a realização dos procedimentos metrológicos, o equipamento poderá receber o lacre e seguir para as demais etapas de vistoria e regularização do veículo.
A medida foi adotada em razão da atualização dos valores cobrados pelo serviço de táxi em Cuiabá, estabelecida pelo Decreto Municipal nº 12.250/2026. O reajuste ocorre após mais de uma década sem atualização da tarifa, representando uma adequação dos valores praticados no serviço.
De acordo com o IPEM-MT, no momento do cadastro para a verificação metrológica será emitido o documento de isenção do pagamento da taxa de serviços metrológicos (GRU), conforme a Lei nº 15.271, de 26 de novembro de 2025, resultado da conversão da Medida Provisória nº 1.305/2025.
A secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyane Lacerda, reforça a importância de os operadores do serviço de táxi aderirem à força-tarefa, que busca agilizar o atendimento aos permissionários e assegurar que os taxímetros estejam devidamente regularizados, de acordo com os parâmetros metrológicos exigidos, para que a prestação do serviço à população ocorra dentro das normas estabelecidas.
Os proprietários de táxi, ou seus representantes, devem comparecer à pista de ensaio dentro do período estabelecido para realizar a verificação. O não comparecimento poderá acarretar as implicações previstas na Lei Federal nº 9.933/1999 e no item 6.3.7 da Portaria Inmetro nº 124, de 24 de março de 2022.
Com a ação conjunta, a Prefeitura de Cuiabá e o IPEM-MT reforçam o compromisso com a regularização do serviço de táxi, a segurança dos usuários e o cumprimento das normas de controle metrológico.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/prefeitura-de-cuiaba-e-ipem-realizam-forca-tarefa-para-regularizacao-de-taximetros-apos-reajuste-da-tarifa
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TRE defere candidatura de Flaviane Ramalho, mas veta nome “Flaviane do Bolsonaro” na urna

Candidata afirma que expressão nunca buscou indicar parentesco com a família Bolsonaro, mas representar identidade ideológica; sem recorrer da decisão, ela seguirá nas urnas como “Dr.ª Flaviane Ramalho”
A candidata a deputada estadual por Mato Grosso Flaviane Ramalho, número 30.022, do Partido NOVO, seguirá oficialmente na disputa eleitoral de 2026. A Justiça Eleitoral deferiu seu registro de candidatura, mas não autorizou a utilização do nome de urna “Flaviane do Bolsonaro”, determinando que ela concorra como “Dr.ª Flaviane Ramalho”.
A discussão judicial ficou restrita ao nome escolhido para aparecer na urna. Na própria decisão, o relator registrou que Flaviane está quite com a Justiça Eleitoral, não possui condenação criminal apontada nos autos e preenche as condições de elegibilidade, não havendo discussão sobre sua possibilidade de disputar a eleição.
Desde o início da controvérsia, a defesa sustentou que “Flaviane do Bolsonaro” jamais foi uma tentativa de aparentar parentesco com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer integrante da família. Segundo a manifestação apresentada ao TRE-MT, a denominação “não pretende indicar qualquer vínculo sanguíneo ou familiar”, mas traduz uma “identificação política, ideológica e pública”, relacionada aos valores e ao projeto político com os quais a candidata se identifica.
A defesa também ressaltou que a palavra “do” não foi utilizada por acaso. O argumento apresentado foi exatamente o de diferenciar sobrenome de identificação política: Flaviane não pretendia se registrar como “Flaviane Bolsonaro”, mas como “Flaviane do Bolsonaro”, numa referência expressa ao bolsonarismo e a um projeto político e ideológico.
Em outro trecho, a manifestação foi ainda mais objetiva: “‘do Bolsonaro’ significa vinculada ao projeto político Bolsonaro, e não pertencente à família Bolsonaro”. A defesa apresentou ainda publicações, entrevistas, matérias jornalísticas e registros em redes sociais para demonstrar que a identificação vinha sendo utilizada antes do registro formal da candidatura.
O Ministério Público Eleitoral entendeu de maneira diferente. Em seu parecer, conforme registrado na decisão, sustentou inicialmente o indeferimento do registro porque a candidata, após ser intimada, permaneceu defendendo um nome de urna que o órgão considerava incompatível com o artigo 25 da Resolução TSE nº 23.609/2019. De forma subsidiária, o Ministério Público pediu a rejeição de “Flaviane do Bolsonaro” e a adoção de “Dr.ª Flaviane Ramalho”.
O juiz-relator não acompanhou o Ministério Público na proposta de impedir o registro da candidatura. Entendeu que a discussão sobre o nome da urna não representava falta de condição de elegibilidade nem causa de inelegibilidade e destacou que todos os demais requisitos estavam satisfeitos.
Quanto ao nome, porém, o entendimento judicial foi contrário à candidata.
Na decisão, o relator considerou que “Bolsonaro” não integra o nome civil de Flaviane, que não existe vínculo familiar e que as provas apresentadas não seriam suficientes, na avaliação da Justiça Eleitoral, para demonstrar que “Flaviane do Bolsonaro” já constituía uma identidade pública consolidada. Também foi considerado o fato de a candidata ter concorrido em eleições anteriores utilizando o nome “Dra. Flaviane Ramalho”.
Por essa razão, o magistrado concluiu ser “inviável a homologação do nome de urna ‘FLAVIANE DO BOLSONARO’”.
Ao final, a Justiça Eleitoral indeferiu especificamente o uso de “Flaviane do Bolsonaro”, determinou o registro do nome “Dr.ª Flaviane Ramalho” e, ao mesmo tempo, deferiu integralmente a candidatura de Flaviane ao cargo de deputada estadual pelo NOVO, sob o número 30.022.
Apesar de discordar da interpretação dada ao caso, Flaviane Ramalho decidiu que não recorrerá da decisão.
Para a candidata, prolongar uma disputa judicial em torno do nome desviaria tempo, energia e recursos de uma campanha que pretende concentrar esforços nas ruas e na apresentação de suas propostas.
Flaviane também afirma que respeita a decisão judicial, embora veja o episódio como mais uma demonstração das limitações impostas à utilização de uma identidade política vinculada ao bolsonarismo.
“Eu poderia recorrer e continuar essa discussão. Mas não vou perder a campanha discutindo meu nome. Todo mundo sabe que sou bolsonarista. Nunca escondi isso e nunca disse que era parente do Bolsonaro. Meu nome na urna muda. Meus princípios não mudam.”
A candidata faz ainda uma comparação provocativa sobre a realidade eleitoral brasileira.
“Nós vemos candidatos conhecidos como ‘fulano do cachorro-quente’, ‘fulano da escola’, ‘fulano do salão’, ‘fulano da oficina’. Quando se trata de uma identificação ideológica ligada a Bolsonaro, a interpretação é outra. Respeito a decisão, mas o eleitor pode tirar suas próprias conclusões.”
Para Flaviane, entretanto, a discussão termina aí.
Não haverá recurso. Não haverá paralisação da campanha. E não haverá mudança de posicionamento político.
A partir de agora, a candidata seguirá oficialmente como:
Dr.ª Flaviane Ramalho
Deputada Estadual — 30.022 — NOVO
“Podem determinar como meu nome aparecerá na urna. O que ninguém pode mudar são meus valores, meus princípios e aquilo em que acredito. Continuo bolsonarista, continuo defendendo as mesmas bandeiras e continuarei enfrentando o que precisar ser enfrentado. Agora é rua, trabalho, luta e muita correria por Mato Grosso.”
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Restaurante Trapiche, de Chapada dos Guimarães, vence etapa regional e representará Mato Grosso no concurso “O Quilo é Nosso”

Com 37 anos de tradição, estabelecimento levou o prêmio com o prato “Brasilidade”, que mistura filé de pacú, creme de banana da terra e castanha de baru. Final nacional ocorre em setembro, em São Paulo
Com 37 anos de tradição, o restaurante Trapiche Regionalíssimo, de Chapada dos Guimarães, foi o grande vencedor da etapa regional da 10ª edição do concurso O Quilo é Nosso, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e irá representar Mato Grosso em São Paulo na final nacional, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, durante o Salão Abrasel.
Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT destaca que o evento é uma forma de mostrar a força da gastronomia regional e o talento de quem está diariamente à frente das cozinhas dos restaurantes. “Foi uma grande disputa, com pratos muito bem elaborados e agora temos um forte concorrente nos representando nacionalmente, levando um pouco de Mato Grosso para o Brasil e utilizando ingredientes únicos, da nossa enorme biodiversidade, com uma identidade culinária que merece ser conhecida e valorizada”, afirma.
Utilizando elementos naturais regionais, o prato campeão leva o nome de “Brasilidade” e mistura ingredientes como filé de Pacú, creme de banana da terra, crispy de couve e castanha de baru, criando um prato legitimamente mato-grossense. “É gratificante para nós que trabalhamos com comida à quilo ver que uma criação nossa não só está sendo reconhecida, como vai representar o estado na final nacional de um importante concurso. Vamos nos preparar nos mínimos detalhes”, declara José Carlos Dolce, proprietário do restaurante.
Ele continua contando que o convite da Abrasel estimulou a criatividade do chef Moisés Lúcio, criador do prato. “Os chefs da atualidade não se contentam com a rotina e aspiram novas criações, querem novidades e dominam os sabores dos ingredientes locais”, acrescenta Dolce.
Os restaurantes Arca Café, Renne Restaurante e Restaurante Original também participaram da final, apresentando seus pratos para um júri técnico, na cozinha da CDL. A imprensa local também pode participar da experiência, provando as receitas que representam a gastronomia mato-grossense.
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Beny Godoy defende impeachment de ministros do STF e revisão de prisões do 8 de Janeiro

Candidato do AGIR ao Senado diz que Legislativo precisa reassumir protagonismo e avaliar possíveis excessos na atuação do Judiciário
O candidato ao Senado pelo AGIR 36, Beny Godoy, pretende levar ao Senado uma pauta de enfrentamento direto ao que considera excessos do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte e para a revisão da situação dos brasileiros presos ou condenados em decorrência dos atos de 8 de janeiro de 2023.
A proposta coloca o candidato dentro de uma das principais pautas defendidas atualmente por setores da direita brasileira: ampliar o controle político sobre decisões e condutas de ministros do Supremo e discutir uma resposta legislativa para os casos relacionados aos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Para Beny, caso eleito, o Senado não pode abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. Entre elas está a competência para processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. A avaliação do candidato é que esse mecanismo não pode existir apenas formalmente e precisa ser utilizado quando houver elementos que justifiquem sua abertura e análise pelo Legislativo.
A discussão ganhou novo peso no cenário eleitoral de 2026. Nos últimos dias, candidatos ao Senado apoiados pelo senador Flávio Bolsonaro passaram a assumir publicamente o compromisso de apoiar eventual processo de impeachment de ministros do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes. Em encontro realizado em Brasília, cerca de 20 candidatos declararam apoio à proposta.
Beny também pretende colocar a situação dos presos e condenados do 8 de Janeiro no centro do debate. A defesa é de que cada caso seja analisado individualmente, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à proporcionalidade das penas.
A posição não significa, segundo a linha defendida pelo candidato, negar a gravidade da depredação ocorrida em Brasília. O próprio STF classifica os acontecimentos de 8 de janeiro como ataques às instituições democráticas e sustenta que os responsáveis devem ser responsabilizados conforme sua participação e culpabilidade.
O ponto levantado por Beny está justamente na necessidade de separar responsabilidades. Na avaliação do candidato, pessoas que participaram diretamente de atos de violência e depredação não podem ser tratadas da mesma forma que indivíduos que estavam nos locais sem participação comprovada nos crimes mais graves.
A discussão também envolve a possibilidade de anistia ou revisão legislativa das punições. O tema é de competência do Congresso Nacional e já foi objeto de debate durante sabatina no Senado em 2026, quando o então indicado à Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, reconheceu que a definição sobre eventual anistia cabe ao Parlamento.
É nesse espaço que Beny pretende atuar caso conquiste uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado. A proposta é transformar a defesa das prerrogativas do Congresso em uma bandeira política, cobrando maior equilíbrio entre os Poderes e questionando decisões que, na visão do candidato, tenham ultrapassado os limites constitucionais.
Para o candidato do AGIR 36, o Senado precisa deixar de ser apenas espectador diante de conflitos institucionais. A intenção é participar ativamente das discussões sobre o funcionamento do STF, apoiar a abertura de processos de impeachment quando houver fundamentação jurídica e política para isso e defender uma análise individualizada dos processos relacionados ao 8 de Janeiro.
A pauta reforça o posicionamento de Beny Godoy como um nome identificado com a direita e com uma proposta de maior independência do Legislativo diante do Judiciário. A estratégia também busca dialogar com um eleitorado conservador que cobra do Senado uma postura mais firme diante do STF e uma resposta para as famílias de pessoas que permanecem cumprindo penas ou respondendo a processos relacionados aos atos de 2023.
No discurso eleitoral, a mensagem central de Beny é a de que o equilíbrio entre os Poderes precisa funcionar nos dois sentidos: o Executivo e o Legislativo devem respeitar as decisões judiciais, mas o Judiciário também deve permanecer dentro das competências estabelecidas pela Constituição.
O STF é composto por 11 ministros e exerce a função de órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro. A defesa de mecanismos de controle sobre a Corte, portanto, representa uma das pautas institucionais mais sensíveis que podem chegar ao Senado na próxima legislatura.
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