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Universidades Federais no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

As ideias têm “idade”. Elas nascem em contextos históricos específicos, amadurecem, envelhecem e podem se tornar obsoletas ou ressuscitar com novos significados conforme o espírito do tempo (Zeitgeist) e as mudanças nas relações sociais.
Ideias que explicavam bem uma realidade passada perdem aderência quando a estrutura social muda, mas, mesmo ultrapassadas, podem persistir, quando sustentam interesses de atores sociais poderosos que insistem em suas validades porque elas são funcionais para manutenção de seus interesses.
Parece ser essa a situação daqueles que resistem a discutir a proposta de transferir as universidades federais do ministério da educação (MEC) para o ministério da ciência, tecnologia e inovação (MCTI).
A ideia já foi carimbada como sendo da extrema direita e, para muitos classificadores, isso já a torna inviável. O objetivo de unificar a gestão científica e tecnológica e o ensino superior sob o mesmo teto édirecionar o fomento à pesquisa para impactos no mercado, para fins industriais, e permitir que o MEC concentre esforços na educação básica. Em essência, ela tem afinidades com a ideia de produzir ciência e extensão para a comunidade externa.
Com foco no sistema econômico e produtivo, a produção acadêmica poderia responder diretamente às demandas do setor produtivo e de empresas. O fomento à pesquisa priorizaria projetos com resultados voltados ao desenvolvimento tecnológico e industrial do país. Alemanha, Coréia do Sul e China desenvolvem arranjos socioeconômicos parecidos com esse.
Mas, mal a proposta foi veiculada já vem recebendo críticas. As críticas podem ser agrupadas em três categorias: ruptura do tripé acadêmico, risco de financiamento e orçamento e desarticulação educacional.
As três categorias expressam ideias que circulam nas universidades há mais de quarenta anos. Quando eu fazia graduação, nos anos de 1980, a militância acadêmica demonizava a aproximação das universidades com o mercado, usando esse mesmo argumento.
A ruptura do tripé acadêmico se daria por que atender as demandas do mercado inviabilizaria a manutenção do tripé ensino, pesquisa e extensão. O risco de financiamento e orçamento ocorreria pela perda de verbas constitucionais. Existe o receio de retirar as universidades do piso mínimo de gastos obrigatórios atrelados constitucionalmente à educação. E finalmente, a desarticulação educacional. Se o ensino superior estiver sob o teto do MCTI, haverá perda de harmonia sistêmica, ou seja, dificultará a regulação nacional do ensino superior e a articulação direta com a formação de professores para a educação básica.
Deixe-me abordar a primeira categoria de críticas. A ideia de um tripé ensino, pesquisa e extensão não tem vingado no atual modelo. Quando tempo essa política tem sido executada? Quarenta ou cinquenta anos? A pesquisa e a extensão têm funcionado em um mundo bastante restrito, quase isolado. Quais segmentos sociais se beneficiam da pesquisa e da extensão? As universidades federaiscostumam ter greves de 2, 3 meses e não existemresistências à sua paralisação. A UFMT já teve greve de mais de 4 meses. Como é possível que uma organização com orçamento de quase 1 bilhão anual feche suas portas durante 4 meses e ninguém reclame? Cadê os segmentos sociais que interagem na produção de pesquisa e extensão para reclamar?
Sem interação próxima com o setor produtivo, o conjunto de interesses de atores sociais de dentro e fora da universidade é restrito, o que torna a tarefa dos sindicatosde fechar a universidade mais fácil. Quem são os stakeholders, as partes interessadas, ou seja, grupos ou empresas que afetam ou são afetados pelas ações, decisões e resultados das universidades federais?
A aproximação com o setor produtivo diversificaria e ampliaria os stakeholders das universidades e turbinaria a atividade de extensão. Atender as demandas de empresas e do setor produtivo é extensão em seu sentido mais pleno. Ao contrário do que alguns argumentam, isso não enfraqueceria a prestação de serviços diretos e a troca de saberes com a comunidade externa. As empresas são parte da comunidade externa.
Embora tenham avançado na discussão e implementação da extensão na universidade, o que fazemos ainda é muito pouco. Em países como Alemanha e Coréia do Sul, as universidades recebem dinheiro de grandes empresas para criar soluções tecnológicas reais. Isso faz com que os laboratórios funcionem como “fábricas de inovação” de ponta.
Chegou a hora de rediscutirmos o arranjo socioeconômico que isola as universidades do setor produtivo. Mudar de ideia dá trabalho e gera incerteza, então as pessoas preferem se apegar a preconceitos conhecidos que justificam sua posição social. Os defensores do atual modelo tiveram 40 anos ou mais para fazê-lo funcionar. Não deu certo. No próximo artigo discuto a segunda categoria de críticas.
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André L. Ribeiro Lacerda – Psicólogo social e sociobiologista. Professor de ciência, tecnologia e sociedade na UFMT, campus Várzea Grande.
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Polícia Militar prende quadrilha que roubou carro e exigia Pix de resgate da vítima em Cuiabá

Policiais militares do 3º Batalhão prenderam, nesta terça-feira (6.10), dois homens e apreenderam três adolescentes suspeitos por roubo, extorção e ameaça contra uma mulher, em Cuiabá. Na ação, as equipes recuperaram o veículo da vítima.
Durante patrulhamento tático na região do Coxipó da Ponte, os policiais militares flagraram quatro suspeitos em um carro modelo Renault Logan, com as mesmas características de um veículo com registro de roubo, no dia anterior. O motorista tentou fugir, sendo abordado em seguida.
Em contato com a vítima, ela reconheceu um dos envolvidos na ação criminosa. Em seguida, os policiais receberam novas informações sobre outro suspeito do roubo, que foi localizado e detido em sua residência.
Durante as buscas, as equipes também apreenderam uma motocicleta que teria sido utilizada pelos suspeitos no roubo. A vítima relatou ainda que, antes da abordagem dos suspeitos, recebeu ligações de dois números diferentes.
Os criminosos prometeram devolver o veículo e exigiram pagamentos via Pix. A mulher ressaltou que realizou três transferências, totalizando R$ 4,2 mil. Os cinco suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
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Harissa, um dos endereços mais desejados da Avenida Fernando Corrêa, chega à reta final com apenas 15 unidades e condições exclusivas

O Harissa, empreendimento majestoso da São Benedito na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, chega à reta final de comercialização com 90% das unidades vendidas. Restam apenas 15 apartamentos, que passam a contar com condições especiais de negociação por prazo limitado.
Desde o lançamento, o projeto se destacou por propor apartamentos avarandados e de ambientes amplos, com 3 a 5 suítes, integração entre os espaços, privacidade e áreas pensadas para a convivência da família. Na ocasião, as plantas iam de 165 m² a 497 m², metragens que valorizam a amplitude e permitem diferentes usos, tanto para o dia a dia quanto para receber amigos e familiares.
“Com a obra concluída e 90% das unidades comercializadas, o Harissa vive agora seu último capítulo de vendas. São apenas 15 apartamentos disponíveis. Para essas últimas unidades, oferecemos condições jamais praticadas anteriormente para o empreendimento, em uma ação comercial com prazo limitado”, garante Gilson Porto, diretor de Produtos da São Benedito.
Para quem acompanhou o projeto desde o início ou aguardava o momento certo de comprar, esta é a hora de conhecer as últimas unidades disponíveis e garantir as condições especiais enquanto estiverem vigentes.
A arquitetura é outro ponto forte. O Harissa tem presença marcante na Avenida Fernando Corrêa, com fachada contemporânea e elementos que remetem às formas da natureza. O grande pórtico, um dos traços mais característicos do projeto, já faz parte da identidade visual do empreendimento. A vista noturna se torna um espetáculo à parte, hipnotizante diante de tamanha beleza.
O mesmo cuidado aparece nas áreas comuns. Todas as áreas compartilhadas do Harissa, incluindo academias e áreas gourmet,são equipadas com requinte, com acabamentos e itens de alto padrão que elevam a experiência de uso. A estrutura de convivência foi planejada para o lazer, o descanso e o encontro, com paisagismo, acessos e espaços coletivos desenhados em conjunto com a arquitetura, criando uma identidade única para o empreendimento.
Completam o conjunto a localização privilegiada e a região com ampla oferta de serviços, comércio, gastronomia, educação e fácil acesso aos diferentes pontos de Cuiabá, incluindo Shopping Center, praça de referência da região e principais avenidas.
CENTRAL DE VENDAS: (65) 3627 5555
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A Engenharia Estrutural de Alta Complexidade e os Desafios dos Edifícios Superaltos

A indústria da construção civil no Sul do Brasil atingiu patamares tecnológicos que desafiam as fronteiras da engenharia mundial. Impulsionado por um mercado imobiliário extremamente aquecido e pela busca constante por eficiência espacial, o litoral catarinense tornou-se o epicentro dos edifícios mais altos da América Latina. No entanto, erguer arranha-céus residenciais e comerciais de grande porte exige uma mudança profunda no paradigma do planejamento. Por esse motivo, a atuação de um engenheiro estrutural com capacidade analítica avançada tornou-se a espinha dorsal de qualquer empreendimento imobiliário de alta complexidade.
Quando a equipe de cálculo trata a estrutura como um elemento dinâmico e integrado, ela garante a segurança global da edificação e otimiza o consumo de matérias-primas no canteiro.
O Impacto das Cargas de Vento e o Cálculo Aerodinâmico nos Arranha-Céus
Em primeiro lugar, conceber uma estrutura com dezenas de pavimentos em regiões costeiras exige dominar fenômenos físicos que vão muito além do peso próprio das lajes e das cargas acidentais. Afinal, a ação do vento representa o principal esforço horizontal que atua sobre torres de grande altura.
Para responder a essas forças estáticas e dinâmicas com absoluta precisão, a equipe técnica aplica os parâmetros da ABNT NBR 6123 (Forças Devidas ao Vento em Edificações). Além das simulações computacionais em CFD (Computational Fluid Dynamics), os especialistas realizam ensaios rigorosos em túnel de vento com maquetes físicas instrumentadas.
Dessa forma, os projetistas avaliam o comportamento das acelerações no topo do edifício, garantindo o conforto humano e impedindo oscilações que causem desconforto aos moradores. Consequentemente, a contratação de um engenheiro estrutural em SC especializado permite definir a rigidez ideal dos núcleos centrais de concreto armado, o uso de lajes protendidas e a eventual aplicação de amortecedores de massa sintonizada (Tuned Mass Dampers).
A Verticalização Extrema no Litoral e o Exemplo de Balneário Camboriú
Sem dúvida, nenhuma cidade brasileira simboliza tão bem o avanço dos arranha-céus quanto Balneário Camboriú. Bairros como a Barra Sul, a Avenida Atlântica e o Centro concentram alguns dos maiores ícones da arquitetura contemporânea do país.
Contudo, erguer torres de mais de 200 metros de altura em lotes urbanos adensados exige soluções avançadas de fundações profundas e contenções perimetrais.
Nesse cenário de alta exigência técnica, a atuação de um engenheiro estrutural em Balneário Camboriú qualificado assegura a integração entre a mecânica dos solos e a superestrutura. A equipe analisa a interação solo-estrutura (ISE) para evitar recalques diferenciais e especifica estacas escavadas de grande diâmetro assentes sobre a rocha sã.
Além disso, os projetistas utilizam concretos de altíssimo desempenho (CAD), com resistências que ultrapassam os 80 MPa. Essa escolha reduz as dimensões dos pilares nos primeiros pavimentos, aumentando a área privativa útil e agregando alto valor comercial ao empreendimento.
Desafios Geotécnicos e Normativos na Ilha e no Continente em Florianópolis
Por outro lado, a capital catarinense apresenta um contexto urbano e ambiental com características bastante distintas. Em Florianópolis, regiões nobres como a Avenida Beira-Mar Norte, o bairro Agronômica e o distrito de Curió exigem projetos estruturais adaptados a restrições gabarito rígidas e a solos sedimentares de baixa capacidade de suporte.
Para viabilizar edifícios corporativos e residenciais nesses locais, a equipe técnica atenta-se rigorosamente às diretrizes do Plano Diretor municipal e às exigências ambientais.
Portanto, contar com o suporte de um engenheiro estrutural em Florianópolis experiente garante o cumprimento irrestrito das normas da ABNT. A equipe aplica a NBR 6118 (Projetos de Estrutura de Concreto) para controlar a abertura de fissuras e combater a agressividade ambiental marinha (Classe IV).
Ao mesmo tempo, os engenheiros seguem a NBR 6122 (Projeto e Execução de Fundações) e a NBR 15575 (Norma de Desempenho), assegurando durabilidade estrutural superior a 50 anos de vida útil do imóvel.
O Papel da Tecnologia BIM na Compatibilização e Mitigação de Riscos
Por conseguinte, gerenciar a quantidade massiva de dados em um projeto de alta complexidade exige o abandono definitivo das pranchas bidimensionais. Por essa razão, a engenharia moderna adota a metodologia BIM (Building Information Modeling) como padrão obrigatório de governança técnica.
Através do uso do software de modelagem tridimensional parametrizada, os projetistas simulam o comportamento mecânico do edifício e compatibilizam as armaduras de aço com todas as utilidades prediais.
Essa abordagem tecnológica integrativa oferece vantagens decisivas para os incorporadores:
- Detecção Precoce de Interferências (Clash Detection): A equipe identifica conflitos entre vigas de transição, dutos de ar-condicionado e prumadas de incêndio antes de iniciar a concretagem em campo.
- Redução Exata de Insumos: A extração automatizada de quantitativos elimina o desperdício de aço, fôrmas e concreto, otimizando o orçamento executivo da obra.
- Simulação de Fases Construtivas (BIM 4D): Os gestores planejam o sequenciamento do içamento das peças e a desforma das lajes, garantindo ritmo constante ao canteiro.
A Excelência Metodológica da WGB na Engenharia Estrutural
Em última análise, a maturidade de uma empresa de engenharia mede-se pela sua capacidade de entregar soluções seguras, econômicas e tecnologicamente arrojadas. Ao longo dos anos, a WGB Arquitetura e Engenharia construiu uma trajetória sólida no desenvolvimento de projetos multidisciplinares em todo o território nacional.
A equipe da firma centraliza o planejamento na sua sede e utiliza checklists rigorosos de auditoria técnica. Dessa forma, a WGB garante que cada projeto executivo atenda às normas nacionais, às certificações internacionais de sustentabilidade e aos parâmetros de qualidade das maiores construtoras do país.
Em resumo, o futuro da construção civil de alto desempenho pertence às organizações que unem inovação, rigor matemático e tecnologia de ponta. Ao dominar os cálculos de ação do vento, o comportamento das fundações profundas e a compatibilização em BIM, a WGB continua a erguer ícones imobiliários que definem o novo horizonte da arquitetura e da engenharia brasileira.
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