Business
Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 28.361 vagões na semana encerrada em 27 de junho, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou 1% acima da semana anterior, 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 33% superior à média dos últimos três anos.
Os dados do USDA mostram avanço no fluxo ferroviário de grãos, em um quadro de movimentação também acompanhada por outros modais de transporte.
No transporte por barcaças, o volume totalizou 554.300 toneladas na semana encerrada em 4 de julho. O resultado representa queda de 5% em relação à semana anterior e recuo de 29% na comparação com igual período do ano passado.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Ainda nesse modal, 375 barcaças desceram o rio no período, número 21 unidades inferior ao da semana anterior. Ao mesmo tempo, 616 embarcações com grãos foram descarregadas na região de Nova Orleans, com alta de 7% frente à semana anterior.
Nos terminais do Golfo dos Estados Unidos, 32 navios graneleiros foram carregados na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou 23% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado.
Para os dez dias seguintes, a partir de 3 de julho, a expectativa era de carregamento de 39 navios. O número representa aumento de 5% na comparação anual.
O relatório reúne movimentos distintos no escoamento de grãos nos Estados Unidos, com leve alta no transporte ferroviário, retração no volume por barcaças e aumento nos embarques marítimos pelo Golfo.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Luís Rua assume diretoria internacional da ABPA

Luís Rua assumiu, nesta sexta-feira (16), a diretoria internacional da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O executivo retorna à entidade após ter ocupado o cargo de secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre outubro de 2024 e julho de 2026.
Na nova função, Rua será responsável por conduzir tratativas em mercados estratégicos para a proteína animal brasileira, com foco na União Europeia, na Ásia e na África.
A mudança ocorre em um momento em que o setor exportador de aves, ovos e suínos depende da manutenção de mercados compradores e da abertura de novos destinos para ampliar as vendas externas.
Trajetória no setor público e privado
Antes de assumir a secretaria do Mapa, Rua foi diretor de Mercados da ABPA entre 2019 e setembro de 2024. Nesse período, participou da articulação com governos estrangeiros e autoridades sanitárias, além da construção de estratégias para os setores de aves, ovos e suínos.
No Ministério da Agricultura, coordenou iniciativas de abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e fortalecimento da rede de adidos agrícolas. Segundo a ABPA, durante sua gestão, foram abertas 408 oportunidades de mercado, o maior número registrado por um secretário da área na história da pasta, conforme a entidade.
Rua também participou da articulação governamental para superar os embargos comerciais relacionados ao caso de influenza aviária registrado em uma unidade de produção comercial no Brasil, em maio de 2025.
Formado em Economia e Relações Internacionais pelas Faculdades de Campinas, ele tem mestrado em Economia Internacional pela Universidade do Porto e especialização em Agronegócios pela Esalq/USP. Também atuou como gerente de Relações Corporativas Internacionais para a América Latina da MBRF, com passagens pelo Brasil e pela Argentina.
Foco nas negociações internacionais
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a experiência de Rua nos setores público e privado será importante para lidar com questões que afetam a indústria exportadora brasileira.
“Rua tem profundo conhecimento dos diversos lados que envolvem negociações críticas do comércio internacional. Foi uma liderança fundamental, no âmbito do setor público, para os avanços obtidos pelo Agro nos últimos 2 anos”, afirmou Santin.
Rua disse que pretende contribuir para ampliar a presença internacional do setor. “O grande desafio será apoiar ainda mais o processo de internacionalização do setor em um mundo cada vez mais complexo e incerto, que exige diálogo constante, capacidade de adaptação e construção de confiança”, declarou.
Business
Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca no Rio Grande do Sul, aponta Federarroz

As compras de arroz para exportação foram retomadas no Rio Grande do Sul, com negociações a um preço médio de R$ 90 por saca. A movimentação ocorre após um período de desaceleração dos negócios, influenciado pelas oscilações do dólar. No campo, produtores enfrentam atrasos no plantio em parte das regiões arrozeiras, além de dificuldades para acessar o crédito para a próxima safra.
Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, três tradings voltaram a comprar o cereal para exportação, o que pode ajudar a sustentar os preços.
“O mercado deu uma parada, até porque, com a mudança do dólar, os players deram uma segurada nas negociações. Mas, a partir de ontem, entraram três tradings comprando arroz para exportação, em média a R$ 90, e isso deve segurar o mercado”, afirma Nunes.
Chuvas atrasam plantio em regiões produtoras
Apesar de o avanço geral do plantio no Rio Grande do Sul superar o registrado no mesmo período da safra anterior, a situação varia entre as regiões produtoras. De acordo com a Federarroz, o resultado estadual é influenciado pelo desempenho da Fronteira Oeste, região com participação expressiva na área cultivada.
O presidente da entidade relata atrasos no Litoral Norte, na Planície Costeira Interna e na Zona Sul, especialmente nos municípios de Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande.
“O plantio está avançado em relação à safra anterior no RS e em algumas regiões está muito atrasado”, explica Nunes.
Na Fronteira Oeste e em Santa Vitória do Palmar, as baixas temperaturas também prejudicam a emergência das plantas, inclusive em áreas semeadas mais cedo. O excesso de chuva e as temperaturas reduzidas dificultam o andamento das operações no campo.
Crédito para a safra preocupa produtores
Além das condições climáticas, a demora na liberação de crédito para o próximo ciclo preocupa os arrozeiros. Segundo a Federarroz, as negociações com as instituições financeiras avançam lentamente, dificultando o acesso aos recursos necessários para financiar a produção.
A orientação da entidade aos produtores que precisam de apoio é procurar suas representações para buscar encaminhamentos. O atraso na definição das condições financeiras mantém o crédito entre os principais pontos de atenção do setor para a próxima safra.
*Com informações da assessoria de imprensa
Business
China impulsiona exportações de DDG de Mato Grosso, que já superam resultado de 2025

A China já responde por quase dois terços das exportações de DDG de Mato Grosso em 2026, consolidando-se como o principal mercado para o coproduto do milho. O avanço ocorre mesmo com a redução da participação chinesa nas compras de milho em grão do estado, em um movimento que evidencia a mudança na relação comercial entre os dois mercados.
O país asiático abriu espaço para o DDG mato-grossense em fevereiro deste ano e, em poucos meses, passou a liderar os destinos do produto. De janeiro a setembro, as exportações estaduais somaram 754,88 mil toneladas, volume 35,01% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
A força dessa demanda ficou evidente em setembro. Das 130,65 mil toneladas embarcadas por Mato Grosso no mês, 114,41 mil foram destinadas à China, que concentrou 87,64% do total. Foi o maior volume mensal importado pelo país desde a abertura do mercado.
O resultado também colocou setembro como o segundo melhor mês da série histórica das exportações estaduais de DDG. O volume foi mais que o dobro do registrado em agosto, sinalizando o avanço das compras chinesas.
Para Juan Porto, analista de agroindústria do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a mudança está relacionada ao cenário de oferta de milho na China. “Nos últimos anos, a China tem tido safras de milho excelentes, o que reduziu essa necessidade de importação deles”, explica.
Demanda chinesa muda o cenário comercial
A redução da necessidade de importar milho em grão não impediu o crescimento da presença chinesa no mercado de DDG. O país vem ampliando as compras do coproduto, utilizado principalmente na alimentação animal, e assumiu papel central nas exportações mato-grossenses.
“Então, hoje, apesar de não ocuparem uma posição de destaque no consumo do milho em grão de Mato Grosso, eles vêm ganhando bastante relevância nas importações de DDG”, afirma Porto.
A abertura do mercado em fevereiro ajudou a estabelecer essa nova frente comercial. Desde então, a China ampliou sua participação nos embarques, até alcançar, em setembro, o maior volume mensal importado desde o início das compras.
A concentração das vendas nesse destino ajuda a dimensionar o peso do mercado asiático para o desempenho do setor. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, os compradores chineses responderam por 63,54% das exportações estaduais de DDG.
Embarques já superam todo o ano passado
O crescimento das vendas externas também aparece na comparação com o resultado anual de 2025. Até setembro, Mato Grosso havia exportado 754,88 mil toneladas, acima das 704,66 mil toneladas embarcadas durante os 12 meses do ano passado.
O desempenho mensal mais recente contribuiu para ampliar essa diferença. Em setembro, o estado enviou pouco mais de 130 mil toneladas ao exterior, segundo Porto, que destaca a dimensão do resultado em relação ao mês anterior.
“No mês de setembro, Mato Grosso exportou pouco mais de 130 mil toneladas de DDG, sendo o segundo maior volume mensal de toda a série histórica e também mais que o dobro do que a gente viu no mês de agosto”, pontua o analista.
O DDG é obtido no processamento do milho e tem a alimentação animal como principal aplicação. O avanço das exportações amplia as possibilidades de comercialização desse coproduto pela agroindústria estadual, enquanto a China ganha espaço como mercado comprador.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Sustentabilidade21 horas agoIPPA//CEPEA: Índice avança em setembro, impulsionado pelos preços dos grãos – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoVassourinha-de-botão apresenta elevado potencial de dano e difícil controle em pós-emergência – MAIS SOJA
Featured22 horas agoMenina de 10 anos morre após disparo acidental dentro de casa em Sinop
Business18 horas agoCNA apresenta documento com 8 propostas e prioridades para o agro na COP 31
Business20 horas agoSTF declara cobrança do Funrural anterior a 2018 inconstitucional
Sustentabilidade22 horas agoEm dia de alta do dólar, soja apresenta reação? Saiba os preços e o cenário da oleaginosa
Sustentabilidade19 horas agoAnálise climática e prognósticos para outubro, novembro e dezembro/26 – MAIS SOJA
Featured18 horas agoCPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios e a “Mulher da SES”

















