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Bolsa de Buenos Aires eleva estimativa para safra de soja da Argentina

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou nesta quinta-feira (21) sua estimativa para a produção de soja da Argentina na safra 2025/26, de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas. A revisão ocorreu após análise com sensores remotos, que também levou a entidade a reduzir a área cultivada de 17,2 milhões para 16,8 milhões de hectares. Segundo a bolsa, o ajuste foi compensado por rendimentos acima da média em ampla parte da área agrícola.
De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área de soja ficou 9% abaixo da safra passada e 1,3% menor que a média das últimas cinco campanhas. Ainda assim, a produtividade média nacional foi estimada em 3,28 toneladas por hectare, o maior nível das últimas seis temporadas.
A colheita da oleaginosa avançou 17 pontos porcentuais na última semana e atingiu 74,7% da área apta. O ritmo indica avanço acelerado dos trabalhos em relação ao milho, cuja colheita segue mais lenta no país.
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Para o cereal, a bolsa também revisou para cima sua projeção de produção em 2025/26, de 61 milhões para 64 milhões de toneladas. A área semeada foi ajustada em 300 mil hectares, para 8,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio nacional foi estimado em 8,48 toneladas por hectare.
A colheita de milho alcançou 32,9% da área apta, com avanço semanal de 0,9 ponto porcentual. Segundo a entidade, os trabalhos continuam lentos porque os agricultores estão priorizando a retirada da soja em grande parte da região agrícola.
As revisões na Argentina são acompanhadas pelo mercado por envolverem um dos principais produtores e exportadores globais de soja e milho. Com produção maior, a oferta regional de grãos ganha novo parâmetro para formação de preços e fluxo comercial. A dimensão desse efeito sobre as cotações dependerá da evolução da colheita, da qualidade final dos grãos e das condições de comercialização nos próximos relatórios.
No curto prazo, o mercado deve seguir atento ao avanço da colheita e a eventuais novos ajustes de produtividade e área. Até o momento, os dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicam cenário de oferta mais robusta na Argentina, embora ainda dependente da consolidação dos trabalhos de campo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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