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Escola agrícola em Orizona recebe máquinas e cisterna para formação de jovens rurais

A Escola Família Agrícola (EFA) Ori, em Orizona (GO), recebeu nesta quarta-feira (21) três motocultivadores para atividades pedagógicas e produtivas da Unidade de Referência Tecnológica que está em implantação no local. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a ação também incluiu o início da construção de uma cisterna com capacidade para 30 mil litros e atividades práticas de capacitação para estudantes da unidade.
De acordo com o MDA, o mutirão realizado na escola marcou a primeira atividade de tecnologia social para captação de água da chuva na unidade. Os alunos participaram da montagem dos motocultivadores, em uma etapa voltada ao aprendizado prático sobre operação de máquinas e mecanização adaptada à realidade da agricultura familiar.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O foco, segundo os organizadores, é ampliar a formação técnica de jovens rurais por meio de demonstrações de tecnologias sociais, uso de equipamentos agrícolas e participação dos estudantes em processos de implantação e disseminação tecnológica.
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Além dos três motocultivadores já entregues, a unidade deve receber nos próximos dias um microtrator, 10 kits de irrigação e uma casa de farinha móvel. O conjunto de equipamentos está direcionado a atividades de ensino e produção, com aplicação em sistemas de pequena escala, comuns em propriedades familiares.
Outro eixo da ação é a infraestrutura hídrica. A cisterna de 30 mil litros começou a ser construída de forma coletiva por estudantes, equipe técnica do ministério e profissionais da UFG. A estrutura deve apoiar o armazenamento de água de chuva e o uso racional do recurso, tema relevante para áreas sujeitas a variações no regime de precipitação.
Segundo Ana Pupe, coordenadora-geral de Infraestrutura e Superação da Pobreza Rural do MDA, a proposta reúne formação, mecanização adaptada e tecnologias acessíveis. O ministério não informou, no material divulgado, o cronograma completo de implantação da unidade nem o investimento total da ação.
A implantação da Unidade de Referência Tecnológica em Orizona concentra práticas de mecanização, irrigação e armazenamento de água que podem servir de base para formação técnica no meio rural. A dimensão do alcance produtivo da iniciativa dependerá da conclusão da estrutura prevista e do uso continuado dos equipamentos pela escola e pelos estudantes.
Fonte: gov.br
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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).
A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.
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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.
Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.
Fonte: camara.leg.br
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Mosaic reduz produção de fosfato no Brasil por restrições no fornecimento de enxofre

A Mosaic anunciou nesta sexta-feira (10) a adoção de medidas para reduzir a produção de fosfato no Brasil em razão de restrições no fornecimento de enxofre, insumo usado na fabricação de fertilizantes. Segundo a empresa, a decisão responde às condições atuais de mercado e não altera o planejamento de longo prazo para o País.
A companhia afirmou que a retomada das operações ainda é incerta e depende de fatores externos, entre eles a estabilização dos preços do enxofre, a normalização das cadeias globais de suprimentos, a reabertura de rotas marítimas internacionais e a evolução do cenário geopolítico.
De acordo com a Mosaic, as medidas foram adotadas com foco em segurança, transparência e redução de impactos para funcionários, fornecedores, clientes e agricultores. A empresa também informou que avalia alternativas para o suprimento de matérias-primas e mantém diálogo com representantes sindicais, parceiros comerciais e autoridades governamentais.
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Nas unidades de Candeias, na Bahia, e Catalão, em Goiás, as atividades já foram interrompidas. A empresa informou ainda que pode haver efeitos no quadro de funcionários, condicionados às negociações com os sindicatos.
Em Palmeirante, no Tocantins, e Sorriso, em Mato Grosso, houve redução na produção. Os complexos de Tapira e Catalão, em Minas Gerais e Goiás, seguem paralisados. Para o complexo de Uberaba, em Minas Gerais, está previsto o início da hibernação em setembro.
No Paraná, o Porto da Fospar, em Paranaguá, opera em regime de normalidade. A fabricação de fertilizantes na unidade deve seguir até o fim de setembro, período estimado para o término dos estoques de ácido sulfúrico. Já a unidade de Cajati, em São Paulo, continua em atividade com o uso de importações de enxofre para atender o setor de nutrição animal.
A redução da produção de fosfato ocorre em diferentes unidades da Mosaic no Brasil, em um cenário de restrições no fornecimento de enxofre e de incerteza sobre a normalização das condições de suprimento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Parceria leva cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro para a China

A empresa chinesa Donna Jannie firmou parceria com a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), de Minas Gerais, para importar cafés cultivados por mulheres do programa Elas no Café. A remessa com microlotes especiais deixou o Brasil em 17 de junho e tem chegada prevista a Shanghai em 30 de julho. O embarque reúne quatro lotes produzidos por associadas da cooperativa.
Segundo a Expocacer, o programa Elas no Café reúne 140 mulheres, que representam cerca de 20% do quadro de associados. As cafeicultoras ligadas à iniciativa produzem 534.080 sacas de 60 quilos em uma área de 13.440 hectares.
A gerente de Cafés Especiais da Expocacer, Sandra Moraes, informou que a exportação para a China inclui quatro lotes diferentes produzidos pelas associadas Celia Regina Alves Nunes, da Fazenda Claudio; Mariana Velloso Heitor, da Fazenda Gigante Leal; Sarah Mendes Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara; e Vera de Oliveira Nunes Figueiredo, da Fazenda Freitas.
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De acordo com Jian Xueya, empresária à frente da Donna Jannie, a parceria foi estruturada com foco de longo prazo e com intenção de realizar importações mensais. A proposta, segundo ela, é construir um vínculo comercial com a Expocacer para adquirir principalmente cafés produzidos pelas cooperadas do Cerrado Mineiro.
Na operação, os lotes do Elas no Café serão comercializados por meio da marca Lady Coffees. Jian Xueya afirmou que o nome de cada produtora do Cerrado Mineiro será incluído nas embalagens, como forma de valorização do trabalho das cafeicultoras. Após a torra realizada por um parceiro, os cafés também serão distribuídos para cafeterias na China.
Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, em 2025, a China importou 1,123 milhão de sacas de 60 quilos de café do Brasil. O volume representou 2,8% dos embarques totais do produto e colocou o país asiático na 10ª posição entre os principais destinos do café brasileiro no ano.
A parceria entre a empresa chinesa Donna Jannie e a Expocacer abre espaço para a presença de microlotes especiais produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro no mercado chinês, em uma operação que reúne cafés de quatro associadas e tem perspectiva de continuidade nas importações.
Fonte: Estadão Conteúdo
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