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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).
A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.
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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.
Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.
Fonte: camara.leg.br
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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.
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Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.
O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.
Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?
A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.
Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.
“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.
Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.
Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.
A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.
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Mosaic reduz produção de fosfato no Brasil por restrições no fornecimento de enxofre

A Mosaic anunciou nesta sexta-feira (10) a adoção de medidas para reduzir a produção de fosfato no Brasil em razão de restrições no fornecimento de enxofre, insumo usado na fabricação de fertilizantes. Segundo a empresa, a decisão responde às condições atuais de mercado e não altera o planejamento de longo prazo para o País.
A companhia afirmou que a retomada das operações ainda é incerta e depende de fatores externos, entre eles a estabilização dos preços do enxofre, a normalização das cadeias globais de suprimentos, a reabertura de rotas marítimas internacionais e a evolução do cenário geopolítico.
De acordo com a Mosaic, as medidas foram adotadas com foco em segurança, transparência e redução de impactos para funcionários, fornecedores, clientes e agricultores. A empresa também informou que avalia alternativas para o suprimento de matérias-primas e mantém diálogo com representantes sindicais, parceiros comerciais e autoridades governamentais.
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Nas unidades de Candeias, na Bahia, e Catalão, em Goiás, as atividades já foram interrompidas. A empresa informou ainda que pode haver efeitos no quadro de funcionários, condicionados às negociações com os sindicatos.
Em Palmeirante, no Tocantins, e Sorriso, em Mato Grosso, houve redução na produção. Os complexos de Tapira e Catalão, em Minas Gerais e Goiás, seguem paralisados. Para o complexo de Uberaba, em Minas Gerais, está previsto o início da hibernação em setembro.
No Paraná, o Porto da Fospar, em Paranaguá, opera em regime de normalidade. A fabricação de fertilizantes na unidade deve seguir até o fim de setembro, período estimado para o término dos estoques de ácido sulfúrico. Já a unidade de Cajati, em São Paulo, continua em atividade com o uso de importações de enxofre para atender o setor de nutrição animal.
A redução da produção de fosfato ocorre em diferentes unidades da Mosaic no Brasil, em um cenário de restrições no fornecimento de enxofre e de incerteza sobre a normalização das condições de suprimento.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Parceria leva cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro para a China

A empresa chinesa Donna Jannie firmou parceria com a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), de Minas Gerais, para importar cafés cultivados por mulheres do programa Elas no Café. A remessa com microlotes especiais deixou o Brasil em 17 de junho e tem chegada prevista a Shanghai em 30 de julho. O embarque reúne quatro lotes produzidos por associadas da cooperativa.
Segundo a Expocacer, o programa Elas no Café reúne 140 mulheres, que representam cerca de 20% do quadro de associados. As cafeicultoras ligadas à iniciativa produzem 534.080 sacas de 60 quilos em uma área de 13.440 hectares.
A gerente de Cafés Especiais da Expocacer, Sandra Moraes, informou que a exportação para a China inclui quatro lotes diferentes produzidos pelas associadas Celia Regina Alves Nunes, da Fazenda Claudio; Mariana Velloso Heitor, da Fazenda Gigante Leal; Sarah Mendes Nascimento, da Fazenda São Pedro de Alcântara; e Vera de Oliveira Nunes Figueiredo, da Fazenda Freitas.
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De acordo com Jian Xueya, empresária à frente da Donna Jannie, a parceria foi estruturada com foco de longo prazo e com intenção de realizar importações mensais. A proposta, segundo ela, é construir um vínculo comercial com a Expocacer para adquirir principalmente cafés produzidos pelas cooperadas do Cerrado Mineiro.
Na operação, os lotes do Elas no Café serão comercializados por meio da marca Lady Coffees. Jian Xueya afirmou que o nome de cada produtora do Cerrado Mineiro será incluído nas embalagens, como forma de valorização do trabalho das cafeicultoras. Após a torra realizada por um parceiro, os cafés também serão distribuídos para cafeterias na China.
Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, em 2025, a China importou 1,123 milhão de sacas de 60 quilos de café do Brasil. O volume representou 2,8% dos embarques totais do produto e colocou o país asiático na 10ª posição entre os principais destinos do café brasileiro no ano.
A parceria entre a empresa chinesa Donna Jannie e a Expocacer abre espaço para a presença de microlotes especiais produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro no mercado chinês, em uma operação que reúne cafés de quatro associadas e tem perspectiva de continuidade nas importações.
Fonte: Estadão Conteúdo
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