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16 de outubro de 2026

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Colheita de soja na Argentina é concluída com produção de 50,1 milhões de toneladas

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

A colheita de soja na Argentina foi oficialmente encerrada com uma produção estimada em 50,1 milhões de toneladas, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Segundo a entidade, ainda restam poucos lotes a serem colhidos no sudeste da província de Buenos Aires, mas a área remanescente não é suficiente para alterar a estimativa nacional. A produtividade média da cultura foi de 3,13 toneladas por hectare.

Embora o volume produzido tenha ficado 0,4% abaixo do registrado na safra anterior, o resultado supera em 19% a média das últimas cinco temporadas. O rendimento médio nacional também apresentou desempenho superior, ficando 5% acima do obtido na campanha anterior e 21% acima da média dos últimos cinco ciclos.

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No milho, a colheita alcançou 56,4% da área apta, avanço de 3,5 pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado em 2 de julho. A produtividade média é de 8,12 toneladas por hectare, enquanto a estimativa de produção foi mantida em 64 milhões de toneladas.

Apesar do avanço dos trabalhos, a colheita segue 14 pontos porcentuais atrasada em comparação com a safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereais, o ritmo mais lento é consequência, principalmente, da elevada umidade dos grãos e, em menor escala, das condições desfavoráveis do solo em algumas regiões.

Já o plantio do trigo da safra 2026/27 atingiu 87,9% da área prevista de 6,5 milhões de hectares, após avanço de 7 pontos porcentuais no período. O índice ainda está 3,1 pontos porcentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, mas permanece 12,2 pontos porcentuais acima da média histórica. As lavouras apresentam, em sua maioria, boas condições de desenvolvimento, com oferta hídrica classificada entre adequada e ótima.

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A semeadura da cevada também avançou de forma significativa, alcançando 67,6% da área projetada após crescimento de 33 pontos porcentuais na quinzena. Apesar da evolução, os trabalhos ainda registram atraso de 12 pontos porcentuais em relação à safra passada e de 6 pontos porcentuais frente à média histórica, reflexo das dificuldades de acesso das máquinas às áreas de cultivo.

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Resultado da eleição para PL pode enfraquecer Ananias Filho no comando do diretório

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Membros do partido, maioria ligada a campanhas vitoriosas, dizem que vão pensar sobre a organização o grupo após o 2º turno para presidente

O resultado das eleições para o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso pode afetar o posto de Ananias Filho, presidente do diretório. Membros do partido, apoiadores dos candidatos vencedores na sigla, dizem que talvez seja a hora de repensar a direção, mas sem admitir a saída de Ananias. 

O produtor rural, Odílio Balbinotti, suplente de senador de José Medeiros, diz que eles devem começar a pensar sobre o formato do diretório após a campanha de segundo turno. 

Ele tem sido cauteloso ao dizer que a conversa sobre reformulação do grupo é normal após o resultado abaixo da expectativa, mas descartando articulação em andamento para retirar Ananias da presidência. 

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“Eu não entendo muito de partido. O que eu entendo é que, naturalmente, depois das eleições, deve-se ter uma acomodação dentro de todos os partidos”, disse. 

A resistência da ala de bolsonaristas raízes à aliança do PL com MDB (Movimento Democrático Brasileiro) respingou em Ananias. Como presidente do diretório, ele passou a ser visto como o responsável por dar a chancela ao acordo, que não vingou na prática. 

Recentemente, ele mesmo admitiu que a aliança foi erro de estratégia e que a direção do partido a oficializou sem a aprovação da base. No histórico do partido, ele tem proximidade com o senador Wellington Fagundes, candidato ao governo derrotado, que influenciou sua chegada ao comando do diretório. 

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Gallo admite PDV para enxugar máquina pública em MT

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Ex-secretário afirmou que a hipótese não seria para curto prazo, mas está no radar do governo, se for uma medida eficiente para o gasto público

Ex-secretário de Fazenda foi escolhido por Otaviano Pivetta para avaliar a estrutura do governo a partir de 2027; programa de demissão voluntária é uma das alternativas em análise para reduzir despesas com pessoal.

O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o governo de Mato Grosso poderá voltar a adotar o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como estratégia para reduzir os gastos com a folha de pagamento e enxugar a máquina pública. Segundo ele, a medida está entre as alternativas em avaliação, mas não deve ser implementada no curto prazo.

“Nada está descartado, isso está na mesa, estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria, hoje, que não está na mesa para curto prazo”, afirmou.

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Gallo foi escolhido pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para avaliar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027, quando começa o novo mandato. Um dos objetivos do planejamento é reduzir a estrutura da máquina pública e buscar maior eficiência nos gastos governamentais.

De acordo com Gallo, a análise está concentrada nas medidas administrativas que possam apresentar melhores resultados. O PDV é uma das possibilidades consideradas por já ter sido adotado anteriormente durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), sobretudo em empresas estatais.

O programa prevê incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. A adesão é estimulada por meio de pagamentos compensatórios, como forma de reduzir o quadro de pessoal e, consequentemente, as despesas do poder público.

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Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas opostas para economia e controle da dívida pública

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Projetos divergem sobre tamanho do Estado, impostos e leis trabalhistas, mas ambas as campanhas prometem manter programas sociais

As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho. 

Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.

Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.

Resumo das propostas econômicas

Lula

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  • Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais
  • Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
  • Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
  • Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
  • Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
  • Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.

Flávio Bolsonaro

  • Redução do Estado e contenção mais forte das despesas
  • Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
  • Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
  • Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
  • Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
  • Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.

Ajuste fiscal

Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.

A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.

Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.

Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.

Impostos e investimentos

Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.

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Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.

A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.

Brasília-DF, 10.11.2023, A Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a CEASA-DF, tem movimento intenso de pessoas que buscam as melhores frutas, legumes e verduras.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Valorização do salário mínimo e custos de contratação são debatidos nos planos dos candidatos à Presidência Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Trabalho e renda

Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.

Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.

Programas sociais

Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.

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A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.

Governos anteriores

De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.

No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.

Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.

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