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Pai e filho são presos pela Rotam vendendo drogas para facção criminosa em Cuiabá

Trio foi flagrado em residência no bairro Altos do Parque. PM apreendeu 80 porções de maconha, pasta base e cocaína, além de dinheiro do tráfico
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam três homens, nesta quinta-feira (9.7), suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Cuiabá. Com eles, foram apreendidos 80 porções de substância análogas à maconha, pasta base e cocaína.
Os militares receberam denúncia de que integrantes de uma facção criminosa estariam comercializando entorpecentes em uma residência no bairro Altos do Parque.
Durante o patrulhamento, os militares localizaram dois suspeitos, de 36 e 23 anos, que tentaram fugir ao perceber aproximação dos policiais, sendo abordados em seguida. A dupla se apresentou como pai e filho.
Os policiais militares abordaram um terceiro suspeito, de 18 anos, no interior do imóvel. No momento em que as equipes realizavam buscas foram localizados 49 porções de maconha, 29 de pasta base e uma de cocaína, além de uma balança de precisão e R$ 879.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia junto dos ilícitos apreendidos para demais providências que o caso requer
Com Assessoria
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Resultado da eleição para PL pode enfraquecer Ananias Filho no comando do diretório

Membros do partido, maioria ligada a campanhas vitoriosas, dizem que vão pensar sobre a organização o grupo após o 2º turno para presidente
O resultado das eleições para o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso pode afetar o posto de Ananias Filho, presidente do diretório. Membros do partido, apoiadores dos candidatos vencedores na sigla, dizem que talvez seja a hora de repensar a direção, mas sem admitir a saída de Ananias.
O produtor rural, Odílio Balbinotti, suplente de senador de José Medeiros, diz que eles devem começar a pensar sobre o formato do diretório após a campanha de segundo turno.
Ele tem sido cauteloso ao dizer que a conversa sobre reformulação do grupo é normal após o resultado abaixo da expectativa, mas descartando articulação em andamento para retirar Ananias da presidência.
“Eu não entendo muito de partido. O que eu entendo é que, naturalmente, depois das eleições, deve-se ter uma acomodação dentro de todos os partidos”, disse.
A resistência da ala de bolsonaristas raízes à aliança do PL com MDB (Movimento Democrático Brasileiro) respingou em Ananias. Como presidente do diretório, ele passou a ser visto como o responsável por dar a chancela ao acordo, que não vingou na prática.
Recentemente, ele mesmo admitiu que a aliança foi erro de estratégia e que a direção do partido a oficializou sem a aprovação da base. No histórico do partido, ele tem proximidade com o senador Wellington Fagundes, candidato ao governo derrotado, que influenciou sua chegada ao comando do diretório.
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Gallo admite PDV para enxugar máquina pública em MT

Ex-secretário afirmou que a hipótese não seria para curto prazo, mas está no radar do governo, se for uma medida eficiente para o gasto público
Ex-secretário de Fazenda foi escolhido por Otaviano Pivetta para avaliar a estrutura do governo a partir de 2027; programa de demissão voluntária é uma das alternativas em análise para reduzir despesas com pessoal.
O ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo afirmou que o governo de Mato Grosso poderá voltar a adotar o Programa de Demissão Voluntária (PDV) como estratégia para reduzir os gastos com a folha de pagamento e enxugar a máquina pública. Segundo ele, a medida está entre as alternativas em avaliação, mas não deve ser implementada no curto prazo.
“Nada está descartado, isso está na mesa, estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria, hoje, que não está na mesa para curto prazo”, afirmou.
Gallo foi escolhido pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) para avaliar a estrutura administrativa do governo a partir de 2027, quando começa o novo mandato. Um dos objetivos do planejamento é reduzir a estrutura da máquina pública e buscar maior eficiência nos gastos governamentais.
De acordo com Gallo, a análise está concentrada nas medidas administrativas que possam apresentar melhores resultados. O PDV é uma das possibilidades consideradas por já ter sido adotado anteriormente durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), sobretudo em empresas estatais.
O programa prevê incentivos financeiros para que servidores optem voluntariamente pelo desligamento. A adesão é estimulada por meio de pagamentos compensatórios, como forma de reduzir o quadro de pessoal e, consequentemente, as despesas do poder público.
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Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas opostas para economia e controle da dívida pública

Projetos divergem sobre tamanho do Estado, impostos e leis trabalhistas, mas ambas as campanhas prometem manter programas sociais
As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho. 
Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.
Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.
Resumo das propostas econômicas
Lula
- Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais
- Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
- Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
- Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
- Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
- Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.
Flávio Bolsonaro
- Redução do Estado e contenção mais forte das despesas
- Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
- Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
- Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
- Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
- Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.
Ajuste fiscal
Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.
A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.
Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.
Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.
O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
Impostos e investimentos
Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.
Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.
A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.
Trabalho e renda
Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.
Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.
Programas sociais
Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.
A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.
Governos anteriores
De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.
Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.
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