Sustentabilidade
recorde histórico de 156,13 sc/ha

A safra 2025/26 ficará marcada na história da sojicultura brasileira. O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC), atingiu 156,13 sacas por hectare e se tornou o Campeão Nacional da 18ª edição do Desafio de Máxima Produtividade do CESB — o maior resultado já auditado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil em dezoito anos de competição. Os resultados foram divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho em Indaiatuba (SP).
Mas o recorde individual não é o único dado que chama atenção. A média de produtividade de todas as áreas auditadas pelo CESB nesta safra chegou a 97,25 sc/ha. Mais revelador ainda: todos os dez melhores colocados da edição estão acima de 120 sacas por hectare — um patamar que era considerado fora do alcance prático há menos de uma década.
Uma evolução que os números comprovam
A trajetória do Desafio CESB ao longo de 18 anos deixa claro o avanço da sojicultura brasileira:
Na safra 08/09, o TOP 10 do Desafio registrava média de 77,8 sc/ha. Na safra 25/26, essa mesma faixa está em 138,53 sc/ha — um salto de mais de 60 sacas em menos de duas décadas.
Outro dado que ilustra essa evolução: na safra 08/09, nenhuma das áreas auditadas ultrapassava 90 sc/ha. Em 2025/26, 72% das áreas inscritas estão acima desse patamar. A média histórica do Desafio, ao longo dos 18 anos de competição, é de 84,81 sc/ha.
A edição atual também registrou crescimento de participação: foram 5.300 inscrições contra 4.726 na safra anterior, representando alta de 12%. Produtores de 1.061 municípios e 18 estados participaram, abrangendo 4,8 milhões de hectares — o equivalente a 10% da área brasileira cultivada com soja. O número de auditorias subiu de 812 para 922 áreas, crescimento de 13,5%.
O que explica os maiores resultados: o sistema, não a ação isolada
O ponto central debatido no Fórum foi a lógica que orienta os sistemas de maior desempenho. De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, os pilares que se repetem nas áreas recordistas são: implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de alto vigor, construção e manejo do perfil do solo, nutrição equilibrada ao longo do ciclo, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, e assistência técnica qualificada.
“O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente”, afirmou Silva.
O desejo do CESB, segundo os palestrantes, é que os sistemas de alto rendimento alcancem margem líquida acima de 40% — combinando produtividade, eficiência e rentabilidade como tripé inegociável.
Case Sul/Nacional: 156,13 sc/ha em Major Vieira (SC)
A Agrícola Lourival Ruthes colheu 156,13 sc/ha em uma área inserida em um contexto desafiador: janela de semeadura estreita na região e acúmulo de apenas 781mm de chuva no ciclo.
A cultivar utilizada foi a BMX Zeus Ipro, semeada em 11 de novembro com ciclo de 136 dias. A população esperada era de 290.000 plantas/ha e a obtida chegou a 270.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. A maioria das vagens apresentou três grãos, e o Peso de Mil Grãos (PMG) alcançou 243,33g frente à referência da obtentora de 209g — com 235 grãos por planta.
Entre os diferenciais do manejo, destacam-se aplicações foliares em V4 e V6 para melhorar a deposição e absorção dos produtos e prevenção ao mofo branco, além do uso de bico cone para fungicidas em velocidade abaixo de 10km/h. Em R5.5, foi realizada aplicação para o manejo do complexo de manchas, com inclusão de mancozebe — cujo efeito, segundo o consultor Daicon Godeski Moreira, é mais fisiológico do que fungicida nessa janela. A decisão de aplicação foi tomada com monitoramento de 50% dos trifólios ainda verdes.
O custo de produção da área foi de R$ 8.163,53/ha — bem acima do custo médio das áreas auditadas na região, de R$ 4.718,06/ha. A receita bruta alcançou R$ 18.735,60/ha, com preço médio de venda de R$ 120,00/sc. O ROI da área foi de 1,29, com eficiência agronômica de 91% e eficiência climática de 83%.
Case Nordeste: 143,77 sc/ha e a oitava conquista do Grupo Gorgen

O Grupo Gorgen, com consultoria de Edinei Fugalli, sagrou-se octacampeão da Região Nordeste na categoria Sequeiro, com 143,77 sc/ha na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA).
A fazenda totaliza 3.300 hectares de soja com média de 95,8 sc/ha. O talhão campeão apresentou eficiência climática de 82% e eficiência agronômica de 92%, com acúmulo de 1.320mm de chuva durante o ciclo e alguns momentos de estiagem.
A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 3 de novembro com 126 dias de ciclo. A população almejada era de 250.000 plantas/ha, com 230.666 plantas/ha obtidas (queda de 8%). A produção sobre algodão — cultura que exporta poucos nutrientes do solo, pois apenas a fibra sai da área — contribuiu para a construção da fertilidade. A resistência de penetração do solo atinge 1,5 MPa acima de 40cm, manejada com escarificação a cada quatro anos nas áreas de algodão.
Um ponto de destaque foi a ausência de glifosato na dessecação pós-emergência. “Um sonho realizado”, segundo o consultor Fugalli. A dessecação em pós foi realizada principalmente para controle do algodão tigueira. O ROI do talhão foi de 1,90.
Case Norte: 136,84 sc/ha com chuvas bem distribuídas no Tocantins

Na Fazenda Isabela, em Goiatins (TO), o produtor Pedro Foresto Crispim colheu 136,84 sc/ha com a cultivar NEO 820 Ipro, semeada em 2 de novembro com 123 dias de ciclo. A fazenda tem 1.000 hectares totais, dos quais 435 ha de soja, com média geral de 86 sc/ha.
O acúmulo de chuvas foi de 1.026mm durante o ciclo, com boa distribuição. A eficiência climática foi de 87% e a eficiência agronômica de 91%. A população obtida foi de 220.000 plantas/ha frente a 260.000 almejadas. O PMG alcançou 263,33g contra base de 205g da obtentora.
O ROI foi de 1,55, com preço médio de venda de R$ 118/sc e lucratividade líquida de 60,86% — o que evidencia o papel da rentabilidade como objetivo central do sistema, e não apenas da produtividade máxima.
Case Irrigado: 138,97 sc/ha e o manejo de solos arenosos em Goiás

A Fazenda Lago Bonito, do Grupo Santa Vitória, em Mundo Novo (GO), registrou 138,97 sc/ha na categoria Irrigado — recorde histórico do CESB nessa modalidade. A área total da fazenda é de 234 hectares, com média de 92,82 sc/ha. A operação iniciou em 2020 e já no primeiro ano de soja, em 2022, a média foi de 78,9 sc/ha.
O solo arenoso da área (12% argila) exigiu trabalho intensivo de correção de solo, incluindo alumínio tóxico entre 20 e 40cm de profundidade, descompactação com subsolador e uso de Brachiaria piatã para descompactação e translocação de nutrientes no perfil. A chuva acumulada no ciclo foi de 929mm, dos quais 128mm vieram da irrigação.
A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 1º de outubro com 129 dias de ciclo. A população esperada era de 180.000 plantas/ha e a obtida foi de 172.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. O PMG chegou a 193g contra referência de 171g. O custo de produção da área foi de R$ 6.106,33/ha frente a R$ 5.160,00/ha de custo médio regional. O ROI foi de 1,62, com eficiência climática de 72% e eficiência agronômica de 93%.
Case Centro-Oeste: 118,68 sc/ha em Confresa (MT)

Na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT), o produtor Rodolfo Schlatter registrou 118,68 sc/ha com a cultivar BMX Olimpo Ipro, semeada em 30 de outubro com 122 dias de ciclo. A eficiência climática foi de 93% e a eficiência agronômica de 78%, com 1.320mm de acúmulo de chuvas no ciclo e solo com boa infiltração até 40cm de profundidade.
A população almejada era de 288.000 plantas/ha, com 251.777 plantas/ha obtidas. A altura de plantas foi de 110cm, com PMG de 220g contra referência de 171g da obtentora. O ROI foi de 1,24.
Case Sudeste: 122,66 sc/ha em Cambuquira (MG)

A Agropecuária Três Irmãos, na Fazenda Floresta em Cambuquira (MG), colheu 122,66 sc/ha com a cultivar DM 54IY57 RF12X, semeada em 10 de novembro com 128 dias de ciclo. A produtividade do talhão campeão foi de 86,39 sc/ha, com média da fazenda de 85,83 sc/ha — demonstrando que o talhão auditado supera significativamente a média da propriedade.
A eficiência climática foi de 90% e a agronômica de 79%, com 1.124mm de chuva acumulada no ciclo. O PMG obtido foi de 233,33g frente à referência de 170g, resultado atribuído à fotossíntese prolongada promovida por nutrição adequada ao longo de todo o ciclo. O cálcio esteve acima de 30% da CTC até mais de 1,80m de profundidade.
O custo de produção do talhão foi de R$ 7.218,00/ha ante um custo médio regional de R$ 6.205,00/ha. O ROI foi de 1,17, e a propriedade tem como regra não passar quatro anos sem trigo ou cobertura de inverno em nenhum talhão.
O que o CESB aprendeu em 18 safras
Ao longo de dezoito edições, o Desafio CESB construiu uma das bases de informação mais abrangentes sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. A leitura conjunta dos casos campeões desta safra aponta padrões recorrentes: investimento em manejo de solo e nutrição em profundidade, posicionamento preciso de cultivares, populações de plantas ajustadas ao ambiente, monitoramento rigoroso para decisões de proteção fitossanitária e, sobretudo, manutenção de um sistema de produção coerente ao longo dos anos.

Como sintetizou Sergio Abud, vice-presidente do CESB: “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo.”
O número de 156,13 sc/ha é a expressão máxima desse esforço. Mas o dado mais estratégico para o produtor talvez seja outro: 72% das áreas auditadas na safra 25/26 já passam de 90 sacas. O teto está subindo — e a distância entre os melhores e a média está diminuindo.
Redação: Equipe Mais Soja com informações da assessoria de imprensa CESB.
Sustentabilidade
Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.
Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.
Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.
Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.
Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.
Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.
Resultados em sementes de baixo vigor
Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.
De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.
Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).
Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Fonte: Machado et al. (2026)
Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.
Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!
Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja

Referências:
ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.
MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

Sustentabilidade
Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.
Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.
Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.
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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.
Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.
O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.
Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.
Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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