Sustentabilidade
recorde histórico de 156,13 sc/ha

A safra 2025/26 ficará marcada na história da sojicultura brasileira. O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC), atingiu 156,13 sacas por hectare e se tornou o Campeão Nacional da 18ª edição do Desafio de Máxima Produtividade do CESB — o maior resultado já auditado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil em dezoito anos de competição. Os resultados foram divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho em Indaiatuba (SP).
Mas o recorde individual não é o único dado que chama atenção. A média de produtividade de todas as áreas auditadas pelo CESB nesta safra chegou a 97,25 sc/ha. Mais revelador ainda: todos os dez melhores colocados da edição estão acima de 120 sacas por hectare — um patamar que era considerado fora do alcance prático há menos de uma década.
Uma evolução que os números comprovam
A trajetória do Desafio CESB ao longo de 18 anos deixa claro o avanço da sojicultura brasileira:
Na safra 08/09, o TOP 10 do Desafio registrava média de 77,8 sc/ha. Na safra 25/26, essa mesma faixa está em 138,53 sc/ha — um salto de mais de 60 sacas em menos de duas décadas.
Outro dado que ilustra essa evolução: na safra 08/09, nenhuma das áreas auditadas ultrapassava 90 sc/ha. Em 2025/26, 72% das áreas inscritas estão acima desse patamar. A média histórica do Desafio, ao longo dos 18 anos de competição, é de 84,81 sc/ha.
A edição atual também registrou crescimento de participação: foram 5.300 inscrições contra 4.726 na safra anterior, representando alta de 12%. Produtores de 1.061 municípios e 18 estados participaram, abrangendo 4,8 milhões de hectares — o equivalente a 10% da área brasileira cultivada com soja. O número de auditorias subiu de 812 para 922 áreas, crescimento de 13,5%.
O que explica os maiores resultados: o sistema, não a ação isolada
O ponto central debatido no Fórum foi a lógica que orienta os sistemas de maior desempenho. De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, os pilares que se repetem nas áreas recordistas são: implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de alto vigor, construção e manejo do perfil do solo, nutrição equilibrada ao longo do ciclo, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, e assistência técnica qualificada.
“O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente”, afirmou Silva.
O desejo do CESB, segundo os palestrantes, é que os sistemas de alto rendimento alcancem margem líquida acima de 40% — combinando produtividade, eficiência e rentabilidade como tripé inegociável.
Case Sul/Nacional: 156,13 sc/ha em Major Vieira (SC)
A Agrícola Lourival Ruthes colheu 156,13 sc/ha em uma área inserida em um contexto desafiador: janela de semeadura estreita na região e acúmulo de apenas 781mm de chuva no ciclo.
A cultivar utilizada foi a BMX Zeus Ipro, semeada em 11 de novembro com ciclo de 136 dias. A população esperada era de 290.000 plantas/ha e a obtida chegou a 270.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. A maioria das vagens apresentou três grãos, e o Peso de Mil Grãos (PMG) alcançou 243,33g frente à referência da obtentora de 209g — com 235 grãos por planta.
Entre os diferenciais do manejo, destacam-se aplicações foliares em V4 e V6 para melhorar a deposição e absorção dos produtos e prevenção ao mofo branco, além do uso de bico cone para fungicidas em velocidade abaixo de 10km/h. Em R5.5, foi realizada aplicação para o manejo do complexo de manchas, com inclusão de mancozebe — cujo efeito, segundo o consultor Daicon Godeski Moreira, é mais fisiológico do que fungicida nessa janela. A decisão de aplicação foi tomada com monitoramento de 50% dos trifólios ainda verdes.
O custo de produção da área foi de R$ 8.163,53/ha — bem acima do custo médio das áreas auditadas na região, de R$ 4.718,06/ha. A receita bruta alcançou R$ 18.735,60/ha, com preço médio de venda de R$ 120,00/sc. O ROI da área foi de 1,29, com eficiência agronômica de 91% e eficiência climática de 83%.
Case Nordeste: 143,77 sc/ha e a oitava conquista do Grupo Gorgen

O Grupo Gorgen, com consultoria de Edinei Fugalli, sagrou-se octacampeão da Região Nordeste na categoria Sequeiro, com 143,77 sc/ha na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA).
A fazenda totaliza 3.300 hectares de soja com média de 95,8 sc/ha. O talhão campeão apresentou eficiência climática de 82% e eficiência agronômica de 92%, com acúmulo de 1.320mm de chuva durante o ciclo e alguns momentos de estiagem.
A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 3 de novembro com 126 dias de ciclo. A população almejada era de 250.000 plantas/ha, com 230.666 plantas/ha obtidas (queda de 8%). A produção sobre algodão — cultura que exporta poucos nutrientes do solo, pois apenas a fibra sai da área — contribuiu para a construção da fertilidade. A resistência de penetração do solo atinge 1,5 MPa acima de 40cm, manejada com escarificação a cada quatro anos nas áreas de algodão.
Um ponto de destaque foi a ausência de glifosato na dessecação pós-emergência. “Um sonho realizado”, segundo o consultor Fugalli. A dessecação em pós foi realizada principalmente para controle do algodão tigueira. O ROI do talhão foi de 1,90.
Case Norte: 136,84 sc/ha com chuvas bem distribuídas no Tocantins

Na Fazenda Isabela, em Goiatins (TO), o produtor Pedro Foresto Crispim colheu 136,84 sc/ha com a cultivar NEO 820 Ipro, semeada em 2 de novembro com 123 dias de ciclo. A fazenda tem 1.000 hectares totais, dos quais 435 ha de soja, com média geral de 86 sc/ha.
O acúmulo de chuvas foi de 1.026mm durante o ciclo, com boa distribuição. A eficiência climática foi de 87% e a eficiência agronômica de 91%. A população obtida foi de 220.000 plantas/ha frente a 260.000 almejadas. O PMG alcançou 263,33g contra base de 205g da obtentora.
O ROI foi de 1,55, com preço médio de venda de R$ 118/sc e lucratividade líquida de 60,86% — o que evidencia o papel da rentabilidade como objetivo central do sistema, e não apenas da produtividade máxima.
Case Irrigado: 138,97 sc/ha e o manejo de solos arenosos em Goiás

A Fazenda Lago Bonito, do Grupo Santa Vitória, em Mundo Novo (GO), registrou 138,97 sc/ha na categoria Irrigado — recorde histórico do CESB nessa modalidade. A área total da fazenda é de 234 hectares, com média de 92,82 sc/ha. A operação iniciou em 2020 e já no primeiro ano de soja, em 2022, a média foi de 78,9 sc/ha.
O solo arenoso da área (12% argila) exigiu trabalho intensivo de correção de solo, incluindo alumínio tóxico entre 20 e 40cm de profundidade, descompactação com subsolador e uso de Brachiaria piatã para descompactação e translocação de nutrientes no perfil. A chuva acumulada no ciclo foi de 929mm, dos quais 128mm vieram da irrigação.
A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 1º de outubro com 129 dias de ciclo. A população esperada era de 180.000 plantas/ha e a obtida foi de 172.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. O PMG chegou a 193g contra referência de 171g. O custo de produção da área foi de R$ 6.106,33/ha frente a R$ 5.160,00/ha de custo médio regional. O ROI foi de 1,62, com eficiência climática de 72% e eficiência agronômica de 93%.
Case Centro-Oeste: 118,68 sc/ha em Confresa (MT)

Na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT), o produtor Rodolfo Schlatter registrou 118,68 sc/ha com a cultivar BMX Olimpo Ipro, semeada em 30 de outubro com 122 dias de ciclo. A eficiência climática foi de 93% e a eficiência agronômica de 78%, com 1.320mm de acúmulo de chuvas no ciclo e solo com boa infiltração até 40cm de profundidade.
A população almejada era de 288.000 plantas/ha, com 251.777 plantas/ha obtidas. A altura de plantas foi de 110cm, com PMG de 220g contra referência de 171g da obtentora. O ROI foi de 1,24.
Case Sudeste: 122,66 sc/ha em Cambuquira (MG)

A Agropecuária Três Irmãos, na Fazenda Floresta em Cambuquira (MG), colheu 122,66 sc/ha com a cultivar DM 54IY57 RF12X, semeada em 10 de novembro com 128 dias de ciclo. A produtividade do talhão campeão foi de 86,39 sc/ha, com média da fazenda de 85,83 sc/ha — demonstrando que o talhão auditado supera significativamente a média da propriedade.
A eficiência climática foi de 90% e a agronômica de 79%, com 1.124mm de chuva acumulada no ciclo. O PMG obtido foi de 233,33g frente à referência de 170g, resultado atribuído à fotossíntese prolongada promovida por nutrição adequada ao longo de todo o ciclo. O cálcio esteve acima de 30% da CTC até mais de 1,80m de profundidade.
O custo de produção do talhão foi de R$ 7.218,00/ha ante um custo médio regional de R$ 6.205,00/ha. O ROI foi de 1,17, e a propriedade tem como regra não passar quatro anos sem trigo ou cobertura de inverno em nenhum talhão.
O que o CESB aprendeu em 18 safras
Ao longo de dezoito edições, o Desafio CESB construiu uma das bases de informação mais abrangentes sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. A leitura conjunta dos casos campeões desta safra aponta padrões recorrentes: investimento em manejo de solo e nutrição em profundidade, posicionamento preciso de cultivares, populações de plantas ajustadas ao ambiente, monitoramento rigoroso para decisões de proteção fitossanitária e, sobretudo, manutenção de um sistema de produção coerente ao longo dos anos.

Como sintetizou Sergio Abud, vice-presidente do CESB: “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo.”
O número de 156,13 sc/ha é a expressão máxima desse esforço. Mas o dado mais estratégico para o produtor talvez seja outro: 72% das áreas auditadas na safra 25/26 já passam de 90 sacas. O teto está subindo — e a distância entre os melhores e a média está diminuindo.
Redação: Equipe Mais Soja com informações da assessoria de imprensa CESB.
Agro Mato Grosso
Corteva detalha acordos previstos na separação da Vylor

Minutas à SEC tratam de propriedade intelectual, tratamento de sementes, compras mínimas e exclusividade
A Corteva apresentou ontem à Securities and Exchange Commission (SEC), dos Estados Unidos, duas minutas contratuais ligadas à cisão da Vylor. Os documentos detalham regras para propriedade intelectual e fornecimento de produtos para tratamento de sementes após a conclusão da operação.
Uma das minutas reúne Corteva, Vylor e outras partes signatárias em um acordo sobre propriedade intelectual. O instrumento organiza licenças cruzadas, propriedade conjunta, uso de estudos regulatórios e manutenção de patentes. A outra minuta disciplina a relação de fornecimento de tratamento de sementes entre Corteva Agriscience LLC e Pioneer Hi-Bred International, Inc., identificada como Vylor no documento.
Propriedade intelectual
O acordo de propriedade intelectual prevê licenças cruzadas de patentes, conhecimento técnico, direitos autorais e softwares. As licenças terão alcance mundial, natureza não exclusiva e ausência de royalties. O documento também as classifica como irrevogáveis e integralmente pagas.
A duração varia conforme o tipo de ativo. Para patentes e direitos autorais, a vigência acompanha a duração dos respectivos direitos. Para outros ativos licenciados, o instrumento prevê duração por prazo indeterminado. A estrutura preserva o uso da propriedade intelectual necessária a cada empresa dentro dos campos econômicos definidos na separação.
Vylor e Corteva
O campo atribuído à Vylor abrange genética vegetal, produção de biocombustíveis a partir de plantas e determinadas aplicações em nutrição animal. A genética vegetal inclui melhoramento, desenvolvimento de sementes, características transgênicas, não transgênicas e editadas, além de ferramentas digitais para plantio e manejo.
O campo mantido pela Corteva reúne proteção de cultivos, biológicos, tecnologias aplicadas diretamente às sementes, saúde animal e biociências industriais. A definição de proteção de cultivos engloba produtos destinados ao controle de insetos, nematoides, fungos e plantas daninhas. O campo de tecnologias aplicadas às sementes inclui materiais químicos, biológicos ou de outra natureza aplicados às sementes antes ou durante a semeadura.
Restrições durante cinco anos
As licenças poderão alcançar afiliadas e determinados terceiros dentro dos limites contratuais. O instrumento impõe restrições durante cinco anos após a data efetiva para sublicenças ou colaborações com terceiros específicos e sociedades vinculadas a esses grupos. Colaborações existentes antes de 1º de maio de 2026 ficam fora dessa restrição.
Corteva e Vylor também dividirão, em partes iguais e indivisas, a titularidade de determinada propriedade intelectual conjunta. Cada empresa poderá explorar sua participação conforme as condições previstas. Transferências a terceiros precisarão preservar direitos concedidos à outra parte.
Direito de preferência
O acordo cria ainda um direito de preferência para determinadas patentes licenciadas. Uma empresa interessada em interromper a tramitação ou a manutenção de uma patente deverá comunicar a outra parte com antecedência mínima de sessenta dias em relação ao próximo prazo aplicável. A outra empresa terá trinta dias para exercer o direito de adquirir a patente sem pagamento.
Os estudos regulatórios conjuntos recebem regras próprias. Corteva e Vylor terão participações iguais nos estudos classificados como conjuntos. A transferência desses direitos a terceiros dependerá, em regra, do consentimento da outra parte. O uso de estudo conjunto em submissão a uma autoridade governamental exigirá aviso prévio de pelo menos trinta dias.
Tecnologia Enlist
A tecnologia Enlist ocupa parte relevante dessas disposições. Para a Vylor, as atividades regulatórias incluem aprovações relacionadas a sementes Enlist com eventos isolados ou combinados. Para a Corteva, o escopo inclui registros e limites máximos de resíduos ou tolerâncias de importação relacionados a herbicidas Enlist.
Na soja, Glycine max, o documento cita o evento DAS-44406-6, associado aos produtos Enlist E3 e Conkesta Enlist E3. O evento confere tolerância a herbicidas à base de 2,4-D, glifosato e glufosinato. O acordo também inclui referências a milho e algodão dentro da definição de sementes Enlist.
Tratamento de sementes
A segunda minuta organiza o fornecimento global de produtos para tratamento de sementes. O texto estabelece categorias para produtos atuais do portfólio, produtos adquiridos diretamente de determinados fornecedores e produtos de curto prazo em desenvolvimento. Outros produtos também poderão entrar no escopo mediante instrumentos complementares.
Os suplementos contratuais terão papel central para produtos atuais do portfólio e produtos de curto prazo. Esses documentos poderão definir especificações, culturas, territórios, volumes, preços, destinos e condições de entrega. Produtos adquiridos diretamente de fornecedores seguem regras próprias. A necessidade de suplemento, nesse caso, depende das condições previstas na minuta.
O planejamento de fornecimento adota previsões móveis de dezoito meses. Os primeiros seis meses representam compromisso vinculante de compra, sujeito às regras específicas de cada suplemento. Os pedidos deverão chegar à Corteva com pelo menos trinta dias de antecedência em relação à data solicitada para embarque.
A minuta também prevê requisitos mínimos de compra para determinadas categorias. O cálculo considera o volume de sementes Vylor tratado no mercado e taxas de penetração definidas nos anexos contratuais. A versão pública mantém diversos parâmetros comerciais sob redação.
Descumprimento dos volumes
O descumprimento dos volumes mínimos inicia um processo de correção. A Vylor deverá apresentar medidas ao comitê gestor previsto no contrato. A solução poderá incluir pagamento à Corteva. A ausência de solução ou de melhora material poderá permitir o encerramento das obrigações ligadas ao produto afetado.
O preço de determinadas categorias parte do custo dos produtos vendidos pela Corteva e aplica fatores previstos no contrato. Percentuais e fatores comerciais permanecem redigidos na versão pública. O instrumento também prevê ajustes periódicos entre valores iniciais e custos atualizados.
Para produtos adquiridos pela Vylor junto a fornecedores diretos, a Corteva poderá receber remuneração por atividades de suporte. O documento relaciona esse suporte a atividades regulatórias, marca, desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e gestão responsável dos produtos. O percentual aplicável aparece redigido.
Produtos de curto prazo passam ao regime comercial após o cumprimento dos critérios de lançamento previstos. Esses critérios incluem registro, avaliação PASSER e parâmetros econômicos específicos. A Corteva deverá empregar esforços comercialmente razoáveis para obter e manter registros nos principais países dentro do escopo contratual.
Obrigações de exclusividade
A relação combina fornecimento não exclusivo com obrigações de exclusividade para categorias determinadas. Durante os prazos iniciais aplicáveis, a Vylor deverá adquirir da Corteva produtos atuais do portfólio e produtos de curto prazo abrangidos pelos suplementos, salvo exceções previstas.
Nesse período, a Vylor também enfrenta restrições para comprar, fabricar, contratar a fabricação ou aplicar em suas sementes outro tratamento com os mesmos ingredientes ativos dos produtos abrangidos, dentro das culturas e dos territórios previstos. A minuta também restringe vendas de produtos para tratamento de sementes a terceiros até 31 de março de 2031, com exceções relacionadas à operação com tratadores autorizados.
Falhas de abastecimento suspendem parte dessas obrigações na proporção do déficit. A Vylor poderá buscar fornecimento alternativo durante uma escassez, conforme os limites contratuais. A Corteva deverá repartir a disponibilidade entre Vylor e outros clientes segundo os critérios previstos. Uma escassez prolongada poderá levar ao encerramento das obrigações associadas ao produto afetado após o procedimento de correção.
A minuta prevê vigência até a data mais tardia entre 31 de março de 2031 e o encerramento de todos os suplementos ainda vigentes. Suplementos de produtos atuais terão prazo inicial até 31 de março de 2031, com possibilidade de renovação por períodos de dois anos. Produtos de curto prazo terão prazo inicial de cinco anos de comercialização, também sujeito a renovações.
Propriedade intelectual dos produtos
A propriedade intelectual dos produtos fornecidos permanecerá com a Corteva. A Vylor receberá licença não exclusiva e sem royalties para uso dos produtos no tratamento de suas sementes e para comercialização dessas sementes tratadas. A minuta restringe engenharia reversa e modificações dos produtos dentro do escopo da licença. O instrumento permite testes relacionados à segurança de sementes e culturas, compatibilidade e comparação com outras opções.
Os anexos integram a versão protocolada, mas diversos conteúdos aparecem redigidos. As omissões atingem, entre outros pontos, nomes de produtos, culturas, territórios, taxas de penetração, percentuais e fatores de preço. Por esse motivo, a documentação pública detalha a estrutura da relação entre Corteva e Vylor, mas não revela todos os parâmetros comerciais previstos para a operação.
Sustentabilidade
Soja: com dados de USDA e Conab nas mãos, mercado aguarda Crop Tour para definir expectativas

A semana foi marcada pela divulgação do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou seu número de safra, confirmando a produção acima de 180 milhões de toneladas.
Internamente, prêmios firmes, dólar subindo e repiques em Chicago garantiram a melhora dos preços e alguns negócios.
De acordo a consultoria Safras & Mercado, a demanda chinesa pela soja norte-americana e o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos deverão continuar no radar dos participantes, assim como o comportamento do petróleo e também os reflexos por tabela do conflito no Mar Negro, que colocam em evidência a oferta de trigo e milho daqueles países.
Potencial da soja dos EUA
Para a próxima semana, o destaque vai para a tradicional Crop Tour da Pro Farmer, que percorre os principais estados produtores dos Estados Unidos, avaliando o potencial produtivo da atual temporada.
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O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,519 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 123 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 53 para em 52,7 bushels por acre.
No documento anterior, a estimativa era de 4,475 bilhões de bushels, ou 121,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 4,469 bilhões de bushels, ou 121,6 milhões de toneladas.
Estoques finais e esmagamento
Os estoques finais estão projetados em 320 milhões de bushels ou 8,71 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 310 milhões de bu ou 8,44 milhões de t. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels ou 8,22 milhões de toneladas.
O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,78 bilhões de bushels, acima dos 2,75 bi de julho, e exportações de 1,66 bilhão, sem alteração na comparação com o relatório anterior.
Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 325 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 324 milhões.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 442,25 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de produção de 441,7 milhões de toneladas.
Já os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,21 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 124,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2025/26 estão estimados em 125,12 milhões de toneladas, abaixo do esperado pelo mercado, de 125,6 milhões.
Para Brasil e Argentina, o USDA fez as seguintes indicações para a safra 2025/26:
- Brasil: 180,5 milhões de toneladas, contra 180 milhões do relatório anterior
- Argentina: 49,5 milhões de toneladas, contra 50 milhões indicadas em julho.
Para 2026/27, o órgão prevê que o Brasil deva colher 186 milhões de toneladas, enquanto os argentinos devem estabilizar em 50 milhões de toneladas.
As importações da China estão estimadas em 115 milhões em 2026/27, sem alteração, e em 113 milhões de toneladas em 2025/26, também mantendo a estimativa do mês anterior.
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Sustentabilidade
Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.
Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.
De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.
- Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
- Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
- Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
- Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
- Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
- Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.
Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.
As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.
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