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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

recorde histórico de 156,13 sc/ha

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A safra 2025/26 ficará marcada na história da sojicultura brasileira. O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC), atingiu 156,13 sacas por hectare e se tornou o Campeão Nacional da 18ª edição do Desafio de Máxima Produtividade do CESB — o maior resultado já auditado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil em dezoito anos de competição. Os resultados foram divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho em Indaiatuba (SP).

Mas o recorde individual não é o único dado que chama atenção. A média de produtividade de todas as áreas auditadas pelo CESB nesta safra chegou a 97,25 sc/ha. Mais revelador ainda: todos os dez melhores colocados da edição estão acima de 120 sacas por hectare — um patamar que era considerado fora do alcance prático há menos de uma década.


Uma evolução que os números comprovam

A trajetória do Desafio CESB ao longo de 18 anos deixa claro o avanço da sojicultura brasileira:

Na safra 08/09, o TOP 10 do Desafio registrava média de 77,8 sc/ha. Na safra 25/26, essa mesma faixa está em 138,53 sc/ha — um salto de mais de 60 sacas em menos de duas décadas.

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Outro dado que ilustra essa evolução: na safra 08/09, nenhuma das áreas auditadas ultrapassava 90 sc/ha. Em 2025/26, 72% das áreas inscritas estão acima desse patamar. A média histórica do Desafio, ao longo dos 18 anos de competição, é de 84,81 sc/ha.

A edição atual também registrou crescimento de participação: foram 5.300 inscrições contra 4.726 na safra anterior, representando alta de 12%. Produtores de 1.061 municípios e 18 estados participaram, abrangendo 4,8 milhões de hectares — o equivalente a 10% da área brasileira cultivada com soja. O número de auditorias subiu de 812 para 922 áreas, crescimento de 13,5%.


O que explica os maiores resultados: o sistema, não a ação isolada

O ponto central debatido no Fórum foi a lógica que orienta os sistemas de maior desempenho. De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, os pilares que se repetem nas áreas recordistas são: implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de alto vigor, construção e manejo do perfil do solo, nutrição equilibrada ao longo do ciclo, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, e assistência técnica qualificada.

“O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente”, afirmou Silva.

O desejo do CESB, segundo os palestrantes, é que os sistemas de alto rendimento alcancem margem líquida acima de 40% — combinando produtividade, eficiência e rentabilidade como tripé inegociável.

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Case Sul/Nacional: 156,13 sc/ha em Major Vieira (SC)

Foto: CESB

A Agrícola Lourival Ruthes colheu 156,13 sc/ha em uma área inserida em um contexto desafiador: janela de semeadura estreita na região e acúmulo de apenas 781mm de chuva no ciclo.

A cultivar utilizada foi a BMX Zeus Ipro, semeada em 11 de novembro com ciclo de 136 dias. A população esperada era de 290.000 plantas/ha e a obtida chegou a 270.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. A maioria das vagens apresentou três grãos, e o Peso de Mil Grãos (PMG) alcançou 243,33g frente à referência da obtentora de 209g — com 235 grãos por planta.

Entre os diferenciais do manejo, destacam-se aplicações foliares em V4 e V6 para melhorar a deposição e absorção dos produtos e prevenção ao mofo branco, além do uso de bico cone para fungicidas em velocidade abaixo de 10km/h. Em R5.5, foi realizada aplicação para o manejo do complexo de manchas, com inclusão de mancozebe — cujo efeito, segundo o consultor Daicon Godeski Moreira, é mais fisiológico do que fungicida nessa janela. A decisão de aplicação foi tomada com monitoramento de 50% dos trifólios ainda verdes.

O custo de produção da área foi de R$ 8.163,53/ha — bem acima do custo médio das áreas auditadas na região, de R$ 4.718,06/ha. A receita bruta alcançou R$ 18.735,60/ha, com preço médio de venda de R$ 120,00/sc. O ROI da área foi de 1,29, com eficiência agronômica de 91% e eficiência climática de 83%.


Case Nordeste: 143,77 sc/ha e a oitava conquista do Grupo Gorgen

Foto: CESB

O Grupo Gorgen, com consultoria de Edinei Fugalli, sagrou-se octacampeão da Região Nordeste na categoria Sequeiro, com 143,77 sc/ha na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA).

A fazenda totaliza 3.300 hectares de soja com média de 95,8 sc/ha. O talhão campeão apresentou eficiência climática de 82% e eficiência agronômica de 92%, com acúmulo de 1.320mm de chuva durante o ciclo e alguns momentos de estiagem.

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A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 3 de novembro com 126 dias de ciclo. A população almejada era de 250.000 plantas/ha, com 230.666 plantas/ha obtidas (queda de 8%). A produção sobre algodão — cultura que exporta poucos nutrientes do solo, pois apenas a fibra sai da área — contribuiu para a construção da fertilidade. A resistência de penetração do solo atinge 1,5 MPa acima de 40cm, manejada com escarificação a cada quatro anos nas áreas de algodão.

Um ponto de destaque foi a ausência de glifosato na dessecação pós-emergência. “Um sonho realizado”, segundo o consultor Fugalli. A dessecação em pós foi realizada principalmente para controle do algodão tigueira. O ROI do talhão foi de 1,90.


Case Norte: 136,84 sc/ha com chuvas bem distribuídas no Tocantins

Foto: CESB

Na Fazenda Isabela, em Goiatins (TO), o produtor Pedro Foresto Crispim colheu 136,84 sc/ha com a cultivar NEO 820 Ipro, semeada em 2 de novembro com 123 dias de ciclo. A fazenda tem 1.000 hectares totais, dos quais 435 ha de soja, com média geral de 86 sc/ha.

O acúmulo de chuvas foi de 1.026mm durante o ciclo, com boa distribuição. A eficiência climática foi de 87% e a eficiência agronômica de 91%. A população obtida foi de 220.000 plantas/ha frente a 260.000 almejadas. O PMG alcançou 263,33g contra base de 205g da obtentora.

O ROI foi de 1,55, com preço médio de venda de R$ 118/sc e lucratividade líquida de 60,86% — o que evidencia o papel da rentabilidade como objetivo central do sistema, e não apenas da produtividade máxima.


Case Irrigado: 138,97 sc/ha e o manejo de solos arenosos em Goiás

Foto: CESB

A Fazenda Lago Bonito, do Grupo Santa Vitória, em Mundo Novo (GO), registrou 138,97 sc/ha na categoria Irrigado — recorde histórico do CESB nessa modalidade. A área total da fazenda é de 234 hectares, com média de 92,82 sc/ha. A operação iniciou em 2020 e já no primeiro ano de soja, em 2022, a média foi de 78,9 sc/ha.

O solo arenoso da área (12% argila) exigiu trabalho intensivo de correção de solo, incluindo alumínio tóxico entre 20 e 40cm de profundidade, descompactação com subsolador e uso de Brachiaria piatã para descompactação e translocação de nutrientes no perfil. A chuva acumulada no ciclo foi de 929mm, dos quais 128mm vieram da irrigação.

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A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 1º de outubro com 129 dias de ciclo. A população esperada era de 180.000 plantas/ha e a obtida foi de 172.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. O PMG chegou a 193g contra referência de 171g. O custo de produção da área foi de R$ 6.106,33/ha frente a R$ 5.160,00/ha de custo médio regional. O ROI foi de 1,62, com eficiência climática de 72% e eficiência agronômica de 93%.


Case Centro-Oeste: 118,68 sc/ha em Confresa (MT)

Foto: CESB

Na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT), o produtor Rodolfo Schlatter registrou 118,68 sc/ha com a cultivar BMX Olimpo Ipro, semeada em 30 de outubro com 122 dias de ciclo. A eficiência climática foi de 93% e a eficiência agronômica de 78%, com 1.320mm de acúmulo de chuvas no ciclo e solo com boa infiltração até 40cm de profundidade.

A população almejada era de 288.000 plantas/ha, com 251.777 plantas/ha obtidas. A altura de plantas foi de 110cm, com PMG de 220g contra referência de 171g da obtentora. O ROI foi de 1,24.


Case Sudeste: 122,66 sc/ha em Cambuquira (MG)

Foto: CESB

A Agropecuária Três Irmãos, na Fazenda Floresta em Cambuquira (MG), colheu 122,66 sc/ha com a cultivar DM 54IY57 RF12X, semeada em 10 de novembro com 128 dias de ciclo. A produtividade do talhão campeão foi de 86,39 sc/ha, com média da fazenda de 85,83 sc/ha — demonstrando que o talhão auditado supera significativamente a média da propriedade.

A eficiência climática foi de 90% e a agronômica de 79%, com 1.124mm de chuva acumulada no ciclo. O PMG obtido foi de 233,33g frente à referência de 170g, resultado atribuído à fotossíntese prolongada promovida por nutrição adequada ao longo de todo o ciclo. O cálcio esteve acima de 30% da CTC até mais de 1,80m de profundidade.

O custo de produção do talhão foi de R$ 7.218,00/ha ante um custo médio regional de R$ 6.205,00/ha. O ROI foi de 1,17, e a propriedade tem como regra não passar quatro anos sem trigo ou cobertura de inverno em nenhum talhão.


O que o CESB aprendeu em 18 safras

Ao longo de dezoito edições, o Desafio CESB construiu uma das bases de informação mais abrangentes sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. A leitura conjunta dos casos campeões desta safra aponta padrões recorrentes: investimento em manejo de solo e nutrição em profundidade, posicionamento preciso de cultivares, populações de plantas ajustadas ao ambiente, monitoramento rigoroso para decisões de proteção fitossanitária e, sobretudo, manutenção de um sistema de produção coerente ao longo dos anos.

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Sérgio Abud – Vice Presidente do CESB Foto: CESB

Como sintetizou Sergio Abud, vice-presidente do CESB: “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo.”

O número de 156,13 sc/ha é a expressão máxima desse esforço. Mas o dado mais estratégico para o produtor talvez seja outro: 72% das áreas auditadas na safra 25/26 já passam de 90 sacas. O teto está subindo — e a distância entre os melhores e a média está diminuindo.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da assessoria de imprensa CESB.

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Sustentabilidade

Preços agrícolas disparam com alta de soja, milho e arroz, aponta Cepea

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Os preços recebidos pelos produtores agropecuários brasileiros registraram alta de 3,62% em setembro, na comparação com agosto, impulsionados principalmente pela valorização dos grãos. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea), divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (15).

O principal destaque do mês foi o grupo dos grãos, que apresentou valorização de 6,58%. Também houve aumento nos preços dos produtos da pecuária, de 2,08%, e do grupo formado por cana-de-açúcar e café, de 0,15%. Em contrapartida, os hortifrutícolas registraram queda de 3,98%.

Entre os produtos que contribuíram para a alta do índice estão algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar. Por outro lado, ovos, banana, laranja, uva e café apresentaram recuos, pressionando os resultados de seus respectivos grupos.

Segundo o Cepea, o desempenho dos preços agropecuários em setembro superou o registrado pelos preços industriais. No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado – Oferta Global – Disponibilidade Interna (IPA-OG-DI) avançou 1,57%, abaixo da valorização de 3,62% observada no IPPA/CEPEA.

No mercado internacional, os preços dos alimentos em dólares subiram 1,48% em setembro. Entretanto, a valorização de 0,16% do real frente à moeda norte-americana reduziu o impacto desse movimento no mercado brasileiro. Com isso, os preços internacionais dos alimentos convertidos em reais registraram aumento de 1,31%.

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Preços agropecuários acumulam queda em 2026

Apesar da recuperação registrada em setembro, os preços recebidos pelos produtores ainda apresentam retração na comparação anual.

Entre janeiro e setembro de 2026, o IPPA/CEPEA acumulou queda de 6,56% em relação ao mesmo período de 2025. Todos os grupos analisados apresentaram variações negativas, com destaque para cana-de-açúcar e café, que registraram a maior retração, de 20,90%.

Os hortifrutícolas acumularam queda de 8,58%, enquanto os grãos apresentaram recuo de 3,49%. Na pecuária, a redução foi de 2,54% na mesma base de comparação.

O desempenho contrasta com o comportamento dos preços industriais, que registraram alta de 1,24% no período, segundo o IPA-OG-DI.

No cenário internacional, os preços dos alimentos acumularam queda de 8,39% quando convertidos em reais, apesar da leve valorização de 0,75% em dólares.

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Essa diferença está relacionada ao comportamento do câmbio. Na comparação entre janeiro e setembro de 2026 e o mesmo intervalo do ano anterior, o real apresentou valorização de 8,96% frente ao dólar, contribuindo para reduzir os preços internacionais dos alimentos quando expressos na moeda brasileira.

Assim, embora setembro tenha sido marcado pela recuperação das cotações agropecuárias, especialmente dos grãos, o balanço dos nove primeiros meses do ano ainda aponta preços inferiores aos registrados em 2025.

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Sustentabilidade

Colheita da canola avança no RS marcada por perdas de qualidade e custos de secagem – MAIS SOJA

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As lavouras de canola estão predominantemente em maturação e colheita. O encerramento do ciclo em um período de excesso de precipitações e de elevada umidade impactou negativamente as operações de colheita, aumentando os riscos de germinação dos grãos ainda nas síliquas e os custos de secagem.

Há diferenças expressivas entre lavouras e municípios, relacionadas às condições ambientais, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Em algumas áreas severamente
atingidas, a produtividade projetada pode não compensar os custos de colheita, enquanto outras mantêm rendimentos próximos das expectativas iniciais.

A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média projetada em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o início de um período sem chuvas permitiu a realização dos trabalhos de colheita em pequenas áreas em Itaqui, Maçambará, Manoel Viana, Itacurubi e São Gabriel. Em São Borja, 5% dos 13.500 hectares cultivados já foram colhidos, com produtividades apresentando variação significativa.

Essas diferenças estão relacionadas às condições meteorológicas ao longo do ciclo, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Como 75% das lavouras do município estão em fase de maturação, há grande apreensão devido à previsão de precipitações volumosas para os próximos dias, o que eleva os riscos de perdas por debulha natural e redução da qualidade dos grãos. Em Manoel Viana, pequenas áreas colhidas apresentaram rendimento dentro das expectativas iniciais.

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Na de Erechim, 65% dos cultivos se encontram em fase de formação de síliquas e em enchimento de grãos, e 35% já foram colhidos. Na de Frederico Westphalen, estão 10% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 50% colhidos. Na de Ijuí, a colheita alcança 16% da área e está sendo realizada com teor de umidade muito acima do adequado a fim de evitar o aumento de perdas por debulha e por germinação de sementes nas síliquas.

Em Tenente Portela, onde há uma pequena área plantada como primeira experiência dos produtores com a cultura, a colheita foi concluída. O rendimento das lavouras ficou abaixo do esperado, variando entre 1.140 a 1.620 kg/ha. Porém, apesar das condições climáticas adversas, os produtores avaliaram positivamente a cultura em comparação ao trigo. Nos demais municípios com área mais expressiva, a colheita está apenas se iniciando.

Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem em formação de síliquas e enchimento de grãos (10%), maturação de colheita (40%) e colhidas (50%). Na de Santa Rosa, os cultivos se distribuem nas fases de enchimento de grãos (11%), maduros(54%) e colhidos(35%). Nas regiões mais atingidas pela ocorrência de granizo, além da deiscência das síliquas maduras, observaram-se danos severos nos caules e nos ramos das plantas, comprometendo as síliquas mais verdes que não haviam sido atingidas diretamente. Os produtores avaliam que parte das áreas não possui viabilidade econômica para a realização da colheita, uma vez que a produtividade não cobrirá os custos da operação. Em lavouras com síliquas intactas, a colheita será realizada para mitigar prejuízos e fracionar a palha da cultura, favorecendo a operação de semeadura do próximo cultivo.

Na de Soledade, 10% das lavouras se encontram em enchimento de grãos, 30% em maturação fisiológica, 40% em maturação de colheita e 20% colhidas. A rápida evolução dos estádios finais de desenvolvimento se deve ao uso da dessecação para acelerar e uniformizar a maturação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Na região de Ijuí, o preço médio praticado é de R$ 141,00, com variação entre R$ 135,00 e R$ 150,00. Em Santa Rosa, a cotação média praticada foi R$ 144,53. O preço praticado em Bagé e Dom Pedrito é de R$ 143,00.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Algodão fecha em baixa em NY com estimativa de maior produção brasileira e expectativa por vendas americanas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado recuou com as perspectivas de uma maior safra do Brasil, embora em pequena escala, e aguardando os dados com as exportações semanais norte-americanas. O relatório das exportações será divulgado nesta sexta-feira, dia 16, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2026/27 está estimada em 4,157 milhões de toneladas, ante as 4,145 milhões de toneladas indicadas na safra 2025/26. Os números fazem parte do 1o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27, divulgado hoje.

A produtividade das lavouras está estimada em 1.986 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 2.054 quilos por hectare na temporada 2025/26. A área plantada com algodão na temporada 2026/27 está estimada em 2,093 milhões de hectares, avanço de 3,7% na comparação com os 2,018 milhões de hectares da safra passada.

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Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,06 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,60 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 83,42 centavos, desvalorização de 0,58 centavo, ou de 0,7%.

Fonte: Agência Safras



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