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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

CESB 25/26: Campeão da Região Norte – Sequeiro obteve 136,64 sc/ha – MAIS SOJA

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Com produtividade de 136,64 sacas por hectare, o produtor Pedro Foresto Crispim, Fazenda Bela, em Goiatins (TO), garantiu o título de campeão da Região Norte, categoria sequeiro, do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB da safra 25/26.

A impressionante produtividade foi obtida em uma área de 2,68 hectares, cujas práticas de manejo foram voltadas à construção da fertilidade do solo, à preservação do perfil físico e ao manejo criterioso da cultura ao longo de todo o ciclo. O histórico da área demonstra uma rotação de culturas envolvendo soja, milho, milheto e braquiária, além de sucessivas correções da acidez com aplicações de calcário e gesso em safras anteriores, além da calagem na safra 25/26, onde também foi realizada adubação de sistema com 300 kg/ha de 00-49-00 + S a lanço.

A cultivar NEO 820 IPRO foi semeada com espalhamento entrelinhas de 50 cm, população planejada de 260 mil plantas por hectare e profundidade de 3,5 cm. O tratamento de sementes continha inseticidas e fungicidas. Para a coinoculação realizada via sulco de semeadura foram utilizados Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum brasilense, associados ao fornecimento de cobalto, molibdênio e níquel. Antes da semeadura também foi realizada dessecação com glufosinato de amônio, glifosato e flumioxazina, enquanto a adubação de plantio contemplou 100 kg/ha de fosfato (00-49-00 + S) e 150 kg/ha de cloreto de potássio (na pré-semeadura).

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Durante o desenvolvimento vegetativo, o manejo nutricional incluiu nova aplicação de 150 kg/ha de KCl em V2, reforçando o suprimento de potássio. Paralelamente, foi realizado controle de plantas daninhas com aplicações sequenciais de cletodim e glifosato, além de um programa fitossanitário voltado ao manejo de pragas e doenças. As aplicações combinaram fungicidas protetores e sítio-específicos, inseticidas com diferentes mecanismos de ação e adjuvantes.

Na fase reprodutiva, o manejo foi intensificado com aplicações foliares de macro e micronutrientes, além de nova aplicação de Azospirillum brasilense em R1. O programa fitossanitário foi mantido até R5.5, alternando fungicidas como mancozebe, clorotalonil e difenoconazol, associados ao controle de insetos por meio de inseticidas como bifentrina, acetamiprido, abamectina, piriproxifem, imidacloprido e acefato. Também foi realizada suplementação de potássio em R5.3.

Entre os principais fatores responsáveis pelo elevado rendimento, o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior destaca a fertilidade e perfil do solo, a genética e qualidade das sementes e as boas condições climáticas, com precipitação acumulada de 1026 mm, elevada eficiência climática e agrícola. Esses fatores permitiram expressivo peso de mil grãos (263,3 g) resultando na produtividade de 136,64 sc/ha.

A partir desse ano, os Cases Campeões do CESB passam a ser disponibilizados mediante uma taxa de contribuição simbólica. Essa mudança tem como principal objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade das ações promovidas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), sempre voltadas ao fortalecimento da sojicultura nacional (CESB, 2026).

Clique aqui e confira!

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Referências:

CESB. Comitê Estratégico Soja Brasil. Case Campeões, 2026. Disponível em: < https://www.cesbrasil.org.br/category/cases-campeoes/ >, acesso em: 10/07/2026.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações dos Cases CESB.

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Sustentabilidade

Algodão fecha em baixa em NY com estimativa de maior produção brasileira e expectativa por vendas americanas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado recuou com as perspectivas de uma maior safra do Brasil, embora em pequena escala, e aguardando os dados com as exportações semanais norte-americanas. O relatório das exportações será divulgado nesta sexta-feira, dia 16, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2026/27 está estimada em 4,157 milhões de toneladas, ante as 4,145 milhões de toneladas indicadas na safra 2025/26. Os números fazem parte do 1o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27, divulgado hoje.

A produtividade das lavouras está estimada em 1.986 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 2.054 quilos por hectare na temporada 2025/26. A área plantada com algodão na temporada 2026/27 está estimada em 2,093 milhões de hectares, avanço de 3,7% na comparação com os 2,018 milhões de hectares da safra passada.

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Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,06 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,60 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 83,42 centavos, desvalorização de 0,58 centavo, ou de 0,7%.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Emater/RS: Inicia emergência da soja no RS – MAIS SOJA

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A semeadura de soja da Safra 2026/2027 no Rio Grande do Sul segue limitada pelas chuvas frequentes, pela elevada umidade do solo e pelo reduzido acesso de máquinas, e se concentra nos locais com autorização para a semeadura antecipada, ou que não estão sujeitos às restrições de financiamentos referentes às normas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Na maior parte do Estado, quando possível, os produtores priorizaram a dessecação de plantas de cobertura e prepararam as áreas, enquanto aguardam condições mais favoráveis para iniciar ou ampliar a implantação das lavouras. Essa cautela também está relacionada ao risco de necessidade de ressemeadura após as precipitações intensas, considerando os custos envolvidos no estabelecimento da cultura.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (15/10) pela Emater/RS-Ascar, na região de Santa Rosa estima-se que 6% da área projetada, de 786.234 hectares, tenha sido semeada. As primeiras lavouras implantadas se concentram em áreas anteriormente em pousio e em propriedades sem vinculação a financiamentos sujeitos às normas do Zarc, utilizando recursos próprios. No RS, a Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. A produtividade esperada para a região Noroeste é de 3.215 kg/ha.

Na região de Pelotas, as primeiras lavouras de soja foram implantadas em Herval, Canguçu e Piratini. Grande parte das áreas destinadas à cultura continua ocupada por pastagens, e os produtores vêm retirando gradualmente os animais, realizando a dessecação e a preparação das áreas para a semeadura. A projeção de plantio é de 515.970 hectares e a produtividade estimada em 2.606 kg/ha. Já na região de Soledade, a semeadura da soja avançou em ritmo reduzido. Muitas áreas já estão dessecadas e preparadas para receber as sementes. Conforme o calendário do Zarc, o período de implantação se estende até 28/01/2027. Estima-se o cultivo de 487.640 hectares e produtividade de 3.275 kg/ha.

Milho – A semeadura de milho alcança 76% da área projetada para esta safra no RS, que é de 896.401 hectares. As chuvas frequentes, a elevada umidade do solo, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas têm restringido o acesso das máquinas e retardado o desenvolvimento inicial das lavouras na maior parte do Estado. A baixa disponibilidade de radiação solar limitou o crescimento das plantas, e os elevados volumes de precipitação podem favorecer a lixiviação de nutrientes. Além disso, os temporais com granizo e ventos fortes provocaram danos em lavouras estabelecidas, comprometendo o estande no Noroeste do Estado. Contudo, parte das lavouras apresenta recuperação satisfatória após os danos iniciais.

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Milho silagem – A semeadura evoluiu apenas 3% nos últimos dias, alcançando 53% da área prevista para o Estado, que é de 369.389 hectares. As chuvas frequentes, a elevada umidade do solo, a baixa disponibilidade de radiação solar e as temperaturas amenas têm restringido as operações e retardado o desenvolvimento inicial em algumas áreas. Nas lavouras estabelecidas predominam os estágios vegetativos, que correspondem a 99% da área implantada, e menos de 1% iniciou a floração. A Emater/RS-Ascar estima para o milho silagem uma produtividade média de 38.392 kg/ha.

Arroz – A semeadura de arroz irrigado prossegue em ritmo diferenciado entre as regiões produtoras, sendo mais expressiva na Fronteira Oeste e no Sul. Já na Região Central e Litoral, as chuvas volumosas das últimas semanas restringiram o preparo do solo e a implantação das lavouras. No Estado, aproximadamente um terço da área foi semeada. O excesso hídrico dificultou as operações e provocou alagamentos, danos em taipas e problemas no estabelecimento inicial nos talhões já semeados. Em áreas de várzea próximas a cursos d’água, as inundações elevam a preocupação com a continuidade do plantio e com a manutenção da área cultivada prevista para a safra. A área projetada de cultivo pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.

Feijão 1ª safra – A semeadura de feijão da 1ª safra avançou pouco, condicionada pela elevada umidade do solo e pelas condições de acesso às áreas. Estima-se que aproximados 20% da área prevista, que é de 24.587 hectares, foram semeados. O estabelecimento da cultura ocorre de forma satisfatória, mas há registro de redução das áreas comerciais em algumas regiões. Nas lavouras mais precoces, estão em andamento as operações de adubação em cobertura.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo – A colheita de trigo avança para 9% da área plantada, de forma irregular e com interrupções em função das chuvas. A dessecação para a uniformização da maturação foi utilizada para antecipar a retirada das lavouras e para a manutenção da qualidade dos grãos, embora a colheita com maior umidade eleve os custos operacionais nas unidades de beneficiamento e secagem. As estimativas regionais de produtividade apresentam variações, mas há indicativo de redução em diversas áreas. Já as lavouras com melhor manejo ou não afetadas por eventos climáticos, ainda mantêm potencial produtivo satisfatório.

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Nas áreas de trigo em fase reprodutiva (50%), o excesso de chuvas, a manutenção da umidade do ar e a baixa disponibilidade de radiação solar têm prejudicado o enchimento de grãos, com reflexos negativos sobre o rendimento e a qualidade do produto. Em lavouras próximas à colheita (40%), são observados descoloração da palha e enrugamento dos grãos, o que aumenta os riscos de redução do peso hectolitro (PH) e de outros parâmetros comerciais. Na região de Santa Rosa, 1% das lavouras de trigo está em floração, 33% em enchimento de grãos, 53% maduras e 13% colhidos. Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram acamamento, quebra de espigas e debulha, sobretudo em lavouras maduras ou próximas da colheita. Os produtores seguem muito preocupados com a redução do PH e com os custos de secagem. Nas áreas atingidas, eles acionaram o Proagro e os seguros privados, e seguem as vistorias para a avaliação dos danos.

Aveia-branca – Os cultivos de aveia-branca estão se aproximando do final do ciclo, e 30% da área está em enchimento de grãos, 48% em maturação e 22% colhidos. O padrão produtivo está variável entre as regiões: há lavouras com resultados satisfatórios, e outras afetadas por eventos climáticos recentes, que provocaram acamamento, debulha das panículas e perdas de produtividade. Em algumas áreas, a baixa qualidade dos grãos tem dificultado a comercialização para a indústria, levando à destinação para a alimentação animal. A estimativa estadual de área cultivada é de 387.697 hectares, e a produtividade média projetada em 2.322 kg/ha.

Canola – As lavouras estão em maturação e colheita. O encerramento do ciclo em um período de excesso de precipitações e de elevada umidade impactou de forma negativa as operações de colheita, aumentando os riscos de germinação dos grãos ainda nas síliquas e os custos de secagem. Há diferenças expressivas entre lavouras e municípios, relacionadas às condições ambientais, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Em algumas áreas severamente atingidas, a produtividade projetada pode não compensar os custos de colheita, enquanto outras mantêm rendimentos próximos das expectativas iniciais. A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média projetada em 1.619 kg/ha.

Carinata – A cultura está em enchimento de grãos e maturação. A colheita foi efetuada em aproximadamente 5% das áreas. Os temporais com granizo e ventos fortes provocaram o acamamento e a queda de síliquas, comprometendo componentes de rendimento. As perdas podem ser expressivas nos locais mais atingidos. A área estimada de plantio pela Emater/RS-Ascar é de 12.365 hectares.

Cevada – A cevada se encontra em enchimento de grãos (40%) e maturação (22%), sob condições de elevada umidade, que aumenta a preocupação com a qualidade industrial. A colheita está em fase inicial e abrange menos de 2% da área. Apesar do satisfatório potencial produtivo e das condições sanitárias, as chuvas frequentes podem comprometer os parâmetros de qualidade exigidos pela indústria cervejeira, especialmente a capacidade germinativa dos grãos. Os resultados finais dependerão da evolução da maturação e das condições meteorológicas até a colheita. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.

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CRIAÇÕES

BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas áreas de integração lavoura-pecuária, a destinação de áreas para o cultivo de soja tem exigido o remanejo de bovinos que ainda não atingiram peso e acabamento adequados para o abate. As parições estão em andamento, com terneiros em bom desenvolvimento e matrizes em condições corporais satisfatórias em algumas regiões. Prosseguem os manejos pré-acasalamento, como vacinação reprodutiva, exames andrológicos e protocolos de inseminação artificial em tempo fixo. O tempo chuvoso tem demandado atenção adicional com os recém-nascidos.

BOVINOCULTURA DE LEITE – O manejo dos bovinos leiteiros foi dificultado pelas chuvas frequentes e pela elevada umidade, que aumentam a formação de barro nas áreas de circulação e de alimentação e afetam a manutenção das camas secas nos sistemas confinados, exigindo cuidados adicionais com a sanidade dos animais. Em algumas propriedades, a falta de energia elétrica comprometeu a ordenha e a conservação do leite, elevando os custos operacionais. Os vendavais do período geraram demandas por crédito para a reconstrução de estruturas danificadas. Apesar das dificuldades, as temperaturas mais amenas favoreceram o bem-estar animal, e as parições seguiram nos rebanhos leiteiros.

OVINOCULTURA – Os nascimentos têm evoluído de forma satisfatória. Há elevado percentual de parições concluídas, além de cordeiros em desenvolvimento adequado e matrizes com condição corporal satisfatória em diversas localidades. A oferta de pastagens tem favorecido a alimentação dos rebanhos, apesar de a elevada umidade decorrente das chuvas frequentes ter afetado o manejo e aumentado a necessidade de cuidados sanitários, especialmente com os cascos e a higiene das instalações. Está em andamento a seleção de matrizes e de borregas para reposição, desmame e manejo sanitário. Porém, a umidade tem provocado atrasos pontuais na esquila e na assinalação.

Fonte: Ematr/RS

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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para outubro, novembro e dezembro/26 – MAIS SOJA

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Análise Climática Setembro

Em setembro de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Sul, sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sudeste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, mantendo a umidade no solo com níveis satisfatórios e elevados em algumas áreas. Em grande parte do Centro-Oeste, do centronorte de Minas Gerais, sul e oeste da Região Norte, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm. Já o norte da Região Norte e grande parte da Região Nordeste, registaram acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores níveis de armazenamento de água no solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no Acre, Rondônia, sul do Pará, centro-oeste do Amazonas e norte de Tocantins, com valores acima de 50 mm. Nas demais áreas, os acumulados foram abaixo de 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.

Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 40 mm, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. No Semiárido e em áreas do Sealba e Matopiba, os valores foram inferiores a 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo. Diante deste cenário, as lavouras de terceira safra, que se encontram em maturação e colheita, vêm sendo favorecidas.

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Em grande parte da Região Centro-Oeste, foram registrados acumulados de chuva inferiores a 90 mm, não sendo suficientes para elevar, em níveis satisfatórios, a umidade do solo na região. Já em Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva foram acima de 120 mm.

Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no centro-sul de São Paulo, Rio de Janeiro e sudoeste de Minas Gerais, com volumes acima de 150 mm. O excesso de chuvas pode ter impactado a qualidade do trigo que se encontram em fase de maturação e colheita, principalmente no estado de São Paulo. Já no norte de Minas Gerais, as chuvas foram escassas e inferiores a 30 mm.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm nos três estados. Este cenário manteve os níveis de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas.

Em setembro, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, leste de Mato Grosso, sudeste do Pará, Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. As menores máximas, abaixo de 28 °C, ocorreram principalmente no Sul e em áreas do leste da Região Sudeste.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 20 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na Região Sul, em áreas da Região Sudeste, bem como o sul de Mato Grosso do Sul, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 10 °C, ocorreram no Rio Grande do Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Em baixadas e em áreas mais elevadas, houve registro de geadas.

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CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de setembro de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 150°W, onde as anomalias foram acima de 4 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2 °C durante setembro, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica a persistência das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre outubro, novembro e dezembro, que poderá atingir intensidade muito forte até o final de 2026.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e parte norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Enquanto as chuvas acima da média são previstas para as Regiões Sul e Centro-Oeste, além de áreas do centro-sul da Região Sudeste

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos níveis de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de níveis mais elevados de umidade do solo nessa área.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que poderá contribuir para a redução gradual da umidade do solo. Ressalta-se que, a faixa leste da região entra no período mais seco do ano, sendo natural a redução dos volumes de chuva nos próximos meses. Ainda assim, podem ocorrer episódios de chuva, principalmente nas áreas próximas ao litoral.

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Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do noroeste e nordeste do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente em outubro e novembro.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média. Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas da porção centro-oeste da região, principalmente em outubro e novembro.

As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, assim como em grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 25 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab

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