Sustentabilidade
Negócios são contidos em dia de USDA; confira as cotações de soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negociações mais contidas no mercado interno, enquanto os melhores negócios foram registrados nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios permaneceram firmes ao longo da semana, sustentando as cotações mesmo com o recuo do dólar.
De acordo com o analista, a Bolsa de Chicago avançou após a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a moeda norte-americana apresentou queda, mas sem grandes oscilações. Com isso, os preços variaram entre estabilidade e alta durante a sessão.
Silveira afirma que o produtor segue cauteloso e continua buscando preços ainda mais elevados para avançar nas negociações.
“O mercado segue com boas indicações, mas o produtor continua cauteloso, buscando cotações ainda maiores”, destaca.
Segundo o analista, a semana foi marcada por um volume expressivo de negócios, impulsionado pelas indicações mais firmes de preços. “O mercado ficou mais animado pelo ponto de vista do vendedor”, resume.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00 por saca
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00 por saca
- Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00 por saca
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00 por saca
- Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 por saca
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00 por saca
Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a referência em R$ 141,00 por saca, mesmo patamar observado em Rio Grande (RS).
Chicago fecha em alta após relatório do USDA
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a repercussão do relatório mensal do USDA e a confirmação de uma venda de soja norte-americana para a China.
O USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,475 bilhões de bushels na temporada 2026/27, o equivalente a 121,8 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas). O mercado esperava uma produção de 4,457 bilhões de bushels, ou 121,3 milhões de toneladas.
A produtividade foi mantida em 53 bushels por acre.
Já os estoques finais da safra 2026/27 foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que estimava 324 milhões de bushels (8,8 milhões de toneladas). Para a temporada 2025/26, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, enquanto os analistas esperavam 337 milhões.
Outro fator de sustentação dos preços foi o anúncio de exportadores privados norte-americanos sobre a venda de 254 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
No fechamento da sessão, o contrato julho/2026 avançou 14 centavos de dólar, ou 1,18%, para US$ 11,91 por bushel. A posição novembro/2026 subiu 9,25 centavos, ou 0,78%, encerrando a US$ 11,90¾ por bushel. Na semana, o contrato novembro acumulou valorização de 3,62%.
Entre os derivados, o farelo para agosto/2026 avançou US$ 3,00 por tonelada, fechando em US$ 320,40, enquanto o óleo de soja para agosto subiu 0,77%, para 70,46 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar recua na semana
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1068 na venda e R$ 5,1048 na compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0988 e R$ 5,1253. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,19%.
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Sustentabilidade
Preços agrícolas disparam com alta de soja, milho e arroz, aponta Cepea

Os preços recebidos pelos produtores agropecuários brasileiros registraram alta de 3,62% em setembro, na comparação com agosto, impulsionados principalmente pela valorização dos grãos. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea), divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (15).
O principal destaque do mês foi o grupo dos grãos, que apresentou valorização de 6,58%. Também houve aumento nos preços dos produtos da pecuária, de 2,08%, e do grupo formado por cana-de-açúcar e café, de 0,15%. Em contrapartida, os hortifrutícolas registraram queda de 3,98%.
Entre os produtos que contribuíram para a alta do índice estão algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar. Por outro lado, ovos, banana, laranja, uva e café apresentaram recuos, pressionando os resultados de seus respectivos grupos.
Segundo o Cepea, o desempenho dos preços agropecuários em setembro superou o registrado pelos preços industriais. No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado – Oferta Global – Disponibilidade Interna (IPA-OG-DI) avançou 1,57%, abaixo da valorização de 3,62% observada no IPPA/CEPEA.
No mercado internacional, os preços dos alimentos em dólares subiram 1,48% em setembro. Entretanto, a valorização de 0,16% do real frente à moeda norte-americana reduziu o impacto desse movimento no mercado brasileiro. Com isso, os preços internacionais dos alimentos convertidos em reais registraram aumento de 1,31%.
Preços agropecuários acumulam queda em 2026
Apesar da recuperação registrada em setembro, os preços recebidos pelos produtores ainda apresentam retração na comparação anual.
Entre janeiro e setembro de 2026, o IPPA/CEPEA acumulou queda de 6,56% em relação ao mesmo período de 2025. Todos os grupos analisados apresentaram variações negativas, com destaque para cana-de-açúcar e café, que registraram a maior retração, de 20,90%.
Os hortifrutícolas acumularam queda de 8,58%, enquanto os grãos apresentaram recuo de 3,49%. Na pecuária, a redução foi de 2,54% na mesma base de comparação.
O desempenho contrasta com o comportamento dos preços industriais, que registraram alta de 1,24% no período, segundo o IPA-OG-DI.
No cenário internacional, os preços dos alimentos acumularam queda de 8,39% quando convertidos em reais, apesar da leve valorização de 0,75% em dólares.
Essa diferença está relacionada ao comportamento do câmbio. Na comparação entre janeiro e setembro de 2026 e o mesmo intervalo do ano anterior, o real apresentou valorização de 8,96% frente ao dólar, contribuindo para reduzir os preços internacionais dos alimentos quando expressos na moeda brasileira.
Assim, embora setembro tenha sido marcado pela recuperação das cotações agropecuárias, especialmente dos grãos, o balanço dos nove primeiros meses do ano ainda aponta preços inferiores aos registrados em 2025.
Sustentabilidade
Colheita da canola avança no RS marcada por perdas de qualidade e custos de secagem – MAIS SOJA

As lavouras de canola estão predominantemente em maturação e colheita. O encerramento do ciclo em um período de excesso de precipitações e de elevada umidade impactou negativamente as operações de colheita, aumentando os riscos de germinação dos grãos ainda nas síliquas e os custos de secagem.
Há diferenças expressivas entre lavouras e municípios, relacionadas às condições ambientais, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Em algumas áreas severamente
atingidas, a produtividade projetada pode não compensar os custos de colheita, enquanto outras mantêm rendimentos próximos das expectativas iniciais.
A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média projetada em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o início de um período sem chuvas permitiu a realização dos trabalhos de colheita em pequenas áreas em Itaqui, Maçambará, Manoel Viana, Itacurubi e São Gabriel. Em São Borja, 5% dos 13.500 hectares cultivados já foram colhidos, com produtividades apresentando variação significativa.
Essas diferenças estão relacionadas às condições meteorológicas ao longo do ciclo, ao nível de investimento e ao manejo adotado. Como 75% das lavouras do município estão em fase de maturação, há grande apreensão devido à previsão de precipitações volumosas para os próximos dias, o que eleva os riscos de perdas por debulha natural e redução da qualidade dos grãos. Em Manoel Viana, pequenas áreas colhidas apresentaram rendimento dentro das expectativas iniciais.
Na de Erechim, 65% dos cultivos se encontram em fase de formação de síliquas e em enchimento de grãos, e 35% já foram colhidos. Na de Frederico Westphalen, estão 10% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 50% colhidos. Na de Ijuí, a colheita alcança 16% da área e está sendo realizada com teor de umidade muito acima do adequado a fim de evitar o aumento de perdas por debulha e por germinação de sementes nas síliquas.
Em Tenente Portela, onde há uma pequena área plantada como primeira experiência dos produtores com a cultura, a colheita foi concluída. O rendimento das lavouras ficou abaixo do esperado, variando entre 1.140 a 1.620 kg/ha. Porém, apesar das condições climáticas adversas, os produtores avaliaram positivamente a cultura em comparação ao trigo. Nos demais municípios com área mais expressiva, a colheita está apenas se iniciando.
Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem em formação de síliquas e enchimento de grãos (10%), maturação de colheita (40%) e colhidas (50%). Na de Santa Rosa, os cultivos se distribuem nas fases de enchimento de grãos (11%), maduros(54%) e colhidos(35%). Nas regiões mais atingidas pela ocorrência de granizo, além da deiscência das síliquas maduras, observaram-se danos severos nos caules e nos ramos das plantas, comprometendo as síliquas mais verdes que não haviam sido atingidas diretamente. Os produtores avaliam que parte das áreas não possui viabilidade econômica para a realização da colheita, uma vez que a produtividade não cobrirá os custos da operação. Em lavouras com síliquas intactas, a colheita será realizada para mitigar prejuízos e fracionar a palha da cultura, favorecendo a operação de semeadura do próximo cultivo.
Na de Soledade, 10% das lavouras se encontram em enchimento de grãos, 30% em maturação fisiológica, 40% em maturação de colheita e 20% colhidas. A rápida evolução dos estádios finais de desenvolvimento se deve ao uso da dessecação para acelerar e uniformizar a maturação.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Na região de Ijuí, o preço médio praticado é de R$ 141,00, com variação entre R$ 135,00 e R$ 150,00. Em Santa Rosa, a cotação média praticada foi R$ 144,53. O preço praticado em Bagé e Dom Pedrito é de R$ 143,00.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Algodão fecha em baixa em NY com estimativa de maior produção brasileira e expectativa por vendas americanas – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.
O mercado recuou com as perspectivas de uma maior safra do Brasil, embora em pequena escala, e aguardando os dados com as exportações semanais norte-americanas. O relatório das exportações será divulgado nesta sexta-feira, dia 16, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2026/27 está estimada em 4,157 milhões de toneladas, ante as 4,145 milhões de toneladas indicadas na safra 2025/26. Os números fazem parte do 1o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27, divulgado hoje.
A produtividade das lavouras está estimada em 1.986 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 2.054 quilos por hectare na temporada 2025/26. A área plantada com algodão na temporada 2026/27 está estimada em 2,093 milhões de hectares, avanço de 3,7% na comparação com os 2,018 milhões de hectares da safra passada.
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,06 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,60 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 83,42 centavos, desvalorização de 0,58 centavo, ou de 0,7%.
Fonte: Agência Safras
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