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16 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Canola/RS: Desenvolvimento satisfatório e bom potencial produtivo marcam o início do período reprodutivo – MAIS SOJA

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As lavouras de canola apresentam desenvolvimento satisfatório e potencial produtivo compatível com as expectativas iniciais da safra. Predomina o estádio de desenvolvimento vegetativo, embora as áreas implantadas mais precocemente iniciem a transição para a fase reprodutiva, em que se observa o florescimento das primeiras lavouras. A variabilidade
fenológica reflete o amplo período de semeadura desta safra.

As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade não ocasionaram danos significativos, apenas eventuais efeitos a algumas áreas em estádios mais sensíveis. A elevada umidade, associada à reduzida disponibilidade de radiação solar, desacelerou o crescimento vegetativo e limitou a execução de parte dos tratos culturais, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas.

Apesar dessas restrições, as lavouras apresentam bom padrão de sanidade, e não há registros expressivos de pragas ou doenças. No entanto, as condições de elevada umidade têm reforçado a necessidade de monitoramento fitossanitário, sobretudo em função da aproximação do período reprodutivo.

A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições de desenvolvimento e potencial produtivo das lavouras estão dentro das expectativas, exceto nas áreas pontuais com falhas de estande decorrentes das condições de implantação. Predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo. As geadas, registradas durante o período, causaram danos apenas em algumas áreas semeadas mais tardiamente, ainda em estádio de plântula. Em São Borja, as primeiras lavouras semeadas estão em início de florescimento, fase de maior sensibilidade às geadas. Entretanto, a baixa intensidade do evento ocorrido em 03/07 não deve ocasionar impactos expressivos.

Na de Ijuí, os cultivos apresentam ampla variação fenológica, variando entre estádio de roseta e início da floração, o qual corresponde a aproximadamente 5% das áreas. Essa disparidade é resultado do escalonamento da semeadura entre o início de abril e a segunda
quinzena de junho, com maior concentração em maio. O desenvolvimento vegetativo é considerado muito satisfatório, com plantas vigorosas e bom potencial produtivo.

Na de Santa Maria, as condições meteorológicas dificultaram a realização dos tratos culturais, principalmente a aplicação de herbicidas para o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura. A elevada umidade do solo e a sequência de dias nublados, com baixa disponibilidade de radiação solar, reduziram o ritmo de desenvolvimento vegetativo.

Na de Santa Rosa, nas áreas implantadas mais tardiamente, prosseguiram as aplicações de fertilizantes nitrogenados em cobertura. Nas lavouras semeadas em maio, observa-se o início da floração em plantas isoladas, indicando a entrada gradual da cultura no estádio reprodutivo. A sanidade está satisfatória, sem registros relevantes de pragas ou doenças. Embora a baixa luminosidade ainda não tenha comprometido o desempenho dos cultivos, persiste a preocupação com essa condição durante a floração devido aos possíveis reflexos sobre a polinização e a formação dos grãos. Os produtores continuam o controle de plantas daninhas e o monitoramento fitossanitário, com atenção especial às doenças fúngicas favorecidas pela elevada umidade. As perspectivas de produtividade estão positivas, sustentadas pelo bom estabelecimento das lavouras.

Na de Soledade, apesar da redução do ritmo de crescimento, as lavouras apresentam bom aspecto geral, com plantas vigorosas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante a implantação e o adequado manejo adotado pelos produtores. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura. Essas operações seguem apenas nas lavouras de implantação mais tardia. As primeiras áreas semeadas se aproximam da emissão da haste floral, marcando a transição para o estádio reprodutivo.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado nas regiões de Ijuí e Santa Maria foi de R$ 130,00; na de Santa Rosa, R$ 128,37.

Fonte: Emater/RS



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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcance um terço da área no RS sob impacto das chuvas – MAIS SOJA

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A semeadura de arroz irrigado prossegue em ritmo diferenciado entre as regiões produtoras, sendo mais expressiva na Fronteira Oeste e no Sul. Já especialmente na Região
Central e Litoral, as chuvas volumosas das últimas semanas restringiram o preparo do solo e a implantação das lavouras. No Estado, aproximadamente um terço da área foi semeada.

O excesso hídrico dificultou as operações e provocou alagamentos, danos em taipas e problemas no estabelecimento inicial nos talhões já semeados. Em áreas de várzea próximas a cursos d’água, as inundações elevam a preocupação com a continuidade do plantio e com a manutenção da área cultivada prevista para a safra.

A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o avanço da semeadura perdeu intensidade, mas se aproxima de 50%. Na Fronteira Oeste, os percentuais semeados são mais expressivos: em Itaqui, 73%; em Uruguaiana e Maçambará, 70%; Quaraí, 69%; Barra do Quaraí, 67%; e Alegrete, 61%. Em algumas áreas, os alagamentos podem comprometer o estabelecimento e o desenvolvimento inicial das plantas. Em São Gabriel, a semeadura tem
sido bastante limitada pelo excesso de umidade, e as chuvas intensas provocaram danos em taipas, exigindo reparos, além de problemas de estande nas poucas lavouras já implantadas.

Na Região da Campanha, o plantio avançou de forma mais restrita: em Dom Pedrito, alcança 12% da área prevista; em Aceguá, em torno de 5%. Na de Pelotas, a semeadura atinge 39% da área estimada. As lavouras implantadas estão em desenvolvimento vegetativo. As condições meteorológicas permitiram a continuidade dos trabalhos.

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Na de Santa Maria, a área plantada continua estável, próxima a 10% da inicialmente estimada. Em Dona Francisca, 60 hectares semeados no sistema pré-germinado seguem alagados pela elevação e pelo transbordamento do Rio Jacuí, cujo nível ainda se mantém elevado. A inundação de áreas de várzea e a previsão de novas chuvas aumentam a apreensão dos produtores e podem resultar em redução da área cultivada na região.

Na de Soledade, continuaram as dificuldades no preparo do solo e na semeadura. As operações avançam lentamente tanto nas áreas destinadas ao sistema pré-germinado quanto nas conduzidas com semeadura em solo seco. A área semeada alcança 8% do total previsto.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,25%, passando de R$ 80,89 para R$ 80,6.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Ceema/Soja: Chicago atinge menor cotação desde agosto com relatório do USDA e avanço da colheita nos EUA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 09/10/2026 e 15/10/2026

A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, trabalhou em baixa nesta semana. O fechamento da quinta-feira (15) ficou em US$ 12,63/bushel, contra US$ 12,87 uma semana antes. O fechamento deste dia 15/10 foi o mais baixo desde o dia 27/08.

Um dos principais motivos deste movimento veio do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 09/10, já que o mesmo foi baixista para a soja. Ele confirmou uma safra cheia nos EUA, com 124,2 milhões de toneladas, ganhando quase um milhão de toneladas sobre setembro. Os estoques finais estadunidenses igualmente subiram, ficando agora em 8,57 milhões de toneladas para 2026/27.

Já a produção mundial somaria 442,7 milhões de toneladas, e os estoques finais globais atingiriam a 124,3 milhões. Em ambos os casos, um leve aumento sobre setembro. Esse quadro se refletiu nas cotações da oleaginosa em Chicago, nesta semana. Por sua vez, a colheita da soja ganhou forte ritmo nos Estados Unidos na última semana. Assim, até o dia 11/10 a mesma alcançou a 46% da área estadunidense semeada, contra 25% uma semana antes e 50% na média dos últimos cinco anos.

Embora ainda atrasada, em relação a média, a mesma recuperou bastante o atraso da semana anterior. Isso também ajudou a pressionar Chicago, além da possibilidade de acerto entre EUA e Irã em relação a guerra travada entre ambos. Dito isso, das lavouras a colher, a maturação da soja também avançou, chegando a 92% das lavouras, ante 85% na semana anterior, mas ainda abaixo dos 94% da média dos últimos cinco anos. Os dados por estado mostram que Iowa, segundo maior produtor da oleaginosa, aparece como um dos principais destaques, com apenas 31% da área colhida, enquanto a média de cinco anos para o período é de 59%. Em Nebraska, os trabalhos alcançaram 26%, contra 55% na média histórica, enquanto Dakota do Sul tinha 47% colhidos, ante 59% normalmente registrados nesta época.

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Michigan também apresenta atraso importante, com 27%, contra média de 38%, e Ohio chegou a 30%, frente aos 40% históricos. Por outro lado, alguns estados estão à frente da média. Illinois, maior estado produtor de soja dos EUA, alcançou 48% da área colhida, contra 46% na média dos últimos cinco anos; Indiana chegou a 44%, ante 43%; e Wisconsin aparece com 54%, contra média de 47%. Enfim, as condições das lavouras de soja ainda a serem colhidas permaneceram estáveis. O USDA classificou 57% da safra entre boa e excelente, mesmo índice registrado na semana anterior.

Outros 29% estavam em condições regulares, enquanto 14% eram classificadas entre ruins e muito ruins.

Os embarques semanais de soja dos Estados Unidos ficaram abaixo das expectativas do mercado, na semana encerrada em 8 de outubro. Foram embarcadas 1,1 milhão de toneladas, contra 1,2 milhão na semana anterior. Em todo ano comercial, os embarques de soja chegam a 5,1 milhões de toneladas, volume 27% maior do que no mesmo período do ano anterior.

Ao mesmo tempo, empresas estatais chinesas compraram de 8 a 10 navios Panamax de soja dos EUA nesta semana. As cargas serão enviadas a partir de dezembro. As empresas pagaram prêmios de US$ 3,10 a US$ 3,20 por bushel acima do contrato de soja de janeiro da Bolsa de Chicago. Cada navio Panamax transporta cerca de 65.000 toneladas de soja. Antes dos últimos acordos com os EUA, a China já havia comprado cerca de 13,7 milhões de toneladas de soja estadunidense, o que representa mais da metade da sua meta de compra de 25 milhões de toneladas para o ano comercial de 2026/27. Em setembro, a China importou 11,9 milhões de toneladas de soja, uma queda de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas da China.

Já na Argentina, a produção de soja 2026/27 está projetada em 52,5 milhões de toneladas, ou seja, 4% acima do ano anterior. O esmagamento esperado chegaria a 44,8 milhões de toneladas. A oleaginosa poderá receber parte da área atualmente destinada ao milho, especialmente em regiões onde o risco de cigarrinha pesa sobre as decisões de plantio. Essa possível migração é um dos fatores que favorecem o cenário da soja. O ambiente positivo, entretanto, ainda depende da evolução do clima. Em girassol, a projeção de produção chega a 7,4 milhões de toneladas, sendo que 6 milhões serão destinadas ao esmagamento (cf. Terra Investimentos).

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Aqui no Brasil, com um câmbio a R$ 5,04 por dólar e prêmios estáveis, a pressão das baixas em Chicago se fez sentir e as principais praças gaúchas voltaram aos R$ 136,00/saco. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 133,00 e R$ 139,00/saco.

Enquanto isso, o plantio da nova safra atingiu a 15,6% da área esperada no dia 09/10, segundo a Conab. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 11,1%, enquanto a média das últimas cinco safras era de 15,2%. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio chegou a 33,3% da área no dia 09/10, ficando na mesma dimensão do ano passado nesta data (cf. Imea).

Por fim, as exportações brasileiras de soja, até a segunda semana de outubro, atingiram a 2,39 milhões de toneladas no mês. Assim, em sete dias úteis as exportações nacionais registram um aumento de 11,7% na média diária exportada. O preço médio da tonelada exportada em outubro está em US$ 482,31, contra US$ 427,84 em outubro de 2025, ou seja, uma alta de 12,7% na comparação anual (cf. Secex).

Apesar desta performance, a Anec aponta que o total a ser exportado em outubro chegaria a 6,18 milhões de toneladas, ou seja, 3,4% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. Para o acumulado de janeiro a outubro, porém, a entidade projeta exportações de 107,6 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

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1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Ceema: Milho despenca em chicago e atinge menor cotação desde agosto com aumento da safra nos EUA – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, fechou em US$ 4,78/bushel o dia 15/10 (quinta-feira), contra US$ 5,00 uma semana antes. O atual fechamento do milho foi o mais baixo desde o dia 20/08.

O relatório do USDA apontou uma safra maior do que o esperado para os EUA, com a mesma sendo, agora, estimada em 407,3 milhões de toneladas (cerca de 6 milhões a mais do que o anunciado em setembro), enquanto os estoques finais estadunidenses subiram para 47 milhões de toneladas, ganhando um pouco mais de 6 milhões sobre setembro. Já a produção mundial foi aumentada em 3 milhões de toneladas, alcançando 1,294 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais chegaram a 280,4 milhões de toneladas, ganhando 8,3 milhões sobre setembro.

Por outro lado, a colheita do milho estadunidense avançou, alcançando 33% da área no dia 11/10, contra 23% na semana anterior. Apesar do avanço, os trabalhos também permanecem abaixo dos 39% registrados na média dos últimos cinco anos. Também no milho, Iowa chama atenção pelo atraso: o estado tem apenas 14% da área colhida, contra 34% na média histórica. Nebraska registra 27%, frente a uma média de 35%; Minnesota, 25% contra 33%; e Dakota do Sul aparece com 15%, ante 31% na média. Illinois, por outro lado, está mais adiantado, com 51% da área de milho colhida contra 44% na média, enquanto o Missouri registra 64%, ante 61%.

A maturação do milho a colher chegou a 91%, contra 83% na semana anterior, ficando exatamente em linha com a média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras apresentaram melhora, e assim 56% foram classificadas entre boas e excelentes, ante 54% na semana anterior. Outros 27% estão em condições regulares, 12% ruins e 5% muito ruins.

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Já os embarques do cereal estadunidense, na semana encerrada em 08/10, atingiram a 1,3 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques chegam a 8,45 milhões de toneladas, 5% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

E no Brasil, os preços do cereal se mantêm firmes. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 62,00/saco, com a média gaúcha ficando em R$ 62,95/saco. Nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 50,00 e R$63,00/saco. Dito isso, o plantio da nova safra de verão, do cereal, ano 2026/27, chegou a 44% da área prevista para o Centro-Sul do país, no dia 08/10, contra 45% um ano atrás (cf. AgRural). Por sua vez, a maior oferta de milho no mercado mundial está retirando a competitividade do milho brasileiro, fato que desacelera as exportações. No Mato Grosso, segundo o Imea, os embarques estão mais reduzidos na comparação com anos anteriores. Em setembro do corrente ano, o Estado embarcou 2,85 milhões de toneladas, volume 32,1% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025 e 19% abaixo da média dos últimos cinco anos.

No acumulado de julho a setembro, os embarques somaram 7,61 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 21,4% na comparação com o mesmo período da temporada anterior. Nos Estados Unidos, a boa oferta e os estoques elevados têm pressionado as cotações e favorecido a competitividade do cereal local. Já na Argentina, a safra recorde, somada à redução do imposto de exportação (as retenciones), aumentou a disponibilidade para exportação e estimulou as negociações externas. Isso já aparece nos principais destinos do milho mato-grossense: o Egito adquiriu 1,97 milhão de toneladas, queda de 3,85%; o Irã, 739.000 toneladas (-29,30%); e a Espanha, 710.000 toneladas (-29,94%). “Caso os embarques nos próximos meses repitam os volumes observados no ciclo anterior, Mato Grosso poderia chegar a aproximadamente 21 milhões de toneladas exportadas até janeiro.

Nesse cenário, ainda seriam necessárias cerca de 3 milhões de toneladas para serem escoadas entre fevereiro e junho de 2027, para que assim Mato Grosso alcance a projeção de 24,1 milhões de toneladas exportadas na temporada. O volume seria elevado para o período, que historicamente registra embarques de até  aproximadamente 2 milhões de toneladas. Sem um aumento de outros componentes da demanda, o milho que não for exportado tende a permanecer no estado, elevando os estoques finais e aumentando a pressão sobre a armazenagem”.

De forma geral, as exportações brasileiras de milho começaram outubro sem entusiasmar. Nos sete primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 1,73 milhão de toneladas do cereal, segundo dados divulgados pela Secex. A média diária ficou 16,3% abaixo do registrado em outubro de 2025. Com isso, permanece o desafio para o programa brasileiro de exportações nos próximos meses. O país precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para alcançar 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo (cf. Agrinvest)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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