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Polícia Civil mira facção que usava bingos para lavar dinheiro e cumpre 17 ordens judiciais em MT

Investigação aponta que grupo criminoso atuava em Rondonópolis e utilizava jogos de azar para ocultar recursos ilícitos; mandados foram cumpridos em quatro municípios
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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A conta que Lula não explica

Às vésperas do segundo turno, o governo transforma o fim da escala 6×1 em bandeira política, como se bastasse anunciar mais descanso para produzir automaticamente uma vida melhor. É uma velha fórmula eleitoral: promete-se o benefício, omite-se o custo e deixa-se para depois a tarefa de explicar quem pagará a conta.
O trabalhador merece descanso, melhores condições de vida e salários dignos. Mas merece também respeito à inteligência. Não existe almoço grátis na economia, e nenhuma canetada em Brasília faz desaparecer o custo de produzir.
Reduzir a jornada sem reduzir diretamente os salários significa elevar o custo da hora trabalhada para as empresas, caso a produtividade não compense a diferença. Quem mantém um restaurante, uma padaria, um supermercado ou um pequeno comércio sabe que não é possível fechar as portas quando a lei muda. Será necessário reorganizar turnos, contratar mais gente, investir em tecnologia ou reduzir o funcionamento.
E quem não conseguir absorver essa despesa fará o quê? Aumentará os preços, cortará investimentos, deixará de contratar ou reduzirá sua operação. Em alguns casos, poderá até fechar as portas. Não é terrorismo econômico. É uma realidade que qualquer empresário conhece.
A consequência pode ser perversa: uma medida anunciada como proteção ao trabalhador pode dificultar a entrada de jovens no mercado, reduzir oportunidades de emprego e pressionar a renda no médio prazo. A redução salarial direta não está prevista na proposta, mas isso não elimina os riscos indiretos sobre salários, contratações e preços.
O pequeno empresário não tem uma máquina de fabricar dinheiro. Tem contas a pagar, impostos, aluguel, fornecedores e funcionários que dependem do negócio para viver. Quando o governo aumenta seus custos sem considerar a realidade de cada setor, não está oferecendo um benefício gratuito: está transferindo uma despesa para alguém que terá de encontrar uma maneira de pagá-la.
É justamente isso que me revolta na política econômica de Lula: a insistência em vender medidas populares sem enfrentar com a mesma disposição suas consequências. O governo anuncia, celebra e faz propaganda. Depois, a conta aparece no caixa das empresas, no preço das mercadorias e na dificuldade de conseguir uma vaga.
E o momento escolhido torna tudo ainda mais questionável. Uma mudança profunda nas relações de trabalho ganha impulso às vésperas de uma eleição presidencial. O trabalhador recebe a promessa; o governo colhe o dividendo político; e os efeitos econômicos ficam para depois. Se isso não exige um debate sério sobre oportunismo eleitoral, não sei o que exigiria.
Não sou contra reduzir a jornada quando isso é economicamente viável. Sou contra tratar uma questão complexa como peça de propaganda. Uma mudança responsável exige estudos de impacto, negociação, atenção às diferenças entre setores e medidas que permitam elevar a produtividade. O que não se pode fazer é confundir uma intenção desejável com um resultado garantido.
Mato Grosso conhece o valor de quem trabalha e produz. Nossa economia cresceu graças a produtores, empresários e trabalhadores que assumiram riscos e investiram. Nenhuma prosperidade duradoura nasce da hostilidade contra quem emprega. Sem empresas saudáveis, não há empregos sustentáveis; sem produtividade, não há aumento consistente de salários.
É por isso que defendo uma mudança de rumo e apoio Flávio Bolsonaro. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, liberdade para empreender, menos burocracia e um governo que compreenda que a riqueza não nasce de anúncios oficiais, mas do trabalho, do investimento e da capacidade de produzir.
O trabalhador brasileiro não precisa de promessas que escondam os custos. Precisa de emprego, renda, segurança e oportunidades reais para melhorar de vida. E merece que os governantes tratem seu futuro com seriedade, em vez de usá-lo como argumento de campanha.
A escala 6×1 pode mudar por lei. A conta, porém, não desaparece: será paga por empresas, consumidores e trabalhadores, de uma forma ou de outra. O que o governo precisa explicar é por que anuncia o benefício com tanta facilidade e deixa para os brasileiros a responsabilidade de arcar com as consequências.
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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.*
Agro Mato Grosso
Onças-pintadas surpreendem jacarés durante ‘banho de sol’ no Pantanal

Proprietário de uma pousada registrou a cena durante um safári; o flagrante mostra um momento da rotina dos dois felinos, que utilizam a lagoa como ponto de acesso à água em meio à vegetação do Pantanal.
Um vídeo mostra duas onças-pintadas próximas a uma lagoa na zona rural de Poconé, no Pantanal mato-grossense. Conhecidos como Glorioso e Arruda, os dois machos aparecem próximos a um grupo de jacarés que foge para a água ao perceber a presença dos felinos (assista abaixo).

O registro foi feito no dia 26 de setembro por Mateus Arruda, proprietário de uma pousada na região, durante um safári pelo Pantanal. Segundo ele, os dois felinos foram avistados pela primeira vez neste ano por moradores locais e têm aparecido com frequência na área.

Onças-pintadas são flagradas próximas a jacarés em lagoa na zona rural de Poconé (MT). — Foto: Mateus Arruda
De acordo com Mateus, a lagoa onde o vídeo foi gravado costuma reunir muitos jacarés e também é frequentada pelas onças-pintadas, que circulam pela região em busca de água e alimento.
“Ela não tá espantando jacarés, na verdade. Ela estava querendo beber água. Esses dois machos estão direto por aqui. Aqui é uma lagoa que fica com muito jacaré. Aí elas vêm, se alimentam de jacaré, voltam e se escondem”, contou.
VIDEO:
Onças-pintadas incluem jacarés na alimentação
A onça-pintada é um dos principais predadores do Pantanal e tem uma dieta variada, que inclui mamíferos e répteis, como os jacarés. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas em que vive.
Embora os jacarés façam parte da alimentação das onças-pintadas, a presença das duas espécies no mesmo ambiente não significa necessariamente uma tentativa de caça. No vídeo gravado em Poconé, de acordo com Mateus, os dois felinos se aproximaram da lagoa para beber água, sem tentativa aparente de atacar os répteis naquele momento.
As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda

As onças-pintadas Glorioso e Arruda foram flagradas perto de jacarés em uma lagoa na zona rural de Poconé (MT), durante um safári pelo Pantanal. — Foto: Mateus Arruda
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Resultado da eleição para PL pode enfraquecer Ananias Filho no comando do diretório

Membros do partido, maioria ligada a campanhas vitoriosas, dizem que vão pensar sobre a organização o grupo após o 2º turno para presidente
O resultado das eleições para o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso pode afetar o posto de Ananias Filho, presidente do diretório. Membros do partido, apoiadores dos candidatos vencedores na sigla, dizem que talvez seja a hora de repensar a direção, mas sem admitir a saída de Ananias.
O produtor rural, Odílio Balbinotti, suplente de senador de José Medeiros, diz que eles devem começar a pensar sobre o formato do diretório após a campanha de segundo turno.
Ele tem sido cauteloso ao dizer que a conversa sobre reformulação do grupo é normal após o resultado abaixo da expectativa, mas descartando articulação em andamento para retirar Ananias da presidência.
“Eu não entendo muito de partido. O que eu entendo é que, naturalmente, depois das eleições, deve-se ter uma acomodação dentro de todos os partidos”, disse.
A resistência da ala de bolsonaristas raízes à aliança do PL com MDB (Movimento Democrático Brasileiro) respingou em Ananias. Como presidente do diretório, ele passou a ser visto como o responsável por dar a chancela ao acordo, que não vingou na prática.
Recentemente, ele mesmo admitiu que a aliança foi erro de estratégia e que a direção do partido a oficializou sem a aprovação da base. No histórico do partido, ele tem proximidade com o senador Wellington Fagundes, candidato ao governo derrotado, que influenciou sua chegada ao comando do diretório.
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