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Mulheres quilombolas transformam babaçu em renda, autonomia e oportunidade

Da floresta para a agroindústria, o babaçu deixou de ser apenas um recurso de subsistência para se tornar símbolo de empreendedorismo, valorização cultural e geração de renda em comunidades quilombolas do Maranhão. Uma iniciativa apoiada pela Embrapa mostra como a bioeconomia pode unir tradição, sustentabilidade e desenvolvimento social.
A experiência acontece na comunidade quilombola de Pedrinhas, onde mulheres quebradeiras de coco se organizaram para criar uma agroindústria baseada no aproveitamento integral do babaçu.
A presidente do Clube de Mães, Maria José Machado conta que a associação surgiu em 1989 como um clube de mães formado por mulheres quebradeiras de coco. Atualmente, cerca de 15 trabalhadoras atuam na produção de alimentos e derivados do babaçu, transformando um saber tradicional em atividade econômica sustentável.
Entre os produtos desenvolvidos estão sorvetes, bolos, pães, biscoitos, pudins e até hambúrgueres feitos a partir do babaçu.
Tradição passada entre gerações
O trabalho com o babaçu atravessa gerações e carrega forte valor afetivo e cultural. Muitas das mulheres aprenderam a quebrar coco ainda na infância, acompanhando as mães no trabalho no mato.
A gestora da Agroindústria Clube de Mães, Antônia Vieira relata que, antigamente, o coco tinha pouco valor comercial e era usado principalmente em trocas por alimentos básicos, como arroz e feijão. Hoje, ela vê uma mudança significativa no reconhecimento do produto e da profissão.
“Fui criada através do babaçu, a minha mãe era quebradeira de coco. Eu me sinto muito orgulhosa. Todos os lugares que eu chego me apresento como quebradeira de coco, porque eu sou uma quebradeira de coco”, destaca.
Além da geração de renda, a atividade representa autonomia financeira para as mulheres da comunidade, que passaram a depender menos de trabalhos domésticos em outras casas para sustentar as famílias.
Pesquisa e capacitação ampliaram produção
O crescimento da agroindústria ocorreu a partir de cursos de capacitação promovidos pelo Sebrae e do apoio técnico da Embrapa.
Entre as inovações estão leite e queijo vegetal de babaçu, além de versões veganas de alimentos tradicionais. Segundo as trabalhadoras, as oficinas e pesquisas ajudaram a melhorar a qualidade dos produtos e ampliar a renda da comunidade.
Hoje, a agroindústria possui o selo quilombola e o selo “Gosto do Maranhão”, certificações que valorizam a produção artesanal e fortalecem a identidade regional dos alimentos.
Artesanato e sustentabilidade
O aproveitamento do babaçu vai além da alimentação. A palha, antes utilizada apenas para cobrir casas, passou a ser transformada em artesanato.
Flores decorativas, cestos e outros itens são produzidos pelas mulheres e utilizados inclusive na apresentação dos produtos em feiras e eventos. A iniciativa reforça o conceito de bioeconomia ao utilizar recursos naturais de maneira sustentável e com geração de valor local.
Futuro e expansão
A associação também busca envolver jovens e adolescentes da comunidade no trabalho da agroindústria, garantindo continuidade ao conhecimento tradicional e fortalecendo a economia local.
O grande sonho das produtoras é ver os produtos de Pedrinhas chegando aos supermercados de cidades maiores, como São Luís. “Meu sonho é entrar num supermercado e ver nossos produtos lá”, diz Maria José.
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Junho chega com chuvas acima da média em parte do Brasil e calor também avança; confira detalhes da previsão

O mês de junho deve ser marcado por um cenário climático irregular nas lavouras do Brasil, com chuvas acima da média concentradas no Centro-Sul do país, enquanto regiões produtoras do Norte e Nordeste enfrentarão tempo mais quente e seco.
As precipitações devem avançar sobre áreas do Triângulo Mineiro, além da tríplice divisa do Centro-Oeste, trazendo alívio para o milho segunda safra que ainda está em fase de desenvolvimento. Parte dessas chuvas também deve alcançar áreas do interior do Matopiba e o centro-norte do Norte.
Por outro lado, os volumes devem ficar abaixo da média justamente em parte do Matopiba. A previsão indica manutenção do tempo quente e seco, cenário que aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo.
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Para julho, a previsão indica o mesmo padrão. A tendência é de continuidade das chuvas abaixo da média no Matopiba e também no Rio Grande do Sul. Na faixa leste do Nordeste, os volumes começam a perder força gradualmente.
O tempo em agosto
Já em agosto, a chuva volta a avançar em direção ao Brasil Central, mas sem volumes expressivos. Os acumulados previstos podem trazer algum suporte para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Triângulo Mineiro, porém, essas precipitações devem chegar tardiamente para parte das lavouras.
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Clima seco acelera colheita e pressiona preços do café no Brasil, aponta Itaú BBA

O avanço da colheita nas regiões produtoras de café no Brasil tem pressionado os preços nas últimas semanas. O movimento foi favorecido pelo clima seco, que acelerou os trabalhos nas lavouras de conilon e ampliou o ritmo da colheita de arábica.
Os dados constam no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Queda nas cotações
O contrato de café arábica com vencimento em julho acumulou queda de 5,6% até 8 de maio, negociado a US$ 2,75 por libra-peso. Com a valorização de 5,2% do real no período, o preço em moeda brasileira recuou para R$ 1.670 por saca, baixa de 11%.
No mercado do conilon, o cenário internacional apresentou sustentação, mas o café brasileiro também registrou desvalorização. A cotação caiu 3,8%, para R$ 913 por saca.
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Oferta maior pressiona mercado
Segundo o relatório, o mercado passou a refletir uma expectativa de maior oferta de café no segundo semestre com o avanço da colheita e a entrada do produto novo no mercado.
A avaliação é de que o diferencial de preços entre arábica e robusta deve reduzir de forma gradual, com maior pressão sobre o arábica.
“Apesar da curva futura ainda indicar preços elevados, os contratos para setembro de 2026 já apontam valores cerca de 5% inferiores aos observados há um mês”.
Clima segue no radar
O clima continua sendo o principal fator de atenção para o mercado de café no curto prazo, segundo o Itaú BBA. O risco de geadas durante o inverno e os possíveis efeitos da antecipação do fenômeno El Niño seguem no radar do mercado.
“Caso ocorram eventos climáticos adversos, os impactos devem atingir principalmente a próxima safra, podendo alterar a expectativa de preços mais baixos para o segundo semestre”, finaliza a casa.
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Agro Mato Grosso
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