Agro Mato Grosso
De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais

Vencedora do Prêmio Mulheres do Agro 2025, produtora paranaense alia inovação, sustentabilidade e soluções biológicas em segmento em expansão. Inscrições para a 9ª edição do prêmio se encerram em 7 de junho.
São Paulo, maio de 2026 – No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”
A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.
Tecnologia e ESG no DNA
A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.
A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.
Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).
Prêmio Mulheres do Agro 2026
Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.
“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.
Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.
Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”
As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Sobre a ABAG
Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.
Informações à imprensa:
JeffreyGroup
agrobayer@jeffreygroup.com
Agro Mato Grosso
Custo da produção de algodão em Mato Grosso sobe 1% I agro.mt

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou os dados do projeto CPA-MT¹, a estimativa do custeio do algodão para a safra 2026/27 que ficou em R$ 10,6 mil/hectare em abril, alta de 1,05% em relação a março. O aumento foi justificado, principalmente, pela elevação das despesas com macronutrientes, em função das tensões no mercado internacional, com destaque para o Estreito de Ormuz, que impacta a logística e os preços globais.
Com isso, o custo operacional efetivo (COE) do algodão aumentou 0,55% no mês, ficando estimado em R$ 15.227 mil/hectare. Dessa forma, considerando a produtividade média de 119,82 @/ha de pluma, o cotonicultor precisa vender o produto a pelo menos R$ 127,09/@ para cobrir o custo.
Com os preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, o IMEA constatou busca dos produtores por proteção de margens e travamento de custos, avançando na comercialização da safra 2026/27, que estava atrasada, mas superou a média dos últimos anos.
Agro Mato Grosso
Valtra apresenta soluções em mecanização para a cultura do café I MT

Série A3F garante alta performance e economia de combustível em cultivos adensados
No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional do Café, data que marca o início da colheita nas principais regiões produtoras do país. E por se tratar de um dos principais exportadores mundiais de café, os produtores brasileiros necessitam cada vez mais de máquinas agrícolas adaptadas aos seus desafios. Entre os principais obstáculos no dia a dia da cafeicultura está a operação em áreas de difícil acesso e em cultivos adensados, onde a ergonomia e o design do maquinário se tornam fatores decisivos para a produtividade.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento de pouco mais de 17% na atual safra de café, em relação ao ciclo anterior, estimando que a produção brasileira supere as 66 milhões de sacas beneficiadas. Segundo eles, a expansão é explicada pela entrada de novas áreas em produção, pela combinação de condições climáticas favoráveis e pelo uso crescente de tecnologias e insumos. É exatamente para atender a esse aumento de demanda produtiva, que o produtor precisa tomar decisões bem pensadas na escolha do maquinário.
“Operar em espaçamentos reduzidos sem danificar a lavoura e proporcionar um conforto operacional exige um projeto específico. Para operar nessas condições indicamos um trator como a Série A3F, resultado de sete anos de pesquisa e desenvolvimento com a participação direta de produtores do setor, sendo criado sob medida para o trabalho no café”, ressalta Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator Valtra.
Para garantir alta produtividade, o sistema hidráulico da Série A3F (com modelos de 69 a 99 cv) foi desenvolvido considerando os desafios da cultura: o levante de três pontos possui a maior capacidade de levante da categoria (25% superior à média), além de válvulas de controle remoto de alta vazão capaz de operar com as colhedoras mais modernas do mercado. Além disso, os motores 3 cilindros da Série proporciona uma redução de até 12% no consumo de combustível, mantendo a sustentação da rotação mesmo nas operações mais pesadas, como o uso de trinchas.
Além do bem-estar interno, a máquina precisa “vestir” a lavoura. Para evitar a propagação de pragas e prejuízos físicos às plantas e aos frutos, o trator conta com uma cabine estreita, mas ao mesmo tempo muito ampla e um design externo arredondado, ideal para operações nas entrelinhas da cultura adensada sem causar interferências. A agilidade nas manobras, fator crítico em espaços limitados, é assegurada pelo excelente raio de giro de sua categoria.
A Valtra acompanha de perto a evolução da cafeicultura no Brasil e entende que essa cultura exige soluções específicas. É por isso que investimos continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer maquinários que respeitam as particularidades da lavoura e colocam a segurança e o conforto do operador no centro de uma operação produtiva em constante crescimento”, conclui Winston Quintas.
Agro Mato Grosso
Custos da safra 2026/27 sobem em Mato Grosso

Imea aponta pressão sobre soja, milho e algodão com alta de fertilizantes e defensivos
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou nesta semana novas projeções para a safra 2026/27 em Mato Grosso, apontando aumento nos custos de produção da soja, milho e algodão. Segundo a entidade, o cenário é influenciado principalmente pela alta nos preços de fertilizantes e defensivos agrícolas, em meio às tensões geopolíticas internacionais e incertezas logísticas no mercado global de insumos.
Os levantamentos também indicam perspectivas de maior competitividade do milho brasileiro nas exportações e um balanço global mais apertado para o mercado do algodão, diante da expectativa de redução na produção mundial da fibra.
Soja: custos sobem e margens preocupam
Para a soja, o custeio projetado para a safra 2026/27 em Mato Grosso alcançou R$ 4.286,89 por hectare em abril, alta de 1,88% frente a março. De acordo com dados do Imea e do Senar-MT, o avanço foi puxado principalmente pelo aumento de 2,73% nas despesas com fertilizantes e de 2,17% nos defensivos agrícolas.
Segundo o boletim, as tensões no Oriente Médio seguem elevando as incertezas sobre logística e preços dos insumos importados, o que pressiona diretamente os custos do produtor. O cenário também acende alerta para a rentabilidade da atividade. Considerando a produtividade média estimada em 62,44 sacas por hectare, o ponto de equilíbrio da safra 2026/27 foi calculado em R$ 68,65 por saca — valor 8,42% superior ao registrado no ciclo anterior.
Além da alta nos custos, o mercado da oleaginosa apresentou retração nos preços em Mato Grosso. O valor da soja no estado recuou 0,53% na comparação semanal, refletindo a demanda mais enfraquecida. Na bolsa de Chicago, porém, o movimento foi oposto. O contrato da oleaginosa registrou alta de 0,75%, encerrando o período cotado em média a US$ 12,00 por bushel. Já o indicador de paridade de exportação avançou 1,76%, sustentado pela valorização do contrato para março de 2027.

O relatório também destaca a primeira projeção do USDA para a safra mundial de soja 2026/27. Segundo o órgão norte-americano, a produção global deve atingir 441,54 milhões de toneladas, aumento de 3,26% frente ao ciclo anterior e 5,99% acima da média das últimas três safras.
O crescimento é sustentado principalmente pela expectativa de safra recorde no Brasil, estimada em 186 milhões de toneladas, avanço de 3,33% sobre 2025/26, além da elevada produção prevista para os Estados Unidos. Apesar disso, o Imea ressalta que a possível atuação do fenômeno El Niño segue como fator de atenção e pode alterar as estimativas futuras para a produção brasileira.
As exportações mundiais de soja foram projetadas em 189,22 milhões de toneladas, crescimento de 1,42% na comparação anual, com a China permanecendo como principal importadora global. Já os estoques finais globais devem somar 124,78 milhões de toneladas, queda de 0,28%, pressionados principalmente pela redução dos estoques norte-americanos.
Milho brasileiro deve ganhar espaço no mercado externo
Para o milho, o USDA estimou a produção mundial da safra 2026/27 em 1,79 bilhão de toneladas, retração de 0,69% frente ao ciclo anterior. A queda está ligada, sobretudo, à menor produção prevista nos Estados Unidos, estimada em 406,29 milhões de toneladas, reflexo da redução da área plantada diante da maior atratividade da soja.
Enquanto isso, a demanda global deve crescer 0,46%, alcançando 1,51 bilhão de toneladas, impulsionada principalmente pelo maior consumo interno da China. Nesse cenário, o Brasil tende a ganhar competitividade no mercado exportador, favorecido pela menor oferta norte-americana. O USDA também projeta aumento da demanda doméstica brasileira pelo cereal.
As exportações mundiais de milho foram estimadas em 206,91 milhões de toneladas, queda de 3,14% frente à safra anterior, enquanto os estoques finais globais devem recuar 6,54%, para 277,54 milhões de toneladas.

O projeto CPA-MT, conduzido por Senar-MT e Imea, estimou o custeio do milho da safra 2026/27 em R$ 3.772,24 por hectare em abril, alta mensal de 2,32%. O aumento foi puxado pelas despesas com fertilizantes e corretivos (+4,30%), defensivos agrícolas (+2,46%) e sementes (+0,11%).
Segundo a análise, o custo operacional efetivo (COE) fechou abril em R$ 5.501,12 por hectare, enquanto o custo total atingiu R$ 7.395,26 por hectare. Considerando a produtividade média estimada em 118,71 sacas por hectare, o produtor precisará vender a saca a pelo menos R$ 31,78 para cobrir o custeio e a R$ 46,34 para arcar com o COE.
Como o preço médio da safra em abril foi calculado em R$ 45,68 por saca, o produtor consegue cobrir os custos básicos, mas ainda precisa acompanhar o mercado em busca de melhores oportunidades de comercialização. No cenário internacional, o contrato do milho na CME Group registrou valorização média semanal de 0,73%, encerrando cotado a US$ 4,64 por bushel. Já o prêmio de exportação em Santos avançou 14,56%, sustentado pela demanda externa.
Algodão terá custos maiores e produção global menor
No algodão, o custeio projetado para a safra 2026/27 ficou em R$ 10.642,28 por hectare em abril, alta de 1,05% frente a março. Segundo o Imea, a elevação foi impulsionada principalmente pelo aumento das despesas com macronutrientes, influenciado pelas tensões no mercado internacional, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de insumos.
O custo operacional efetivo da cultura foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare. Com produtividade média prevista em 119,82 arrobas por hectare, o produtor precisará comercializar a pluma a pelo menos R$ 127,09 por arroba para cobrir o COE.
Apesar da pressão nos custos, os preços mais atrativos da fibra estimularam os produtores a avançarem na comercialização da safra 2026/27 e ampliarem estratégias de proteção de margem. Na bolsa de Nova York, o contrato julho/26 valorizou 1,42% na semana, encerrando cotado em média a 85,09 centavos de dólar por libra-peso.

O USDA também projeta redução na produção global de algodão em 2026/27. A estimativa aponta produção mundial de 25,27 milhões de toneladas de pluma, queda de 5,38% frente à safra anterior. O recuo é atribuído principalmente à menor produção esperada na China, Estados Unidos e Brasil.
Nos EUA, mesmo com expectativa de aumento da área cultivada, o clima seco nas regiões produtoras pode comprometer a produtividade das lavouras. Enquanto isso, o consumo global de pluma deve atingir 26,49 milhões de toneladas, volume 1,29% superior ao da safra passada e acima da produção estimada para o ciclo.
Com isso, os estoques finais mundiais tendem a recuar para 15,64 milhões de toneladas, o menor volume desde a safra 2021/22. Segundo o Imea, o cenário de oferta mais apertada tem sustentado os preços internacionais da fibra, que permanecem acima de 80 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York.
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