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6 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Entregas de fertilizantes podem cair até 15% em 2026

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Sindiadubos-PR alerta para impacto sobre produção agrícola brasileira

A crise enfrentada pelo mercado brasileiro de fertilizantes por conta dos reflexos das guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia coloca em risco a safra 2026/2027 de soja, cujo plantio começa em setembro. Além dos riscos logísticos, da escassez de produtos e da elevação generalizada de custos, o cenário de incertezas se agrava com o atraso dos agricultores em adquirir os insumos.

“A combinação dos fatores globais e domésticos, como a taxação de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas e a tabela do frete mínimo, deve reduzir o uso de fertilizantes e, consequentemente, diminuir a produção agrícola em relação às estimativas para a safra 2025/2026, o que significa que dificilmente chegaremos ao recorde de produção alcançado na safra passada”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz.

Segundo ele, atualmente, apenas cerca de 50% dos fertilizantes necessários para a safra de soja foram negociados, quando, historicamente, o normal para este período do ano já passava de 60%. “O mercado na ponta travou devido às altas de preço, mas essa demora cria um risco iminente de escassez e gargalos logísticos”, aponta, citando que as compras para os meses de pico de chegada de fertilizantes nos portos (junho a agosto) não estão acontecendo em maio.

“Se a demanda retomar de última hora, o país pode enfrentar problemas de gargalo nos portos, com acúmulo de navios e longos tempos de espera, que podem chegar a até 60 dias”, prevê. O presidente do Sindiadubos-PR lembra que, no ano passado, nessa época, já havia filas de 10 a 15 dias para atracação, enquanto hoje os portos estão “ tranquilos”. “Caso os agricultores busquem o mesmo volume de fertilizantes do ano passado em cima da hora, eles não vão encontrar de forma alguma, pois as empresas distribuidoras não estão tomando posição de compra antecipada devido ao risco de queda de preço e aos altos custos financeiros (juros de até 20% ao ano) e de armazenagem”, analisa Schwartz.

Riscos

Diante desse quadro, ele aponta três riscos para o produtor que adiar a decisão de compra dos fertilizantes: o produto ficar mais caro, não ter o produto no momento certo (estar parado em fila de navios aguardando para descarregar em porto) ou até mesmo faltar. Para não ser prejudicado em nenhuma dessas hipóteses, o presidente do Sindiadubos-PR alerta que o produtor aja de forma estratégica para garantir o suprimento.

Porém, Schwartz pondera que o agricultor também enfrenta problemas financeiros graves, como o aumento das recuperações judiciais, o que restringe o crédito no setor. “Além disso, os custos operacionais estão mais altos, com os produtores absorvendo 2% a mais pelos insumos devido à taxação do PIS/Cofins, que entrou em vigor no último dia 1º de abril, e à Medida Provisória (MP) 1.343/26, que endureceu a fiscalização sobre o piso mínimo do frete mínimo, sem falar do forte impacto que estão sofrendo pela alta do diesel”, aponta.

De acordo com o presidente do Sindiadubos-PR, toda essa conjuntura elevou a margem de risco, com o custo de produção se aproximando de 50 a 55 sacos de soja por hectare, em uma produção média de 60 sacos. “Essa é uma conta ´muito apertada` e de altíssimo risco, especialmente com a possibilidade de efeitos climáticos como o El Niño, que pode causar seca no Centro-Oeste”, observa.

Pressões internacionais

Em meio a tantas pressões, os agricultores são diretamente atingidos pelos conflitos geopolíticos, tanto entre Rússia e Ucrânia como entre Estados Unidos e Irã, que afetaram a cadeia de fornecimento global. Ataques de drones atingiram diversas partes de diferentes pontos de produção de matérias primas e fertilizantes na Rússia, um dos maiores fornecedores de fosfato monoamônico (MAP), nitrato de amônia e ureia para o Brasil.

Já os volumes de importação de fosfatados — tanto MAP quanto NPs (adubo composto por nitrogênio e fósforo) e superfosfato simples caíram cerca de 900 mil toneladas de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. “Porém o período de maiores volumes de chegadas no Brasil são os meses de junho a agosto e, até o presente momento, a China, que foi um player muito importante em 2025, continua com restrições nas exportações de fosfatados. Além disso, o estoque de enxofre na China nos portos está nos níveis mais baixos dos últimos cinco anos”, pontua Schwartz. Adicionalmente, o fechamento de uma planta na produção nacional de superfosfato simples retira cerca de 1 milhão de toneladas anuais de fertilizantes do mercado.

O presidente do Sindiadubos-PR destaca que, devido às guerras, o custo em dólar dos fertilizantes disparou nos últimos meses: o MAP subiu cerca de 40%, o superfosfato triplo aumentou 50%, a ureia encareceu mais de 50% e o superfosfato simples chegou a dobrar de preço. Em função da alta de preços e dificuldades logísticas, o Sindiadubos-PR mantém a estimativa de queda de 10 a 15% nas entregas de fertilizantes ao Brasil em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas no ano passado.

Os desafios e as estimativas do mercado nacional serão abordados na 20ª edição do Simpósio NPK, maior evento nacional presencial do setor de fertilizantes, no dia 22 de outubro de 2026, em Curitiba (PR). A expectativa é reunir 1,2 mil profissionais que representam 350 empresas do agronegócio de todo o país.

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso sobe para a 10ª maior economia do Brasil com PIB de R$ 273 bilhões

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Mato Grosso consolidou sua posição entre as maiores economias do país ao alcançar um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 273 bilhões em 2023, último dado consolidado disponível. O resultado representa um salto em relação aos R$ 142,12 bilhões registrados em 2019 e levou o Estado da 13ª para a 10ª colocação no ranking nacional, elevando sua participação na economia brasileira de 1,9% para 2,5%.

O desempenho reflete o crescimento da atividade econômica impulsionado pela expansão do agronegócio, pelo fortalecimento da indústria, pela atração de investimentos e por políticas públicas voltadas à melhoria da infraestrutura, ao incentivo à produção e à geração de empregos.

Em 2023, enquanto o PIB brasileiro cresceu 3,2%, Mato Grosso registrou expansão real de 12,9%, desempenho quase quatro vezes superior à média nacional. O avanço também se refletiu na renda da população, com o Estado passando da sétima para a terceira posição no ranking nacional de PIB per capita.

Segundo o governador Otaviano Pivetta, o resultado é consequência de investimentos voltados à competitividade e ao fortalecimento do ambiente de negócios.

“Os números mostram que Mato Grosso está no caminho certo. Quando o Estado investe em infraestrutura e cria condições para quem quer produzir, a economia responde. Hoje somos a 10ª maior economia do país e seguimos crescendo acima da média nacional. Esse é o resultado de um governo que trabalha para criar oportunidades, e não para atrapalhar quem quer produzir”, afirmou.

Além do crescimento econômico, os programas estaduais de incentivo fiscal também apresentaram resultados positivos. Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) apontam que, em 2025, para cada R$ 1 em renúncia fiscal concedida pelo Estado foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados. Ao todo, a renúncia somou R$ 6,4 bilhões, enquanto os investimentos alcançaram R$ 29,8 bilhões.

Os programas Prodeic, Proder e Proalmat foram responsáveis por estimular novos empreendimentos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a geração de empregos. Entre 2024 e 2025, as empresas beneficiadas aumentaram em 10% o número de trabalhadores, passando de 119.540 para 131.375 empregos. Em comparação com 2020, quando empregavam 73.237 pessoas, o crescimento chega a 79%.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a reformulação dos incentivos fiscais contribuiu para tornar Mato Grosso mais competitivo.

“Em 2020, os programas de incentivo fiscal foram reformulados para torná-los mais eficientes e alinhados às necessidades do setor produtivo. Essa modernização foi fundamental para criar um ambiente de negócios mais competitivo, atraindo investimentos e gerando um ciclo sustentável de crescimento econômico com emprego e renda em todas as regiões do Estado”, destacou.

O agronegócio segue como principal motor da economia mato-grossense. A produção de soja cresceu de 32,9 milhões para 51,6 milhões de toneladas entre as safras 2018/19 e 2025/26. No mesmo período, a produção de milho avançou de 31,3 milhões para 54,6 milhões de toneladas, enquanto o algodão em pluma passou de 1,8 milhão para 2,7 milhões de toneladas.

A pecuária também mantém posição de destaque, com Mato Grosso liderando o maior rebanho bovino do Brasil desde 2004 e registrando produção anual próxima de 2 milhões de toneladas de carne bovina.

Além das culturas tradicionais, o Estado ampliou a produção de gergelim, que cresceu 465% entre as safras 2018/19 e 2025/26, com aumento de 588% na área plantada. Atualmente, Mato Grosso responde por 73% da produção nacional da cultura, enquanto as exportações do produto aumentaram cerca de 600% entre 2020 e 2025, impulsionadas pela demanda de mercados como China e Índia.

O processo de industrialização também ganhou força nos últimos anos. Mato Grosso se consolidou como o maior produtor brasileiro de etanol de milho, respondendo por 62% da produção nacional. Atualmente, o Estado possui 12 usinas em operação e outras 13 em construção ou anunciadas. A expectativa é de que a produção salte de 6,18 milhões para 15,02 milhões de metros cúbicos até a safra 2033/34.

Para acompanhar essa expansão, o Governo de Mato Grosso investe na ampliação da infraestrutura energética por meio do programa MT Trifásico, que prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos até 2030 para implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes elétricas, fortalecendo o atendimento às indústrias, agroindústrias e empreendimentos produtivos em diversas regiões do Estado.

Fonte: Secom MT

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Agro Mato Grosso

Indústria de MT cresce 56% com ambiente favorável aos negócios

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Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.

Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.

Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.

“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.

O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos

Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.

O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.

Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.

Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.

“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.

Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Riqueza gerada pela indústria

Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os serviços industriais de utilidade pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as unidades da federação.

A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB industrial mato-grossense.

Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.

“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.

Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho

Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial – que engloba a indústria e a construção civil – registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.

O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.

Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.

O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.

Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).

Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.

Fonte: Secom MT

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Agro Mato Grosso

Estados Unidos investigam glifosato importado da China

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Comissão avalia possível dano à indústria local por importações vendidas abaixo do valor justo e subsidiadas

A United States International Trade Commission iniciou investigações antidumping e compensatória sobre importações de glifosato da China. O processo avalia se há indicação razoável de dano material, ameaça de dano material ou atraso relevante na formação de uma indústria nos Estados Unidos.

As investigações receberam os números 701-TA-799 e 731-TA-1795. O produto analisado entra nos Estados Unidos pelas subposições 2931.49.00 e 3808.93.50 da Harmonized Tariff Schedule of the United States.

A comissão apura alegações de venda do glifosato chinês no mercado norte-americano por valor abaixo do justo. Também analisa a existência de subsídios concedidos pelo governo da China.

A decisão preliminar deve sair em até 45 dias, caso o Departamento de Comércio não prorrogue o prazo de início. Com esse calendário, a comissão deve concluir a fase preliminar até 14 de agosto de 2026. As conclusões devem seguir ao Departamento de Comércio até 21 de agosto de 2026.

A conferência técnica da fase preliminar foi marcada para 21 de julho de 2026, às 9h30. Os interessados em participar devem solicitar presença até meio-dia de 17 de julho de 2026.

As manifestações escritas podem ser enviadas até 17h15 de 24 de julho de 2026. Partes com apresentação na conferência devem protocolar testemunhos escritos e materiais suplementares até 16h de 20 de julho de 2026.

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