Agro Mato Grosso
TCE quer abertura de mesa técnica para destravar regularização ambiental

O presidente do Tribunal de Contas (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, determinou, nesta quinta-feira (2), a abertura de uma mesa técnica para tratar da desburocratização do licenciamento ambiental das atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A iniciativa busca solucionar entraves que impedem a regularização de assentamentos rurais e afetam cerca de 700 mil pessoas no estado.
“Estamos falando de cerca de 700 mil pessoas em um estado com 3,8 milhões de habitantes. Hoje, 83% das propriedades rurais têm até 500 hectares e são classificadas como pequenas propriedades. Esses produtores correm o risco de não acessar quase R$ 100 bilhões em recursos federais. Não podemos permitir que a burocracia impeça o desenvolvimento econômico e prejudique a vida dessas famílias. É por isso que o Tribunal de Contas está conduzindo esse processo”, afirmou o presidente do TCE-MT.
A medida foi proposta após o deputado estadual Valdir Barranco apontar que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estaria descumprindo normas que simplificam o licenciamento ambiental. Segundo o parlamentar, os embargos que atingem os assentamentos dificultam o acesso dos produtores aos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que disponibilizará R$ 97,3 bilhões para investimentos e custeio no ciclo 2026/2027.
Na ocasião, o presidente explicou que a mesa técnica reunirá representantes de diferentes instituições para buscar soluções consensuais para questões como a demora na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o cumprimento das normas vigentes e a regularização ambiental dos assentamentos.
“É uma questão urgente. É comida na mesa, é emprego, é condição de vida, é economia do estado. A mesa técnica vai reunir diferentes instituições para construir soluções para os CARs que permanecem parados na Sema e para garantir o cumprimento das leis. Não podemos permitir que essa situação continue”, afirmou.
Burocracia
Durante a reunião, o deputado estadual Valdir Barranco denunciou que a falta de encaminhamentos por parte da Sema tem mantido embargos ambientais em 546 assentamentos federais e 85 estaduais, afetando diretamente cerca de 700 mil pessoas. Segundo ele, essas famílias aguardam há décadas por uma solução que lhes permita regularizar a situação ambiental e acessar políticas públicas de incentivo à produção.
“O que estamos pedindo é que a legislação seja cumprida. Os pequenos produtores não podem continuar sendo penalizados pela burocracia e impedidos de produzir, acessar crédito e melhorar a qualidade de vida de suas famílias”, afirmou Barranco.
O parlamentar também sustentou que a Sema descumpre duas normas em vigor: a Lei Complementar nº 830/2025, que estabelece critérios e protocolos para o desembargo de assentamentos, e a Lei Ordinária nº 13.349/2026, que substitui a Autorização Provisória de Funcionamento (APF) pelo Certificado Ambiental Simplificado, facilitando o acesso dos agricultores familiares ao crédito rural.
“As leis foram aprovadas justamente para simplificar esse processo, mas, na prática, elas não estão sendo aplicadas. Precisamos garantir que esses instrumentos saiam do papel e beneficiem quem realmente precisa”, ressaltou.
Barranco propôs que o assentamento Jonas Pinheiro, em Sorriso, seja utilizado como projeto-piloto. Segundo ele, a comunidade enfrenta risco de reintegração de posse, movida pelo Ministério Público Federal, em razão de pendências ambientais que ainda não foram solucionadas. “Tenho convicção de que, com a mediação do Tribunal de Contas e o diálogo entre todas as instituições, será possível construir uma solução que depois possa ser replicada para os demais assentamentos do estado”, disse.
Representando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o chefe da Divisão de Obtenção de Terras em Mato Grosso e ouvidor agrário, Daniel Araújo, destacou que a mesa técnica representa uma oportunidade para superar um problema histórico que afeta milhares de famílias assentadas.
“Essa discussão é fundamental porque reúne todos os órgãos responsáveis na busca por uma solução conjunta. O Incra tem interesse direto em avançar na regularização ambiental dos assentamentos para garantir segurança jurídica e melhores condições de vida às famílias”, disse.
Daniel também defendeu que os procedimentos adotados pelo estado considerem as diferenças entre a agricultura familiar e o agronegócio de grande escala, evitando que pequenos produtores sejam submetidos às mesmas exigências burocráticas.
“Não podemos tratar da mesma forma quem possui poucos hectares e quem desenvolve uma produção em larga escala. A legislação já prevê tratamento diferenciado para a agricultura familiar, e esse princípio precisa ser observado para que a regularização aconteça de forma mais ágil e eficiente”, destacou.
Também participaram da reunião os procuradores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Ricardo Riva e Bruno Cardoso, além de representantes do Incra e da equipe técnica do TCE-MT.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

Registro feito em Porto Jofre mostra grupo de ariranhas reagindo à aproximação de uma onça-pintada; bióloga explica o comportamento de defesa da espécie.
Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).
Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.
De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.
“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.
🦦🐾Vida em grupo favorece espécie
A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.
“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.
Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.
O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.
🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva
A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.
“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.
A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.
🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças
Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.
“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.
Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.
No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Agro Mato Grosso
VÍDEO: Caminhão se envolve acidente com ônibus de estudantes na BR-163 em MT

Acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16).
Um acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16), na BR-163, entre Sorriso e Vera, em Mato Grosso. Ele ficou preso às ferragens, foi resgatado e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso.
Imagens registradas no local mostram os dois ônibus lado a lado e o caminhão com a parte dianteira destruída após a batida com um dos veículos (veja abaixo).
Segundo informações da concessionária Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros, um dos ônibus freou e o veículo que vinha logo atrás desviou para evitar uma batida traseira. Durante a manobra, o ônibus invadiu a pista contrária e bateu contra o caminhão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu cerca de 15 quilômetros após o trevo de Vera, em um trecho de transição entre a pista simples e o início da duplicação da rodovia.
Equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. O motorista do caminhão foi retirado das ferragens e encaminhado pela concessionária ao Hospital Regional de Sorriso.
Os passageiros dos ônibus não ficaram feridos, mas alguns ficaram assustados com o acidente e tiveram a pressão arterial aferida pelas equipes de atendimento.
Em um dos ônibus, havia 15 pessoas; no outro, 16. Todos estavam ilesos e assinaram o termo de recusa de encaminhamento médico disponibilizado pela concessionária.
VEJA:
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Agro Mato Grosso
Jovem de 24 anos morre durante cirurgia plástica em hospital de Cuiabá

Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha teve uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar de duas horas de tentativas de reanimação.
Uma mulher identificada como Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, nesta sexta-feira (16). A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação por cerca de duas horas.
Em nota, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelo procedimento, lamentou a morte e afirmou que a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação. Segundo o comunicado, a causa da morte deverá ser esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
Entre os procedimentos previstos estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. Até o momento, não há informações confirmadas que permitam atribuir o óbito a um eventual erro médico. Lurdes era mãe de duas crianças.
Além disso, o médico informou que registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e ameaçado de morte. Segundo a assessoria jurídica, o registro foi feito para preservar a integridade física dele.
Por fim, ele declarou estar à disposição das autoridades e informou que não divulgará detalhes do atendimento em respeito à família e ao sigilo médico.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.
Veja nota na íntegra:
O Dr. Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica lamentam profundamente o falecimento da paciente, ocorrido nesta sexta-feira (16), e se solidarizam com a família e os amigos neste momento de dor.
O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso.
Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
O Dr. Euller tem longa trajetória e vasta experiência neste tipo de procedimento ao longo de mais de 25 anos de trabalho.
Esclarecemos que o médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos, nos termos da Lei nº 3.268/1957. E repudiamos veementemente quaisquer tentativas de desqualificar sua habilitação, visto que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é requisito para essa prática.
Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física.
Em respeito à família e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações do atendimento. Por isso repudiamos a divulgação indevida de imagens, de dados de prontuário ou de qualquer informação que não corresponda aos fatos.
Seguimos à inteira disposição das autoridades.
Assessoria Jurídica
Alex Cardoso, OAB-MT 11.393
Uma mulher identificada como Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, nesta sexta-feira (16). A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação por cerca de duas horas.
Em nota, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelo procedimento, lamentou a morte e afirmou que a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação. Segundo o comunicado, a causa da morte deverá ser esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
Entre os procedimentos previstos estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. Até o momento, não há informações confirmadas que permitam atribuir o óbito a um eventual erro médico. Lurdes era mãe de duas crianças.
Além disso, o médico informou que registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e ameaçado de morte. Segundo a assessoria jurídica, o registro foi feito para preservar a integridade física dele.
Por fim, ele declarou estar à disposição das autoridades e informou que não divulgará detalhes do atendimento em respeito à família e ao sigilo médico.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.
Veja nota na íntegra:
O Dr. Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica lamentam profundamente o falecimento da paciente, ocorrido nesta sexta-feira (16), e se solidarizam com a família e os amigos neste momento de dor.
O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso.
Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
O Dr. Euller tem longa trajetória e vasta experiência neste tipo de procedimento ao longo de mais de 25 anos de trabalho.
Esclarecemos que o médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos, nos termos da Lei nº 3.268/1957. E repudiamos veementemente quaisquer tentativas de desqualificar sua habilitação, visto que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é requisito para essa prática.
Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física.
Em respeito à família e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações do atendimento. Por isso repudiamos a divulgação indevida de imagens, de dados de prontuário ou de qualquer informação que não corresponda aos fatos.
Seguimos à inteira disposição das autoridades.
Assessoria Jurídica
Alex Cardoso, OAB-MT 11.393
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