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5 de julho de 2026

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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

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Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

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Abimaq lança guia gratuito sobre armazenagem diante de déficit no setor; confira

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Foto gerada por IA.

Com estimativa de produção de 353 milhões de toneladas de grãos por ciclo, o Brasil tem capacidade para armazenar 62% desse volume, o que deixa cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura de estocagem.

Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, disponível gratuitamente.

O material reúne orientações para produtores rurais, gestores e profissionais do agronegócio sobre práticas de armazenagem, com o objetivo de reduzir perdas, melhorar a logística e apoiar o planejamento das operações.

Déficit afeta logística e comercialização

Segundo a Abimaq, o crescimento da produção agrícola tem ampliado o déficit de capacidade estática de armazenagem no país. A limitação da infraestrutura pode aumentar os custos logísticos, elevar as perdas e reduzir as alternativas de comercialização da produção, obrigando produtores a venderem a safra em períodos de maior oferta.

A iniciativa integra uma campanha da entidade voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para o agronegócio.

Tecnologia disponível

A associação informa que a indústria nacional dispõe de tecnologia para ampliar a infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial de Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG), vinculada à Abimaq, reúne empresas que desenvolvem sistemas e equipamentos destinados a diferentes perfis de produtores e operações agrícolas.

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante o preenchimento de formulário disponível aqui.

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Plano Safra 2026/27: bastidores mostram o desafio de traduzir R$ 610 bilhões ao produtor

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Radar Rural recebe a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz. Em discussão, a cobertura do Plano Safra

O anúncio do Plano Safra 2026/27 na última terça-feira (30) colocou mais uma vez o agronegócio no centro das atenções. Somando os recursos destinados à agricultura empresarial e à agricultura familiar, o governo federal anunciou R$ 610 bilhões em crédito para a nova temporada.

Mas, por trás do valor recorde, há um trabalho intenso para transformar uma avalanche de números, regras e mudanças em informações úteis para quem realmente precisa delas: o produtor rural.

Esse foi um dos temas do novo episódio do Radar Rural, que recebeu a gerente de conteúdo e produtos digitais do Canal Rural, Laila Muniz, para falar sobre os bastidores da cobertura do principal anúncio da política agrícola brasileira.

Cobertura começa muito antes do anúncio

Segundo Laila, acompanhar o Plano Safra não significa apenas esperar a divulgação oficial dos números.

A preparação envolve revisitar os dados da safra anterior, analisar o comportamento da contratação de crédito e entender o cenário econômico que antecede o anúncio.

“O cenário econômico baliza as decisões do governo. A gente precisa olhar como foi o desembolso ao longo do ano, como o produtor se comportou, se tomou todo o crédito disponível e quais fatores influenciaram esse movimento.”

Na avaliação dela, juros elevados, aumento do endividamento e preços mais baixos das commodities já indicavam que esta edição teria características diferentes das anteriores.

Além disso, parte do trabalho consiste em traduzir um conteúdo altamente técnico para uma linguagem acessível.

“O produtor acompanha esses temas, mas nosso papel é transformar o economês em informação prática e responder às dúvidas que surgem imediatamente.”

Números chamam atenção

O Plano Safra destinou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano.

Já a agricultura familiar contará com R$ 97,3 bilhões, por meio do Pronaf e de outras linhas de financiamento, com juros variando entre 1% e 7,5% ao ano.

Apesar do volume recorde de recursos, um ponto chamou atenção durante a análise da equipe do Canal Rural: a redução dos valores destinados ao custeio e à comercialização, enquanto as linhas de investimento receberam reforço.

Segundo Laila, esse movimento parece destoar do momento vivido pelo setor.

“O produtor pode adiar a compra de uma máquina, mas não pode deixar de comprar sementes ou insumos. Em um cenário de aperto financeiro, o custeio acaba sendo prioridade.”

Ela explica que a mudança também chamou a atenção de especialistas e de representantes do setor, levando a equipe a aprofundar a análise das novas linhas de investimento incorporadas ao programa.

Cobertura integrada entre TV e digital

Outra mudança destacada foi a integração cada vez maior entre televisão, site e redes sociais.

Além da tradicional transmissão ao vivo do anúncio, a cobertura passou a incluir bastidores, vídeos curtos, respostas rápidas às dúvidas dos produtores e maior interação nas redes sociais.

Segundo Laila, o objetivo é ampliar o alcance do conteúdo sem abrir mão da credibilidade.

“O formato digital exige objetividade. São poucos segundos para prender a atenção das pessoas, mas isso não significa perder qualidade na informação.”

Ela destaca que a missão do Canal Rural é entregar conteúdo rápido, consistente e confiável em um ambiente cada vez mais disputado.

Além dos números

Durante a conversa, a equipe também destacou que o trabalho não termina no dia do anúncio.

A cobertura continua nas semanas seguintes, com análises sobre os impactos das medidas, interpretação das regras e esclarecimento das principais dúvidas dos produtores.

Entre os temas que ainda devem ganhar espaço estão a distribuição dos recursos entre custeio e investimento, o acesso ao crédito por produtores endividados e os desafios enfrentados por mulheres no campo.

Um levantamento citado durante o programa mostra que mulheres administram cerca de 30 milhões de hectares no Brasil, mas ainda encontram mais dificuldades para acessar financiamentos, principalmente por questões relacionadas à titulação das propriedades.

Plano Safra precisa olhar o longo prazo

Outro ponto debatido foi a necessidade de pensar a política agrícola de forma mais estruturada.

Na avaliação dos participantes do Radar Rural, tanto o Plano Safra quanto temas como seguro rural e regularização fundiária exigem planejamento de longo prazo.

“O agro é estratégico para a segurança alimentar. São políticas que deveriam ser tratadas como políticas de Estado, e não apenas como ações anuais.”

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